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#1
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Bem pessoal, essa semana finalmente eu recebi meu U2 By U2. Não preciso nem dizer que passei horas babando em cima dele. É realmente um item que todo fã do U2 deve ter, mesmo que demore um pouco para obtê-lo. Foi muito prazeroso observar o registro fotográfico de toda uma história que de certa forma atinge cada um de nós, que somos fãs. Cada um tem sua música preferida, sua fase preferida, seu integrante favorito, mas não podemos deixar de lado cada aspecto dessa história maravilhosa que fez o U2 chegar onde está hoje.
Ao mesmo tempo me veio a frustração acompanhada desse prazer de ter esse livro em mãos. Sou um amante da leitura, mas meu inglês é muito básico. E observar diante de mim um livro como o U2 By U2, tendo nele milhares de linhas a ser degustadas e não poder fazer isso é desanimador. Recorri ao tópico "U2 By U2 - alguns excertos" e me dei conta de que o que está ali não é nem a ponta do iceberg que contém o livro. É grandemente elogiável o trabalho que as meninas estão fazendo de traduzir essa magnífica obra da literatura, tão importante para a história do rock, do próprio U2 e para nós, fãs. Mas o trabalho de tradução não é nada fácil, já que todos têm suas ocupações, suas prioridades. Então pensei no que poderia ser feito, já que não temos indícios de que teremos uma edição desse livro aqui no Brasil. Existe a versão em português de Portugal. Mas, como muitos tem atestado, importar o livro de Portugal tem sido um processo duro cheio de burocracias e bem custoso, o frete saindo mais caro que o próprio livro. E agora? Bem, nem tudo está perdido. Trocando altas idéias com a Joanne, nós decidimos nos empenhar num mega projeto. Colocar a disposição nesse tópico todo o conteúdo do livro U2 By U2. Como isso será feito? A Joanne tem a versão em Português. A idéia inicial seria escanear partes do livro ou fotografá-lo. Eu ficaria com o trabalho de adaptar as expressões para o português do Brasil e digitar então o texto. Fizemos vários testes e acabou não dando certo, infelizmente. Mas a Joanne, como boa fã do U2 que é e empolgada com a idéia de ajudar todos os fãs que não falam inglês, tomou a iniciativa de digitar o texto do U2 By U2 e disponibilizar para nós. Isso significa que poderemos fazer um trabalho mais rápido do que se fôssemos traduzir tudo. O meu serviço será apenas o de adaptar as expressões para o português/Brasil. Sendo assim os méritos deixo todos para ela, que terá esse enorme trabalho. É claro que alguns poderão argumentar que não é a mesma coisa que traduzir diretamente do original e que se poderia perder a força de algumas expressões. Estamos conscientes disso. Mas achamos que será melhor do que nada. Entra aí o papel daqueles que falam inglês e quiserem nos ajudar em ajustar o que for necessário. Toda ajuda é bem vinda. Faremos a devida edição dos trechos, se isso for necessário. Também quem quiser contribuir com traduções de trechos do livro sinta-se a vontade. Mas a idéia é não colocar partes do livro a esmo no tópico. Isso será feito para que possamos ter um tópico bem organizado. Vamos disponibilizar os textos em ordem de páginas, exatamente como está no U2 By U2. Então se alguém também estiver disposto a contribuir, o que seria ótimo, é só me mandar uma MP perguntando que página poderia traduzir, já que eu estarei a par do que será postado nos tópicos. E só quando chegar no número da página correspondente é que o texto traduzido será postado. Contamos com a colaboração de todos. (Naturalmente, comentários sobre os textos postados poderão ser feitos sem nenhum problema). Já temos algumas páginas prontas e é claro vou aproveitar alguns textos já traduzidos pela Line que foi disponibilizado no "U2 By U2 - Alguns Excertos". Vamos ficar ansiosos para poder ler toda essa história tão cativante. Mas teremos o bom senso de aguardar calmamente as informações que dependerão exclusivamente das circunstâncias da Joanne. Ela já assegurou que fará o máximo cada dia para digitar pelo menos um pouco de cada vez e a idéia nossa é postar os textos por página, com exceção do início que já temos pronto. Então o próximo post já será o início de tudo. Esperamos que apreciem! ![]() ![]() |
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#2
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Página 5:
Índice Prólogo 6 1960-75// Stories For Boys 10 1976-78// Another Time Another Place 28 1978-80// Staring At The Sun 50 1980-81// Into The Heart 90 1982-83// Sing a New Song 124 1984-85// In The Name Of Love 146 1986-87// Luminous Times 166 1987-89// Outside It’s América 188 1990-93// Sliding Down The Surface Of Things 214 1994-98// Some Days Are Better Than Others 258 1998-01// The Last Of The Rock Stars 284 2002-06// Until The End Of The World 312 ![]() ![]() |
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#3
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Página 6:
Bono Há quem diga que entrei para o U2 para salvar o Mundo. Eu entrei para o U2 para salvar a mim. Por vezes, encontro gente na rua que me aborda como se eu fosse o Mahatma Gandhi. E quando alguém diz: ‘Salve, homem de paz!’, consigo ouvir o Larry rindo baixinho: ‘Está com muita sorte por não ter levado uma cabeçada’. Os elementos da banda ficam surpreendidos com a minha atração pela não-violência, pois sabem que o cantor é quem mais pode tirar partido das músicas. Compreendem a razão pela qual me sinto tão atraído por estas personagens, pelas personagens das músicas – pois no meu dia-a-dia e na minha maneira de ser sou muito diferente delas. Existe uma fúria dentro de mim e não tem tudo a ver com injustiça. Desenvolvi bons modos de disfarçá-la. Agora me controlo melhor, mas costumava ser difícil falar comigo depois de um espetáculo, pois durante uma hora eu ia estar muito agitado e, se a atuação não tivesse corrido bem, sentia-me traiçoeiro e melindroso. Os bastidores de um concerto do U2 são mais como um camarim após um combate de boxe ou um jogo de futebol do que um concerto de rock. Temos de nos lembrar que, para o U2, todas as noites têm de ser as melhores. E se não o são, tem de haver uma razão. Temos padrões bastante elevados e nunca esquecemos quem é que paga os nossos salários. A nossa audiência merece a melhor seleção de músicas possível, não basta ‘despejar’ umas quantas para mantê-los entretidos. Eu consigo perceber quando o público está perdendo o interesse e sou menino para mandar um explosivo para o meio deles, sendo que o explosivo provavelmente seja eu. Acendam o rastilho e vejam o que acontece. Para cantar aquelas músicas e atingir as notas elevadas é necessária uma grande dose de concentração e empenho. Temos de entrar nas músicas e vivê-las. Seja no centro de Derry tocando ‘Sunday Bloody Sunday’ ou em Memphis num comício sobre os direitos civis com o Dr. King, cantando ‘Pride in the Name of Love’. Eu estou lá. Um colega está destruindo a vida dele com uma dose de droga. É “bad”. Temos de viver essas emoções. Creio que os membros da banda conseguiram perceber que eu chego a esses lugares. Em alguns momentos, deve ter sido bastante complicado para eles, pois o cantor ausentava-se mesmo. É difícil alterar a nossa maneira de ser; leva o seu tempo. Uma das mudanças mais extraordinárias que ocorre na nossa vida espiritual não é o fato das nossas falhas de caráter desaparecer, mas sim o começarmos a tirar partido delas. O negativo torna-se positivo: tem-se uma boca grande, acaba-se cantor. É-se inseguro, acaba-se como um artista que precisa de aplausos. Já ouvi falar de pessoas que são alvo de mudanças milagrosas, pessoas que se libertaram de um vício com uma única oração, relações salvas onde ambas as partes dão um passo atrás e deixam o amor de Deus entrar. Mas comigo não foi assim. “I was lost, I am found” (Estava perdido, agora me encontrei), talvez seja mais exato dizer “Eu estava mesmo perdido, agora estou um pouco menos”. E depois mais um pouco, e mais um pouco novamente. Isso para mim é a vida espiritual. O lento reiniciar de um computador em intervalos regulares, acompanhando as pequenas letras do manual. Isso me reconstruiu lentamente numa imagem melhor. Embora tenha levado alguns anos e ainda não tenha terminado o seu processo. ![]() ![]() |
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#4
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Página 7:
Edge O Rock’n’Roll é característico deste período. Não havia precedentes na história musical, pois está totalmente relacionado com a eletricidade. Quando se toca uma guitarra elétrica com um amplificador Marshall num estúdio com o volume tão alto que se atinge o ponto em que se deixou de ser capaz de reproduzir o som de uma forma límpida, cria-se o efeito de compressão. É como se o som fosse demasiado explosivo para ser controlado pelas colunas. Dá a sensação de que o espaço à nossa volta vai ceder, o que, de fato, acontece ao tímpano quando é sujeito a um som incrivelmente elevado – tem tendência a se fechar. É dessa agitação sônica que as pessoas gostam no Rock’n’Roll. Com uma guitarra acústica não se consegue isso. Há uma estranha magia no som de uma guitarra elétrica. Stratocasters, Les Pauls, Explorers: são apenas pedaços de madeira com um cabo e cordas, mas ainda assim há uma extraordinária variação e todas soam de formas diferentes aos efeitos e amplificadores. Eu não tenho uma relação com uma guitarra em particular, eu não sou tão sentimental. Eu só vejo as diferentes possibilidades que todas elas apresentam. Sou absolutamente fascinado pelo som e como ele pode ser esculpido usando a tecnologia atual. Parece impossível contemplar uma existência fora da música, mas honestamente eu não sei se me tornaria um músico profissional se o U2 não tivesse me feito acreditar que isso seria possível. Nós estivemos juntos durante toda nossa vida adulta, o que demonstra um incrível nível de comprometimento e solidariedade entre 4 pessoas que decidiram formar uma banda em 1975. Todas as razões que justificavam a idéia, naquela época, ainda permanecem verdadeiras. Nós ainda podemos fazer ótima música juntos, fazer surgir idéias originais e fazer shows emocionantes, empolgantes, espirituais, lidando com a possibilidade que tudo pode acontecer. Num certo nível, o U2 é uma banda muito disfuncional. Nós nos tornamos a banda que somos porque nós não éramos músicos capacitados. Não éramos capazes de tocar músicas de outros artistas, então tínhamos que criar as nossas. Essa deficiência musical ainda nos ronda. Às vezes quando nós estamos nos preparando para viajar para tocar eu ouço nossos discos antigos e coço a cabeça, imaginando "o que eu toquei aqui? Está meio estranho, como eu fiz aquilo?" De qualquer maneira, fomos guiados a transformar o nosso ponto fraco em um ponto forte. Nós podemos não ser a banda mais talentosa da história do rock & roll, mas acho que estamos entre as mais originais. A química das personalidades é um grande fator. Bono tem um impulso irreprimível de ser grande, de cobiçar a vida. Ele quer experimentar de tudo, o que faz dele muito vulnerável. Às vezes eu me preocupo que a mídia tenha criado um mito sobre quem ele é e no que ele se apóia. Espero que esse "hype" não impeça as pessoas de perceberem que ele é apenas um homem que está tentando se encontrar. É parte da luta de todos descobrir o que eles estão fazendo e para onde eles querem ir. O U2 escreve músicas sobre a luta, mas nós mesmos somos tão confusos quanto qualquer outra pessoa. Eu sou guiado por caminhos diferentes dos de Bono. Eu tenho uma curiosidade que me convence a querer encontrar caminhos de fazer música nova e eu tenho o foco para manter seguindo até realizar nossas metas. Eu e Bono juntos anulamos a determinação, concentração e energia um do outro. Adam e Larry são os contrapontos de Bono e eu. Adam tem uma alma incrível, a consciência improvável da banda. No começo, quando nós 3 estávamos no fervor de nosso Cristianismo, Adam era, de fato, o mais cristão em sua tolerância e humanidade. De algum modo, por ele não precisar se preocupar muito com a música ou as letras, ele tem uma liberdade para contribuir com elementos que você nunca pensaria, liberdade para inserir alguma coisa que estava fora de discussão. Ele é, naturalmente, nosso "avant-garde". Larry é uma pessoa prática, séria e profundamente cautelosa que sempre puxa a rédea quando nós nos empolgamos demais. Ele está sempre lá para manter o barco firme quando ele está indo em direção às pedras, enquanto eu tenho meu telescópio apontado para outra direção ou quando Bono está fora da torre e Adam está perdendo tempo na cabine do comandante. Nós crescemos juntos. Nós aprendemos a tocar músicas juntos. Em muitos aspectos a maneira como nós pensamos é quase telepática. Quando Bono está cantando, eu sinto aonde ele quer chegar através dos acordes. Mesmo quando estou compondo sozinho, ouço a voz dele conforme as idéias vão surgindo. Mas a coisa mais interessante é quando aquelas músicas passam para o próximo estágio e Adam e Larry aparecem e tocam conosco - toda uma nova evolução surge. Eu acho que, no final, é isso que fortalece a banda, quando você é capaz de tirar proveito de 4 diferentes perspectivas. É algo tão magnífico que nenhum de nós poderia alcançar sozinhos. ![]() ![]() |
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#5
