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Ver Versão Completa : Revista Veja X U2


Cacau
27/02/2006, 17h01
Nesta última Veja, não há nenhuma matéria sobre o U2 ou sobre os shows, mas eles são mencionados em várias seções.


Contexto
http://veja.abril.com.br/veja_online_2003/imagens/retrancas/publicidade.gifhttp://veja.abril.com.br/veja_online_2003/imagens/pixTransp.gif
http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/contexto1a.jpg
http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/contexto1b.jpg
http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/contexto1c.jpg

Cacau
27/02/2006, 17h07
Colaborou Ronaldo França
http://veja.abril.com.br/veja_online_2003/imagens/retrancas/publicidade.gifhttp://veja.abril.com.br/veja_online_2003/imagens/pixTransp.gifOAS_AD('x04');http://ads.abril.com.br/RealMedia/ads/Creatives/OasDefault/051014_calhau_corporate_x04/sky_051014.gif (http://ads.abril.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/veja/revistas/1078792181/x04/OasDefault/051014_calhau_corporate_x04/sky_051014.gif/63393066373532653433646131653830) http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/radar4.gif

http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/radar4.gif

Cacau
27/02/2006, 17h09
e-mail: jbarros@abril.com.br (jbarros@abril.com.br)
http://veja.abril.com.br/veja_online_2003/imagens/retrancas/publicidade.gifhttp://veja.abril.com.br/veja_online_2003/imagens/pixTransp.gifOAS_AD('x04');http://ads.abril.com.br/RealMedia/ads/Creatives/OasDefault/060221_premiosnarede_sites_sky/Premiosnarede_120x600.gif (http://ads.abril.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/veja/revistas/1722442854/x04/OasDefault/060221_premiosnarede_sites_sky/Premiosnarede_120x600.gif/63393066373532653433646131653830)

Foto Joedson Alves/AEhttp://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/veja_essa5a.gif
http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/veja_essa5b.gif

Cacau
27/02/2006, 17h11
O show não acabou
LucianoTrevisan/Fotomidia
http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/gente4.jpgDek no show, com Cleo: depois, delegacia
Felipe Vieira/O Dia /AE
http://veja.abril.uol.com.br/010306/imagens/gente5.jpgKatilce: após o selinho em Bono, entrevista com cachê Além de tocar sua música e espalhar mensagens do bem, a banda U2 criou, com seus shows em São Paulo, uma celebridade instantânea: a bancária Katilce Miranda, 28 anos, que, alçada ao palco, dançou, fez cafuné e deu beijo-selinho no vocalista Bono. No site de relacionamentos Orkut, medida certeira do tamanho da fama, seu "perfil" ultrapassou 1 milhão de recados e são mais de 1.000 as comunidades a ela dedicadas ("Katilce para presidente" tinha quase 2.000 membros). Pedidos de entrevista congestionaram os telefones da família a tal ponto que Katilce, a própria, deixou de atender – passou a incumbência para a irmã Waleska. "Ela não consegue parar um minuto. Já deu mil entrevistas, fez mil aparições na televisão. Tanto que agora, quando pedem, a gente pergunta se há a possibilidade de pagamento de cachê", avisa Waleska, pragmática. Menos popular foi o pós-show de Túlio Dek, 20 anos, o namorado de Cleo Pires: na saída, altercou com um policial e foi parar (só ele) na delegacia, de camburão, algemado. Um acusa o outro de provocar a discussão. Do Termo Circunstanciado (um BO mais light) consta que Dek "exalava odor etílico", mas a detenção não deve ter conseqüências.

