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11 outubro 2011 10:20

por: febottini

A nave espacial U2 360° pousou pela última vez em Moncton, no Canadá, no dia 30 de julho, depois de dois anos arrecadando U$ 700 milhões e deixando 150 trabalhadores procurando por trabalho. Um desses, finalmente, a encontrar um tempo livre é Willie Williams, que ajudou no desenvolvimento criativo e atuou como diretor de show da turnê.

Durante os ensaios em Barcelona, Williams brincou sobre o nascimento da “Garra” e suas várias partes. Agora que as três mega estruturas de aço já rodaram pelo mundo todo (atualmente estão à venda para qualquer pessoa por U$ 20 milhões), David Johnson recentemente encontrou com Williams, que voltou à tranquilidade bucólica em Suffolk.

David Johnson: Depois de 110 shows, o seu bebê – U2 360° – finalmente chegou ao fim no mês passado. Como você se sente?
Willie Williams: Eu estou bem ciente que as turnês de rock não terminam de uma forma gradual; elas aceleram na velocidade máxima até bater numa parede de tijolos no show final. Lesões podem resultar, com algo tão monumental como a turnê 360°, eu fiz um ponto de estimulação no final do mês ou também da turnê. Assistindo o show toda noite, eu tomei consciência que aquelas eram as últimas ocasiões que aquilo tudo existiria e, em pouco tempo, tudo iria acabar pra sempre. Eu assisti por todo o lugar em Pittsburgh, até arrastando Ethan Webber para os assentos, porque ele sempre viu o show somente atrás do console de iluminação.
O sentimento geral da equipe era o de quando você termina a faculdade. Nick Barton, chefe da equipe de iluminação, destacou que essa turnê o marcou como uma faculdade – três anos de curso com vários intervalos, quando a gente se separa pra depois voltar e começar de novo no próximo semestre. Tal como deixar a escola, nós vamos agora para uma nova vida, um novo capítulo que se inicia – mais velhos, mais sábios e procurando por trabalho.

DJ: O visual do show mudou um pouco desde o início em Barcelona e o último em Moncton. Que fatores levaram a isso?
WW: A turnê 360° durou tanto tempo que eram mesmo três turnês que mudaram em 2009, 2010 e 2011. Parte da mudança veio ao longo dos shows na América do Norte e Europa duas vezes, especialmente quando o DVD do show já estava à venda. Meu objetivo em voltar à América em 2011 era de pelo menos ter 50% do show novo desde o DVD.
Outro fator é simplesmente a personalidade do U2, que nunca descansa sob os louros e continua evoluindo de forma criativa. Tendo a maioria das instalações que nós precisávamos na turnê, fazer novos materiais e adicionar novas canções não era muito custoso, com algumas exceções, então o começo da nova leg da turnê sempre trouxe mudanças. Há também um desejo permanente dentro do U2 para fazer shows relevantes para a cidade ou país em que eles estão, então novas músicas e novos elementos eram feitos para os shows. Isto, é claro, é infindável e desgastante, mas sempre mantém o show vivo. O público adora também, então é um tempo bem gasto.
Algumas delas eram realizadas pelo seu próprio ímpeto, nós fazíamos porque percebíamos que podíamos. Nós temos um ótimo relacionamento com a NASA e o tema de “estação espacial” foi muito divertido. Começando com links ao vivo com a Estação Espacial Internacional, através do Comandante Mark Kelly dando gritos para cada cidade, cantando “Beautiful Day”, e com s música do David Bowie enquanto flutuava no espaço, nós estamos se sentindo, realmente.

DJ: Qual foi seu momento mais marcante da turnê?
WW: Claro é impossível dizer só um com tantos momentos marcantes durante esta turnê. Se eu tivesse que escolher uma coisa, porém, seria o ‘mirrorball’, eu posso ter certeza que ninguém nunca pagaria por algo tão insano de novo – uma bola de espelhos com iluminação colocada a 150 metros de altura. Em noites de nevoeiro, o estádio inteiro se enchia com os pontos do globo e as vigas em movimento, tão grande, tão ‘kitsch’ e ainda se movendo como em uma cena de O Senhor dos Anéis.

