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Bono

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5 abril 2011 10:16

por: Márcio Guariba

O jornalista André Barcinski é um dos meus favoritos. Escreve hoje um blog no site da Folha de São Paulo, tem um programa de rádio da UOL e é produtor do Canal Brasil. Adoro o que ele escrevia na antiga Bizz, quando, principalmente, chutava o balde pra cima dos artistas dos anos 80 e, principalmente, nas estrelas pop. Gosto do seu jeito carrancudo e ogro de escrever. E quando ví o título do seu texto de hoje, sabia que seria um ótimo tópico de discussão aqui no nosso site; Sabia que alguma coisa iria voar no ventilador.

Veja o texto na íntegra;

Então Bono vai se encontrar com Dilma.
Não sei o que é mais ridículo: um popstar achar que o presidente de um país tem a obrigação de recebê-lo, ou a presidente de um país concordar com isso.
Não tenho a menor idéia qual será o teor da conversa. Não importa. Não vai dar em nada mesmo. É só marketing.
Antes de Bono, veio Sting. Depois, James Cameron e Madonna. Outros virão.
Não sou xenófobo e odeio qualquer tipo de patriotismo. Acho ótimo que o resto do mundo se interesse por nossos problemas.
Mas não dá pra agüentar popstar metido a santo.
Tenho certeza que Bono é um sujeito muito bondoso e preocupado com os outros. Já ganhou vários prêmios por seu ativismo. Até pro Nobel da Paz já foi indicado.
Mas sua insistência em trombetear a própria bondade joga contra.
Quer fazer o bem? Ótimo. Inspire-se em Bill Gates, que doou 3 bilhões de dólares. Ou em Warren Buffet, que deu 2,5 bilhões de dólares para ajudar a redução de armas nucleares. Ou em Ted Turner, que doou 1 bilhão de dólares para a ONU.
Bono deve valer o quê, meio bilhão de dólares? Se Paul McCartney tem 800 milhões, parece uma conta justa.
Já sei, os fãs de Bono vão dizer que ele usa a própria fama para chamar a atenção para grandes causas. Justo.
Mas fica a pergunta: quem será que se beneficia com a bondade de Bono? As causas ou os políticos que, espertamente, posam ao lado dele e sorriem para a imprensa?
Sempre que leio sobre Bono, lembro de uma história lendária sobre Elvis Presley.
Em 1970, trancado em Graceland e alterado por incontáveis coquetéis de tranqüilizantes, boinhas e todo tipo de remédio, Elvis teve mais um de seus surtos.
Botou na cabeça que precisava mandar uma mensagem às crianças da América sobre o perigo das drogas. Logo ele.
Elvis simplesmente apareceu na porta da Casa Branca às 6h30 da manhã, exigindo falar com o presidente Richard Nixon.
Nixon, que estava sendo massacrado pela opinião pública por causa do Vietnã, viu naquela insanidade toda uma chance de ouro para se aproximar da juventude.
O resultado foi um dos encontros mais grotescos, insanos e oportunistas da velha história da amizade entre pop e política.


Podem me xingar, mas concordo com muita coisa que ele diz. Por conhecer Bono, sei também que ele está errado quando fala que se ele quisesse realmente fazer algo que prestasse, deveria doar bilhões como Bill e Melinda Gates. Ele só não sabe que ele é quem os convenceu á fazer tudo isso. Mas no geral, sempre achei que quando Bono é, como ele próprio já se chamou, ‘uma prostituta cara’, que usa seu estatus para tentar arrumar alguma coisa no mundo, nem sempre é aproveitável. Ou alguém sabe que fim levou a guitarra doada ao programa “Fome Zero”?

Comentários

A guitarra foi leiloada até onde sei… achei a crítica razinha, me preparei pra algo pior, como uma pergunta que fizeram no painel do World Economic Forum sobre apoiar países com ditadura (super forte), mas o tempo estourou e o Bono não pôde responder.. Ou então aquela da Jolie, que adotou sei lá qts pobrezinhos e o Bono? Tenho meus questionamentos sobre o quão longe as ações do Bono vão, em termos concretos, na minha visão a idéia dele de atuar como um lobbista para que orçamentos mais altos para ajuda internacional sejam aprovados é muito boa e talvez mais eficaz do que simplesmente doar sei lá qts bilhões… o que sei é que eu gostaria de fazer um mestrado em “desenvolvimento” algum dia na vida, deve haver uma bibliografia fudida sobre isso então qualquer artigo razo como esse da folha vai deixar muitos aspectos de fora…

