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Carta de Bono aos fãs – Booklet SOE

Carta de Bono aos fãs – Booklet SOE

Em mais de uma oportunidade, Bono afirmou que as letras de SOE eram cartas para pessoas importantes em sua vida. No encarte do novo CD, ele escreve uma longa carta a seus fãs, ouvintes do Songs of Experience.  Num trabalho em conjunto, alguns UVs generosos resolveram traduzir o que ele quis dizer a todos nós.

Desfrutem!

 

SONGS OF EXPERIENCE

Você começa no final.
Você começa com uma tela em branco.
Você começa com nada.
Você começa com o vazio.

Amor é tudo que nos resta

Talvez tenha sido o Dalai Lama que tenha dito que qualquer meditação na vida começa com a pessoa à morte. Soa um pouco sombrio. Não para mim. Eu perdi minha mãe quando tinha 14 anos e aprendi muito com seu desaparecimento. Eu gostaria que eu fosse mais velho, mas como um jovem adolescente, encarando duramente esse vazio, foi onde uma força vital imprimiu um ritmo em mim, quando uma certa rebeldia começou.
Desafiar as probabilidades, desafiar as expectativas das pessoas, desafiar a morte em si. Roubá-la de seu poder sobre mim ou de qualquer outra pessoa. (eu já tinha mania de grandeza desde aquela época).
Eu me lembro de ler Dylan Thomas “e a morte não possuirá nenhum domínio” Grande poema, eu acreditava e ainda acredito. Em algum lugar do caminho eu descobri a alegria como um ato de rebeldia e essa rebeldia foi a essência do romance.

Ninguém vai impedir este dia de ser o melhor de todos
Ninguém nos impedirá de estar onde deveríamos
Eu queria o mundo mas você bem sabia.
E tudo o que nós temos é a imortalidade.

A banda passou muitos verões no sul da França, é um lugar que nos salvou de nós mesmos, nos reapresentou ao amor de nossas vidas, a nossa família, a nossa música, noites se tornando alegres com as manhãs, tardes com o sol a pino. O sol caçoando de irlandeses, pois não éramos apenas brancos, éramos rosa. O mediterrâneo repousa lá como um lago. Trazendo uma calma que eu raramente encontro em qualquer outro lugar. Mas nos últimos verões, está havendo um certo presságio, onde costumava haver um plácido horizonte, pudéssemos ou não ver, uma vez que lêssemos as notícias e víssemos as imagens, podíamos sentir.

A guerra da Síria estava bem do outro lado da margem.

“Quando tudo está perdido, nós descobrimos o que permanece.
Os mesmos oceanos cruzados.
Para alguns prazer, para outros dor”

Eu tenho pensado sobre a Costa Oeste.

A Costa Oeste da Síria no mesmo mar Mediterrâneo, onde observamos enfermeiros e professores, pessoas que se parecem muito conosco, segurando firme suas crianças, seus poucos pertences, se agarrando a quase nada, a uma esperança, ao sonho de uma outra praia, um barco de borracha, pallets de madeira, destroços humanos desembocando na Itália ou Turquia, quem sabe onde.

Adam chamou a atenção da banda para o fotógrafo e cinegrafista Richard Mosse e sua instalação no Brooklin, usando filme térmico militar para gravar a vida fantasma dos refugiados, isso nos deixou sem palavras, uma sombria, porém extraordinária visão. Então o álbum tem duas canções de amor com pungentes nuvens negras pairando sobre elas, céus de petróleo, lindos, mas inflamáveis.

Summer of Love
Red Flag Day

No ultimo inverno, eu mesmo passei por experiências chocantes que fizeram eu agarrar a minha própria vida como uma tábua de salvação. Muitos de nós tem contato com a mortalidade em algum momento. Seja a nossa própria ou a de alguém que nos seja caro. É uma experiência arrebatadora, eu fui arrebatado.
De cara pra parede, com minhas mãos acima da cabeça, autoridades gritando para eu não me mover. Eu não vou me prolongar nisso ou sobre isso. Eu não quero nomear. Em um mundo de reality show de maior ou menor melodrama, eu posso poupar todo mundo disso.
Seja física, mental ou emocionalmente, muitos de nós enfrentam um grande obstáculo em algum momento de nossa vida.
Eu me sinto fantástico agora, mais forte do que nunca, mas estas músicas tem um ímpeto por trás delas e seria desonesto não admitir a turbulência que eu sentia no momento em que as escrevi.

O gênio que está por trás da genialidade de John Donne e da genialidade de algumas pessoas conduziu-me em segurança à praia. Mas eu confesso que ao longo do caminho, a fé que guiou minha vida desde que eu era jovem, não só não se aprofundou, como se estreitou.

Eu tive que lutar ainda mais duramente por essa fé.
Para ouvir a voz de Deus.
Eu tive que baixar as persianas para o mundo .
Limpar os ruídos do fundo e do primeiro plano. As interferências.
Diminuir o volume da minha mente povoada para ouvir aquela voz quieta e suave que promete a paz que ultrapassa toda compreensão.

Aquela relação que você tem com Deus ou o que quer que você queira chamar de Deus. Uma relação que somente produz a verdade. Eu tive que encarar algumas mentiras que eu vinha contando a mim mesmo. Mentiras como a que minha cabeça é mais dura que o chão. Eu tive que encarar meu próprio medo e meu medo do medo em si. Isso não é fácil para mim.
Mas a voz de Deus voltou, aquela que eu ouvia ainda na infância.
A língua é difícil de traduzir, mas a camiseta dizia: liberte-se, para ser você mesmo, se ao menos você pudesse se ver.
A voz de Iris, a voz de Deus, a voz da amizade, quem sabe?
É poderoso, é perspectiva.
Tempo de voltar pra casa, de descobrir que não era um lugar. Era um rosto, mais do que algumas faces, mas seu coração era meu lar.
Ali.
As luzes do lar.
Eu sempre soube que felicidade não se pode planejar. Que é a fonte de uma vida sendo vivida e amada.
Na mensagem, a tradução da Bíblia de Eugene Peterson, eu li Salmo 100: “Entre com a senha, obrigado. Sinta-se em casa”.
Que frase!
Eu fui em busca da felicidade que não pode ser fabricada. Que não está sujeita à vontade. A felicidade é muito mais fácil de se falsificar.

Uma pílula, uma promessa, um cavalo se aproxima em uma aposta de 10 para 1, um rosto bonito para se imaginar, uma noite na cidade, uma boa gargalhada com grandes amigos…
A alegria é uma coisa diferente.
A grande música é uma alegria… The Beatles, Mozart, Beethoven, Aretha, The Ramones… Há tantos, não há uma lista definitiva.
A alegria explode até mesmo com a raiva,,.
“Raiva é uma energia”, cantou Johnny Lydon no anos 80, com sua banda Public Image LTD, quando o U2 ainda estava tentando se encontrar.
Rage Against The Machine. “Raiva, raiva contra a morte da luz”, disse Dylan Thomas. É onde a raiva vive.