DJ: Outros destaques?
WW: O prazer no rosto dos profissionais em ver primeiro os enormes pedaços da “Garra”. A noite de abertura em Barcelona: vendo essa coisa cercada pelo público pela primeira vez. Cidade do México: três shows com quase 110 mil pessoas em cada noite. A chuva apocalíptica em Zurique. Um estádio cheio de luzes dos celulares. A lama em Glastonbury com Allen Branton. A semana quando fizemos dois vídeos, um no espaço e um em Burma. A rendição do Comandantes Mark Kelly em “Space Oddity” direto da Estação Espacial. Criar um set list, fazendo referência a cada álbum do U2. Hugh Masekela se juntou com a banda no palco, em Johanesburgo, para tocar “Still Haven´t For…”, possivelmente o momento musical mais mágico de toda carreira do U2.

DJ: Onde os shows irão daqui?
WW: U2 360° com certeza é um marco na história do rock, mas eu não tenho ideia de quanta influência isso terá nas outras bandas. Alguém disse que esta seria a “Olimpíada de Beijing do Rock”, em que embora sendo o auge de alguma coisa, é também o fim de outra. Eu não consigo pensar em alguém que seja corajoso o suficiente para fazer o design deste tipo de turnê, a menos que Pink Floyd ou Stones saiam em turnê de novo.
Quanto ao U2, nós já estamos pensando na próxima e eu estou animado com as idéias. É engraçado, na ZOO TV, as pessoas perguntariam “Você vai seguir isso?” para quem eu responderia, “A próxima será maior”, o que se concretizaria. Desta vez, ao contrário, essa não é uma promessa que eu farei.

DJ: Nós sabemos que você está curtindo um tempo parado. Algum plano a longo prazo?
WW: Eu tenho um monte de projetos de vídeos através da minha parceria com Sam Pattison, na The Third Company. Eu gosto dessas coisas, os projetos são interessantes – arena de show do Batman, show do Elton John em Las Vegas, etc. Eu também estou envolvido com vários shows de teatro e meus próprios projetos de arte, mas não há nenhum plano de seguir a turnê do U2. Planejar a carreira não tem sido uma característica forte da minha vida, que não seja seguir as coisas que eu acho que são interessantes para eu trabalhar, com pessoas inspiradoras. Nesse sentido, eu acho que sou uma pessoa normal.

DJ: Eu suponho que você esteja querendo falar de alguns dos membros da equipe que fizeram isso possível. Pode falar.
WW: Não teria havido a turnê 360° sem Mark Fisher, meu co-designer do começo ao fim, ou sem Jack Berry, que faz o impossível ser possível. O entusiasmo de Hedwig De Meyer e Stageco foi vital no começo a confiança para que isso fosse viável. Joe O´Herlihy por desenhar o sistema de som, sem comprometer a qualidade do áudio, o que foi fundamental para a performance do U2. Frederic Opsomer concebeu a tela de vídeo e procurou Chuck Hoberman para descobrir como funciona um objeto que se expande por três dimensões simultaneamente. Tom Krueger é provavelmente o único homem vivo que pode olhar calmamente no olho de Jake Berry e dizer que precisa de 14 câmeras, e Stefaan “Smasher” Desmedt, que trocava essas 14 câmeras toda noite e tornou-se o maior diretor de vídeo de turnê atualmente. Ethan Weber por todas as entradas, embora atrelado à grande experiência de Alex Murphy. Craig Hancock pelo seu trabalho admirável. Nick Barton por não ter nenhum medo. Raff Buono pelas acrobacias da tela de vídeo. Lucas Halls, Damian Hale, Run Wrake, Eoin Mc Loughlin, e os videos criativos. Sam Pattinson por fazer o conteúdo do vídeo.Stef Vanbiesen por fazer a programação do vídeo e operação. Declan Gaffney por suas inúmeras contribuições sonoras e por não se importar em eu estar no seu ProTools. Sharon Blankson pela jaqueta de laser. Morleigh Steinberg pelo microfone pendurado. Gavin Friday pelo olho e orelhas bem apuradas. XL Video, PRG, Tait, Clair e Brilliant Stages. Rocko Reedy e toda a equipe da turnê 360° que não só fez esse projeto insano acontecer, mas o tornou numa empresa muita divertida. Paul McGuinness e Arthur Fogel pela confiança. E, claro, os próprios membros do U2, que mesmo com 200 caminhões de engrenagens, conseguiram manter o show e, acima de tudo, a música.

Entrevista traduzida do site Live Design

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