Me perdoem aqueles que pensam de maneira contrária, mas acho que a obra do U2 não precisa destes encontros políticos. É até possível que existam encontros e encontros, mas a chance de isso beirar o ridículo é muito grande… Acho que as letras e a história do U2 são suficientes para demonstrar os ideias do U2 e são bastante capazes de trazer à discussão certos temas que todos nós consideramos importantes e relevantes. Acho que a One Campaign, a RED e outras iniciativas também são louváveis… Portanto, na minha singela opinião, faço um pedido ao nosso amigo Paul…´B-Man, slow down, please…  Um encontro com Dilma vai ser algo absolutamente desnecessário… Por favor, não cite o nome dela durante os shows… Por favor, não cite o nome de campanhas públicas durante o show… (como foi dito há alguns anos… algo do tipo “Pobreza Zero”)  Bono não precisa disso. Get Back to Stage… Now !   Sua obra, sua voz, suas composições… Tudo isso nos é suficiente !  Nós, que conhecemos o U2, sabemos até onde vai sua sinceridade, apesar das críticas… Também acho possível que os encontros políticos sejam mais úteis aos próprios políticos… Bono com Berlusconi… Bono com Lula… Bono com Bush… Não parece caricato ?  Continue fazendo o seu trabalho… Estou certo de que tem feito bem mais que o necessário… Mas não há necessidade de câmeras ou fotos… E se a sua mão esquerda faz algo pra ajudar alguém… Então sua mão direita não precisa ficar sabendo.piscando

Assino embaixo e concordo com quase tudo que o Rodrigo Beleza escreveu, acho que o U2 não necessita se expor tanto com as suas “bondades”, a trajetória da banda por si só já revela o quanto engajada ela é.
Eu mesmo nunca doei um centavo influenciado por eles, e isto que eu me considero um cara bacana que sempre que possível pensa no próximo.
O que me importa neles é a musica.
Mas algumas coisas no texto merecem uma reflexão maior e sempre me incomodaram.
Eu acredito que o Rock&roll; não aceite a figura de pessoas boazinhas, isto vai contra a tríade sexo,drogas e rock&roll; e naturalmente é rechaçado pelos críticos e “especialistas” de plantão.
Por exemplo alguém lembra de alguma matéria falando mal do Ac/Dc porque eles se vestem com chifrinhos, tem letras como High To Hell, incentivam os jovens a gabularem a aula e serem rebeldes?
Alguém lembra de alguma matéria de alguma midia especializada falando que os irmãos Galaher são dois babacas que só arrumam confusão, são egocentricos, briguentos e que deveriam parar com isto?
Alguém lembra de alguma matéria falando que o Sex Pistols só arrumavam confusão e que incentivavam aos jovens a se cortar com giletes e por isto não tem valor musical?
Podem procurar e vão notar que toda imprensa, mídia especializada ou blogueiros não falam mal destas bandas, e quando comentam é de forma a “engrandecer” este fato como coisas do Rock, o Sex Pistols inclusive está novamente na capa da NME.
Podemos dizer que isto é como um hobby, jogar TV da janela do quarto, telefone na cabeça de fã, carro na piscina e atirar na TV ou usar drogas, tudo isto é visto como excentricidades do Rock.
E toda a mídia e fãs, acredita que isto não afeta o desempenho musical, o máximo que pode ocorrer é problemas físicos com os músicos, o Kurt Cobain por exemplo já chegou a se masturbar e cuspir em uma câmera (Rio de Janeiro), e é o queridinho e salvador do Rock, nenhum critico recente fez um artigo satanizando ele.
Bem se tudo isto é considerado excentricidade do rock ou hobby, porque o Bono não pode fazer suas causas humanitárias ao invés de jogar carros na piscina?

