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Ver Versão Completa : Aerosmith vai tocar com orquestra no 4 de julho


Marcelinha
04/07/2006, 12h16
Uma das mais veneráveis e conhecidas orquestras norte-americanas, a Boston Pops, está se liberalizando. Famosa por apresentar música clássica ligeira e melodias populares familiares de décadas passadas, a orquestra vai se apresentar com o vocalista do Aerosmith, Steven Tyler, e o guitarrista Joe Perry, no concerto anual do Dia da Independência dos EUA em Boston, na terça-feira.

O concerto gratuito ao ar livre faz parte da iniciativa lançada pela orquestra, fundada há 121 anos, para acrescentar mais rock a seu repertório.
Composta pela Orquestra Boston Symphony menos seus principais instrumentistas, a Boston Pops é conhecida sobretudo pelos concertos anuais de 4 de julho às margens do rio Charles, que começaram em 1974, comandados pelo legendário regente Arthur Fiedler e que incluíram versões emocionantes da Abertura 1812, de Tchaikovsky, com fogos de artifício.
Interessada em pôr fim à idéia de que orquestras sinfônicas não conseguem criar versões de rock que superem o nível de música de elevador, a orquestra está se apresentando com bandas de rock em sua série "Pops on the Edge", iniciada em 2005.
Elvis Costello deu o tom na abertura da temporada da Boston Pops este ano, quando se apresentou com a orquestra como convidado em um concerto acústico que incluiu sua música Alison e uma peça de 15 minutos da trilha sonora de sua autoria criada para Sonhos de Uma Noite de Verão, de Shakespeare.
Em meados de junho, inaugurando formalmente a série Edge, o quinteto do Kentucky My Morning Jacket, que acabava de viajar em turnê com o Pearl Jam, acompanhou a orquestra em concerto realizado no Symphony Hall de Boston.
Em seguida, foi a vez da cantora e compositora de folk rock Aimee Mann acompanhar a orquestra em duas apresentações na semana passada.
O regente da Boston Pops, Keith Lockhart, descreveu os concertos como um misto de gêneros. A direção da orquestra diz que eles são essenciais para o futuro da Boston Pops, que enfrenta competição acirrada sob a forma de "home theaters" e da música baixada da Internet.
O público da Boston Pops caiu do pico de 93 por cento da lotação da Symphony Hall, em 2000, para 88 por cento em 2005.
De acordo com o diretor de planejamento artístico da orquestra, Dennis Alves, a série Edge representa "uma maneira de assegurar que os jovens de 20 e poucos anos de hoje se lembrem da Boston Pops".
As críticas às apresentações "Edge" foram tão diversas quanto sua audiência, que misturou o público convencional com uma geração mais mal-vestida que nunca antes pusera os pés na Symphony Hall e que gritava pedidos para o palco.
O semanário alternativo The Boston Phoenix desaprovou os tratamentos orquestrais dados à música do My Morning Jacket. "Quando era impossível ouvir o Pops, como foi o caso durante a maior parte do concerto, era frustrante assistir a uma grande banda tocando, mas soando sufocada, e a uma orquestra de primeira categoria que quase encobria o som da banda", disse a revista.

Terra

Marybel
05/07/2006, 10h40
Eu particularmente adoro experiências entre orquestras e bandas de rock. Quem aqui nunca viu a apresentação do Metallica em São Francisco com a filarmônica de lá, não sabe o que está perdendo.

Em 2000, tive a oportunidade de ver o Deep Purple com a Jazz Sinfônica de São Paulo e foi fantástico ver tudo aquilo de perto. Sem falar na loucura que foi a primeira parte da apresentação com todo mundo se contendo (em respeito a orquestra, que pediu isto a platéia) e a segunda parte com o negócio pegando fogo (antes de começar esta parte, a produção anunciou que manifestações mais "exaltadas" seriam permitidas a partir daquele momento:P ).

O que o artigo fala, que as vezes a interação entre eles não funciona muito bem porque o som da banda soa abafado, ou então, uma certa falta de harmonia, deve ser resultado de pouco ensaio. E talvez até, uma certa falta de "costume" entre os envolvidos, para fazer o negócio se tornar mágico.

Quem tiver a oportunidade de um dia ver ao vivo uma apresentação dessas, vá, porque realmente vale muito a pena!