Cacau
27/02/2006, 17h12
Ensaio: Roberto Pompeu de Toledo
Histeria, patetice
e rock'n'roll"Vai ser o delírio", diz o repórter.
É o delírio. Sem o incentivo da TV,
o delírio não seria tão delirante

A infausta passagem pelo Brasil de dois famosos conjuntos de rock deu ensejo a que os meios de comunicação em geral, a televisão em particular, se dessem com gosto e empenho a uma de suas práticas prediletas – a de incitar a histeria e/ou idiotia da população. "O que você vai sentir quando eles entrarem no palco?", perguntava a repórter, esticando o microfone para um grupo de mocinhas, instantes antes do show do grupo U2. "Vou morrer", disse uma. "Vou surtar", disse outra, tudo entre gritinhos e pulinhos. Era o que a repórter queria ouvir. Morrer, surtar – que delícia! Volta para o estúdio, e os apresentadores do telejornal sorriem, satisfeitos como um político do PSDB depois de esvaziar uma garrafa de Amarone della Valpolicella, corte Sant'Alda, safra 1995, no restaurante Massimo.
Dias antes dos shows, como é de rigor, já havia pessoas acampadas nos locais onde aconteceriam. Imagina-se o desconforto desse novo povo das ruas, a dormir mal, comer pior e sofrer os efeitos dramáticos da falta de um banheiro. Alguém dotado de um mínimo de espírito humanitário procuraria encaminhar essas pessoas a um tratamento psicológico. Não os meios de comunicação. Estes se deleitam diante de tais faquires do universo pop. "Há quanto tempo vocês estão aqui?", pergunta-lhes o repórter. "Dois dias? E o outro lá – três? E o outro – cinco?" E é um maravilhamento só. "Vale a pena?" "Vale, qualquer sacrifício vale." E a televisão exalta o exemplo desses jovens que deixam tudo, conforto, estudo, trabalho, em honra dos ídolos. São os nossos muçulmanos, em tempo de hajj, quando vale qualquer sacrifício, inclusive morrer pisoteado, para visitar os lugares do profeta.
O líder dos Rolling Stones marcha com passos enérgicos de um lado para outro do palco, move os braços de modo decidido, nunca sorri. Abstraia-se o som infernal e, se aquilo fosse cinema mudo, teríamos a cena de um recruta que se perdeu do regimento e procura desesperadamente o rumo, no meio do campo de batalha. Ou, então, a ação de uma dona-de-casa enraivecida, andando de um lado para outro da casa, a mostrar à faxineira como ela fez tudo errado. Não, ninguém está lá para tapar os ouvidos e brincar de cinema mudo. Na verdade essas pessoas estão lá para algo que vai além de ver ou escutar – adorar. "Agora ele se aproxima do público", conta o repórter. "Vai ser o delírio." É o delírio. Se não fosse a presença das câmeras de TV, talvez não se configurasse delírio tão delirante. A TV e o delírio têm tudo a ver.
O líder dos Rolling Stones, na boa tradição do rock, é um nulo em matéria de política. Um "alienado", como se dizia, numa ofensa pior do que xingar a mãe, na época em que ele era jovem. Já Bono, do U2, se entrega à militância em favor de todas as boas causas, tantas que alguém lhe precisaria dizer: "Calma, rapaz! Assim nem Madre Teresa de Calcutá..." Ele considera que o presidente Lula está fazendo muito para diminuir a fome e a pobreza no mundo. Com isso, aumentou em 100% a quantidade de pessoas que partilham desse pensamento – agora ele se soma ao próprio Lula. Ao ir ao encontro do presidente brasileiro, Bono disse que visitar Brasília sempre fora seu sonho. Como? Alguém pode ter o sonho de visitar Brasília? Ou o rapaz está mal, muito mal de sonhos, ou foi insincero. E, se foi insincero nesse ponto, será que também nas causas que defende...
Não. Afastemos as suspeitas descabidas. Importante é que ele chamou uma mocinha de Volta Redonda para dançar no palco. "Que sortuda", exclamou a apresentadora do telejornal. A apresentadora aparentemente gostaria de estar no lugar da mocinha. Ou talvez não. Talvez o que ela quisesse era mostrar que também estava no clima. Não cabiam dissensões. A TV empenhava-se em fazer crer que era saudável, bonito e razoável que todos os brasileiros reagissem com efusões desmesuradas, quanto mais desmesuradas melhor, à presença dos ídolos do rock. O marido da mocinha de Volta Redonda disse que não teve ciúme, nem quando ela afagou o queixo do cantor, bem apertadinha, nem quando lhe sapecou um beijinho na boca. "Fã é assim mesmo", disse. A mocinha, naquele momento, era o retrato do ser humano subjugado. Desceria aos infernos com seu ídolo, o seguiria nas batalhas mais espinhosas pela justiça no mundo, juntaria à dele a voz pelo hexa do Brasil e pela glória da irredenta Irlanda. Fã é assim mesmo. Bono, portento de tolerância que é, uniu os símbolos do cristianismo, do judaísmo e do Islã na mesma faixa enrolada à testa. Em outro momento, recitou os nomes dos países da América Latina e, quando falou "Argentina", o público vaiou. A platéia provou que, em matéria de tolerância, não é digna de Bono. Em compensação, os coleguinhas de escola do filho brasileiro de Mick Jagger, o homem dos Rolling Stones, mostraram que estão no clima. Quando Jagger apareceu por lá, causou tumulto. Provou-se que as lições da TV estão sendo bem aproveitadas. A histeria e a parvoíce já se implantaram entre as novas gerações. Com isso está garantida sua continuidade.

