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Marybel
20/09/2006, 20h08
"Para empresários, burocracia de SP complica shows

Donos de casas noturnas e organizadores de shows dizem que processos são lentos e que prefeitura deveria cooperar

Motomix quase repete cancelamentos de festas do Vegas, Manga Rosa e do hotel Unique; faltam espaços para grandes shows

DA REPORTAGEM LOCAL São Paulo virou uma cidade micada para shows e festas de rock e música eletrônica? A questão se escancarou com o quase cancelamento do festival Motomix, que trouxe o Franz Ferdinand no fim de semana.
Neste ano, foram canceladas em cima da hora as festas de aniversário de clubes badalados, como Vegas e Manga Rosa, e o festival eletrônico da Reebok no hotel Unique. E o Pacaembu não abrigou nenhum grande show desde que o Pearl Jam foi obrigado a tocar em plena luz do dia, em dezembro do ano passado.
Para empresários de shows e casas noturnas, conseguir um alvará é um processo lento e complicado e falta cooperação da prefeitura. Mais do que isso, eles dizem que São Paulo está sem locais para grandes shows.
Assim, eles responderam às críticas do secretário municipal das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que, em entrevista à Folha publicada ontem, os acusou de estarem "desacostumados" a seguirem as normas para obtenção de alvarás.
"Não pode sair interditando. Há muitas coisas que podem ser corrigidas de última hora. A Prefeitura poderia cooperar", diz Sérgio Ajzenberg, dono da Divina Comédia, empresa responsável pelo Motomix.
Segundo ele, a Polícia Militar fez a inspeção no Espaço das Américas na quinta de manhã, quando a tenda ainda não estava armada. "Se a inspeção fosse na sexta de manhã, eles veriam que não havia problema. Não dá para armar com tanta antecedência, o Espaço das Américas estava ocupado com outro evento antes." O evento aconteceu, mas sem a tenda.
A festa de primeiro aniversário do clube Vegas, que seria realizada em várias boates da rua Augusta em junho, foi outro evento cancelado na última hora. "Alegaram falta de segurança, mas esses clubes funcionam normalmente há 20 anos", diz Facundo Guerra, dono do Vegas.
Fernando Tibiriçá, do Manga Rosa, no Brooklin, também teve o aniversário do clube cancelado, em abril passado. "O evento seria em um galpão onde uma semana antes houve uma festa da FGV. Tivemos que mudar de última hora."
Para ele, há um "excesso" da prefeitura e também preconceito por se tratar de música eletrônica. "Se fosse axé, talvez não acontecesse nada."

Clubes sem alvará
Muitas discotecas da cidade, com alguns anos de existência, funcionam irregularmente. "A prefeitura leva muito tempo para analisar um pedido de alvará, tem casas que fecham depois de três anos de vida sem nunca ter obtido a permissão", critica Guerra, do Vegas.
"Estamos sempre sujeitos ao fechamento por algum motivo esotérico." Ele sugere uma "força-tarefa" para analisar as casas.
A Folha apurou que a situação irregular de funcionamento dos clubes, apenas com um protocolo de pedido de alvará, é propícia para a ação de fiscais corruptos -sem o alvará definitivo, seria mais fácil pedir propinas em uma blitz.
O secretário Andrea Matarazzo diz que se os donos das casas noturnas "fizessem direito", seguindo as normas, dificultaria a corrupção. "Eles não deveriam corromper os fiscais. Se tem o corrupto, alguém corrompeu. Se fizer direito, não precisa corromper. O fiscal não chega lá inventando a irregularidade."

Cidade carente
Os empresários da noite dizem que apesar do seu gigantismo, São Paulo tem poucas opções de espaços para shows. "Se for para um público de mais de 16 mil espectadores, você não encontra um lugar, estamos carentes", diz o empresário Luiz Eurico Klotz, que organiza o Skol Beats.
"É uma situação dramática porque as empresas querem investir em eventos e sabemos que a organização de shows atrai turismo e gera milhões para metrópoles de todo mundo. É urgente criar novos espaços, com metrô na porta". (ADRIANA FERREIRA SILVA, RAUL JUSTE LORES e THIAGO NEY)"

O link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2009200614.htm

MYSTERIOUS
21/09/2006, 16h28
Lendo isso me vem um sentimento de "tanto potencial pra nada"
Imagine o qnt seriam grandiosos shows acontecendo nas maiores cidades de Brazil...Rio X Sampa...(ao mesmo tempo acho q o fim dessa ponte aérea tb podia ser bem bacana pro restante do nosso país...;) )

A gente parece 3° plano sempre...,resto de investimento,fim de idéias...qnd teríamos q encabeçar todas as grades Tours q acontecem por ai....<_<
O stress q todos passam,a falta de informações precisas isso é quase uma contante qnd sabemos q alguém de fora se aventura a vir pra cá.
é uma coisa tão complexa se pensarmos o q fazer pra mudar isso q me parece algo cultural...tipo DESCASO A LA BRASIL...<_<

Enfim...esse ano de 2006 algo já se mostrou querendo mudar(embora muitaaaa coisa falte em termos de ORGANIZAÇÃO <_< )

LadyCygnus
22/09/2006, 03h19
Além do absurdo que é o preço dos ingressos para shows, sempre tem essa da prefeitura 'embaçar'.

Ano passado, o 'Live n Louder' foi no Canindé que está caindo aos pedaços porque não havia outro lugar a ser realizado o festival. No Anhembi, com as exposições e outra burocracia pra disponibilizar o espaço.

Nem sei o que dizer. Shows em espaços fechados, como Credicard Hall e afins são o cúmulo de caros e sem infra-estrutura para shows grandes, por outro lado acaba sendo opção por falta das mesmas.....

O descaso é grande..............;)

Riponga
24/09/2006, 11h43
Meu alguém tinha que tentar implementar o Glastonbury brasileiro, se bem que ja tentaram com o Campari Rock que rolou em Abril se não me engano numa fazenda perto de Atibaia. Local ideal pra shows.

cran02girl
27/09/2006, 14h45
Mudando um pouco o rumo da prosa, tinha algumas pessoas do IBOPE no dia do Motomix pegando nomes, e hoje me ligaram pra responder algumas perguntar. Eu meti a boca no trombone!!! Falei que foi uma falta de organização, sujou o nome dos patrocinadores, que o espaço que foi feito o evento foi pequeno...
Nao é grande coisa, mas vamos ver se ajuda.