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#1
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Esse é o titulo de uma matéria muito boa que saiu na revista Época desta semana.
Sei que dá preguiça de ler...mas vale à pena! COMPORTAMENTO ![]() Quando a beleza atrapalha ![]() Elas se preocupam tanto em ficar bonitas que acabam prejudicando ![]() Gisela Anaute e Elisa Martins ![]() ![]() SOB PRESSÃO A atriz Paola Oliveira diz que já fez lipoaspiração e faz drenagem linfática duas vezes por semana Para interpretar a modelo Giovana na novela Belíssima, a atriz e também modelo Paola Oliveira, de 24 anos, diz estar vivendo uma dupla pressão para manter-se bonita: por ela própria e pela personagem. Paola afirma que sempre se preocupou com o visual. Diz ter feito no ano passado uma lipoaspiração nas coxas, mesmo sendo magra (1,70 metro e 52 quilos). "Não chego a morrer para ficar bonita, mas seria hipócrita se dissesse que não me incomodo se falarem que estou gordinha ou meu cabelo está feio", afirma ela. Paola diz que, para manter-se em forma, faz drenagem linfática duas vezes por semana, além de correr e fazer balé. Diz que agora aprendeu a gostar do que vê no espelho. "Só que não tenho olhos claros, altura extraordinária, nada demais. É uma beleza simples." E diz que, se alguém quer deixá-la aborrecida, é só olhar fixamente para seus pés e suas mãos. "Não gosto." Exagero? A preocupação de Paola parece ser mais a norma que uma exceção. Uma pesquisa feita com 3.300 mulheres em dez países pela empresa Unilever/Dove mostra que 63% das brasileiras querem fazer uma cirurgia plástica. Ficaram em primeiro lugar disparado, com as mexicanas em segundo (38%) e as americanas em quarto (25%). Entre as brasileiras, 89% disseram que gostariam de mudar algo em seu corpo. A obsessão com a beleza atrapalha os relacionamentos sexuais de 63% das mulheres, segundo outro estudo, da indústria farmacêutica Pfizer, feito apenas no Brasil. De acordo com a pesquisa, duas em cada dez mulheres têm vergonha do próprio corpo. Essa é, provavelmente, a principal causa para dois terços das mulheres preferirem fazer sexo a meia-luz e 31% optarem pelo escuro. Metade dos entrevistados - homens e mulheres - acha que a preocupação feminina com a beleza é comparável à masculina com a ereção. "A beleza nunca foi tão importante, e se tornou prioridade para todas as mulheres", afirmou a ÉPOCA Susie Orbach, pesquisadora da London School of Economics, uma das autoras do estudo da Unilever/Dove. A angústia independe da beleza real. Pessoas bonitas às vezes sofrem mais com defeitos que encontram em seu corpo - mesmo que ninguém os veja. A modelo Gisele Bündchen, por exemplo, diz que não gosta dos pés - grandes e chatos. Tanto é que relutou em protagonizar uma campanha de sandálias. "Todo mundo quer corresponder a uma imagem de perfeição. Mas perfeito ninguém é", afirma a antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Mirian Goldenberg, autora de De Perto Ninguém É Normal, que trata da busca da beleza. A modelo e atriz Camila Guebur tem 28 anos, mede 1,70 metro e pesa 50 quilos. Ela diz que jamais gostou de sua barriga. "Com 8 quilos a mais do que tenho hoje, morria de vergonha na praia. Ia de biquíni com camiseta por cima e só tirava quando deitava na esteira com a barriga esticada. Não levantava para entrar no mar de jeito nenhum." Há um ano, diz que procurou um endocrinologista para emagrecer. "Mas ainda não tenho a barriga dos meus sonhos." A preocupação com a beleza tem um forte componente genético. É instintivo que tenhamos mais atração pelos indivíduos mais belos - e que