Mirrorball
27/02/2006, 19h05
Eu sei muito bem de onde vem essa história de fã do U2 histérico. Quem foi entrevistado por jornalistas (praticamente a UV inteira) sabe que eles só querem ouvir os sacrifícios que você faria pelo "Bono Vox", que você perdeu o emprego pelo U2, que você colocaria fogo no próprio corpo pelo U2 etc. Uma jornalista mandou uma mensagem à administração da UV dizendo que queria que arranjássemos um fã que deu nome ao próprio filho de Bono para a matéria dela. Não é que eles querem realmente saber como os fãs da banda se comportam. Eles procuram especificamente os casos mais sensacionais e colocam somente aqueles nas matérias.

Se algum jornalista me perguntar que loucuras eu fiz pelo U2, eu direi "Nenhuma!". Tudo o que eu fiz pelo U2 é muito normal e razoável. Viajei aos EUA para ver shows do U2. E daí? Tem gente que vai a Nova Iorque para ver a Estátua da Liberdade. Eu acho muito mais absurdo viajar para matar a curiosidade em relação a uma estátua, que ninguém realmente ama, do que viajar para se divertir horrores num show, vendo a nossa banda favorita.

Todo mundo tem alguma coisa que adora fazer. Pode ser ir a shows do U2 ou comprar sapatos no shopping ou explorar cavernas. O problema é a imprensa retrata os fãs de música como idiotas histéricos que fariam de tudo pelo ídolo, quando na verdade nós somos (na maioria) normais. A TV adora mesmo ver o circo pegar fogo e quem fica com má fama somos nós.

Ana Lucia
27/02/2006, 22h09
Uma jornalista mandou uma mensagem à administração da UV dizendo que queria que arranjássemos um fã que deu nome ao próprio filho de Bono para a matéria dela.

:offtopic: Pois é, isso me lembrou que eu vi no jornal Hoje uma garota que deu o nome de Bono ao gato dela... Me bateu uma curiosidade, era alguém daqui?

Mirrorball
27/02/2006, 23h21
:offtopic: Pois é, isso me lembrou que eu vi no jornal Hoje uma garota que deu o nome de Bono ao gato dela... Me bateu uma curiosidade, era alguém daqui?
Sim, a Adra. Uma das administradoras da UV. O Bono é muito fofo!

Ana Lucia
27/02/2006, 23h59
Sim, a Adra. Uma das administradoras da UV. O Bono é muito fofo!

Verdade, muito fofo!!! Pena que eu tenho uma memória péssima para rostos, não consigo lembrar direito da Adra e dos outros que apareceram na reportagem...