Antes de começar a escrever estas canções de experiência, eu decidi assumir o desafio do grande poeta Brendan Kennelly. ”Se você realmente quer chegar ao lugar onde a escrita vive”, ele me desafiou, “escreva como se estivesse morto”.
É um desafio para se passar, além do ego, além da preocupação de como suas palavras podem afetar as pessoas ao seu redor. É priorizar o que você pode ter a dizer se você acha que estas podem ser as suas últimas declarações.
Eu pensei que era uma boa ideia – até o momento em que não era mais apenas uma ideia e eu estava realmente fazendo isto. Era como uma realidade que estava sendo reproduzida comigo.
Eu gostaria que as pessoas que ouvissem estas canções soubessem que em muitas delas, eu abordei com uma sensação de que poderia não estar mais por perto para escutá-las no rádio ou no fluxo das coisas.

Eu perdi muitos dos meus heróis. Leonard Cohen, David Bowie, Prince. Eu pensei muito sobre a possibilidade de não estar por perto e então fiz estas músicas como cartas de amor.
American Soul é uma carta para a América.
Um país ainda inovando e se reinventando que tem sido a inspiração para esta banda desde a primeira turnê nos anos 80. E todos nós lemos ‘Crônicas De Motel’ de Sam Shepard, ouvimos Patti Smith e conhecemos o grande poeta Allen Ginsberg. Por anos, eu tenho sido um chato, um pé no saco para quem quiser ouvir, tentando explicar que a América não é apenas um país, é uma ideia. É uma grande ideia também. Mas enquanto nós gravávamos essas 12 músicas, sentimos que a ideia da América estava sendo desafiada, talvez até mesmo distorcida, de maneiras bastante problemáticas.

O crescimento das ideologias de extrema-direita que rejeitam o conservadorismo dominante nos Estados Unidos não é uma surpresa – estão ocorrendo por todo o mundo – mas ver isto nos EUA, ver a Ku Klux Klan marchando pelas ruas de Charlottesville sem seus trajes ridículos e chapéus pontudos, é um novo nível de perigo e absurdo. Edge descreve isto como ‘a doença mental do racismo’ sem máscara. Por que eles se sentem tão encorajados? Falar de banir os muçulmanos da América por medo da ameaça de terrorismo seria como os britânicos nas décadas de setenta e oitenta banirem todos os irlandeses do Reino Unido por medo que um de nós pudesse fazer parte do IRA. É claro que poderíamos, mas você não pode interditar o ar porque ele carrega um vírus. E então nós nos sentimos traídos ao ler todas aquelas palavras de Emma Lazarus no pedestal da Estátua Da Liberdade, belas palavras: “Dêem-me os cansados, os pobres, suas massas apinhadas que anseiam por respirar em liberdade.”
Sim, eu me sinto traído.

Cartas de amor…..
The Showman é uma carta de amor para qualquer um que cai na arrogância de um artista de muito pouca confiança. Você conhece aquele fenômeno muito pouca confiança? De qualquer forma, é uma carta para qualquer um de qualquer plateia. Nós damos à luz para estas canções, mas é o público que dá vida e sentido a elas. O relacionamento do artista e do público, no U2, é um romance muito louco, mas também um desafio. Tem que ser assim. Há um acordo entre as partes. Nós não temos que nos preocupar com colocar nossos filhos na escola ou como pagar a viagem da família nas férias, enquanto nosso público não precisa se preocupar sobre a banda dar tudo o que ela tem de melhor. É por isso que o U2 demora tanto tempo para finalizar a gravação de nossos discos, finalizar as canções, é por causa disto. The Showman era uma grande demo, mas só se tornou uma grande canção quando Larry sentou atrás de sua bateria e, em uma sessão, modificou todo o take para a melodia.

Desde o início, Larry, Adam, Edge e eu assinamos este acordo para o negócio e não houve praticamente nenhum show onde isso não tenha sido verdade, mas este conjunto de canções nos custou mais do que esperávamos. O ego fica menos maleável na medida que você vai ficando mais velho, não é? Enquanto empurrávamos as canções para lhes dar uma forma, estávamos empurrando uns aos outros para fora do que estava se formando. Eu acredito que sobrevivemos, mas a melhor música do U2 tem sempre que sair do questionamento. Então, novamente, os cantores são as últimas pessoas que você precisa ouvir quando eles não estão cantando. Artistas são as últimas pessoas que você pode confiar em assuntos relacionados à performance deles. Nós podemos rir quando as coisas não são engraçadas, nós podemos chorar em um close-up.
‘Eu minto para viver
Eu amo fingir
Mas você torna isso verdadeiro
Quando você canta junto’

Cartas.
Há cartas para filhos e filhas.
Love Is Bigger Than Anything In Its Way
13 (There Is A Light)
Get Out Of Your Own Way
Aos parceiros. Para Ali
You’re The Best Thing About Me (é claro, esta é fácil)
Tem também Landlady (obviamente)
‘A senhoria me impulsiona para o alto. Eu vou, eu vou onde eu não ousaria’
Quem pagou por minha caminhada antes de eu conseguir dois pences, quem providenciou uma cama e não se entediava quando o compositor estava escrevendo sobre si mesmo em círculos. A pergunta que não saía da minha cabeça era se eu conseguiria fazer uma música pra Ali, uma canção de exortação, sem provocar aquela náusea de sentimentalismo? É difícil. Hummm, talvez humildade, se eu pudesse lembrar como aquilo era, poderia ajudar. Humor?
”E eu nunca vou saber, nunca saberei o que “poetas que passam fome” quer dizer;
Porque quando eu estava sem dinheiro, foi você que sempre pagou o aluguel’

‘Eu tenho chorado
O quão ruim pode ser um bom momento
Falar da boca para fora
Isto é uma outra grande coisa sobre mim…’
‘Nunca subestime o ego masculino, querida’, como Marianne Faithfull colocou. Eu percebi isso. A crise de meia idade em que você pensa que não está tendo uma crise de meia idade.
O amor sempre foi o nosso assunto principal, mas o amor nem sempre é amável. ‘Somos fortes o suficiente para um amor comum?’ É a pergunta correta. São muitas as canções que patinam em torno deste assunto, mas as duas canções bônus do álbum não.
Tão frio quanto um acordo é The Book Of Your Heart.
Eu queria escrever sobre uma paixão fria. Eu reli The Fisherman do Yeats onde ele fala de seu desejo para uma poesia ‘tão fria e apaixonada como o amanhecer’.
Eu tentei pensar através daquilo, e eu vim com a linha ‘Essa é a beleza da cicatriz.
Esse é o acordo do coração’.
É um tipo de referência ao casamento, ao juramento dos relacionamentos. Há um preço em juramentos feitos no amor quando jovens, mas no final o preço nunca é alto o suficiente, é?
(Vale muito à pena).