queiramos, também, fazer parte do grupo privilegiado. Isso se reflete até no bolso. Um estudo feito por economistas nas universidades de Harvard e de Wesleyan, nos Estados Unidos, mostrou que a beleza física dos candidatos a um emprego aumentava o salário previsto pelos entrevistadores. Outra pesquisa, de acadêmicos das universidades do Texas e de Michigan, revelou que as pessoas consideradas belas ganhavam salários de 10% a 15% maiores que os das feias. Segundo o consultor de recursos humanos Willian Bull, da empresa Mercer Brasil, a boa aparência pode servir como critério de desempate entre dois candidatos igualmente competentes. "Quem está em forma tende a ser mais alto-astral, a ter mais confiança. Isso acaba influenciando positivamente o entrevistador", afirma. ![]() IRREAL Mas a principal causa de tanta gente ficar insatisfeita com a própria imagem é cultural. "Hoje, valorizamos um tipo ideal de beleza que não tem nada a ver com nossa cultura. Estamos sacrificando nossa identidade física", ä diz a historiadora Mary Del Priore, autora de Corpo a Corpo com a Mulher: Pequena História da Transformação do Corpo Feminino. "No passado, a beleza era um conjunto de qualidades, e não um estereótipo", diz Mary. Sobre esse estereótipo a antropóloga Mirian Goldenberg fará uma série de palestras na Europa neste mês. "O país vende uma imagem do corpo bonito, sexy, nu e livre. Mas os brasileiros também compram essa imagem, o que causa sofrimento em quem não corresponde a ela", diz Mirian. Essa pressão é mais forte entre os jovens. "No passado, as meninas se preocupavam com as conseqüências do sexo: gravidez, doenças etc. Hoje, se preocupam em como serão avaliadas no sexo, em relação à beleza e à performance", diz o sexólogo Gerson Lopes, da Academia Internacional de Sexologia, um dos responsáveis pela pesquisa da Pfizer. A preocupação com a beleza é tão forte, para a média das mulheres, que contamina praticamente todos os aspectos da vida. Na pesquisa da Unilever/Dove, sete em cada dez mulheres disseram que deixam de fazer alguma atividade quando se sentem feias: 29% disseram desistir de ir à praia; 25% afirmaram que deixam de ir a uma festa; e 8% disseram que faltam no trabalho. Mas o impacto mais grave é na saúde. Pesquisas no mundo todo têm revelado um aumento do número de casos de distúrbios como anorexia (doença que leva a pessoa a não comer) e bulimia (que faz com que se coma compulsivamente para em seguida vomitar). Recentemente, a atriz americana Lindsay Lohan, de 19 anos, disse ter sido vítima da bulimia. Na Espanha, o governo começou uma campanha para combater a anorexia, que atinge 1 milhão de garotas. Pretendia usar a imagem da princesa Letizia Ortiz, que se tornou anoréxica ao tentar perder os quilos ganhos durante a gravidez da filha Leonor. Apesar da evidente magreza de Letizia, a coroa real espanhola nega que ela esteja doente. Na pesquisa Unilever/Dove, 10% das mulheres disseram já ter sofrido algum distúrbio alimentar. Entre as brasileiras, o número foi maior. E especialmente entre as mais jovens: 22% das meninas de 15 a 17 anos de idade afirmaram ter parado de comer para perder peso. "A pressão social e o valor que se dá à magreza saíram do controle e afetam adolescentes", diz a psiquiatra Bacy Bilyk, coordenadora do atendimento em transtornos alimentares do Hospital das Clínicas, em São Paulo. "Como a vaidade é despertada cada vez mais cedo, atinge crianças também", diz. Há fortes evidências de que a beleza ajuda a trazer sucesso e felicidade. Mas a busca da beleza traz riscos - e infelicidade - que não podem ser desprezados. Mesmo magra, a modelo Camila Guebur diz que não tem a barriga de seus sonhos ![]() ![]() DOENTES Segundo a imprensa espanhola, a princesa Letizia Ortiz (à esq.) virou anoréxica com a gravidez. A atriz Lindsay Lohan (à dir.) afirmou que sofre de bulimia Panorama da beleza Infelizes com a aparência 33% gostariam de mudar os cabelos33% gostariam de ter outro formato de corpo25% queriam ter uma altura diferente15% desejariam ter outra aparência facial12% gostariam de trocar a cor dos olhos4% queriam ter outra cor de peleNove em dez brasileiras gostariam de mudar algo no corpo Fonte: 2005 Dove Global Study Questão feminina Questionados se têm vergonha do corpo, quase todos os homens dizem que não HOMEM MULHERSim3% Não20% 96% Depende73% 1% 7% Fonte: Pesquisa sobre Sexualidade Humana/Pfizer Sexo às escondidas Por vergonha, elas não gostam de mostrar o corpo durante o ato sexual 66% preferem fazer sexo a meia-luz 31% optam pelo escuro 3% gostam do claro Fonte: Pesquisa sobre Sexualidade Humana/Pfizer O que elas deixam de fazer deixaram de ir à piscina ou à praiaSete entre dez mulheres já evitaram alguma atividade por estar se sentindo feias 29% 25% não foram a uma festa 17% evitaram explicitar uma opinião 16% não foram a uma entrevista de emprego 13% faltaram à escola 8% faltaram ao trabalho Fonte: 2005 Dove Global Study Perigo para a saúde ItáliaEm nome da beleza, 10% das mulheres dizem que já deixaram de comer ou comeram compulsivamente para vomitar em seguida. As brasileiras só perdem para as italianas 63% Brasil 38% Canadá 30% Grã-Bretanha 25% Alemanha 23% Estados Unidos 23% México 18% Arábia Saudita 13% Japão 12% Fonte: 2005 Dove Global Study Campeãs em plásticas BrasilAs brasileiras são as primeiras na lista de quem quer fazer uma cirurgia plástica ou cosmética 63% México 38% Arábia Saudita 30% Estados Unidos 25% Alemanha 23% Gã-Bretanha 23% Canadá 18% Itália 13% Japão 12% China 11% Fonte: 2005 Dove Global Study |
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#2
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Entrevista com a antropóloga Mirian Goldenberg
![]() ![]() Mirian Goldenberg, antropóloga, professora da UFRJ e autora de De perto ninguém é normal ÉPOCA - A beleza é muito valorizada no Brasil? Mirian Goldenberg - A beleza é mais importante para os brasileiros do que em outros países do mundo. O corpo aqui é uma riqueza, um capital, principalmente para as mulheres. Até na formação do Brasil a atração sexual foi importante - uma forma de os portugueses colonizarem o país foi fazendo sexo com as nativas. Hoje nosso país exportou a idéia de povo sexy, atraente, livre, nu, não só pelo clima, mas pelos eventos que são símbolos de brasilidade, como o carnaval, que têm a ver com o corpo. Mas essa imagem que é vendida para a fora é comprada pelos brasileiros também, o que causa sofrimento em quem não corresponde a ela. Nos outros países, o corpo não precisa ser tão trabalhado. Na França, por exemplo, a mulher precisa se vestir bem, ser elegante. Não precisa fazer as unhas e os cabelos toda semana. No Brasil, o corpo tem de ser mostrado, tem de ser perfeito, liso. Há outra diferença: a brasileira que não tem um homem ao seu lado é vista como fracassada, e não como alguém que fez uma escolha, como na Europa. A competição por homem aqui é muito acirrada, e por isso a preocupação com a beleza é tão grande. ÉPOCA - Por que o corpo é um capital? Mirian - Porque aqui realmente se lucra muito com o corpo. As mulheres recebem muito mais dinheiro e reconhecimento mostrando o bumbum do que estudando durante 50 anos. E isso não vale só para as profissões que envolvem o corpo. A beleza passou a ser um valor hegemônico, para todas as atividades e classes sociais. Nos Estados Unidos, uma professora universitária pode muito bem ter cabelos brancos. Aqui é proibido envelhecer. As pessoas acreditam que a beleza vai gerar mais sucesso nos relacionamentos e no trabalho. ÉPOCA - As pessoas mais bonitas obtêm mais vantagens no dia-a-dia? Mirian - Muitas pesquisas mostram que as pessoas bonitas têm vantagens e ganham salários mais altos. Mas isso não quer dizer que sejam pessoas mais felizes ou mais satisfeitas. A insatisfação cresce à medida que prestamos mais atenção a nossas imperfeições, e os bonitos estão muito atentos. ÉPOCA - Os tipos físicos que valorizamos são muito restritos? Mirian - Sim. O padrão feminino é o corpo magro, jovem, bronzeado, sensual, com curvas. O masculino é o alto, forte, trabalhado. A mulher é mais restrita ao corpo que o homem, que pode ter sucesso com outros atributos. ÉPOCA - A valorização do corpo tem um lado positivo? Mirian - Sim. Nunca as mulheres puderam usufruir tanto de sua sedução, de sua feminilidade. Hoje a mulher de 60 pode se cuidar e ser considerada bela, interessante. Não se aposenta da vida, por mais que case e tenha filhos. No passado, a vida acabava com 30 anos de idade. A preocupação com a beleza também trouxe uma ênfase maior à saúde, e nos mostrou a importância de nos movimentarmos, de nos sentirmos vivos. A obsessão pelo corpo perfeito é que é ruim, quando se investe nele em tempo integral. Entrevista com a historiadora Mary Del Priore ![]() ![]() Mary Del Priore - historiadora e autora de Corpo a Corpo com a Mulher: Pequena História da Transformação do Corpo Feminino ÉPOCA - Por que a beleza é tão importante em nossa cultura? Mary Del Priore - Vivemos numa sociedade de imagens, que corporificam mulheres magras, jovens e sem rugas, modelo atrás do qual todas correm. Mas é um tipo de beleza que não tem a ver com nossa cultura. A mistura de raças que há no Brasil resulta numa mulher curvilínea. Aquilo que chamamos de morenidade da mulher brasileira desapareceu para da espaços às figuras esguias, loiras e de seios grandes, enquanto a brasileira é mais baixa, tem seios pequenos. Isso é grave, pois temos um país com minorias negras muito grandes. Esse modelo perverso deixa a auto-estima de muitas meninas e mulheres fragilizada. Estamos sacrificando nossa identidade física. ÉPOCA - Como era no passado? Mary - A beleza era vista como um conjunto de qualidades, e não um estereótipo. Uma mulher bonita era elegante, educada, ingênua, às vezes até pudica, que tinha um olhar expressivo. Os critérios de escolha de uma mulher eram outros e a chamada beleza interior era importante. Nos anos 50, era valorizado ter o que se chamava de “it”, um charme. Não havia uma exigência de um padrão único de beleza e até os anos 70 havia infinitas possibilidades de ser bela. Desde as revistas femininas, que datam da segunda metade do século 19, havia preocupação com a beleza, com as vestes, os cosméticos. Até os anos 50, a mulher deveria ser bela na rua e também em casa. Ela tinha sempre de estar apresentável. Mas não havia uma retórica sobre o tipo físico que ela deveria ter. ÉPOCA - As mulheres eram mais cobradas em relação à beleza que os homens? Mary - Sim. A sociedade patriarcal sempre esperou deles um comportamento viril, mas os homens também tinham preocupação com o físico. Eles seguiam modas de bigodes e barbas, tinham cuidados com a aparência. ÉPOCA - Os meios de comunicação de massa aumentaram a preocupação com tipo físico ideal? Mary - Sim, aumentaram a obsessão pela magreza. Até o século passado, as magras eram vistas como feias e doentes; algumas eram consideradas más. A magreza era até um sinal de ambição desmesurada. A partir dos anos 70, com o aparecimento das academias, a magreza passou a ser sinal de saúde, e de condição econômica também. O rico brasileiro é magro, enquanto o pobre é cada vez mais obeso. Na sociedade de consumo, em que vivemos atualmente, a beleza se tornou um produto, enquanto no passado era uma característica. Isso é péssimo. Hoje a mulher feia e pobre sofre muito por causa da aparência. O Brasil, até nas classes desfavorecidas, apresenta um altíssimo consumo de cosméticos, pois todos acham que a beleza pode ser comprada |
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#3
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Lista de sites sobre beleza e transtornos alimentares
![]() ![]() LINKS INTERESSANTES Em português:www.ambulim.org.br Site do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas de São Paulo http://br.groups.yahoo.com/group/sintomuitogrupo Grupo de discussões sobre anorexia e bulimia www.gatda.psc.br Grupo de apoio e tratamento a distúrbios alimentares, com locais onde buscar tratamento www.miriangoldenberg.com.br Página da antropóloga Mirian Goldenberg, com artigos para download sobre o culto ao corpo e sobre a sexualidade www.campanhapelarealbeleza.com.br Site da campanha da empresa Dove pela flexibilização dos padrões estéticos, com fóruns de discussão e pesquisas sobre beleza Em inglês:www.eco.utexas.edu/faculty/Hamermesh/Beautystuff.html Página do economista Daniel Hamermesh, da Universiy of Texas, com pesquisas sobre aparência física e mercado de trabalho http://trosenblat.web.wesleyan.edu Página da pesquisadora americana Tanya Rosenblat, com estudo sobre a relação entre beleza e salários http://nationaleatingdisorders.org Pesquisas, informações, tipos de tratamento e links sobre distúrbios alimentares www.something-fishy.com Textos e links sobre transtornos alimentares e chats com especialistas |
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#4
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Esses artigos a respeito de peso vira e mexe estão em pauta atualmente. A preocupação com a imagem já deixou de ser saudável há algum tempo e virou obsessão, mas por mais que as pessoas tenham consciência disso parece uma reação em cadeia que não pára nunca.
Eu já tive anorexia e sei como é isso de ficar se olhando e nunca achar que tá magra o suficiente e tal. Engordei um monte depois e nunca mais voltei a ter o peso de antes. Não tenho problemas com obesidade nem nada disso, diria que sou normal, mas não adianta, a briga com as calorias e a balança é uma constante pra mim... Sim, muitas vezes já me perguntei aonde quero chegar com isso, que maldito mundo escravo é esse em que a gente não pode comer um bombom sem se sentir culpado e concordo plenamente quando falam da questão cultural e como temos conceitos deturpados quando relacionados à nossa realidade... ![]() |
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#5
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muito boa a matéria... as mulheres costumam sempre se colocar pra baixo...
Meu Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16771151557005414600
Messenger bloqueado?: www.meebo.com Orkut e até mesmo o Meebo bloqueados?: É só colocar um s depois de httpS:// Mas se você quiser falar com o Rafael, é só chamar... |
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#6
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É verdade Ju, estamos todas obssecadas por um padrão muito dificil de alcançar, a midia é muito responsável por isso tb.
Já reparou que neuróticas nós estamos? Sair pra jantar nunca é uma experiência simples...ficamos nos policiando no couvert, se vamos comer sobremesa é melhor pedir só uma salada...e quando chutamos o balde já dormimos pensando que precisaremos dobrar o tempo na esteira no dia seguinte pra compensar... Os manequins nas lojas estão cada dia menores...tem loja que eu visto 38, outras 40 e em uma outra 42! Como a pesquisa aponta, nós somos das mais neuróticas...mas as argentinas não ficam muito atrás... Qd eu estive na Espanhã pela última vez, meus acompanhantes locais e até os garçons ficavam impressionados por eu pedir adoçante ou refrigerante diet sem ser gorda ou diabética...aqui é a rotina. ...e isso não adianta porque os EUA são os reis do No Sugar, No Fat, No Carb e são os mais gordos... |
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#7
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O exemplo do jantar foi ótimo... ano passado eu entrei numa neura de perder peso que eu fiquei uns 2 meses sem botar meus pezinhos na rua e sair pra jantar com as amigas pra não ter que comer nada que pudesse fugir da porcaria do livro e tabela de pontos... é, eu perdi peso, mas não diria que fiquei tão feliz quanto talvez tivesse ficado saindo de casa... e é claro que já engordei de novo, dieta maluca = efeito iô-iô a todo vapor.
Manequins sempre menores com certeza, 38 é algo que não existe no meu armário há séculos, sem contar que sempre vendem calças com 50 cm a mais de perna como se todas fossem Giseles Bündchen. De academia não posso nem falar... estourei meus joelhos por fazer apenas 15 aulas por semana durante 4 meses... Inconsequente? Imagina... ![]() ![]() |
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#8
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O engraçado é como as mulheres são tão severas consigo e ao mesmo tempo condescendentes com os homens. Qtos e qtos casais a gente vê na rua com a mulher totalmente em forma e o homem gordinho? Eu, pelo menos, acho liindo barriguinha de chopp nos homens, enquanto me acho a baleia das baleias.
Sempre tive problema de peso (até já sonhei que o Bono dizia que eu era "big" e parecia uma "pig" ), mas mesmo qdo fui magra (pq eu jah fui mesmo ) eu me achava um leão-marinho.E isso, de fato, atrapalha muito a minha vida. Qdo conheço pessoas novas fico achando que a única coisa que elas vão lembrar de mim é o meu peso. E olha que eu não sou obesa, segundo o IMC estou na faixa do sobre-peso .Mas, ah, só sendo muito zen pra não encucar com essas coisas. Eu encuco total. Minha auto-estima é totalmente destruída por conta dessas questões de peso/emagrecimento. |
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#9
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FODAM-SE os padrões! viva a beleza natural feminina!
Meu Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16771151557005414600
Messenger bloqueado?: www.meebo.com Orkut e até mesmo o Meebo bloqueados?: É só colocar um s depois de httpS:// Mas se você quiser falar com o Rafael, é só chamar... |
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#10
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Rafael como sempre um gentleman...
Pois é Cilene... a questão é que o padrão na verdade a gente e a mídia que acabam impondo, os homens nem gostam muito das muito magras, mas a gente sabe que mesmo inconscientemente fazemos isso não por eles, e sim pelo infeliz hábito da comparação... Ah! Eeu não gosto de homem com barriga de chop não, só pra avisar, mas não precisam ficar neuróticos também, hahahaha. Homem com barriguinha pra mim só o Bono! ![]() ![]() |
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#11
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Mulher não presta, né não?
![]() Ah, e sobre as cirurgias plásticas, eu vou fazer uma, sim. Deixa eu ter dinheiro... Só não vou dizer em que parte do meu corpo pq tenho vergonha ![]() Mas no meu caso é necessidade, mesmo. Tenho 22 anos (quase 23 ) e mereço que todas as partes do meu corpo tb pareçam ter essa idade! ![]() |
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#12
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Eu nunca teria coragem de fazer uma lipo ou uma cirurgia plástica, eu mooooorro de medo de médico, hospital, agulhas e afins!
então deixo pra só quando for preciso!Concordo com uma pessoa enoooorme de gorda fazer uma redução de estomago, lipo, ou alguém que não se sinta bem com alguma parte do corpo fazer uma plástica, todos tem esse direito Mas sempre procurar um bom médico, um especialista, pra que não se torne outro pesadelo Quando eu tinha uns 14, 15 anos eu entrei numa neura em ficar magra, na época eu tinha 1,67 e 42kg e me achava gorda aí a pressão psicológica é tão maior que tudo que você come, antes mesmo de digeri-lá você já se sente culpada..bom, aí é nessa que você passa mal mesmo! mas eu agora não tenho mais isso não....to relax, gorda ou magra o que importa é ser feliz e ter saúde! ![]() |
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#13
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Me dá medo de ler isso. Tenho uma irmã de 12 anos, magérrima e que vive encucada com o peso e a barriga dela. Coisa de adolescente, é normal, mas o que ocorre é que com a idade dela, eu tomava fórmulas para emagrecer prescritas por médicos e essas 'fórmulas' acabaram com meu estômago.
Eu realmente estava fora do peso adequado, mas era ativa: treinos de handball, ginástica olímpica, dança... Quando fiz 14 anos, tive um problema sério com uma anemia crônica e eu acabei emagrecendo muito e, ironicamente, chegando no meu 'peso ideal'. Eu odiava me olhar no espelho e ver a cara de doente que eu tinha, foi horrível o período e, mesmo depois de curar a anemia, o peso permaneceu e eu não conseguia me olhar no espelho. Engordei de novo e, com uns 8 quilos acima do ideal, ainda me sentia bem. O que me atrapalhou, de verdade, foi a minha mudança pro interior que me gerou uma depressão imensa e é claro, quilos e mais quilos. Ah, esqueci de um namorado que queria que eu emagrecesse muito e eu me recusava. Hoje, estou acima do peso, reconheço, mas não me sinto mal. Não me olho no espelho e fico: 'lipo aqui, sobe ali... silicone lá...'. Sou vaidosa sim, mas não paranóica. Do que adianta dietas loucas e um dia você perceber que, por causa dessas maluquices, sua saúde não é mais a mesma? |
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#14
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O pior é que a tirania é tão grande, que além do nosso nivel de exigência ser tão alto consigo mesma, inconscientemente a gente começa a cobrar que o outro esteja em forma, ou se diverte vendo que o outro tá acima do peso.
Por que as revistas chamam a atenção pras celulites de alguma atriz que sem querer apareceram? Tanta noticia pra mostrar que a Britney Spears tá gorda, etc? Quantas vezes nos pegamos aqui falando que o Bono tá Gordo, que a Ali tá gorda, com celulite, etc... Eu já cansei de ficar reparando que a Andrea Corr tem barriga mas nesse caso eu acho legal, parece que ela não se importa, pelas roupas que ela põe.Falaram tanto que a Mariah Carrey tava uma Pig, que a mulher entrou no maior regime...a cobrança é muito grande. Outro dia, num desses tapetes vermelhos, acho que foi do Oscar, o réporter perguntou pra atriz o que ela tinha feito pra estar tão em forma, sabe o que ela respondeu? I´m starving! (Estou passando fome)... O pior é que o tempo é cruel com as mulheres...depois dos 30 e de ter filho o meu metabolismo não é mais o mesmo...dizem que a cada 10 anos a mulher tem que comer menos pra poder manter o peso. E o quanto a gente se cobra...dia que eu não posso ir na academia parece que vou ganhar 10 kilos...mas hoje faço com moderação, até porque não tenho mais joelho pra cometer exageros...e a liberação de endorfinas alivia MUITO a minha TPM. BTW, OOTS foi feita pra filha do Edge que sofre com a aparência, parece que ela tb é gordinha. ![]() |
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#15
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Nooossa, muito boa essa matéria!
Bem, problemas com a aparência né........quem não tem?! u.u Mas acho que a pior das coisas que a gente busca quando quer perder peso é a "felicidade". Eu me encaixo nisso.......fico pensando que se fosse mais magra, tivesse isso ou aquilo menor, seria mais feliz. Será?! |
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