Light My Way
28/02/2006, 18h12
Eu sei muito bem de onde vem essa história de fã do U2 histérico. Quem foi entrevistado por jornalistas (praticamente a UV inteira) sabe que eles só querem ouvir os sacrifícios que você faria pelo "Bono Vox", que você perdeu o emprego pelo U2, que você colocaria fogo no próprio corpo pelo U2 etc. Uma jornalista mandou uma mensagem à administração da UV dizendo que queria que arranjássemos um fã que deu nome ao próprio filho de Bono para a matéria dela. Não é que eles querem realmente saber como os fãs da banda se comportam. Eles procuram especificamente os casos mais sensacionais e colocam somente aqueles nas matérias.

Se algum jornalista me perguntar que loucuras eu fiz pelo U2, eu direi "Nenhuma!". Tudo o que eu fiz pelo U2 é muito normal e razoável. Viajei aos EUA para ver shows do U2. E daí? Tem gente que vai a Nova Iorque para ver a Estátua da Liberdade. Eu acho muito mais absurdo viajar para matar a curiosidade em relação a uma estátua, que ninguém realmente ama, do que viajar para se divertir horrores num show, vendo a nossa banda favorita.

Todo mundo tem alguma coisa que adora fazer. Pode ser ir a shows do U2 ou comprar sapatos no shopping ou explorar cavernas. O problema é a imprensa retrata os fãs de música como idiotas histéricos que fariam de tudo pelo ídolo, quando na verdade nós somos (na maioria) normais. A TV adora mesmo ver o circo pegar fogo e quem fica com má fama somos nós.

Sim, Mirror, com crtza, agora o Roberto, por ser uma pessoa mais esclarecida, poderia ver q td isso eh armação da TV e n colocar os fãs no patamar pejorativo q ele fz...
eu to com a Veja aqui, li a coluna hj d manhã qndo tava na praia e me senti ofendida...e ele coloca td com um leve tom d falsidade...

a unica part q eu gostei foi qndo ele comparou a gnt aos islâmicos...a comparacao foi boa, criativa...

de resto<_<

Cacau
28/02/2006, 18h37
Quem sou eu pra saber dos sonhos do Bono, e nada contra Brasilia, mas confesso que doeu meus ouvidos qd ouvi ele dizendo que sonhava em conhecer Brasilia:P

Essa Crônica da Revista Criativa da uma contra-balanceada no Pompeu:

Por que os fãs fazem tantas loucuras para ver seus ídolos de perto? Stella Florence* http://criativa.globo.com/edic/202/stella_cronica.jpgNos últimos dias, por conta dos shows dos Rolling Stones e do U2, nós todos acompanhamos pela mídia (ou ao vivo mesmo) um verdadeiro desfile de tietagem. Havia gente em aeroportos, na frente de hotéis, acampada na porta de estádios, dormindo em praias, viajando milhares de quilômetros, teve de tudo.
Um dos casos, porém, chamou minha atenção. Aqui em São Paulo, cinco dias antes do show do U2, dentre os vários fãs que acamparam na porta do estádio do Morumbi, havia uma moça. Vamos chamá-la de Cláudia. A mãe de Cláudia, três vezes ao dia, ia até a barraca da filha e esperava que ela, com a ajuda de uma bombinha, retirasse uma boa quantidade de leite dos seios, o suficiente para encher meia mamadeira. De posse do líquido
preciso, a senhora corria para casa a fim de alimentar a neta, filha de Cláudia, de dois meses de idade.
Meu primeiro pensamento ao acompanhar esta cena pela TV foi de censura. Como pode uma mãe abandonar um bebê tão pequeno para ficar feito uma doida na porta de um estádio? Doida e burra, porque qualquer ser vivente que já tenha ido a um show de rock sabe que é inútil plantar-se dias e dias na entrada para garantir um bom lugar: a bagunça que se forma meia hora antes dos portões serem abertos é que vai decidir quem vai ficar onde. Doida, burra e ainda por cima uma mãe desnaturada!
Então, parei. Parei porque, sempre que lanço uma censura contra alguém, me obrigo a pensar melhor sobre o assunto para não se leviana, afinal, eu posso estar errada.
Me lembrei então de todas as horas que gastei em filas de show de rock, sempre chegando às cinco da manhã com meu All Star roxo de cano alto. Lembrei do quanto era gostoso - salvo raras exceções - ficar falando besteiras com gente desconhecida, gente que, em dois minutos, se transformava nos melhores amigos de todos os tempos. Era assim: os primeiros a chegar formavam uma espécie de turma inseparável - inseparável até que o fim do show nos transformasse em abóboras novamente. E assim, como se não houvesse amanhã, compartilhávamos pisões, cotoveladas, empurrões, fome, sede, vontade de ir ao banheiro, além de um sem-número de canções entoadas a todo volume.
O único objetivo - ver o show de perto - tornava a vida tão simples, tão fácil, tão boa... Não havia as humilhações do chefe, o divórcio dos pais ou o fora do namorado: durante algumas horas, a vida se resumia à pista de um estádio. E a felicidade estava muito perto de ser alcançada: bastava se aproximar do palco o suficiente para ver seu ídolo e ter a honra de respirar o mesmo ar que ele.
Tal oportunidade - acompanhar shows de grandes bandas -, para nós, brasileiros, é mesmo rara. Sabe-se lá quando o U2 vai voltar ao Brasil, se é que vai. Mas não é isso que motivou Cláudia a se enfiar cinco dias numa barraca, na rua, com estranhos, enquanto entregava seu bebê aos cuidados da avó. Cláudia estava naquela fila porque ali sua vida era simples e intensa - tão simples e intensa como talvez jamais ela volte a ser. Uma lágrima de emoção num show de rock, afinal, é o oásis no qual todos nós precisamos mergulhar, de vez em quando.

A colunista Stella Florence tem espaço semanal no site de Criativa.

Cilene
01/03/2006, 14h10
Quem sou eu pra saber dos sonhos do Bono, e nada contra Brasilia, mas confesso que doeu meus ouvidos qd ouvi ele dizendo que sonhava em conhecer Brasilia:P



Eu amo Brasília! Não era meu sonho conhecê-la, mas qdo fui lá ano passado eu passei a ser uma admiradora do Niemyer (esqueci como escreve :lol:). Mas o Bono, sendo a pessoa culta que é, e ainda mais europeu, deve ser todo ligado em questões arquitetônicas, e devia conhecer a história da criação de Brasília, o plano piloto, o conceito arquitetônico e tudo mais.
Eu, como brasileira que nunca foi ao exterior, tenho vontade de conhecer as capitais dos países que um dia eu vier a conhecer. É um sonho pra mim, sim.
E qto ao Roberto Pompeu de Toledo, que sempre teve minha admiração qdo eu assinava a Veja, cai muito no meu conceito agora. Ele sabe muito bem que não é só a TV que quer esses esteriótipos de fãs de carteirinha. Qtas matérias de jornais, revistas e sites não vimos esses idas com esse tipo de fã - que eu adoraria ter sido se tivesse ido aos shows. Claro que todos os fãs não são assim, ele sabe disso. A TV quis aumentar a histeria? Discordo, todos já estavam mais do que entusiasmados com a chegada dos ÍDOLOS no país em que vivem. Mas no artigo o Roberto teve de defender um ponto de vista, errado, por sinal.
Quanto a expressão "ser humano subjugado", que ele usou para descrever os fãs que estavam dias na fila, as meninas que iriam surtar no show, só tenho uma coisa a dizer: provavelmente ele é um ser humano que tem todas as emoções controladas, alguém morno, que nunca teve um amor realmente arrebatador, que nunca perdeu os sentidos por algo que realmente valesse a pena, alguém que nunca arriscou na vida. Como diz a bíblia no Livro de Apocalipse: "Antes fosse quente ou frio. Mas tu, que és morno, estou a ponto de vomitar-te da boca".