Se existe algo interessante sobre o ato de escrever é que isso sempre irá revelar o escritor e eu quis mergulhar nu nessas Songs of Experience, (canções de experiência).
Não apenas nadar nu, mergulhando com os que eu amo. Eu queria tirar a minha pele. Apresentar-se em público é sempre uma strip-tease, mas ao escrever você revela coisas que você não sabia que não estava usando. Você se expõe. Eu não tinha certeza de quem eu não era ao escrever sobre Little Things that Give you away. Até que eu percebi que era eu mesmo e que isso era um diálogo entre minha inocência e minha experiência. A inocência se altercando com a experiência até que esta se quebra.
“Eu te vi nas escadas.
Você não notou que eu estava lá.
É porque você estava falando para mim e não comigo.
Você estava bem acima da tempestade.
Um furacão nascendo.
Mas essa independência pode custar sua liberdade.”

”Hey, esse não é o momento para não estar vivo…”

No final da experiência, através da sabedoria, esperamos recobrar a inocência. Alguém chamou de “a segunda ingenuidade”.

O amor é tudo que nos resta…
“Uma criança chora da soleira da porta. A única coisa que pode ser mantida”

The Blackout é uma carta para o momento em que nós estamos onde o apocalipse tanto pessoal quanto político se misturam. Não apenas o monstro de pedra dizimado pelo tempo, mas a democracia jurássica à beira da extinção.
Soa melodramático? Bem, é o que esperamos da ópera, não? Grandes melodias, grandes emoções.
Não acho que seja exagerado.
A democracia no fundo é apenas um ponto fora da curva na história. Liberdade, igualdade e fraternidade não são condições humanas, são? São aspirações tomadas à força por revoluções sangrentas. É um lance sangrento e conturbado. Assim como traumas pessoais, também com distopia política. The Blackout.
”Na escuridão, onde você aprende a ver.
Quando as luzes se apagam, nunca duvide.
A luz que realmente poderíamos ser”

“Se, entretanto, você quer olhar para as estrelas”, disse Annie Dillard, “você descobrirá que a escuridão é necessária.”
É na escuridão onde realmente nos vemos.
Onde descobrimos quem somos.
Onde somos deixados com nada.

Você começa no final.
Você começa com uma tela em branco.
Você começa com nada.
Você começa com o vazio.

 

Bono

 

Tradução by:

Gracia Cardeal

André Joe

Revisão by:

Mari Carla Giro

Ana Vitti

Weezer

Patrícia Moura

 

Vídeos inusitados do U2 #U240

Vídeos inusitados do U2 #U240

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U2 em traje de gala!

De vez em quando, eles aprontam alguma coisa bem engraçada ou diferente…

Aqui vai uma listinha com vídeos inusitados da banda:

10 coisas que o U2 aprendeu – David Letterman

U2 no Metrô de Nova Iorque com Jimmy Fallon

Larry quase sendo preso – de verdade – pela policia alemã

Esquete de humor para TV Irlandesa com Bono e Larry

Larry em comercial sobre o vírus HIV

Primeira aparição na TV

Entrevista na época da ZooTV

Primeira entrevista pra TV Americana

Edge testando sua guitarra

Nova moda do U2 para futuras tours – Brincadeiras

One realiza evento global!

One realiza evento global!

E se o mundo inteiro se unisse para alcançar objetivos em comum?
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No dia 24 de setembro, pessoas do mundo inteiro vão organizar um Dia de Ação Global, em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O mote da campanha mundial? Iluminar o caminho! Colocar luz nas lutas e agendas para os próximos (desafiadores) 15 anos.

O objetivo é chamar a atenção para os compromissos que serão assumidos por todos os países membros das Nações Unidas na Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorre de 25 a 27 de setembro, em Nova York. Serão adotados 17 objetivos para o mundo, que devem ser cumpridos até 2030!

Em São Paulo, diversos artistas e coletivos de ocupação do espaço público se reunirão no Largo da Batata, a partir das 16h.

:: Programação palco ::

das 16h, às 21h
– Abertura do Evento
– Forró na pressão
– Luana Hassen
– Momento #IluminaOCaminho (velas e luz nos #ODS)
– Ilú Obá de Min
– Fernando Anitelli

:: Programação coletivos SP ::

Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário Queiroz Filho (IBEAC): cortejo de leitura pela região de Parelheiros, com produção de materiais e intervenções nas escolas públicas e postos de saúde da comunidade.

Associação de Jovens Engajamundo | Acupuntura Urbana: atividade de ocupação do espaço urbano, que mostra como o desenvolvimento sustentável está presente no cotidiano + oficinas de stêncil, lambe-lambe e tsurus de origami.

ISPIS – Movimento Pimp my Carroça: carroceata com velas e plantas verdes, em ciclovias de São Paulo – em parceria com cicloativistas.

Muda de ideia: Bicicletada Iluminada, com concentração no Largo da Batata a partir das 17h30. Será oferecido LEDs para os pneus da bike, além de balões enchidos com gás hélio. O grupo percorrerá a ciclovia da avenida Faria Lima a partir das 19h. + infos: http://bit.ly/bikeiluminaocaminho

:: #IluminaoCaminho pelo Brasil ::

Em Pernambuco, o Dia de Ação Global será realizado pelo Coletivo Mangueiras, em Recife e Caruaru: http://bit.ly/iluminaocaminhoPE

Em Salvador, será realizado pela ONG Vida Brasil, na Praça Castro Alves:http://bit.ly/IluminaOCaminhoBA

Em Porto Alegre, será realizado pelo Instituto Parrhesia Erga Omnes:http://bit.ly/IluminaOCaminhoPOA

Em Juazeiro (BA), será realizado pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada: atividades lúdicas no centro da cidade, uma caminhada e ato simbólico nas margens do Rio São Francisco, ao pôr do sol.

Em Codó (MA), será realizado pela PLAN Internacional: flashmob na principal praça de Codó com meninas do projeto “Essa é a minha vez”.

Em Confresa (MT), será realizado pela Associação de Jovens Engajamundo: distribuição de materiais sobre os ODS em escolas urbanas e na aldeia Urubu Branco, de etnia Tapirapé.

.: Siga as hashtags #iluminaocaminho #action2015 #pos2015 :.

.: Baixe as artes e compartilhe.

+ infos: http://bit.ly/abong_iluminaocaminho

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Paulo Lilla, o brasileiro que tocou com o U2 no MSG: Foi mágico!!!

Paulo Lilla, o brasileiro que tocou com o U2 no MSG: Foi mágico!!!