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Página 8:
Adam Sempre quis ser uma estrela de Rock. Quando tive o primeiro Baixo, aos quinze anos, senti que tinha tudo. Nada mais se passava na minha vida. Se o U2 não tivesse dado resultado, só Deus sabe onde eu teria ido parar. Não que alguma vez me tivesse preocupado com isso, pois tinha uma enorme quantidade de ambição e energia e empenhava-me para me tornar no tipo de pessoa que achava que devia ser. Abri os braços a tudo o que a vida tinha para me oferecer e, quando surgiu a oportunidade, vivi-a plenamente. E depois segui em frente, desfiz-me dos carros, libertei-me de determinados aspectos que caracterizavam o meu modo de vida. Juntei-me com a Susie. Descobri que sou uma pessoa muito mais simples e discreta do que alguma vez podia imaginar. Cheguei à conclusão que não era o aparato do rock and roll que me sustentava nesta jornada. Era a música e a camaradagem. Não diria que é divertido gravar com o U2; é trabalho. As sessões não são propriamente preenchidas com gargalhadas e jovialidade. Geralmente, temos o Bono dizendo que fomos um fracasso – e ele inclui-se nesse grupo. A atmosfera no estúdio é tensa. Temos de avaliar as coisas de forma bastante rápida e, a menos que seja algo brilhante, nunca está suficientemente bom. Por vezes pode ser um mau ambiente para se trabalhar. Temos de estar preparados para defender as nossas idéias ou para recuar quando estas estão a ser criticadas de forma fundamentada. O processo de criação é exaustivo. É como se tivéssemos de experimentar todas as possibilidades e explorar todos os percursos até estabelecermos uma versão final. As músicas vão de A à Z e, muitas vezes, no sentido inverso novamente. “TENTAMOS CRIAR ALGO ALUSIVO, ALGO QUE REPRESENTE O PONTO ONDE NOS ENCONTRAMOS EMOCIONAL, FÍSICA E ESPIRITUALMENTE. E ISSO FOI, AO MESMO TEMPO, ALGO AGRADÁVEL E EMOCIONANTE. “Se não é o melhor possível de se atingir, para que nos preocupar?” O Bono é, sem dúvida, a força motriz. Não importa a forma como tentamos descrevê-lo, as palavras são sempre insuficientes, pois ele é muito mais do que se possa dizer. Afirmar que é apenas um aglomerado de contradições não seria fazer-lhe justiça. Ele é bastante inteligente e competente como estrategista, com uma lógica inflexível, mas não sabe como cozinhar um ovo. Não faz mal, acho que nem sequer está interessado em aprender. Ele tem como poderia ser descrito como a clássica programação Macho Alfa. Não tem qualquer dificuldade em decidir o que quer e esforça-se por consegui-lo. Não vê limitações, apenas possibilidades. De certa forma, ele é o espírito do U2, representa coisas que fazem parte de todos nós. O Edge também é muito ambicioso e empenhado, mas pode não dar para perceber isso a menos que o conheçam bem, pois é uma faceta ligeiramente turvada para a sua humanidade e bondade. Põe sempre as outras pessoas à frente. É bem capaz de estar concentrado com o seu trabalho, a meio da noite, mas se lhe pedirmos ajuda em alguma coisa, ele dedica-nos toda a sua atenção para resolver qualquer que seja o nosso problema. É um amigo e colega fantástico, com uma mente bastante perspicaz. O Bono é mais virado para os resultados enquanto o Edge dá mais importância aos pormenores. Isso origina uma excelente combinação de forças criativas. O Larry é uma pessoa muito sensível e um amigo fiel. Para ele é tudo preto no branco. Ele pensa no mundo da mesma forma que pensa na bateria: as coisas ou estão no tempo ou estão fora dele, não podem estar ligeiramente no tempo ou ligeiramente fora. A propósito, geralmente, sou eu que estou fora do tempo. O Larry é um amigo muito fiel e um baterista bastante dotado. É difícil perceber como é que ele consegue, pois limita-se a aparecer e a tocar. Pode até estar chegando do ginásio, senta-se e lá começa ele. Faz com que pareça terrivelmente simples. Não sei dizer qual é a minha contribuição para o U2. Não é necessariamente a minha forma de tocar Baixo. Às vezes, o Edge toca baixo, outras vezes é o Bono. Não é um território exclusivamente meu. Vence sempre a melhor idéia, seja ela de quem for. Mas há algo de especial quando tocamos juntos. É algo inexplicável, mas sempre foi o que mais me entusiasmou. É a base sobre a qual construímos o U2, a faísca de emoção e energia entre nós, e é preciso estar lá para isso acontecer. ![]() ![]() |
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#6
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Página 9:
Larry Não sou de todo uma pessoa extrovertida. Nunca me senti muito à vontade com esta história da fama. Não gosto de chamar a atenção. Eu sei que pode parecer ridículo – devem estar pensando “Então, está na área errada, não, colega?” E provavelmente até é verdade. Mas a minha paixão é tocar bateria no U2. Dar concertos e fomentar o meu espírito criativo num estúdio são as minhas drogas que escolhi. Quando comecei com isto, a idéia de me tornar uma estrela de rock era ridícula. Não sei até que ponto ser uma grande estrela de rock e tocar bateria se encaixa, e as pessoas que tentam combinar as duas coisas geralmente acabam mortas ou em centros de reabilitação. Eu prefiro ficar batendo em coisas. Já li muita porcaria sobre o U2. Sempre que nos vejo descritos de uma forma mítica como mestres do nosso destino, me dá vontade de rir. Estar no U2 é mais como andar num comboio descontrolado, ao qual nos seguramos com força para não cair. A minha função no U2 é manter as coisas estáveis. Ao longo dos anos, a banda enfrentou com dificuldade imperfeições musicais, por isso, só o fato de tocarmos juntos pode ser um desafio. Os concertos podem ser uma espécie de obstáculo e, por vezes, nós tropeçamos. Portanto, como baterista, tento ser o elo firme. Se há alguma dúvida sobre o tempo de alguém na música, eles olham para mim e sabem que eu resolvo a situação. Falar é fácil... Eu e o Adam contamos muito um com o outro. O Edge podia estar pressionando botões, experimentando sons diferentes e o Bono trepando em andaimes e saltando para o meio do público – às vezes nem sequer sabíamos onde ele estava. Durante a grande parte do tempo, era só eu e o Adam em palco, por isso tínhamos de interagir e comunicar um com o outro. Pode se dizer que o U2 é uma democracia... mas apenas no sentido grego clássico, quando a democracia estava nas mãos de quem detinha o poder. O processo de tomada de decisão é o mesmo de quando começamos. Quem melhor conseguir fundamentar os seus argumentos e articular as suas idéias ganha o dia. Quando se pertence a uma banda com um membro tão ruidoso, falador, argumentativo e persuasivo como o Bono, as coisas podem tornar-se bastante complicadas para os outros membros. Todos temos diferentes necessidades e somos pessoas bastante distintas, com personalidades diversas. Somos um só, mas não somos, definitivamente, os mesmos. Se há algo de especial no U2, não tem nada a ver com cada um de nós individualmente. É algo que acontece quando nos juntamos como um todo, num palco ou num estúdio. É uma experiência estranha e difícil de descrever. Mas é a única razão pela qual ainda fazemos isto. Quando tocamos juntos, algo de extraordinário acontece. ![]() ![]() |
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#7
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Paginas 10 a 13:
1960 -1975 STORIES FOR BOYS ___________________________________ Adam Clayton Eu nasci em uma casa cheia de mulheres e repleta de música: duas forças que praticamente ditaram a forma subseqüente da minha vida. Foi na casa dos meus avós, em uma vila de Oxfordshire chamada Chinnor em 13 de março de 1960. Meu pai trabalhava com aviação e sempre parecia que ele não estava muito presente. Até mesmo agora que ele se aposentou ele passa muito tempo pescando, o que é uma atividade muito solitária, longe da família. Meu avô era um instrutor de educação física na Força Aérea Real Britânica, então ele não estava muito por perto também. Mas minha avó, a mãe dela, minha mãe e suas duas irmãs moravam todas nessa casa. Eu fui a primeira criança, um menino super mimado por esse grupo de mulheres. Minha avó tocava piano em uma banda. Ela estava sempre fazendo shows nos fins de semana então sobrava eu com minha mãe e as duas irmãs. Eu me lembro de escutar o radio da Força Aérea e também saber que minhas tias tinham música que elas ouviam em tocadores de fita. Mais tarde apareceu uma vitrola e um monte de singles. Minha tia mais nova gostava de Elvis e depois dos Beatles, quando todo aquele movimento começou. Eu me lembro de assistir Top of the pops em preto e branco e ficar muito intrigado pelas roupas e pelos instrumentos. Eu acho que até naquela época eu sabia dos tipos diferentes de guitarras, apesar de estranhamente o Ringo ser meu Beatle preferido. Meu pai era piloto da Força Aérea Real Britânica e quando ele foi liberado começou a trabalhar como instrutor de vôo em Biggin Hill, e depois gradualmente