cran02girl
01/03/2006, 15h20
Quanto a expressão "ser humano subjugado", que ele usou para descrever os fãs que estavam dias na fila, as meninas que iriam surtar no show, só tenho uma coisa a dizer: provavelmente ele é um ser humano que tem todas as emoções controladas, alguém morno, que nunca teve um amor realmente arrebatador, que nunca perdeu os sentidos por algo que realmente valesse a pena, alguém que nunca arriscou na vida. Como diz a bíblia no Livro de Apocalipse: "Antes fosse quente ou frio. Mas tu, que és morno, estou a ponto de vomitar-te da boca".

Cilene, vc falou uma coisa certíssima!!! Acho que esse "jornalista" nunca amou nada e ninguem, para poder julgar dessa forma a atitude de quem realmente tem sentimentos e ama de verdade, sem se importar o tipo de sacrificio que se faça.

Scarlet
01/03/2006, 15h26
A crônica da Criativa está perfeita! Realmente enfrentamos muitas dificulades na fila, tais como fome, sede, sono, cansaço. Ir ao banheiro então era um sacrilégio (só Deus sabia o que encontraríamos ali). Mas teve o lado bom também, os primeiros da fila realmente formaram um grupo unido e extremamente organizado, a ponto de controlar a entrada no estádio sem maiores transtornos, os primeiros da fila foram realmente os primeiros a entrar, nunca vi nada tão organizado assim! Fizemos muitos amigos na fila, pois tínhamos algo em comum, a paixão pelo U2. Na verdade, foi até bem divertido ficar na fila, participar dos luais, correr da chuva, conversar e conversar horas a fio com pessoas que, como você, estavam anciosas para ficar o mais próximo possível da banda.

A imprensa porém, queria mesmo incendiar a coisa. A exemplo disso, enquanto eu estava na fila, um reporter da Globo pediu para que um grupo grande de pessoas entrassem numa única barraca para uma tomada ao vivo durante o SP TV, obviamente a intensão deles era mostrar que todas aquelas pessoas que se acotovelavam dentro da barraca estavam dividindo aquele mesmo espaço, o que não era verdade. É esse tipo de coisa que cria tanto alvoroço nas pessoas, e que fazem muitos enxergar a coisa pior do que ela realmente é.


Bjssss
Cris

prifrare
03/03/2006, 06h39
Finalmente uma crônica positiva !!!!!

ALELUIAAAAAA !!!!!

prifrare
03/03/2006, 07h04
Galera enviei um e-mail para a redação da Veja e quem quiser please é pra veja@abril.com.br

“Gostaria de dar a minha opinião sobre a coluna do senhor Roberto Pompeu de Toledo da semana passada: Suas opiniões são totalmente preconceituosas sobre o U2.
“Já Bono, do U2, se entrega à militância em favor de todas as boas causas, tantas que alguém lhe precisaria dizer: "Calma, rapaz! Assim nem Madre Teresa de Calcutá..."”
Se o senhor quis os seus 15 minutos de fama conseguiu.
O U2 tem vários fãs que acreditam na militância e se o SENHOR não acredita, por favor use uma coisa muito importante : respeito ao próximo.

Continue a criticar sobre o governo Lula e seus políticos de Brasília. Já li muitas críticas suas e sei que nesse segmento de Brasília o senhor é bom, mas não se meta onde não conhece.

Nem Diogo Mainardi( “mala mor”, porém que adoro ) não ousou criticar algo que não conhece.

Atenciosamente,

Priscila Frare Cambraia (assinante de Veja)”

Instant Karma
03/03/2006, 07h16
sabe gente,tem certas coisas que é melhor nem se levar em conta.não é todo mundo que tem a capacidade entender o significado de certas coisas e,sinceramente,eu também não tenho mais saco em explicar ou me importar em explicar.
imprensa é eassim mesmo:mal amada e pronto!deixa eles e as frustrações deles prá lá.