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Paulo Lilla, 37 anos, advogado, foi o homem escolhido por Bono para tocar All I want is you no show do Madison Square Garden da última quinta feira, dia 23 de julho. Fã do U2 há quase 25 anos – “Depois de assistir Rattle and Hum” – Paulo sabe que 10 entre 10 fãs da banda irlandesa gostariam de estar em seu lugar. “Estava escrito! Foi coisa de Deus”, afirmou.

Ele nos concedeu entrevista exclusiva, direto de Nova Iorque, onde revela aos amigos do fã clube Ultraviolet sua “experiência”, as impressões sobre Bono e a banda, além de detalhar tudo o que aconteceu durante esta super aventura norte americana.

Paulo foi para Nova Iorque com a esposa, Angela, em férias programadas para coincidirem com as apresentações da banda. Lá encontrou-se com outros UVs – Cristianne Medeiros e Eraylton Neto – e assistiu um show nas cadeiras e outro – justamente este onde foi protagonista – na pista. Sua esposa, que o acompanhou nas cadeiras, não foi neste, não tinha ingresso.

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Ele já tinha assistido a todos os shows que o U2 havia feito em São Paulo, mas esta foi a primeira vez que viajou para vê-los fora do Brasil. Ficou impressionado com o espetáculo visto da arquibancada: “Dá pra ver a grandeza do show, com o telão e tudo mais. Aquele telão interage com a banda o show inteiro, faz parte do espetáculo. Quem tá na pista perde muito isso”, revelou.

Apesar disto, prefere a pista porque “Há uma interação incrível entre público e banda! Bono tem um carisma incrível! Consegue unir a galera”. A ideia de levar o cartaz veio do fato de ver outros serem chamados: “Vi que ele chamou pessoas pra tocar em vários shows. Estão interagindo muito mais com o público, dado o clima mais intimista dessa turnê, então resolvi arriscar… Fiz um cartaz mequetrefe, feio pra caramba, porém grande. Feio, mas eficaz! Fiz a mão, com canetinha mesmo”, brincou.

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A seguir, vocês vão ler o relato da aventura vivida por Paulo, em primeira pessoa. Tudo o que ele viveu, sentiu e consegue expressar com palavras, já que é impossível descrever de forma racional tamanha emoção.

 

“Quando o Bono foi ao palco e parou na minha frente, levantei o cartaz. Não fiquei com ele levantado o tempo todo pra não atrapalhar o pessoal que estava atrás. Bono viu, leu, e fez um sinal pra mim com a cabeça. Eu não disse nada… Apenas levantei o cartaz e olhei fixamente para ele, sorrindo. Como se eu estivesse falando com os olhos.

Quando ele fez o sinal pra mim, achei que minhas chances tinham aumentado. Aí o show seguiu e mantive o cartaz abaixado. Fiz várias fotos e videos bacanas, já que a posição era privilegiada. Quando a banda veio ao palco B e tocou Mysterious Ways, o sonho começou…

Bono puxa uma colombiana pra dançar com ele e filmar pelo celular. Quando vi que tocaram Sweetest Thing achei que não teria mais chances, pois normalmente chamam pra tocar Desire ou Angel of Harlem. Nenhuma das duas foi tocada. Ai veio Every Breaking Wave.

Nesse momento, eu já me conformava que não iria rolar. Quando acabou, ele disse algo no ouvido do Edge. E veio em minha direção, perguntando quem era o cara que tocava guitarra. Eu levantei a mão e mostrei o cartaz. Ai, ele perguntou se eu sabia tocar All I Want is You. Disse que sim. E ele me chamou…

Subi e ele perguntou meu nome e de onde eu era. Respondi e a Arena veio abaixo. Ele disse para eu conferir a afinação com Edge. E comecei a tocar os primeiros acordes. Meio improvisado. Comecei a tocar, mas não tinha retorno… Eles ficam com um retorno no ouvido para conseguirem se ouvir.

Eu não conseguia ouvir o que estava tocando. E Bono foi ditando o ritmo pra mim. Com os pés e com as mãos. Dá pra ver no vídeo. Eu estava anestesiado… Foi difícil me concentrar, mas não podia fazer feio diante de 30 mil pessoas no MSG, né? Olhei pro Edge e ele piscou pra mim…

Bono estava concentrado, vendo se eu entrava no ritmo direito. Aí veio o riff do refrão. Fiz direitinho. Ele fez um sinal e a banda entrou. Com a bateria ficou mais fácil entrar no ritmo certo. E Bono relaxou e começou a cantar mais solto…

Eu comecei a flutuar pelo palco pra curtir o momento… Olhava para as pessoas em volta, olhava o pessoal nas cadeiras… Um sonho!

O Bono olhava fixamente nos meus olhos e eu olhava nos dele. Como se houvesse uma comunicação por telepatia. Fiquei impressionado, como ele é baixinho… Mas é uma figura abençoada, um ser iluminado! Impressionante!

Ele viu que eu estava cantando e aproximou o microfone para eu cantar com ele a parte final em que ele grita All I Want is You seguidamente… No final, pediu pra eu dedilhar o violão. Coloquei a palheta na boca e fiz com os dedos pra não ter perigo de errar… Ele veio com aquele snippet de improviso enquanto eu dedilhava.

E olhava pra mim fixamente, nos meus olhos. Eu sorria e agradecia! Então a musica acabou e ele me reverenciou se inclinando pra baixo. Fiz o mesmo! Então veio me abraçar… Abraço forte, carinhoso… Ficamos assim e ele não disse uma única palavra… Enquanto ele me abraçava, começou a tocar With or Without You. Disse pra ele que essa era a musica da minha vida…

Nesse momento, agradeci, fiz graça dizendo que achava que era o primeiro brasileiro a tocar com o U2 (depois lembrei que o Seu Jorge já tinha tocado). Disse que eles eram meus ídolos! E não lembro mais o que falei… Eu estava em transe…

Ele me levou até a escada, fui tirar o violão para entregar pra produção. Mas ele então fez um sinal pra eu parar e disse: “that belongs to you” (isso pertence a você)… Aí, não acreditei… Quase chorei de emoção… Ia pedir pra ficar com a palheta… A produção veio dizer que guardaria o violão até o fim do show…

 

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Foto by Paulo Lilla
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Foto by Paulo Lilla

 

E virei celebridade…  Todo mundo queria me abraçar, me conhecer, tirar foto… E o Dallas veio me trazer a viola no case do Edge. Não resisti e tirei fotos com ele. E a galera atrás, querendo tirar foto comigo! Não conseguia sair do MSG. Todo mundo vinha pedir pra tirar foto, conversar…

Uns achavam q tinha tido ensaio, que foi armado! Foi tudo improviso que partiu da genialidade do Bono, de sentir que aquele momento valeria a pena! Mas sei que me comuniquei com ele com os olhos. É difícil de explicar com palavras…. Foi mágico!”

