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12 julho 2011 08:05

por: Márcio Guariba

Especial U2 Show – Parte 8

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PAT MORROW

Pat Morrow, da Nocturne Productions, forneceu equipamentos de video para a ZOO TV, além de ter trabalhado também com iluminação na Joshua Tree tour. Aqui ele fala sobre a grande virada, quando o U2 conquistou o mundo com a Joshua Tree tour:

Musicalmente e artisticamente, o U2 estava tendo um impacto enorme. Além daquele incrível sucesso musical, a produção e design das suas turnês eram inovadoras, com qualidade de som tão boa ou melhor do que se ouvia no disco. Eu podia citar muitas bandas que, por questões financeiras, faziam turnês padronizadas: somente as luzes penduradas, e o foco na música. Você não gasta muito e pode valer à pena. Isso acontece com muitos artistas, mas com o U2 você sempre tem mais produção nos shows. Existe um impacto tangível, físico, econômico e psicológico que resulta da valorização da produção de um show que não pode ser obtido de outra forma. Você vê isso no teatro, em convenções políticas e na televisão. Valorizar a produção dos shows é simplesmente prestar enorme atenção aos detalhes e realizar uma visão artística integralmente articulada, que tenha amplo apelo. É como eu defino.”

Achei legal também essas palavras ainda do Pat Morrow no último parágrafo:

Durante todo o meu envolvimento com eles, o U2 tem sido inteiramente consistente. Verdadeiros guerreiros da estrada. Nunca tive dúvidas de que eles sabiam o quanto era importante manter a produção primordial, manter a mensagem política. Paul, Principle Management, Bono e Larry, todos eles, têm muito do que se orgulharem. Eles não se deixaram ser engolidos por aquela síndrome de Hollywood e se transformarem em caricaturas de si mesmos. É um traço de personalidade irlandês: você pode beber um monte de Guinness, mas continua dizendo a verdade. É algo direto, sem rodeios. Há um nível baixíssimo de enrolação na personalidade irlandesa.” 

MONICA CASTON

Continuando com mais algumas partes interessantes do livro.

Monica Caston trabalhou na ZOO TV, como assistente de direção de video, e na PopMart, como diretora de video. Ela é entrevistada pelo Paul McGuinness num dos documentários do DVD de extras da PopMart Mexico. Achei legal algumas coisas que ela falou sobre essas turnês fantásticas.

Sobre a ZOO TV, vejam o episódio que ela conta:

A banda estava sempre muito envolvida em tudo. Eles queriam ver tudo, e tinham um monte de idéias específicas. Ocasionalmente uma dessas idéias nasceria de um erro. Ou de algo que pensamos ser um erro. Por exemplo, a banda estava no palco ensaiando e nós tínhamos um video que mostrava chamas, para uma das músicas. De repente, o telão perdeu a sincronia, que é o que controla a imagem na tela. A imagem começou a rolar, e assumiu cores diferentes. Edge olhou em volta e disse “É isso! É isso o que queremos! Não queremos as chamas, queremos aquilo”. Daí tivemos que achar um jeito de reproduzir aquilo de novo, porque não poderíamos simplesmente colocar o telão fora de sincronia toda a noite! (a menos que você quisesse matar o engenheiro!). Então tiramos o telão de sincronia, gravamos um pouco daquela imagem distorcida, construimos um loop com ela, gravamos num laser disc, e daí rodávamos durante o show. Achamos um jeito de forçar a barra sem o risco de que tudo desse errado a cada noite.”

Um trecho muito legal onde ela fala sobre a PopMart:

PopMart foi tanto revolução quanto evolução. Gastamos muito tempo na pré-produção, e de repente já era hora da turnê começar. Levou algum tempo para a banda se sentir confortável com o palco e o telão, e para a equipe se sentir confortável com a tecnologia. Mas uma vez que conseguimos, os engenheiros reprogramaram o software, e o fizeram mais rápido e melhor. Passamos a arriscar mais a medida que ficávamos mais confiantes, e imaginávamos: “Okay, como podemos fazer diferente, o que a gente pode fazer?” E daí fazíamos. Eu amo o fato de que amigos que assistiram a PopMart bem no início da turnê, e depois novamente seis ou oito meses mais tarde, ficaram impressionadíssimos com o quanto tinha mudado. E não apenas visualmente: a performance da banda também tinha mudado. O set list mudou. Isso fez a PopMart mais incomum e excitante. Com seis câmeras, três telas e um telão imenso do tamanho de um campo de futebol, me deixava apavorada com o quanto estávamos dependentes de computadores e tecnologia. A banda nos desafiava a fazermos o nosso melhor a cada noite, e juntos fizemos da PopMart um marco na produção de turnês. O público simplesmente ficava enlouquecido. Mas eu também me dei conta de outra coisa – que, ao final do dia, tudo se resume aqueles quatro caras e sua música. E o que fazemos para embalar aquela experiência para a banda, e para os fãs, é apenas a cereja do bolo.”

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“Mas eu também me dei conta de outra coisa – que, ao final do dia, tudo se resume aqueles quatro caras e sua música. E o que fazemos para embalar aquela experiência para a banda, e para os fãs, é apenas a cereja do bolo.”

É isso aí!
A parafernália, para mim, é dispensável.

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