Nani Violet
04/03/2006, 08h41
Nem Diogo Mainardi( “mala mor”, porém que adoro ) não ousou criticar algo que não conhece. Eu também adoro o Diogo Mainardi :P

Mas ele disse certa vez, no Manhattan Connection, que não entendia como os jovens de hoje ouviam lixo, gostavam de Coldplay e ignoravam Frank Sinatra. Eu fiquei fula da vida. Claro que conheço Sinatra, e sei que está num nível diferente do Coldplay, mas os próprios 'intelectuais' têm a cabeça muito fechada.

A crônica da Criativa disse tudo... eu queria que meus pais e todos esses críticos também vivessem com paixão e passassem o resto da vida felizes por 24 músicas, quatro homens e um show :)

Cacau
06/03/2006, 23h55
As cartas que foram publicadas na Veja dessa semana:


Roberto Pompeu de Toledo
Mesmo sendo fã dos Rolling Stones, incomodou-me a idolatria pregada pelos meios de comunicação, principalmente com Bono Vox, um marqueteiro digno do PT. Aliás, será que ele e nosso presidente, a sós, se abriram numa troca de experiências marqueteiras visando, quem sabe, à reeleição ou à maior vendagem de discos? ("Histeria, patetice e rock'n'roll", 1º de março). Mas a pérola, a cereja do ensaio, foi a constatação do incremento em 100% das pessoas que acreditam que Lula trabalha para diminuir a fome e a miséria no mundo. Eta ambiçãozinha desmedida, ou melhor, eta marquetezinho danado de esperto, que leva à reeleição de um e à maior vendagem de discos de outro.
Marco Túlio Guimarães
Ribeirão Preto, SP


Eu já me imaginava anormal, por não entender a histeria que se instala na juventude (e até em alguns não tão jovens), quando da apresentação dessas bandas malucas. Felizmente Roberto Pompeu de Toledo disse tudo aquilo que sempre pensei sobre o assunto.
José Felipe M. Campos
Teresina, PI


Até que enfim aparece na mídia um texto sério e lúcido que ousa romper com a falsa "aura divina" dos shows de conjuntos de rock que aportaram no Brasil há dias. Sugiro aos educadores que divulguem e trabalhem esse precioso material didático, analisando-o com seus filhos e alunos em casa ou em salas de aula. Quem sabe assim não estaremos dando o primeiro passo para romper esse círculo vicioso de "histeria, patetice e rock'n'roll" em nossas novas gerações?
Zenaide Farnese de Assis
Brasília, DF


Toledo me lembrou os profetas bíblicos: dedo na moleira, tocando fundo na ferida. Uma análise penetrante, expondo a tolice de um povo. Só faltou um detalhe, que é uma diferença fundamental entre o reformador social e o profeta: a perspectiva do futuro. Tem saída? Que opções temos? Toledo "profetiza" apenas a continuidade da histeria e da parvoíce.
Vilson Scholz
São Leopoldo, RS


Tanto faz se o ídolo é pop ou alternativo. Os fãs realmente são capazes de enfrentar sol, chuva e várias outras condições desfavoráveis citadas no ensaio de Roberto Pompeu de Toledo. Afinal, muitas das pessoas que lotaram a Praia de Copacabana e por duas noites o Estádio do Morumbi, para assistir aos shows dos Rolling Stones e do U2, tiveram a oportunidade de presenciar a performance de duas bandas ícones de várias gerações. Histeria em excesso é desnecessário para contemplar um momento tão especial. Azar do esbaforido. Patetice é a TV e as revistas mostrarem o jeito como cada artista (global ou não) curtiu tal show enquanto passeava despreocupado em sua ala vip.
Paulo Eduardo Castellain
Blumenau, SC


O poder que os ídolos da música exercem sobre o público é algo a ser estudado, um estudo até mesmo antropológico. A música é a linguagem dos deuses, algo transcendental, universal, que toca, que sacode, que põe para cima. Esse universo tão catártico é o substituto dos deuses do Olimpo.
Marcelo de Oliveira
Barretos, SP

Scarlet
07/03/2006, 08h44
Obviamente, desprezam todasa as críticas contra o autor, normal <_< !


