Cacau
09/11/2006, 10h21
"CAMBISTAS" DA INTERNET VÊM FATURANDO ALTO COM INGRESSOS
Esse é um dos fenômenos de um novo mercado musical que também mostra uma abordagem diferente dos artistas em relação aos fãs
[/URL]
Do G1, com informações da Reuters
[URL="javascript:mudaFonte('menos')"] (http://g1.globo.com/Noticias/RSS/0,,5676,00.html)
(javascript:mudaFonte('mais'))
function abrirPopupEnviar(){ var url ="/Noticias/0,,POV0-7085-1343202-33,00.html"; window.open(url,'popEnviar','width=460,height=480' ); }
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,6382935,00.jpg O Coldplay é uma das bandas que vem se utilizando dessa nova abordagem com fãs
Diante de um mercado musical que vê resultados comerciais cada vez mais decepcionantes, um outro nicho está prosperando, chegando a ser avaliada em US$ 4 bilhões: a revenda de ingressos para shows pela internet nos Estados Unidos.
Com uma legislação pouco eficiente em relação ao tema, novas empresas, grandes empresas, sites de leilão e até mesmo os fãs - que agora já compram um parzinho extra de entradas - estão entrando no onda.
"Os valores [dos ingressos] saíram de controle", diz Marty Diamond, um agenciador de artistas. "A garotada se deu conta disso. É assim: eu posso comprar quatro ingressos, fico com dois, vendo dois e no final das contas vou ao show de graça. Mas no final das contas eu tenho a responsabilidade de proteger os meus clientes, se alguém está tendo um lucro extra em cima deles, isso é suspeito."
Mas a revenda de entrada para shows e eventos esportivos não é ilegal. Tanto que a gigante do setor de venda de ingressos, a TickertMaster, criou um serviço de revenda chamado TicketExchange. É um site voltado a fãs e complementa um outro serviço em que ingressos são leiloados - algo que o eBay também faz. A própria TicketMaster, no entanto, pode ser ameaçada não só por esse fenômeno mas por todo um novo mercado musical que se desenha.
O cenário é caótico em termos de ofertas, com numerosas companhias oferecendo o serviço na internet, e refletem os diferentes artistas, e tipos de público em seu encalço, que vêm aparecendo sem que a grande mídia se dê conta.
"Com certos gêneros não mais aparecendo no rádio ou na MTV quais dessas empresas vão ajudar a divulgar o seu show e quais vão trabalhar no desenvolvimento e contrução da carreira de artistas que estarão na frente do cenário musical daqui a dez anos?", diz John Scher, da Metropolitan Entertainment, comentando as inúmeras empresas do novo setor.
Nova ordem
A nova ordem da música também inclui, por meio de artistas e empresário mais perspicazes, um jeito diferente de promover carreiras e prosperar no combalido mercado (que talvez seja combalido apenas para alguns), com um contato mais direto com os fãs. São vendidos pacotes que, além dos ingressos para os shows, incluem CDs, material de merchandise e promoções do tipo "fã VIP".
Red Hot Chili Peppers, Coldplay, Christina Aguilera, entre outros, são alguns dos artistas que já estão entrando nessa forma de encarar o contato com o público e o mercado.
"Não há dúvida de que existia uma brecha no mercado, uma necessidade não preenchida", diz Nathan Hubbard, chefe da MusicToday, empresa especializada no merchandising de artistas que vem levando o artista mais em direção do fã, sem intermediários. Dave Matthews Band é um exemplo de grupo que vem faturando alto com essa abordagem.
"No todo, eu acho que haverá uma mudança no entretenimento em direção ao consumidor em transações diretas com a 'marca'", afirma Hubbard. A evolução natural das indústria do show será casas e artistas controlando seu movimento, comunicação e relacionamento com o consumidor."
Esse é um dos fenômenos de um novo mercado musical que também mostra uma abordagem diferente dos artistas em relação aos fãs
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Do G1, com informações da Reuters
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http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/foto/0,,6382935,00.jpg O Coldplay é uma das bandas que vem se utilizando dessa nova abordagem com fãs
Diante de um mercado musical que vê resultados comerciais cada vez mais decepcionantes, um outro nicho está prosperando, chegando a ser avaliada em US$ 4 bilhões: a revenda de ingressos para shows pela internet nos Estados Unidos.
Com uma legislação pouco eficiente em relação ao tema, novas empresas, grandes empresas, sites de leilão e até mesmo os fãs - que agora já compram um parzinho extra de entradas - estão entrando no onda.
"Os valores [dos ingressos] saíram de controle", diz Marty Diamond, um agenciador de artistas. "A garotada se deu conta disso. É assim: eu posso comprar quatro ingressos, fico com dois, vendo dois e no final das contas vou ao show de graça. Mas no final das contas eu tenho a responsabilidade de proteger os meus clientes, se alguém está tendo um lucro extra em cima deles, isso é suspeito."
Mas a revenda de entrada para shows e eventos esportivos não é ilegal. Tanto que a gigante do setor de venda de ingressos, a TickertMaster, criou um serviço de revenda chamado TicketExchange. É um site voltado a fãs e complementa um outro serviço em que ingressos são leiloados - algo que o eBay também faz. A própria TicketMaster, no entanto, pode ser ameaçada não só por esse fenômeno mas por todo um novo mercado musical que se desenha.
O cenário é caótico em termos de ofertas, com numerosas companhias oferecendo o serviço na internet, e refletem os diferentes artistas, e tipos de público em seu encalço, que vêm aparecendo sem que a grande mídia se dê conta.
"Com certos gêneros não mais aparecendo no rádio ou na MTV quais dessas empresas vão ajudar a divulgar o seu show e quais vão trabalhar no desenvolvimento e contrução da carreira de artistas que estarão na frente do cenário musical daqui a dez anos?", diz John Scher, da Metropolitan Entertainment, comentando as inúmeras empresas do novo setor.
Nova ordem
A nova ordem da música também inclui, por meio de artistas e empresário mais perspicazes, um jeito diferente de promover carreiras e prosperar no combalido mercado (que talvez seja combalido apenas para alguns), com um contato mais direto com os fãs. São vendidos pacotes que, além dos ingressos para os shows, incluem CDs, material de merchandise e promoções do tipo "fã VIP".
Red Hot Chili Peppers, Coldplay, Christina Aguilera, entre outros, são alguns dos artistas que já estão entrando nessa forma de encarar o contato com o público e o mercado.
"Não há dúvida de que existia uma brecha no mercado, uma necessidade não preenchida", diz Nathan Hubbard, chefe da MusicToday, empresa especializada no merchandising de artistas que vem levando o artista mais em direção do fã, sem intermediários. Dave Matthews Band é um exemplo de grupo que vem faturando alto com essa abordagem.
"No todo, eu acho que haverá uma mudança no entretenimento em direção ao consumidor em transações diretas com a 'marca'", afirma Hubbard. A evolução natural das indústria do show será casas e artistas controlando seu movimento, comunicação e relacionamento com o consumidor."