Ver Versão Completa : Os Mutantes (?)
LadyCygnus
20/11/2006, 19h05
Ok, tendo em vista que a banda 'voltou' e eu gostava muito, queria saber de vocês o seguinte: embora a Zélia Duncan seja uma ótima cantora, a banda continua sendo "Os Mutantes", tão grande quanto os Beatles?
Estou, sei lá, incrédula ainda. Sim, porque pra mim, é o mesmo que pegar a formação original do Nirvana e colocar alguém no lugar do Kurt ou, tirarem o Mick Jagger do Stones e colocarem outro ali.
Não desce.
E vcs, o que acham?
matsimon
20/11/2006, 19h08
é...concordo...mudar os integrantes e botar o mesmo nome da banda antiga fika nada haver...é a mesma coisa q o bono sair do u2 e entrar o vocalista do REM no lugar e continuar sendo u2...fika mto tosko isso...isto é uma banda nova... :P
pabloidz
20/11/2006, 19h42
Não cheguei a assistir eles em vídeo, nem no Fantástico de ontem, mas pelo áudio que ouvi até agora também achei que não desceu essa escalação da Zélia, mas mais por conta do timbre de voz dela. Nada contra ela, mas além de ser muito "séria" do meu ponto de vista, a mágica dos Mutantes originais ofusca qualquer nova tentativa. Mas eles são tão grandes que não dá pra não olhar com carinho para esse retorno.
Só espero que o Arnaldo lembre de voltar aqui na cidade dele (teve uma época em que estava mais mutantizado que quase fui parar do nada lá na granja onde ele mora aqui em Juiz de Fora - dizem que passando pela mulher-cão de guarda, tem-se acesso a um dos caras mais incríveis do Universo - e eu acredito nisso hehe)
Vertigoatomic
21/11/2006, 09h36
Golpe de marketing... não desce!!!
cran02girl
21/11/2006, 11h33
Nunca vi graça nenhuma nos Mutantes, confesso, já tentei ouvir, lí várias matérias e reportagens, assisti documentários, enfim, conheco bastante a obre deles, e sei da importância para a musica brasileira.
Essa nova formação, sinceramente nao desce. A Rita Lee tinha todo um jeito especial de integrar a banda, coisa que a Zelia Duncan nao tem.
Eu esqueci de assistir no Fantástico a apresentação. Mas ouvi dizer que la no USA o negócio ferveu!!!
Vertigoatomic
21/11/2006, 15h45
Zelia é fria e sem graça... Rita era psicodelica e alegre.
LadyCygnus
21/11/2006, 20h20
Nunca vi graça nenhuma nos Mutantes, confesso, já tentei ouvir, lí várias matérias e reportagens, assisti documentários, enfim, conheco bastante a obre deles, e sei da importância para a musica brasileira.
Essa nova formação, sinceramente nao desce. A Rita Lee tinha todo um jeito especial de integrar a banda, coisa que a Zelia Duncan nao tem.
Eu esqueci de assistir no Fantástico a apresentação. Mas ouvi dizer que la no USA o negócio ferveu!!!
Zelia é fria e sem graça... Rita era psicodelica e alegre.
É justamente essa a magia que está faltando!
Por mais porra louca sem noção que é a Rita, ela cativava o público, ela tem um quê que hipnotiza a galera.
A Zélia... wow, não.:(
Elevation man
22/11/2006, 00h23
Olha, eu realmente não gosto dos mutantes... porém...
Eu torço para que ao menos, eles não sejam um fiasco. Assim, dona Rita Lee para de achar que é a última bolacha do pacote.
Concordo que a Zelia não tem o mesmo "feeling" da Rita, mas foda-se!!!
Mas que isso tudo é um marketing para ganhar uma grana e deixa-los com a vidinha mais tranquila isso é...
Bem,
Como eu vi que vocês tinham aberto este tópico, vou colar aqui duas reportagens que saíram na Folha de São Paulo de hoje:
"Na volta, visual gótico e som alegre
DVD mostra esforço da banda em não repetir o passado e rechaça declaração irônica de Rita Lee sobre "velhinhos espertos'
Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho Leme interpretam repertório com vitalidade e ganham discrição de Zélia Duncan
LUIZ FERNANDO VIANNA
DA SUCURSAL DO RIO </B>
Nos extras do DVD "Mutantes ao Vivo", há um ensaio em São Paulo em que Zélia Duncan veste uma bata ultracolorida, enquanto os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista estão de chapéu e indumentária anticonvencional.
Pula-se no menu para o show, gravado em 22 de maio de 2006 no Barbican, em Londres, e o que se vê é um palco preto, roupas pretas -com exceção da camisa salmão de Arnaldo, quase oculta sob o casaco-, um quadro gótico que pouco lembra a iconografia psicodélica criada nos anos 60 e 70 pela maior banda brasileira.
O contraste não tem nada de casual. Basta ver o que Sérgio diz no documentário de incluído no DVD: "O barato era justamente não ser igual. Os Mutantes não podiam voltar exatamente como eram". Nem faz muito sentido pensar se existe um visual falso e outro verdadeiro, pois os Mutantes sempre fizeram jus ao nome do grupo e nunca pararam de mudar. A pergunta que importa é: Sérgio, Arnaldo e o baterista Dinho Leme são "velhinhos espertos querendo juntar dinheiro para pagar o geriatra", como ironizou Rita Lee? A resposta é não.
Assim como há uma penca de motivos pessoais e musicais para Rita não voltar aos Mutantes, há outra penca dos mesmos motivos para Sérgio Dias e Arnaldo Baptista ressuscitarem a marca.
Eles foram fundo em drogas, amores, brigas, experiências sonoras, viram o lado A e o lado B da música, mas nunca deixaram de ser (para eles e para os outros) Mutantes.
"Eu sabia que não tinha nenhum esqueleto no armário", diz Sérgio no documentário. E completa: "Deixar as coisas permanecerem como estavam seria uma estupidez".
Brincadeiras e qualidade
Estupidez não seria, pois a história deles já está escrita, mas o DVD mostra aspectos que afastam a suspeita de uma farsa. Um deles é a alegria que os irmãos demonstram no palco -as brincadeiras que fazem em "Cantor de Mambo" são o melhor exemplo. A felicidade ao poder interpretar juntos "Ando Meio Desligado" é outro destaque. Outro é a qualidade do que fazem. Arnaldo, mesmo sentadinho em seu banco e sem produzir efeitos mirabolantes, mostra pleno domínio dos teclados e ainda canta em várias músicas.
Já Sérgio prova, mais uma vez, que é um dos maiores guitarristas do mundo. Ainda exibe humor e extensão quando canta -"Balada do Louco" é seu grande momento.
E Dinho é o coração da banda, não parecendo que estava há três décadas sem pegar nas baquetas.
Em Zélia Duncan deve-se elogiar, antes de tudo, a discrição. Embora no meio do palco, atua como coadjuvante dos irmãos e evita ao máximo alusões a Rita Lee.
Estas aparecem aqui e ali no uso de pequenos instrumentos de percussão e no esforço (bem-sucedido) de alcançar as notas agudas em músicas que não tiveram o tom alterado em função de sua voz grave. É o que acontece em "Top Top" e "Dois Mil e Um", por exemplo. Já em "Baby" ela fica à vontade.
Reconstrução
O repertório de 21 músicas se vale da verdade drummondiana: deixou de ser moderno para ser eterno. Ninguém vai se chocar mais com as iconoclastias de músicas como "Dom Quixote", "Ave Lucifer", "Cabeludo Patriota", "Bat Macumba" -com a participação no coro de Devendra Banhart e Noah Georgeson- e "Panis et Circenses" (inferior na versão em inglês). Mas tudo continua muito bom, ainda mais interpretado pelos inventores.
"Para reconstruir, tem que demolir antes", ensina Arnaldo no DVD. Se vier, o disco de inéditas prometido para 2007 mostrará se estamos presenciando uma alegre e muito bem feita troca de figurinos ou uma fantástica reconstrução."
O link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2811200607.htm
Mas só vale para assinantes da Folha ou do UOL.
""Foi como uma combustão espontânea", afirma Sérgio Dias, sobre o retorno
THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCAL </B>
"Não é um revival, é a retomada de uma carreira brilhante." Assim Zélia Duncan define a reunião dos Mutantes, que resultou no CD e no DVD ao vivo que chegam às lojas nesta semana. Duncan foi convidada a fazer parte do grupo, ao lado de Sérgio Dias, Arnaldo Baptista e Dinho Leme com a recusa de Rita Lee em voltar à banda.
Dias conta que chegou a chamar Rita. "Era uma questão de ética. Mandei um e-mail, ela respondeu que não. Disse que sua neta havia nascido e que estaria ocupada." A decisão de reunir os Mutantes foi em janeiro. Dias e Baptista afirmam que os motivos foram vários. O estopim foi a mostra sobre tropicalismo realizada no Barbican, em Londres, este ano.
"Alguns dizem que foi o Barbican quem tomou a iniciativa, outros que foi nosso empresário", despista Baptista, em entrevista realizada ontem em um hotel de São Paulo. "Foi como uma combustão espontânea", compara Dias. "Tudo aconteceu ao mesmo tempo. O Aluizer [hoje empresário da banda] conversou com o diretor do Barbican, depois todos ficamos nos falando por telefone. Quando o Dinho me disse: "Se precisar, eu toco", eu balancei. Porque ele não tocava há 30 anos."
Em fevereiro, no estúdio de Dias, em São Paulo, os Mutantes voltaram a ensaiar. Foi, também, o reencontro de Dias e Baptista, que não se viam há cerca de cinco anos. "Fizemos mais de 50 sessões de 12 horas cada uma", diz Dias. Na época, estavam sem vocalista. Zélia Duncan apareceu em abril.
"Não conhecia bem o trabalho dela, mas quando nos encontramos, por acaso, nos apaixonamos", lembra Dias. Poucos dias depois, a cantora recebeu um e-mail com a mensagem: "Zélia, sou um cara impulsivo. Quer cantar com a gente em Londres?". Ela aceitou.
"Liguei para a Rita e ela disse: "Tudo bem, vai em frente". Falou com muito carinho e isso me deixou tranqüila."
[B]Turnê e disco novo
Após alguns shows no exterior, os Mutantes voltarão a se apresentar no Brasil (após quase 30 anos) em 25 de janeiro, em frente ao Museu do Ipiranga, nas comemorações do aniversário de São Paulo.
"Queríamos fazer algo especial, não um show comum. O lugar era um detalhe muito importante", conta Dias. Esse show será o primeiro de uma turnê que passará pelo país. Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro são outras cidades que já têm acertados shows dos Mutantes para o ano que vem.
Após as apresentações, a banda deve gravar disco com inéditas. "Estou encontrando algumas letras antigas que têm a ver com a gente. Tenho algumas canções prontas", diz Baptista. "E eu tenho três músicas novas", afirma Dias."
O Link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2811200609.htm
Também para quem é assinante UOL ou da Folha!
Eu gosto dos Mutantes e confesso que achei estranho quando anunciaram a Zélia para "substituir"a Rita. Elas são muito diferentes embora tenha gostado do que vi no Fantástico, como já dito antes é muito difícil, quase impossível substituir o vocalista achando vai ser a mesma banda, acho que perde-se a identidade.
vBulletin, Copyright ©2000-2012, Jelsoft Enterprises Ltd.