ele passou para aviação civil. Minha mãe fazia um bico trabalhando de comissária de bordo e meu pai pilotava pequenos aviões do que eventualmente se tornaria a British Airways. Quando eu tinha 4 anos de idade, meu pai encontrou um emprego no Quênia para pilotar para a East African Airways. Nós morávamos em Nairobi: esse definitivamente foi o período mais feliz que eu consigo me lembrar da minha infância; o calor e a liberdade. Meus pais estavam vivendo relativamente com mais conforto comparando-se com antes, com um trabalho regular, uma casa de tamanho decente, alguém para limpar e ajudar, esse tipo de coisa. Eu me lembro principalmente do brilho do Sol e dos cheiros. Eu mantive muitas coisas africanas comigo e, quando eu vou para lá sempre me parece muito familiar. O Quênia se tornou um país independente em 1963, expulsando o domínio Inglês, e a situação era inconstante. Em 1965 estava ficando bem perigoso ser uma pessoa branca por lá. Meu pai teve propostas de emprego na Irlanda e em Hong Kong, mas a Irlanda parecia mais próxima a família então fomos para lá e ficamos em Malahide, uma cidade do subúrbio na costa, umas 8 milhas (aproximadamente 12 Km) de Dublin. Eu fui para a escola nacional local e foi basicamente quando tudo parou de fazer sentido para mim. Eu cheguei em uma Irlanda que era sutilmente repressiva. O céu era cinzento e triste e na escola tinha muita coisa ensinada em irlandês, uma língua que eu não entendia. Eu achei difícil me encaixar naquele sistema. Foi lá que eu conheci o David Evans, The Edge, pela primeira vez, apesar de eu não ter nenhuma lembrança disso. Os pais dele eram da mesma comunidade que, extraordinariamente para a Irlanda tinha muitos protestantes e ex-colegas Britânicos. Os Evanses estavam entre um grupo de pais que ocasionalmente ia a nossa casa, ou nós íamos visitar a casa deles, e foi assim que eu conheci o David, seu irmão e sua irmã. Nós não mantivemos contato até voltarmos a nos encontrar na banda. Eu tenho uma irmã, Sindy, que é 4 anos mais nova que eu, e um irmão Sebastian, que é 10 anos mais novo. Mas é difícil para eu me lembrar, na maior parte do tempo, de nós como uma família. Nosso pai parecia estar sempre trabalhando. Como ele fazia muitas viagens cruzando o Atlântico pela Air Lingus, invariavelmente ele ficava fora de casa por 3 ou 4 dias. Quando eu fiz 8 anos me colocaram num internato, o que só atrapalhou tudo ainda mais. A Sindy tinha 4 anos nessa época e então eu só a via nos fins de semana e feriados e por isso nunca desenvolvemos uma relação intensa ate estarmos mais velhos, simplesmente não tínhamos idades semelhantes para dividir experiências em comum. É até engraçado, mas apesar de haver uma diferença de idade maior entre eu e meu irmão, por alguma razão nos entendíamos, talvez porque quando eu sai do internato ele tinha 6 ou 7 anos então eu tive a oportunidade de conhecê-lo melhor. O nome do internato era Castle Park, em Dalkey, ficava do outro lado da baía de Dublin. Pensando bem, eu posso entender que meus pais estavam num país estrangeiro –acho que é assim que eles deveriam ver- e eles não tinham idéia de qual seria a maneira apropriada de educar uma criança. Castle Park era uma escola preparatória na mesma linha do sistema britânico e alguns dos filhos de amigos dos meus pais estudavam lá e provavelmente eles viram que isso me levaria depois para uma boa escola pública Inglesa, como Eton ou Harrow, e depois um diploma de Oxford ou Cambridge. Esse era o plano, mas de qualquer forma não deu certo. Eu não reagia ao internato de uma forma muito positiva. Eu não tinha vocação para esportes, não era uma pessoa muito sociável. Eu mantinha minha cabeça baixa. Até naquela época eu tinha inclinação pra música, mas não tínhamos permissão para ouvir música pop ou assistir televisão. Era só sobre esportes! Mas tinha um garoto que tocava violão clássico e ele tinha permissão para levar o violão para o quarto. Sempre que ele tocava, eu tinha uma conexão emocional. De alguma forma me levava em pensamento para fora dos confinamentos do internato. Conseqüentemente eu entrei para a Gramophone Society, que costumava se reunir umas 2 tardes por semana e ouvir música clássica. Novamente isso me levava para um mundo completamente diferente. Eu tentei aulas de piano, mas eu não conseguia juntar a aspiração com a coordenação. Eu pensei que talvez por causa da minha avó seria fácil, mas eu presumo que eu nunca me empenhei o suficiente. Eu nunca tive o pensamento de que se eu praticasse talvez eu conseguisse os resultados que eu desejava! Quando eu tinha 10 ou 11 anos eu comecei a me enturmar com pessoas que gravavam o Top Twenty (top 20) na rádio Caroline no Domingo à noite e depois ouviam de novo, tudo escondido é claro. Não era permitido ouvir rádio no internato, mas alguns tipos de música eram permitidos. Podíamos ouvir ópera rock como Jesus Christ Superstar e Hair e coisas que estavam no meio entre música clássica e popular. Então isso foi o que me despertou naquela época e eu até pensava, ‘eu vou tocar violão’ mas eu tinha uma noção tão básica. Eu nunca sabia como eu ia chegar num nível mais avançado. Eu mudei de escola quando tinha 13 anos, novamente para um internato irlandês, St Columbia em Rathfarnham. Os prédios eram velhos, não tinham cortinas e lá era muito frio, o tipo de frio que você nunca esquece. Não posso dizer que eu fiquei muito entusiasmado com essa mudança de colégio. Mas para ser justo, logo no inicio eu conheci um garoto chamado John Leslie, que tocava violão. John tinha fitas cassete e nós escutávamos The Who, The Grateful Dad, Kris Kristofferson, Caroline King, Neil Young, pessoas que eram famosas naquela época e coisas incomuns como Hawkwind, The Edgar Winter Group, Edgar Broughton. E os monitores (estudantes de séries superiores que tomavam conta dos alunos mais novos) escutavam Rory Gallagher, Beatles, Rolling Stones, Eric Clapton, então nós ouvíamos um pouco disso também, e alguns cantores americanos como Doobie Brothers. Então eu estava ficando bem ligado a música e parecia que sempre mudava meu humor; de alguma forma fez o internato se tornar suportável. Eu me lembro de ler que Eric Clapton não começou a tocar violão até os 15 anos e então eu pensei ‘bom, eu ainda tenho tempo!’ Então eu comprei um violão que custou 5 libras em um brechó no cáis de Dublin e eu comecei a aprender algumas notas e tocar algumas músicas. Tinha um garoto na escola que tinha tipo uma banda começando. Ele tinha uma guitarra e a escola deu uma sala para ele praticar; tinha um baixista e um baterista e o som era simplesmente fantástico para mim, eu amava. Eu não sei como soava, provavelmente eram 4 adolescentes sofrendo para conseguir tocar uma música, mas o som do baixo, da bateria e da guitarra eram tão primitivos para mim (acho q ele quis dizer primitivo no sentido de já estar impregnado na personalidade dele). Eu comecei a perceber que não só a música me fazia sentir bem como eu consegui um pouco de atenção por estar tocando também. Você conseguia se aproximar de garotas e pessoas que tocavam eram consideradas descoladas. Eu acho que foi ai que eu tomei a decisão de que era isso que eu queria fazer. Eu não tinha o menor interesse por esportes. Eu não queria ter uma carreira acadêmica e também não tinha a menor aptidão para isso. Eu gostava de coisas criativas como pintura e música; eu achava essas comunidades mais interessantes. Então o John me convenceu que podíamos começar a nossa própria banda. Ele queria tocar guitarra então ele disse que eu devia tocar baixo. Não lembro de ter me convencido disso logo de primeira. Eu sabia que eram necessários uma bateria e um baixo para fazer aquele som vibrante, mas eu não sabia nada sobre música que me qualificaria como um baixista. Mas o John disse que me ensinaria o que eu precisava aprender. Eu estava tendo aulas de violão clássico e tinha um professor de violão popular que aparecia por lá também, então eu aprendi algumas coisas rudimentares e decidi tocar baixo. Eu falei com meus pais e pedi para que eles me comprassem um baixo. Eu tive que fazer aquela promessa solene de que eu não ia desistir disso e esse tipo e coisa. Agora, olhando para trás foi uma coisa fantástica para os meus pais fazerem, não era do tipo deles. Era um pouco mais o tipo da minha mãe, eu acho. Ela tinha um lado romântico e provavelmente pensou que comprar um baixo não iria causar nenhum dano. Eu acho que por ter música na família ela conseguia se identificar com isso. Então lá estava eu, com 15 anos, com um baixo marrom escuro e sem amplificador. Eu não tinha idéia do que fazer com ele. Absolutamente nenhuma idéia. Só parecia legal para mim. Profundo e satisfatório. Olhando bem, era esperado que alguém como eu tivesse alguns anos de experiência de rock amador e depois passar para algo como baixo. Mas o baixo era tudo que eu tinha, eu não tinha nada além disso. Minhas notas foram tão ruins