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Paulo, que tinha Juzinha UV como amiga e por isso se juntou ao fã clube, mandou um belo recado para todos os que ainda sonham em passar pela mesma experiência que ele:

“Espero ter representado bem a UV! E nunca desistam de seus sonhos! Tudo é possível, até o impossível!”

Alguém aqui ainda duvida?

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Vejam o vídeo com a apresentação:

Outro ângulo:

Paulo Lilla fez tanto sucesso que concedeu entrevista ao canal GloboNews, direto de Nova Iorque, contando a surreal aventura. Teve seu nome citado também no site oficial do U2.

Ficou curiosa com o presente? Dá uma olhadinha nas fotos do violão que o Paulo nos mandou…

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Foto by Paulo Lilla
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Foto by Paulo Lilla
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Foto by Paulo Lilla
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Foto by Paulo Lilla
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Foto by Paulo Lilla

 

Parabéns. Paulo!!! Você merece!

Campanha GRAACC bate recorde em 2015!

Campanha GRAACC bate recorde em 2015!

É com muita felicidade que comunicamos ter ultrapassado a meta de doações ao GRAACC em 2015!

Batemos com folga a doação de 2014, que foi de R$3.565,15. Chegamos ao número de R$4.350,18 e pudemos comemorar com muita felicidade os 10 anos da campanha. Queremos agradecer de coração a todos que nos ajudaram nesta tarefa.

O GRAAC reconheceu nosso esforço através da carta, publicada abaixo:

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Muitíssimo obrigado, em nome de toda a equipe ULTRAVIOLET-U2.

Publicamos novamente a lista dos doadores de 2015:

 

Adra Garcia

Adriana Toledo de Andrade

Adriano Vivancos

Alessandra Arnosti

Alexandre Moya

Amanda Pina

Ana Fabretti

Ana Hara

Ana Paula Águia

Ana Vitti

André Braun

André Joe

Armando Junior

Beatriz Alvarenga

Bruna Bengozi

Bruno Gabriel

Carmem Zickel

Carol Feher

Carolina Tamburi

Cássia Nepomuceno

Celia Cristina Marachini

Claúdia Ferreti

Cristiane Medeiros

Cristiano Bayer

Débora Gonçalves

Duda Blasse

Elis Nepomuceno

Elisângela Alves

Erica Figueiredo

Erick Lapa

Everson Cândido

Fabiano Mad

Fabiano Rodrigues

Flávia Zetterman

Gabriel Garcia

Gabriela Bissi

Gabriela Cesca

Gabriela Godoy

Gabriela Hara

Gabriela Imbernom

Gualter Azevedo

Jamile Couto

Jan Lopes

Jaqueleine Sartori

Juliana Guimarães

Laura Kroeger

Lucia Iazetti

Luciana Pavanelli

Luciano Figueira

Luiza Rocha

Marcelo Mathias Lima

Marcelo Zagnoli

Maria Elvira Suenson

Maria Teresa M. Rosa

Nivaldo Mesquita

Patrícia Cabral

Patrícia Moura

Patrícia Peló

Reinaldo Gomes

Rogério Duarte F. Passos

Ronan Vargas

Roseleine

Roseli Melo

Rossana Bezerra

Sandra Sorlino

Sílvia de Souza Marques

Silvia Catia Rago Kitahara

Ulysses Umaynard

Vandré Felipe O. Nicolau

Vânia de Deus Cunha

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Uma conversa para se ter em um pub com o meu melhor amigo irlandês… E poderia ser ao som de Sunday Bloody Sunday!

Uma conversa para se ter em um pub com o meu melhor amigo irlandês… E poderia ser ao som de Sunday Bloody Sunday!

Por Angela Kuczach

Bióloga – diretora executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação.

Eleita uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil, pela revista Época, em 2014.

Amazônia

 

Dias atrás conversando com uma amiga sobre esse culto ao Bono, doença crônica da qual sofro há uns 20 anos, disse a ela que se eu pudesse escolher um pedido u2maníaco para o Universo, seria ter uma conversa de bar com o meu melhor amigo irlandês.

Ser fã do U2 é coisa séria. Os surtados que seguem a banda pelo mundo e se entregam à egrégora criada em um show em músicas como Where the streets… ou Walk On, sabem disso. Só que não há nada nesse mundo que não possa piorar…

Como uma banda formada por irlandeses crazy-caxias, cristãos e altamente politizados, as influências que eles têm sobre nós podem ser inúmeras, variando de espiritualidade, obsessão pela Irlanda ou militância política.

No meu caso, começou há mais ou menos 20 anos…

Aos 13 anos, eu era uma adolescente marrenta, rebelde, sonhadora e querendo desesperadamente uma causa perdida para lutar. Bem… Na época, acho que nem sabia direito o que era uma causa perdida, talvez para combinar com o ar intempestivo que eu adorava ter, achasse que a causa perdida em si era eu e o quanto não me encaixava no mundo. No fundo, só o egocentrismo de uma adolescente leonina.

Naqueles dias, eu sonhava em viajar o mundo, conhecer o máximo de belezas naturais que pudesse e “nunca deixar de olhar para um céu estralado”. Naquela época também, ficava cada vez mais claro que esse era um sonho caro. Desistir estava fora de cogitação, então a opção era buscar um jeito de viabilizar.

Por gostar de escrever, aos 14 anos, decidi ser jornalista. E por gostar muito mais da aventura e da liberdade em meio a natureza, aos 15, achei que biologia fazia mais sentido. Uma rebelde inveterada com um certo complexo de heroína, me meter em encrenca era algo frequente. Era comum me encontrar com a cara pintada no pátio da escola, onde só eu protestava “contra a venda da Vale” ou algo que o valha.

Como nada na vida é o por acaso, um belo dia, depois de uma discussão familiar em que o pai ou a mãe proferem aquele famoso discurso “enquanto você viver sob o meu teto e eu pagar as tuas contas você faz o que eu mandar” – mais clichê do que nunca – bati a porta e prometi arrumar um emprego “para me sustentar e fazer o que eu quiser”.

Parque Nacional da Serra da Canastra

Acabei estreando minha carteira de trabalho como “atendente de lanchonete do McDonalds”, e, se o tal emprego foi em si uma experiência para não ser repetida, ele me trouxe uma coisa boa: foi lá, com o meu chefe na época, que eu conheci e aprendi a gostar de U2. Eu tinha 15 anos, e na letra de músicas como “Sunday bloody Sunday” “pride”, “bad” e “MLK” eu me encontrei.

Naqueles dias de sede por algo maior, conhecer a história de Martin Luther King ou a guerra religiosa-separatista vivida na Irlanda através das músicas do U2, me trouxe a amplidão de horizonte que eu tanto ansiava. Acho, porém, que foi 4 anos depois, quando passei no vestibular para biologia, que eu comecei a entender a dimensão que essa banda teria minha vida.

Ainda na faculdade, eu entendi que Conservação da Natureza, antes de mais nada, é uma missão de vida, que para ser um conservacionista de verdade o sangue precisa acelerar nas veias, o coração precisa bater mais forte. E o meu batia. Era a causa pela qual um dia pedi e pela qual valeria a pena lutar, da qual depende o futuro de todos nós – sem xiitismo, mas é isso mesmo. Nesta época, estudava para as provas ao som de Beautiful Day.

Minha paixão, além do U2, eram os grandes predadores e durante toda a graduação, eu me dediquei às onças-pintadas e pumas pelos rincões do Brasil. Depois de me formar, o amor pelos felinos selvagens que, eu imaginava, me levariam para os confins da África ou da India, me levaram na verdade para o centro-político das discussões.  Ter o ativismo junto com a biologia correndo no sangue era uma combinação explosiva demais para me levar para os lugares inóspitos que sonhava. Mais fácil acabar no meio de alguma passeata para que esses lugares continuassem existindo.

Como não poderia deixar de ser, fui trabalhar em uma Organização Não Governamental (uma ONG) que tem como missão a conservação de áreas protegidas, como os Parques Nacionais. Uma forma de mantermos o mínimo de recursos naturais, frente às necessidades cada vez maiores de uma população de sete bilhões de pessoas e que continua aumentando… Muita gente, muito consumo. Só um planeta.

Idas e vindas da vida – mudanças de emprego, mas nunca de rumo – a dificuldade de se defender uma causa que não afeta a vida das pessoas de forma imediata. Ainda mais no Brasil. A certeza de que nasci pra fazer isso, não necessariamente como uma escolha, mais como uma missão, uma benção e uma maldição. O ônus e o bônus de ter nascido ativista por natureza… E em certos dias só a voz do Bono me salvava.

Eu e ele_Sao Paulo 2011

No meio disso, descubri a ONE Campaign. Inspiração pura! Tudo aquilo que eu acredito: “ser você a mudança que se deseja para o mundo –  Gandhi”, trabalhar em prol da mudança positiva. Olhar para a solução e não para o problema. Fé. Esperança. Coragem. Uma boa briga é aquela que você luta gargalhando! Combater o bom combate e não cair na tentação fácil da lamúria e da vitimização. Mudar o mundo é possível… e é uma grande aventura!

Não por acaso a ONE é uma organização advocacy, ou seja, que trabalha de forma articulada com outras instituições em prol de uma causa. Não por acaso a minha ONG é advocacy. E quando o termo mal era conhecido no Brasil – até “esses dias” atrás – eu entrava no site da ONE babando nas ações q eles desenvolvem, na comunicação, na forma que atuam, e pensava: “É isso! É desse jeito que eu quero trabalhar… só que para a conservação!” De novo, Bono me apontando o caminho e naquilo que eu menos esperava…

Olhando pra trás, não mudou muito da adolescente de 15 anos para a mulher de 35. As lutas hoje são mais reais, os embates muito mais duros e agora não se trata mais de “sonhar em mudar o mundo” e sim de encontrar uma forma de efetivamente fazê-lo. Mas no fundo, acho que quem acredita que pode mudar o mundo não amadurece no sentido cético da palavra. A esperança precisa de uma certa dose de ingenuidade, de uma fé no impossível.

Casa do Bono

Vinte anos depois, e hoje como diretora executiva dessa mesma ONG advocacy que defende os Parques Nacionais do Brasil, eu continuo buscando inspiração no ativismo do Bono para desenvolver o meu trabalho. Na verdade, cada vez que vejo as apresentações de One, em Chicago (2005), e Walk On, na 360° Tour, parte da minha fé na vida se renova. Cada vez que vejo um discurso do Bono dizendo que nós podemos sim mudar o mundo, eu me identifico. Quando ele diz que: “celulares são aparelhinhos muito perigosos e que querem a nossa voz”, eu entendo no fundo da alma o que ele está dizendo. Me sinto olhando na mesma direção.

Meu melhor amigo irlandês me dá músicas lindas, a voz familiar e reconfortante dele em uma canção, me dá a sensação de estar em casa, e meu amor por ele me levou até a Irlanda, uma das melhores experiências que a viajante de alma aqui já teve, mas o que meu melhor amigo irlandês trouxe de mais forte para minha vida até hoje foi essa fé inabalável na vida. O sonho quase palpável de que mudar o mundo é possível, de que apesar de tudo, hoje estamos melhor do que ontem como humanidade, e onde a maioria das pessoas enxerga um problema, ele me ensinou a enxergar um desafio, uma oportunidade. Uma aventura!

Não sei dizer até onde minha visão de vida é intrínseca e até onde o Bono me influenciou. Sei que, no meio disso tudo, quando olho para o “factivismo” dele. eu me sinto menos sozinha no mundo. Sinto que numa conversa de bar a gente se entenderia. Coisa de gente louca é claro… Mas quem é louco o suficiente para achar que pode mudar o mundo, é capaz de acreditar em qualquer coisa e torna-la possível.

 

Atual 3_ sede da Rede Pró UC

 

 

Campanha GRAACC 2015

Campanha GRAACC 2015

Como já é tradição no mês de maio, estamos dando início à DÉCIMA campanha de doação dos fãs do U2 em favor do GRAACC.
Para participar, faça uma doação DE QUALQUER VALOR durante o mês de maio na seguinte conta:

GRAACC
Banco Bradesco
Agência: 0548
Conta Corrente: 87087-0
CNPJ: 67185694/0001-50
ATENÇÃO: Em alguns casos, pode ser que seja exigido o dígito da AGÊNCIA. Caso isso ocorra, digite 0548-7 para fazer sua doação.

Depois de feita sua doação, ENVIE O COMPROVANTE para ultraviolet-u2-owner@yahoogrupos.com.br
Isso é necessário para que as doações sejam atribuídas aos fãs do U2, visto que o GRAACC recebe doações de outras fontes também. O ULTRAVIOLET-U2 encaminhará os comprovantes para os responsáveis pelo setor financeiro da instituição. Somente após checarem esses depósitos nos extratos deles é que a doação é contabilizada como “feita por fãs do U2”. Sem comprovantes fica impossível fazer isso. Por isso, após a doação, ENVIEM OS COMPROVANTES! (ultraviolet-u2-owner@yahoogrupos.com.br)

Temos disponíveis contas no Banco Itaú e no Banco do Brasil para que os depósitos dessa campanha sejam feitos. Caso alguém precise, entre em contato que passaremos as mesmas: ultraviolet-u2-owner@yahoogrupos.com.br

Infelizmente, as doações feitas via pontos da Sky NÃO poderão ser computadas nessa campanha.

Esse ano, os fãs que doarem a partir de R$20,00 concorrerão ao sorteio de uma revista Bizz (edição de colecionador) lacrada e os que doarem a partir de R$ 50,00 concorrerão ao sorteio do livro NORTH SIDE STORY!!! Não percam a oportunidade de concorrer a esses prêmios sensacionais e ainda ajudar o GRAACC!!!

Quaisquer outras dúvidas, entrem em contato: ultraviolet-u2-owner@yahoogrupos.com.br

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U2 & Eu: Andréa

U2 & Eu: Andréa

Eu sou Andréa, tenho 41 anos, moro em São Paulo, adoro ler, viajar, sair com amigos, praticar caridade e viver bem. Amei encontrar todos os grupos no Facebook, vocês são as únicas pessoas que me entendem.

Minha história com o U2

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Como muitos de vocês sou considerada louca, boba e chata por amar tanto o U2. Esse amor começou quando tinha apenas 11 anos. Estava assistindo a um daqueles programas de clipes que já não existem há muito tempo, quando me deparei com uma banda que nunca tinha visto antes. Achei o vocalista um gato, meus olhos brilharam e eu fiquei hipnotizada com o U2 cantando Pride. Foi amor à primeira vista.

A partir deste dia, comecei a pesquisar sobre a banda dos 4 jovens irlandeses. A cada descoberta, meu amor aumentava mais. Todas as músicas tinham algo em comum comigo, achava esse fato surpreendente e tive certeza de que tinha encontrado minha cara metade!!!

Comprei discos, revistas, camisetas, etc. Daí começaram as críticas: “ Ah, como você é boba”; “Não aguento mais ouvir U2”; “Dá pra parar de falar desses caras?”. Enquanto todas as minhas amigas se desesperavam pelo Menudo, eu continuava fiel ao Bono e cia.

Fui uma jovem idealista que sonhava em mudar o mundo e Bono era meu maior e melhor exemplo: pela sua luta contra a miséria na África, pela paz entre as nações, pelos direitos iguais, entre outros engajamentos. Quando assistia o clipe do “Do they know it´s Christmas” chorava e tinha certeza de que ele era minha alma gêmea, rsrs. Coisas de adolescente…

Recebia críticas de todos pelo meu fanatismo sem limites, exceto de uma pessoa: meu pai, que resumia a banda e Bono em “udois”.  Ele comprava jornais, revistas, discos importados, shows em VHS – a secretária dele ajudava na busca de novidades, coitada… Se ele estivesse assistindo TV e alguma matéria sobre o U2 fosse anunciada, ele começava a gritar: “Dé corre que o ‘udois’ vai passar na televisão”.

Em 1998, o U2 anuncia sua vinda ao Brasil. Enlouqueci, fui nos 2 shows de São Paulo e chorei muito, gritei como histérica, confesso que não lembro nada da turnê POP, só deles cantando “I still haven´t found…” vagamente, e Bono apresentando a banda. Nos 2 shows, meu pai me levou até o estádio e ficou me esperando do lado de fora do Morumbi. Quanto o show acabava, eu corria até ele e o abraçava. Nós 2 chorávamos como crianças, eu por ter visto meus ídolos e ele por ver minha felicidade…

Chegou o ano de 2006 e o U2 volta ao Brasil com a turnê Vertigo. Novamente fui aos 2 shows, só que dessa vez foi diferente, lembro deles inteiros. O que mais me marcou foi Bono cantando “Sometimes you can make…” de forma tão dolorida e cheia de saudades de seu pai. Mais uma vez, o meu estava me esperando do lado de fora do estádio, na primeira noite nos abraçamos e choramos. Na segunda, fui surpreendida: quando corri para abraçá-lo, ele fez sinal de para, pra mim e falou:

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“Espera filha, como o “udois” é feio!”

Eu: “Como assim pai?”.

Ele: “Ah, ele parou o carro aqui, desceu e me cumprimentou e a todos os que aqui estavam, mas que sujeitinho baixinho e feio”.

Quase morri…

O que aconteceu foi que quando o U2 estava chegando ao Morumbi, Bono pediu pro motorista parar o carro e foi até o povo que estava em uma determinada região para distribuir autógrafos e tirar fotos, porque ele pensou que eram fãs que não tinham conseguido ingresso. Eu quase enfartei, fomos brigando até minha casa. Primeiro porque ele achou Bono feio e segundo porque eu estava morrendo de inveja. Ele ria da situação e dizia que um dia eu ia conseguir abraçar e ganhar um beijo do “udois”.

Em 2011, o U2 traz ao Brasil sua maior turnê: 360º. Fantástica. 3 shows em São Paulo, comprei ingressos para todos os shows, só que desta vez foi muito diferente, meu pai não estava mais aqui… Fui a todos os shows sozinha e saia chorando, porque não havia mais ninguém me esperando… E uma música do U2 tinha tudo a ver comigo: Sometimes you can’t make it on your own. Parecia ter sido feita especialmente para falar da relação com meu pai, meu sentimento por ele e a dor da perda, que nunca passa.

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No domingo, segundo show, sai de casa logo no começo da tarde, peguei a Marginal e num estalo mudei o caminho. Fui direto ao hotel onde a banda estava hospedada. Poucas pessoas estavam ali, porque os seguranças falavam que o U2 já tinha ido pro Morumbi. Mas eu decidi ficar um pouco, porque àquela hora já não iria ficar em um bom lugar na pista.

Meia hora depois, Edge desceu. Ele só me deu um autógrafo. Pedi 1 beijo, mas ele negou. Pedi pra segurar na sua mão, com certeza ele me achou uma louca, mas concedeu meu desejo. Ah, que mãos finas e suaves… A essa altura, a frente do hotel estava lotada.

Eis que surge Bono… Distribuiu vários autógrafos, abraçou algumas pessoas e se encantou por uma criança. Quando ele veio em minha direção e chegou perto de mim (que já estava aos prantos), me olhou, me abraçou e me deu um beijo no rosto… Em meio a toda aquela emoção, sentia meu pai dizendo: Tá vendo? Eu disse que um dia o “udois” ia te beijar…

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E essa é minha história de amor pelos 5 homens da minha vida: Bono, Edge, Adam, Larry e Olimpio.

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Bono revela que tem glaucoma

Bono revela que tem glaucoma

Em participação no programa britânico The Graham Norton Show, o apresentador fez piada e perguntou por que Bono nunca tirava os óculos escuros do rosto. Ele aproveitou o clima de descontração para fazer a revelação: que convive com o glaucoma há duas décadas.

O que parecia ser apenas um capricho de rockstar já havia rendido especulações anteriormente. Bono chegou a afirmar algumas vezes que sofria de fotofobia (hipersensibilidade a luz).

Ainda no programa, ele disse que faz tratamentos e que está bem. Ele brincou dizendo que ganha muitos óculos das pessoas, e chegou a trocar de acessório com o ator Robert Downey Jr., que participou da entrevista e também costuma aparecer em público usando óculos . O apresentador Graham Norton ainda distribuiu óculos engraçados para os demais integrantes: um com um bigode pendurado para Larry, um com guitarras em volta das lentes para Adam e um com luzes coloridas piscando para The Edge.

Para não perder o bom humor, Bono disse, sobre as reclamações de quem não gostou de ter recebido o álbum Songs of Innocence no iTunes: “nós queríamos fazer algo novo, mas as pessoas não acreditam mais em Papai Noel. E muita gente que antes não tinha interesse no U2 agora nos odeia. Acho que isso já é um avanço!”.

Assista aqui ao trecho do programa.

Revista Rolling Stone americana foi a primeira a entrevistar Bono sobre Songs of Innocence

Revista Rolling Stone americana foi a primeira a entrevistar Bono sobre Songs of Innocence

Na véspera do lançamento de Songs of Innocence o repórter Gus Wenner, da revista Rolling Stone americana, entrevistou Bono. Confira a tradução do artigo publicado no site da revista.

 

O U2 surpreendeu o mundo hoje ao lançar Songs of Innocence, seu primeiro álbum em cinco anos, como um presente da Apple disponível de graça a qualquer um que tenha iTunes. A banda fez o anúncio com o CEO da Apple, Tim Cook, na conferência de imprensa de Cupertino para o novo iPhone 6, coroando o evento com uma performance do primeiro single do álbum, “The Miracle (of Joey Ramone)”. Depois de serem aplaudidos de pé, Cook disse: “Esse não foi o single mais incrível que você já ouviu? Adoraríamos um álbum inteiro disso.”

“A questão agora é, como podemos fazê-lo chegar ao maior número de pessoas possível, porque é disso que se trata a nossa banda”, disse Bono. “Acredito que você tem mais de meio bilhão de assinantes do iTunes, então – você conseguir levar isso a eles?” “Se nós dermos de graça [sim]”, Cook respondeu. E cinco segundos depois, o álbum foi liberado e se tornou o maior lançamento do álbum de todos os tempos.

“Nós queríamos fazer um álbum muito pessoal”, Bono disse a Gus Wenner da Rolling Stone um dia antes da conferência de imprensa em uma entrevista exclusiva. “Somos nós tentando tentar descobrir por que queríamos estar em uma banda, nas relações em torno da banda, nossas amizades, nossos amantes, nossa família. O álbum todo é sobre nossas primeiras jornadas – primeiras jornadas geográficas, espirituais, sexuais. Foi difícil. Mas nós conseguimos”.

A banda trabalhou em ‘Innocence’ por dois anos com o produtor Danger Mouse (a.k.a. Brian Burton), para depois trazer ajuda extra: Flood, colaborador desde The Joshua Tree, de 1987, além dos produtores de Adele, Paul Epworth e Ryan Tedder. “Eu acho que tê-los por perto ajudou muito”, diz Bono. “A música que se chama de pop por aí, não é pop – é apenas ótima. E queríamos ter a disciplina dos Beatles ou os Stones dos anos 60, quando havia músicas reais. Não há onde se esconder nelas: pensamentos claros, melodias claras”.

Para começar, a banda voltou às suas raízes: Bono diz que o grupo ouviu as músicas que eles amavam nos anos 70, de punk rock a Bowie, glam rock, primórdios da música eletrônica e Joy Division. O álbum abre com “The Miracle (of Joey Ramone)”, uma canção pop de galope amarrada com acordes distintamente punk. “Eu encontrei a minha voz através de Joey Ramone”, diz Bono, “porque eu não era um cantor punk-rock óbvio, ou mesmo um cantor de rock. Eu cantava como uma menina – coisa que eu curto agora, mas quando eu tinha 17 ou 18 anos, não tinha certeza. Então eu ouvi Joey Ramone, que cantava como uma menina, e foi a minha porta de entrada”.

A forte e pintada de reggae “This Is Where You Can Reach Me Now” é um tributo ao The Clash, com guitarras furtivas de The Edge que flertam com Sandinista!. “Depois que vimos o Clash, foi meio que uma espécie de modelo para o U2”, diz Bono. “Nós sabíamos que não poderíamos sequer esperar ser tão legais, e isso provou ser verdadeiro, mas nós achamos sim que poderíamos nos posicionar com um tipo de agenda de justiça social.”

Há também uma canção muito pessoal sobre a mãe de Bono, Iris Hewson, que morreu quando ele tinha 14 anos. “Quarenta anos atrás, minha mãe caiu no funeral de seu próprio pai, e eu nunca mais pude falar com ela de novo”, diz ele. “A raiva sempre sucede o luto, e eu tinha um monte de raiva, e ainda tenho, mas eu a canalizava através da música, e ainda o faço. Tenho poucas lembranças de minha mãe, e coloquei algumas delas em uma música chamada ‘Iris'”.

A faixa mais alegre em Songs of Innocence é “California (There Is No End to Love)”, que inesperadamente flerta com os Beach Boys em sua introdução. “É como o próprio sol”, diz Bono. “É sobre a nossa primeira viagem para Los Angeles”. A faixa mais obscura, por sua vez, é “Raised by Wolves”, que fala sobre a fatal detonação de um carro-bomba em Dublin. “Foi um incidente real que aconteceu em nosso país, no qual três carros-bomba foram preparados para explodir ao mesmo tempo em Dublin numa tarde de sexta-feira, às 17h30,” diz Bono. “Em qualquer outra sexta-feira eu teria ido àquela loja de discos, dobrando a esquina, mas naquele dia eu fui para a escola de bicicleta”.

Em alguns momentos Songs of Innocence dá a impressão de ser quase um álbum conceitual sobre os primeiros anos de Bono – há até uma faixa com o nome da rua onde o cantor cresceu, [chamada] “Cedarwood Road”. “O álbum tem uma coesão lírica que eu considero única entre os álbuns do U2”, diz Bono, “Eu não quero que seja um álbum conceitual, mas as músicas vêm de um mesmo lugar. Edge riu e disse que este é o nosso Quadrophenia. Se tivéssemos essa sorte”.

Atualização: A Apple enviou uma nota à Rolling Stone informando o número de pessoas que ouviram Songs of Innocence na primeira semana. “Queríamos agradecer aos nossos clientes e compartilhar nosso amor pela música dando a eles Songs of Innocence”, disse Eddy Cue, vice-presidente sênior de Software e Serviços de Internet da Apple. “Apenas seis dias após seu lançamento no iTunes, um recorde de 33 milhões de pessoas já ouviram o álbum.”

 

Rolling Stone