O que vale para todos os outros casos citados, vale para ele também, se isto é certo ou imoral, podemos dizer que é excentricidade e liberdade do Rock, Genne Simons do Kiss se gaba de ter transado com mais de 3000 mulheres e não houve criticas pelo contrário foi um baita marketing, Bono cria uma Ong é criticado como hipócrita.
A diferença esta nisto, no Rock o bonzinho não tem espaço, Lennon se salvou porque morreu.
Se no caso isto for marketing, se aplica a todos os casos, tanto para Genne Simons como para Bono, dizer quem está certo, tanto faz, o que pode se dizer é que tudo cobra um preço.
No caso do Oasis eles acabaram, AC Dc ficou preso na sua própria armadilha fazendo eles terem que se vestir e tocar exatamente a mesma coisa para não ofenderem os seus fãs (é o ver  que um homem de seus 50 anos se veste de colegial até hoje), o Pistols acabou e o ” Joãozinho Podre” se tornou um dos maiores marqueteiros que conhecemos.
O U2 segue inabalável, e não da sinais de que vai acabar por vaidades do Rock, os fãs gostando ou não  a banda criou uma aura quase mística graças as atitudes do Bono, e isto os diferenciou de todas as outras bandas, até de Beatles e Stones.
E isto não faz eu querer sair doando dinheiro ou entrando em Ongs por ai, e como gostar das outras bandas citadas não me fez sai quebrando, cuspindo ou me masturbando em publico.
Entendemos que o que conta é  a musica, e isto que eu mais gosto no U2 e também no Oasis por exemplo, mesmo os Galaher sendo uns malas.
Se o Whoo pode quebra um palco inteiro e isto não afetar a qualidade da banda, porque o U2 ser bonzinho afeta os críticos de plantão?
A imprensa brasileira especialmente sempre teve “birras” com o U2, em 2006 o editor da revista Época Luiz Antonio Giron, escreveu um texto na extinta AOL elogiando o Simpaty for The Devil Jagger e descendo o cacete no Saint Bono, então o que o André Barcinski está fazendo é só uma releitura bem mais light ( o Giron foi ácido e por isto criou uma verdadeira guerra de respostas no seu site).
Mesmo eu não me influenciando, ou achando que esta exposição do Bono é ao meu ver exagerada, acho que isto é uma excentricidade do Rock e que ele e eles (U2) tem todo o direito de serem assim, tanto quanto uma banda pode fazer suas loucuras roqueiras.
São todos lados de uma moeda, a diferença é que para muitos, roqueiro bonzinho não é roqueiro.
Até artistas como Rita Lee e Brian Johnson (AC DC), criticam o Bono, mas notem que são artistas com passado regado a drogas e por isto o oposto do que eles são.
Com isto digo que o Bono exagera, mas o rock &rol;, é conhecido pelos seus excessos, e porque temos que culpá-lo por isto, mais do que outros grandes artistas da musica.

Também gostaria de dizer que gosto de todos os artistas citados (exceto a Rita Lee), e que admiro muito o Bono como homem de família, cidadão e musico, mas que não aprovo todas as suas formas de fazer determinadas coisas, acho que estas ajudas poderiam ser feitas sem os flashes, mas respeito e sei que ele como um superelite não tem a liberdade de fazer nada disto sem a exposição.
Acho que realmente a mídia brasileira e críticos internacionais (como revistas NME e Pitchfork), não gostam desta atitude do U2 ao ponto de falarem mal de seus trabalhos recentes e antigos, a NME praticou um crime ao não incluir o Achtung Baby nos 100 melhores álbuns de todos os tempos e nem citar a Zoo TV entre as maiores turnês de todos os tempos que saiu em banca agora.
E tudos isto se deve a esta postura humanitária adotada de forma mais forte nos últimos anos, isto fere como já disse o principio rock (para alguns).
O meu argumento sempre é e vai ser que pelo menos o U2 é honesto com isto, as causas humanitárias já são feitas desde 1985 (de forma mais discreta é fato, mas acho que é porque não tínhamos internet naquela época), e forma mais ativa (Bono hoje), ao contrário de alguns oportunistas que apareceram querendo se dar bem com o marketing do bem (desculpem o trocadilho).
E este é o meu desabafo, concluindo que acho que o U2 (hoje), não necessita tanto desta exposição, mas que isto não é tão ruim ou maior do que os excessos que o rock já criou.

Assino embaixo…

Eu acho que o Bono não tá preocupado com essas críticas, ele tem uma rede de contato fudida, na Rússia ele encontrou o Medvedev, na Austrália a Primeira Ministra lá o recebeu, NZ não lembro, mas ele conhece o Sarkozy, o Cameron da G. Bretanha (sem contar os think tankers que participam do Fórum Econômico), não vejo problema em se encontrar com a Cristina e com a Dilma agora.. acho muito simplista dizer que a reunião não vai dar em nada e que é só marketing… pode ser que ele consiga, sim, algo do Brasil (aliás já fazemos coisa pra krl com África no combate a AIDS), nem que seja feijoada e caipirinha!
Acho que é uma via de mão dupla, o Bono quer ter cada vez mais influência para que a ONE etc. consiga fazer cada vez mais coisa e os políticos querem ser amigos do Bono por causa da legião de fãs que ele tem… talvez no final o Bono ganhe mais do que os próprios políticos…

ser correto como o bono é, incomoda as pessoas.espero que ele não ligue pra essas críticas idiotas, ele é uma pessoa maravihosa todos sabem disso, não adianta falarem esse monte de bobagem.esses criticos realmente deveriam falar de outros artistas que só falam e fazem bobagens,e não de alguem que sempre tenta ser correto como o bono!!!

Tantas bandas e cantores fazem coisas idiotas e aparecem na mídia como destaque, qual o problema de mostrar o Bono tentando ajudar os outros? Ele poderia encher a cara e dar escandalos por aí e continuaria famoso do mesmo jeito, mas ele prefere usar sua fama para o lado positivo. Acho que é disso que estamos precisando.

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