no ano seguinte que meus pais disseram que não estavam preparados para me manter numa escola tão cara. Foram noticias muito ruins para mim na época porque eu e John Leslie estávamos começando uma banda, estávamos escrevendo uma opera rock irlandesa baseada num mito céltico em que crianças são transformadas em cisnes pela madrasta bruxa. Mas eu tive que sair antes de ter a chance de me estabelecer como o Andrew Lloyd Webber da Irlanda. Eu achei que era isso, a carreira musical tinha acabado. E lá fui eu despachado para Mount Temple, uma escola mais compreensiva no norte de Dublin, mas que não era um lugar que eu me sentia nem um pouco confortável, para contemplar um futuro não muito promissor em termos de esperanças de carreira. ![]() ![]() |
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#8
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É isso mesmo cris!
Eu aceitei esta proposta de trabalho a pensar em todas as pessoas que não podem possuir o livro traduzido ou não percebem pevas de inglês. Presumo que também foi essa força que moveu os tradutores dos trechos do livro existentes no outro tópico. Mas imagino que seja mesmo um livro muito dificil de se traduzir dessa maneira, principalmente quando é o sir Bono a escrever... aquele homem fala por todos os lados! Por isso, é que apenas aquelas pequenas partes não chegavam para matar a sede dos fãs de ler tal livro tão importante para a sua carreira de seguidores de U2. Bom, deixem-me dizer que o melhor trabalho como tradutores que já vi foi aqui, nos fóruns da Ultraviolet. Como se já não bastasse ter de traduzir para si mesmos, ainda têm a preocupação em partilhar com a gente mais "desfavorecida" - como o Bono diria no seu trabalho humanitário. Vocês são mesmo fantásticos! E aqui presto uma homenagens a vocês, tradutores, de tão dedicados que são! Logo se vê as origens de tanta bonodade em vocês, né?! Continuem a contribuir com as vossas traduçoes, até porque de certa forma são traduções mais genuínas por serem feitas na hora pelo trabalho original. Critiquem o que acharem que está mal, e dêm sugestões. Nada melhor para nós que ter tradutores tão bons como vocês para nos assegurar qualidade no trabalho que estamos a desenvolver. Agradecemos e o resto das pessoas também!Bom, quanto aos méritos, deixa isso para lá, Cris!! A iniciativa foi tua! Tu arrancaste com o projecto e falou comigo, eu apenas faço o trabalho, que diga-se de passagem nem é muito mau! Beijos a todos e espero que tirem melhor partido disto, porque é a pensar em todos os os fãs que ainda não tiveram a oportunidade de viajar com U2 by U2. Com o maior respeito e admiração Joanne |
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#9
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Meus parabéns e minha admiração pelo empenho de vocês!
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#10
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UAU!!!!!! Meus parabéns pela idéia genial e pela iniciativa, Cris e Joanne!!!
Como vocês bem disseram, um ótimo trabalho já estava sendo feito por aqueles que traduziram e postaram algumas partes do livro, mas realmente faltava um trabalho de maior vulto, com o livro todo traduzido e organizado seqüencialmente de forma a se poder ter a idéia do todo! Mais uma vez, meus parabéns ao Cris e à Joanne pela generosidade e pela iniciativa! ![]() "Who's to say where the wind will take you
Who's to know what it is will break you I don't know wich way the wind will blow..." Última edição feita por Kite em 22/04/2007 às 23h11. |
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#11
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#12
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Parabéns pela iniciativa e pela disposição.
É um belo projeto !!! Se precisarem de ajuda, podem contar comigo !!! Restart and re-boot yourself
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#13
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Parabéns, meninas, maravilhoso projeto. É muito bom ter pessoas como vcs que se preocupam em ajudar o próximo. Vai ser um grande e belo trabalho. Valeu mesmo......
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#14
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São Cristino
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#15
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Parabéns ao Cris e a Joane pela inciativa
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