Bjssss
Cris

Cilene
08/03/2006, 00h11
Coisas de Veja. Por isso parei de lê-la.

Be Strong
10/03/2006, 14h12
Estranho como as pessoas não têm coerência.

Na esteira da Coluna do Roberto Pompeo de Toledo e das cartas publicadas, já ouvi várias pessoas com esse mesmo pensamento e algumas até já falaram isso na minha cara (e ouviram também).

A conversa é sempre a mesma:
- a juventude está mais interessada em ouvir música do que isso, do que aquilo;
- é um absurdo gastar uma fortuna para ver um bando de malucos
- o futuro desse país será péssimo com uma juventude dessas.

No entanto, muitos desses que criticam não perdem um jogo de futebol, são sócios de clubes de futebol, apaixonados, choram porque o time perdeu ou ganhou, como se isso fosse a coisa mais importante na vida.

E daí eu pergunto: Onde está a coerência?

O que o colunista da veja escreveu e os leitores concordaram é puro preconceito de quem está preso a idéias retrogradas e não consegue perceber do que a juventude (de um modo geral) tem fome, do que ela precisa.

Cacau
12/02/2007, 08h40
Ressuscitei o tópico, porque o "Bono VOX" voltou a aparecer na Veja...


Matéria sobre o cabelereiro do presidente...:lol:



Perfil
Wanderley, o amigo do rei Entre cortes e penteados, o cabeleireiro de São Paulo atingiu o ápice do prestígio: entrou na intimidade do presidente Lula


Marco Pinto e arquivo pessoal
http://veja.abril.uol.com.br/140207/imagens/perfil3.jpgCliente e amiga: Marisa ganha bolo na boca no aniversário e vê Bono cortar o cabelo do cabeleireiro
Não foi essa a primeira vez que Nunes serviu de ponte entre mundos. Quando o U2 veio ao Brasil, há um ano, e Bono Vox quis encontrar Lula, quem arranjou tudo? "Viajei com ele, no avião dele, para Brasília. Almoçamos na Granja do Torto. O presidente ofereceu e Bono provou uma dose de pinga", relata Wanderley. "De brincadeira, ele cortou uma mecha enorme do meu cabelo e depois passou meia hora pedindo desculpas."



Na coluna Veja Essa:;)

Mark J. Terril/AP
http://veja.abril.uol.com.br/140207/imagens/veja_essa1.jpg
"O U2 nunca foi bobo nos negócios. Não ficamos o dia inteiro sentados pensando na paz mundial."
Bono Vox, líder da milionária banda irlandesa, cujos integrantes têm investimentos em quinze empresas
:assobio: Tenho certeza que isso foi pescado daquela matéria do JB que saiu no domingo passado...

hazey jane
12/02/2007, 16h11
Com certeza.
E a foto é ótima.
Candidata a avatar.
:aprovado:

anaheleuterio
15/02/2007, 18h51
essas duas últimas notícias eu consegui na biblioteca hj lá no colégio:aprovado:
vou postar mais um aqui(acho que ainda não postaram)
http://www.flogvip.net/fotos/b/o/n/bonovox/f/20070215205027504.jpg

Su Scout
15/02/2007, 19h24
O Pearl Jam lançou 91 discos?:oh:

Lara Hewson
15/02/2007, 19h38
A maioria tiradas de shows :P

jorgefilipe_u2
17/02/2007, 09h09
é isso memso, a maioria tirada de shows
imagina se o U2 tivesse lançado oficialmente a maioria dos shows q fez, como o Pearl Jam faz...
nosso amigo Assolinear estaria encrencado :lol: