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Ver Versão Completa : Killing Bono - sobre o livro do Neil McCormick


followerU2
25/03/2005, 15h22
Copiando pra cá email que enviei pra lista da UV...


Feriado, sózinha em casa, minha conexão por enquanto
está funcionando legal, os problemas com o meu pc
parecem finalmente resolvidos...enfim, condições
ideais pra escrever sobre algo que estou há muito por
fazer.

É sobre minha última aquisição, o livro Killing Bono,
do jornalista, amigo e colega de escola dos U2ers,
Neil McCormick. O título original da edição britânica,
I Was Bono´s Doppelganger, foi trocado na edição
americana para Killing Bono, por questões
linguísticas. "Doppelganger" que seria algo como um
irmão gêmeo maligno, e não é uma expressão corrente
nos Estados Unidos, pelo que pude entender.

Mas enfim, o livro é muito legal, e bem barato,
escrito sob a perspectiva de um looser que não perdeu
o senso de humor, tipicamente irlandês, por sinal. O
sonho do Neil era ser exatamente o que seu schoolmate
Paul Hewson acabou sendo, um rock star. Ele conta como
conheceu cada um dos U2ers na escola, muitas coisas
que eles viveram juntos, coisas da juventude dos anos
80 que eu, de certa forma, também vivi.

O livro tem trechos impagáveis, descrição das
primeiras gigs do Feedback/The Hype/U2 e também da
banda dele, do Neil. Yes, ele tentou mesmo ser um rock
star, very hard, e montou uma banda com seu irmão,
Ivan, que por sinal, participou do primeiro ensaio do
Feedback na cozinha da casa do Larry. Além disso, a
irmã mais velha deles, Stella, mais uma amiga dela,
fizeram backing vocals e tocaram flauta na segunda
apresentação do Feedback, que parece ter sido horrível
:D.

Neil admite porém, ele e seus amigos eram crap, mas
seus colegas Paul, Adam, Dave e Larry, sempre tiveram
aquele spark, a centelha de que o Bono fala. Legal
saber também o quão hard working eles sempre foram,
ensaiando direto, se empenhando, levando a coisa a
sério desde o começo.

Ele descreve o famoso episódio do Bono na escola,
desfilando pelo corredor principal, vestido de punk
com uma corrente presa da boca até a orelha. No final
do corredor estava a Ali, que ele já amava, aos
dezesseis anos. Ao final desse "desfile" ele pediu um
beijo a ela, que o mandou desaparecer da sua frente.
Como consequência, ele deixou de bancar o punk no dia
seguinte :D.

Enfim, estou ainda no capítulo 5, mas estou adorando o
livro. Tem algumas fotos também, não muitas, mas bem
interessantes. Pra não ficar muito grande, termino
esse email por aqui, mas sempre que encontrar algum
trecho interessante ou inédito, vou procurar escrever
sobre ele para os amigos da UV.


MT

Shy
25/03/2005, 15h34
Legal MT, eu imaginei esse livro sendo como um daqueles que mostram o outro lado da banda, tipo desconsiderando momentos, ou então aquela pontinha de ciúmes de não ter tido a mesma sorte, ou genialidade dos U2ers.
Realmente não imaginei , até por esse nome ridículo, que fosse um livro agradável de ler, e que contivesse tantas citações históricas verdadeiras, e num bom sentido.
Depois de viajar, eu vou comprar, queria também comprar o do Corbjin(é TÃO caro!!! :( ), mas agora eu estou juntando todos os centavos que eu puder até novembro.
Valeu ;)

Carol Mullen Jr
25/03/2005, 16h14
Gente,sera q esse cara naum eh um invejoso naum?Sei lá,os meninos são tao legais em tudo q fazem,tem grana.Inveja mata! :blink:

followerU2
25/03/2005, 16h29
Tenha certeza que não Carol. Já li várias coisas que ele escreveu sobre o U2 para a Hot Press e outras revistas e jornais, na verdade ele é muito fã deles. Nesse livro ele resolveu falar sobre ele, e contar como seus sonhos de ser o personagem principal se transformaram na realidade de um coadjuvante.

Talvez fosse melhor explicar de onde saiu o nome do livro, foi algo que o próprio Bono falou, durante um telefonema ao Neil. Bono ligou pra ele depois de ter se encontrado com Frank Sinatra pela primeira vez, porque ele sabia que o Neil era um grande fã do Sinatra.

Então o Neil, com uma pontinha de inveja, porque não, disse pro Bono: "The problem with knowing you is that you´re everything I ever wanted to" (O problema em conhecer você é que você é tudo o que eu sempre quis ser).

E Bono respondeu: "I´m your doppelganger. If you want you´re life back, you´ll have to kill me" (Eu sou seu gêmeo maligno. Se você quer sua vida de volta, você terá que me matar).

Nesse momento, o Neil teve a idéia pra escrever esse livro.

MT

followerU2
25/03/2005, 16h33
Lembrei que um dos artigos dele sobre o U2 está na página da UV, traduzido por essa que vos fala, confiram:

A Criação de uma Lenda, por Neil McCormick (http://www.ultraviolet-u2.com/artigos/artigo.php?id=10)

MT

Carol Mullen Jr
25/03/2005, 16h40
Valeu! Ja tava cum medo dos meninos serem invejados por um loko obssesivo.Esse cara aí pelo menos tem bom gosto!! :lol: :ROTFLOL:

Mirrorball
25/03/2005, 17h14
Esse livro parece ser realmente legal. Você não quer ir contando os melhores momentos para gente conforme lê? :D

Cristina Cruz
25/03/2005, 17h50
Sim, Maria Teresa, a gente ficaria eternamente grata se você contasse alguns excertos...

Bj

The_Passenger
25/03/2005, 18h21
Eu lembro que no começo do meu fanatismo, quando eu comecei a vasculhar os sites de U2, tinha uma matéria sobre isso. Ele tava falando que o Bono roubou a vida dele e essas coisas :lol:
Coitado :lol:

marinalovesu2
25/03/2005, 22h06
Oi pra todos!!!

Essa é a primeira vez que escrevo aqui no fórum da UV ( Tô tão feliz!!! :rolleyes: )
É que eu leio TUDO TUDINHO mesmo tudo que vocês escrevem aqui, não perco nem um detalhe. O fato é que quando li "Killing Bono" eu pensei "AHHHHHHH!!!!! Sim!!!!!! Aquele livro maravilhoso!!!!" Hahaha... bom, eu terminei de ler esse livro há um mês atrás!!!!! Nossa!!!! Fantaaaaaaaaaaasticoooo!!!!! Únicoooo!!!!! Muuuuuuito bom mesmo!!!! Eu tenho a versão inglesa dele, comprada pessoalmente nas últimas férias (papai me mandou de intercâmbio pra Inglatera :D ).

Pra quem não ler, vale a pena entrar nos sites www.bonosdoppelganger.com e www.theghostwhowalks.com . É bem interessante.

Marina

PS: Eu não escrevo porque não tenho muito tempo, só estudo- 15 aninhos... :hipcrt: -, mas é muito corrido pra mim....vcs são demais!!! Ler o que vcs escrevem é a parte mais feliz e animada do dia!!! (ao som do U2, claro!!!). Não tinha como eu não comentar sobre esse livro.

PSII: Chorei de rir e de emoção com o que o Neil escreveu :P

followerU2
25/03/2005, 22h27
Que legal Marina. Eu estou no começo, mas já estou gostando muito. Bom saber que mais gente achou legal.

E Carol, Cris, essa é a intenção, contar o que tem de interessante no livro, realmente tem algumas informações inéditas. Na introdução do livro, o Neil comenta que, por um erro histórico que se propagou, muitas pessoas pensam que ele é que participou no comecinho da banda, nos primeiros ensaios, mas na verdade foi o irmão dele, Ivan McCormick. O engraçado é que ele diz que até o Paul McGuinness fala que ele, Neil, foi integrante do U2 :P

O foreword do livro, nosso conhecido prefácio, foi escrito pelo Bono. Vou tentar traduzi-lo esse fim de semana.

MT

Giu_Hewson
26/03/2005, 10h19
Que legal, MT!!! Parece que o livro é bom mesmo, deu vontade de ler :rolleyes: E eu também agradeço muuito de você contar mais um pouco dele :rolleyes:

Spanish eyes
26/03/2005, 14h51
Ai, agora deu vontade de ler o livro... parece ser um daqueles livros deliciosos de ler...

Shy
26/03/2005, 16h20
Ai, gente, tô com vontade de ler, e agora??????? :dúvida:

followerU2
26/03/2005, 19h07
http://images.amazon.com/images/P/0743482484.01._SCLZZZZZZZ_.jpg

A foto da edição britânica, que a Marina tem, é bem mais legal, na minha opinião. Ela traz o Neil inserido, tipo papagaio de pirata mesmo, na já clássica foto da capa do álbum The Joshua Tree (a foto é conhecida entre os fãs americanos como Rushmore U2, em referência àquela escultura gigantesca esculpida no Monte Rushmore com as faces dos 4 principais presidentes americanos).

Bom, o livro custa US$ 10,50, pela Amazon (http://www.amazon.com/exec/obidos/ASIN/0743482484/qid=1111874491/sr=2-2/ref=pd_ka_b_2_2/103-6665213-1610254).

MT

The_Passenger
26/03/2005, 19h12
:ROTFLOL: :ROTFLOL:
AMEIIII a capa!!

Quero ler too... :(

followerU2
26/03/2005, 19h16
Okay, achei a outra capa na Amazon.co.uk:

http://images-eu.amazon.com/images/P/0718146328.02.LZZZZZZZ.jpg

MT

followerU2
27/03/2005, 00h55
Segue minha versão para o prefácio do livro, escrito pelo Bono.

Eu era fã de Neil McCormick na escola. Ele muito mais legal do que eu, um escritor muito melhor, e eu pensei que ele daria um rock star muito melhor também. Eu estava errado em apenas uma das coisas. Ele escreveu um ótimo livro. Me levou de volta ao passado...com uma certa sacudida. Eu posso prensar em algumas poucas pessoas que irão estremecer quando lerem o livro, e eu certamente sou uma delas. Você pode imaginar que seria muito difícil pra mim gostar de um livro como esse – é muito dolorido pra mim às vezes – mas é muito engraçado e muito emocionante. Eu me reconheço na prosa de Neil, que é muito incomum. Sua própria franqueza é extraordinária. Existe uma qualidade isenta na descrição de sua própria vida que é muito atraente, mas sua paixão nunca fica longe da superfície. È um dos dons de Neil poder escrever sobre coisas realmente pesadas e faze-las parecer leves. Existem algumas narrativas no livro, nós esbarramos em assuntos difíceis de abordar, mas eles de certa forma acabam quicando de volta, passando por você como uma grande bola de praia. E a coisa verdadeiramente impressionante é que as canções que ele escreveu, que são citadas no livro, elas soam como sinos, e você nem consegue ao menos ouvir as melodias. As aspirações de seu protagonista azarado são todas fantasiosas até que você lê aquelas letras. Então você se dá conta de que esse não é somente um cara que pensa que poderia ter sido um rock star. Ele compartilha completamente com o que o Marlon Brando disse em “On the Waterfront”...”eu poderia ter sido um adversário.”

Uma coisa interessante que eu achei no livro é que Neil não acredita em Deus, mas sempre se sentiu fascinado pela fé do Bono. Mesmo na adolescência, quando conviveram juntos na Mount Temple, eles tinham longas conversas sobre crença, fé, e cristianismo. Bono ouvia os argumentos de Neil, as críticas dele ao cristianismo, e mesmo assim tentava persuadi-lo de que valia à pena abrir-se para Deus, dar um salto de fé. Ele dizia "Quando você olha ao seu redor, você vê os oceanos, você vê o sol, você vê uma tempestade, uma bela garota; você não acha que deve haver alguma coisa acima do homem? Além das mulheres?" (adorei essa...)

Neil comenta que ele tinha fé, mas não gostava de religião organizada ou rituais vazios e parecia lutar contra seus próprios demônios o tempo todo, e às vezes tinha explosões e crises de agressividade. Bono confessou ao Neil uma vez que chegou a pensar em suicídio, porque estava muito infeliz. A morte de sua mãe, como já sabemos, foi um golpe terrível. Ele diz "Me chocou muito saber da insignificância da vida humana. Num minuto você está vivo e no outro você se foi. Eu não podia aceitar que as pessoas pudessem simplesmente desaparecer. Se a vida significava estar na Terra por 60 ou 70 anos, eu preferia ir embora agora mesmo!" Neil, que não acreditava em Deus, dizia a ele que ele estava sendo emotivo e não racional, e Bono apenas sorria, achando engraçado a escolha do Neil pela lógica acima da fé. Acho lindas essas palavras do Neil: "De alguma forma, Paul tinha dado um enorme salto de fé e se encontrou parado sobre uma rocha de crença. Ele não tinha que se perguntar sobre o passado. Ele não tinha mais que deixar sua própria mente persegui-lo em círculos de tormento. Ele agora podia se levantar e seguir adiante. Deus, de certo modo, tornou-se o chão que definiu sua própria personalidade."

MT

Spanish eyes
27/03/2005, 08h57
http://images.amazon.com/images/P/0743482484.01._SCLZZZZZZZ_.jpg


Ah, eu gostei mais dessa capa... hilária...eheh ;)

E gostei muito do prefácio que a MT postou... eu quero o livro! eheh

Giu_Hewson
27/03/2005, 09h57
Adorei o prefácio, MT!! Valeu por traduzir! :D
E também gostei mais da 1ªcapa ;)

followerU2
27/03/2005, 13h44
Acabei de ler algumas partes hilárias e outras emocionantes. Uma delas é sobre um dos primeiros ensaios, dessa vez na casa do Adam. A irmã do Neil, Stella, e sua amiga foram convidadas pra ensaiar também, elas faziam backing vocal e a amiga da Stella tocava flauta. Pois bem, as garotas chegaram cedo na casa do Adam, que atendeu a porta ainda sonolento e de pijama...com a braguilha aberta. As garotas sentaram e esperaram, depois comentaram com o Neil que acharam estranho a cor das cuecas dele, escura, meio púrpura...só que ele não tinha cueca alguma por baixo do pijama...e as meninas não tinham idéia do que era aquilo :ROTFLOL:

Outra tri engraçada é ele, Neil, contando de como eles foram sacaneados pelo Papa. É que, depois de muita ralação tocando em tudo o que era buraco, a banda dele, The Modulators, conseguiu ser a atração principal do McGonagles...bem no dia da visita do Papa João Paulo II a Dublin. Daí que, além de a cidade ficar completamente deserta, porque todo mundo estava no Phoenix Park pra ver o Papa (não esqueçam que a Irlanda é um dos países mais católicos do mundo), ainda por cima o baterista da banda foi dar uma de coroinha na missa que o Papa ía rezar :ROTFLOL: O pobre do Neil ficou arrasado, e o sacana do Bono disse pra ele "É melhor você se ajoelhar e rezar. Parece que você conseguiu um inimigo poderoso." :P

E uma das partes emocionantes...ler a descrição dele sobre o dia em que comprou e pôs pra rodar o U2-3. A cópia dele é a número 16, das 1.000 numeradas que foram feitas em 12#. Ele diz que, de tudo o que ele tem, ele sabe que esse é o item mais valioso comercialmente, mas que sempre foi valioso pra ele. Ele descreve com tanta emoção essa experiência de ouvir o U2-3 que fica evidente o quanto ele gosta dos caras.

:)
MT

MOSQUINHA
28/03/2005, 19h06
NOssa, muito barato... tendo em conta meu U2 show de 25 libras... :blink: Ai ai, ja sei qual vai ser o próximo em ser pedido a familia :assobio: ...

MOSQUINHA
28/03/2005, 19h15
TA aí, achei uma semelhanca com o Bono...


A sacanagem... :ROTFLOL: :sou mau:

followerU2
03/04/2005, 17h22
Bom, continuando, mais um pequeno trecho do livro. Resolvi voltar atrás no livro e comentar a descrição do Neil para o primeiro ensaio na cozinha da casa do Larry. Eu já havia lido sobre isso no livro do Eamon Dunphy, a suposta biografia autorizada da banda, mas a versão nas palavras do Neil é bem mais legal, pelo envolvimento e amizade com os futuros fab four.

Bem, o tal primeiro ensaio aconteceu em 25 de setembro de 1976, na pequena cozinha da casa do Larry, depois do famoso recado no mural da escola. Compareceram, além do anfitrião Larry, os irmãos Dave e Dick Evans, Adam Clayton, Paul Hewson e Ivan McCormick (irmão do Neil). Dick era o mais velho, Ivan era o mais novo. Eles começaram a discutir seus planos, tomando chá com biscoitos. Todos estavam mesmo a fim de formar uma banda. Algumas influências citadas nessa primeira reunião foram Led Zeppelin, Deep Purple e Fletwood Mac. Cada um trouxe uma guitarra, e Adam trouxe seu baixo. O espaço era tão pequeno que Larry teve que montar sua bateria metade na cozinha e metade numa extensão da casa, algo como um puxadinho :D A seguir eles se lançaram numa caótica jam session, tocando Brown Sugar e Satisfaction, dos Rolling Stones. Nas palavras de Neil, "havia guitarristas demais, amplificadores de menos, e nenhum consenso sobre quais acordes eles deveriam tocar em cada música, mas nada disso parecia ter importância. Uma nova estrela tinha surgido no firmamento do rock´n´roll. Para esses destemidos indivíduos - bem, pelo menos para alguns deles - nada mais seria o mesmo novamente."

Achei linda a parte em que ele fala do Bono, e sua frustração como músico, evidente já nesse primeiro ensaio. Ele diz mais ou menos isso:
"Paul era outro problema. Ele era realmente um músico frustrado. Ele simplesmente não conseguia fazer com que sua guitarra fizesse o que ele queria que ela fizesse. Normalmente ele a abandonava, e em vez de insistir ele gastava sua considerável energia tentando quase que magicamente evocar e arrancar a música dos outros. Durante uma interminável jam session de Smoke on the Water, do Deep Purple, Ivan ficou impressionado ao ver Paul ficar de joelhos na frente de Dave enquanto ele tocava o famoso riff (de Smoke on the Water), mantendo seus dedos na frente dos dedos de Dave e imitando seus movimentos, como se quisesse tocar a guitarra, ele mesmo, sem na verdade encostar nela."

:)
MT

Lara Hewson
03/04/2005, 17h30
Durante uma interminável jam session de Smoke on the Water, do Deep Purple, Ivan ficou impressionado ao ver Paul ficar de joelhos na frente de Dave enquanto ele tocava o famoso riff (de Smoke on the Water), mantendo seus dedos na frente dos dedos de Dave e imitando seus movimentos, como se quisesse tocar a guitarra, ele mesmo, sem na verdade encostar nela."

:)
MT
:wub: ISSO é talento... :D Thanks, MT, por dar um palhinha do livro a quem não pode ter ;)

followerU2
03/04/2005, 17h43
Pois é Lara, continuo gostando do livro.

Não é emocionante essa descrição dele? Fico imaginando essa cena, e me dá um certo nó na garganta...apesar de todo o sucesso, todo o reconhecimento que o Bono teve e tem, acho que, de alguma forma, ele ainda é esse músico frustrado. É só lembrar do DVD bônus, o video de Sometimes Couch Mix...ele segurando a guitarra a música toda, sem na verdade tocá-la, enquanto o Edge é quem toca...até que no finalzinho saem alguns acordes singelos. Ele recentemente falou sobre o Edge, em seu discurso no Hall of Fame, algo assim: "eu aprendi uma grande lição, não puxar briga com alguém que ganha a vida sem precisar fazer uso da coordenação olhos-mãos...homem perigoso esse The Edge."

Bom, é só por enquanto. Quando der tempo, escrevo mais um pouco.

:)
MT

Editado: erros de digitação

Giu_Hewson
03/04/2005, 17h47
Que legal!!! Estou amando as histórias, MT, muuito obrigada por contar! :D

Michelle_vox
03/04/2005, 19h06
Nossa to morrendo de vontade de ter esse livro deve ser ótimo só o poko que a MT contou ja da pra perceeber que tem muitas historias fantasticas seria legal se o proprio Bono escrevesse um livro sobre sua historia :D

followerU2
08/04/2005, 23h23
Bem amigos, continuando com as partes que mais gostei nesse livro do Neil McCormick, segue um trecho do capítulo 8, sobre a primeira entrevista dele com seus ex-colegas de escola e agora músicos profissionais.

Acho que faltou dizer que o Neil, ao mesmo tempo que tentava ser um roqueiro, também estudava artes plásticas. Aos 18 anos ele conseguiu emprego na Hot Press, que também estava praticamente começando. O editor chefe era o Niall Stokes, também autor de livros sobre o U2, como o Into the Heart, mas o mentor do Neil era o Bill Graham, um jornalista e crítico de música que já era uma lenda no meio artístico irlandês naquela época.

Pois bem, o Neil foi escalado pra acompanhar os garotos do U2 em uma de suas primeiras turnês pela Inglaterra, logo após o lançamento do Boy. Ele tinha que fazer a entrevista e voltar correndo, porque a banda dele, que a essa altura se chamava “Yeah! Yeah!” tinha um show no dia seguinte em Dublin. Eles se hospedaram num hotel barato, e ele dividiu o quarto com os rapazes. Após o show do U2 no Marquee, em Londres, eles se recolheram ao seu quarto coletivo, com exceção do Adam que saiu pra noite com uma garota. :rolleyes:

Entre roncos do Edge :Zzzzzz: e resmungos de “quero dormir” do Larry :P , Neil e Bono passaram a noite conversando, ambos de cuecas, sentados nas respectivas camas, o Neil com seu gravadorzinho ligado. Neil falou “acho que devíamos começar pelo álbum”, e Bono disse “acho que sim”. Então o Neil perguntou “Bem, o que você acha do álbum?” e o Bono prontamente respondeu “é o meu favorito!”, e caiu na risada. O Larry então resmungou “que pergunta...esse cara vai mesmo fundo nas coisas...”, e o Edge disse “eu acho que é adorável”.

Neil conta que conversaram até de manhãzinha, falaram sobre a história da banda, passado e futuro, suas influências e motivações. Mas mais do que tudo, falaram sobre algo que eles freqüentemente discutiam sem nunca concordar: sobre Deus, religião e fé.

Algumas coisas que o Bono falou já nessa primeira entrevista me emocionaram e vou transcrevê-las do jeito que der, porém tentando ser o mais fiel possível às palavras dele.

“Não queremos ser a banda que fala sobre Deus. Tudo o que há pra ser dito está na música ou quando estamos no palco, e não quero falar sobre isso na mídia. Vou falar com você em nível pessoal sobre isso, mas não quero falar para o mundo sobre isso, ou enfrentaremos uma situação onde as pessoas nos verão com uma faixa sobre nossas cabeças. O U2 não vai funcionar desse jeito.”

Neil, que sempre foi agnóstico, disse: “Não posso compreender como você pode encontrar fé na religião quando você vê todo o estrago que a religião tem feito, especialmente tendo crescido em um país como a Irlanda”.

Bono respondeu: “Eu não sou religioso. Sou completamente anti-religioso. Religião é só uma palavra, uma denominação. Eu estou interessado na experiência pessoal de Deus. Quando eu tinha quatorze anos, eu O chamei e pedi a Ele que me mostrasse o caminho, e imaginei se haveria alguma direção a seguir ou não, e então eu vi tudo acontecer. Eu vi nossa banda tomando corpo e sendo levada naquela direção e isso foi um recado pra mim.”

Mais adiante o Neil diz, falando sobre a Bíblia: “Não sei como alguém tão inteligente como você pode pensar que vai achar todas as respostas num livro de vários séculos de idade.”

E Bono diz: “Eu ainda estou encontrando meu caminho. Não tenho todas as respostas. Não é fácil ser cristão. Quando você descobre o cristianismo, você descobre outras coisas também. Você tende a experimentar um lado mais escuro da vida. Você sofre grande tentação. Ao se tornar cristão, você entra na batalha. Você não imaginaria as pressões que nós da banda temos sofrido, por causa das coisas em que acreditamos e que defendemos. Nós levantamos cedo de manhã, e trabalhamos contra essa pressão. Todo dia é uma batalha, cada momento é uma luta, e é a mesma luta que outras pessoas têm na vida, se elas estão procurando por uma resposta. É a mesma luta que você está passando.”

Então o Neil responde: “Mas eu não estou tentando forçar ninguém a viver sua vida de um certo modo. Eu não estou numa cruzada.”

Bono, do alto dos seus tenros 20 anos, responde: “Eu não estou numa cruzada, Neil. Se existe um Deus e se Jesus Cristo morreu na cruz e se existe algum valor no que Ele diz, isso devia ser mostrado nas nossas vidas. Não somos puritanos. Não estamos dizendo que esse é o jeito certo, e que você está errado. Mas se as pessoas vêm a mim e dizem ‘ eu estou me perguntando’ , eu estou disposto a dividir com elas minha experiência. Se elas quiserem seguir esse caminho, muito bem, mas eu não o colocaria lá pra ninguém. Veja o Adam, por exemplo. Ele é livre como qualquer indivíduo. Ele honra o nosso comprometimento. Ele sabe que é uma fonte muito importante de inspiração. Mas ele o rejeita para si mesmo. Esse é o jeito que o mundo deveria ser. Eu não vou bater nas pessoas se elas não acreditam.”

Neil então diz: “Pra mim a Bíblia são só regras arbitrárias e regulamentos, baseados em frágeis princípios sobrenaturais. Tudo o que importa é render-se e desistir da responsabilidade pela minha própria existência. Há tanta coisa na vida que eu quero experimentar e não vou ser interrompido por toda aquela culpa católica que tentaram me fazer engolir enquanto crescia”.

E Bono, mais uma vez, surpreende: “Muita gente acha que render-se a Deus significa abrir mão de todas as coisas boas. Eu costumava acreditar nisso, de certa forma. Mas quando você se envolve, passa a ver as coisas muito claras. Você começa a ver o que está acontecendo em torno de você. Quando um cara se aproxima de você com uma garrafa, você se dá conta do que está acontecendo, você se dá conta de que ele está sendo enganado. É uma percepção. Certamente não é puritano ou covarde. Não significa abdicar da responsabilidade. Significa tomar a vida em suas próprias mãos.”

Então Neil, a esta altura exasperado, imagino, diz: “Você tem certeza que está certo e eu tenho certeza que estou certo. Mas podemos os dois estarmos certos!”

E Bono retruca: “Você me faz rir, Neil, porque eu sei que você está procurando por respostas, você está procurando por Deus, e está bem ali na ponta do seu nariz!”

Daí o Larry perde a paciência e resmunga “Vão dormir!” e Bono diz pro Neil “Melhor fazer o que ele diz. Dia cheio amanhã...” fazendo referência ao show que o Neil tinha que fazer no dia seguinte.

Neil concorda, “sim”. Bono fala, de gozação: “Espero que você já tenha feito suas preces”.

E Neil dispara: “Eu não preciso rezar. Eu acredito no poder do ensaio.” :D


:)
MT

Lara Hewson
08/04/2005, 23h35
Não somos puritanos. Não estamos dizendo que esse é o jeito certo, e que você está errado. Mas se as pessoas vêm a mim e dizem ‘ eu estou me perguntando’ , eu estou disposto a dividir com elas minha experiência. Se elas quiserem seguir esse caminho, muito bem, mas eu não o colocaria lá pra ninguém. Veja o Adam, por exemplo. Ele é livre como qualquer indivíduo. Ele honra o nosso comprometimento. Ele sabe que é uma fonte muito importante de inspiração. Mas ele o rejeita para si mesmo. Esse é o jeito que o mundo deveria ser. Eu não vou bater nas pessoas se elas não acreditam.”

Nossa, meu irmão tem quase 20 anos, nao conseguiria pensar metade disso... :P Não conheço ninguém com tanta facilidade em se expressar como o Bono...e concordo plenamente com essa parte que ele fala que "é assim que o mundo deveria ser"...
Pena que não há mais papos tão naturais assim com a banda atualmente...

MOSQUINHA
09/04/2005, 16h52
Lendo essas coisas eu comprendo, eu acho as respostas de porque hoje em dia eu amo esta banda... Nunca digo essa palavra pra definir meu fanatismo, mas agora tive coragem... A razao é q nas coisas q eles fazem, dizem, neste caso o Bono, eu acho o que nao acho em outro lugar. Acho semelhancas, eu acho q nao sou a unica. Sempre fui mais madura q meus companheiros, e nunca tive alguem q pensasse o mesmo q eu... Agora estou comecando a notar semelhancas, entre fans, e entre os U2ers mesmo...
Sem contar minhas dúvidas espirituais, e as dúvidas normais de um adolescente q nao sabe o q vai fazer da vida...

MUito interessante esse mundo, quero ler... ;)

Giu_Hewson
09/04/2005, 17h41
MT, achei muito interessante essa parte que você colocou agora. Dá realmente orgulho de ser fã, quando a gente ouve (lê, nesse caso) o que os integrantes da banda tem a dizer... Não só sobre música, mas sobre os mais diversos assuntos. Ver que mesmo quando mais jovens tinham uma opinião sobre as coisas... O que agora acho que não é tão comum... E Mosquinha, também acho semelhanças entre eu e os u2ers, e os fãs... Pq com o povo da minha idade daqui não dá pra falar sobre nada mais interessante, são todos alienados, não se preocupam com nada... Isso chega a me irritar as vezes.. É bom ver que nem todos são assim.

followerU2
09/04/2005, 20h35
Legal gurias, é essa a idéia, dividir essas coisas legais que encontrei no livro...e acreditem, cabeças vazias não são privilégio só de gente jovem não. Eu que sou contemporânea dos fab four (uma maneira elegante de dizer que já passei dos 40 :ROTFLOL: ) às vezes me surpreendo com gente da minha idade tão alienada, materialista e consumista...acho triste...e pobre.

Também sinto essa identidade enorme com eles, e tenho sentido isso há 20 anos. Às vezes me pego pensando nisso, de como esses quatro caras, de certa forma "estranhos", podem ter uma identidade tão grande comigo, com o que sou, com o que penso e sinto. Algo aconteceu em minha vida pra que eu, um belo dia aos 24 anos, encontrasse uma banda que fazia mais do que música, que comunicava com palavras e gestos e olhares e sons, muito mais do que belas melodias e poesia, mas uma vontade de mudar o mundo, de fazer a diferença, de dar o exemplo. Isso está comigo há 20 anos, e não dá sinais de acabar tão cedo. Eles estão comigo há 20 anos. Não se passa um dia sequer sem que eu ouça algo que eles criaram, leia algo que eles disseram ou que disseram sobre eles, me interesse por algo ou uma causa que eles defendem, enfim me importo com eles como se fossem bons e velhos amigos meus. De certa forma eles são mesmo verdadeiros amigos. Já tive muitas decepções nessa vida, mas nunca com esses irlandeses mágicos (nem mesmo na época do Pop :D )

Vou ver se amanhã coloco mais algum trecho do livro.

:)
MT

Lara Hewson
09/04/2005, 21h34
Lendo o que você escreveu eu lembrei de uma coisa...do receio que eu tenho de nunca vê-los...nem que seja num show, eu sei lá, você dedicar anos de sua vida a alguém e no final, morrer, e essa pessoa nem saber quem você foi...eu acho isso super deprimente, tomara que não seja assim :(

followerU2
11/04/2005, 23h06
Bom pessoal, nem só de profundas discussões espirituais vive esse livro do Neil McCormick. Tem também algumas passagens muito engraçadas, como a seguinte:

Em janeiro de 1981, estava previsto o lançamento da Hot Press no Reino Unido. O pessoal da revista achou que já era hora de conquistar um público maior e expandir horizontes. Conforme diz o Neil, "a população da Irlanda estava efetivamente se reduzindo a cada ano, pelo êxodo em massa de gente jovem, aqueles que tinham qualquer traço de ambição". Bem. o Neil ficou encarregado de criar um poster pra divulgar essa campanha da Hot Press. A idéia dele era simples: uma foto de um roqueiro irlandês lendo um exemplar da revista, com chamas saindo das páginas. A única pessoa que ele tinha em mente pra fazer esse anúncio era o Bono. O chefe do Neil, Niall Stokes, convenceu a ele e Paul McGuinness que a campanha seria uma boa pra o U2 também.

Pois bem, o fotógrafo seria Colm Henry (autor da maioria das fotos do U2 da era pré Anton Corbijn), fotógrafo da Hot Press na época, e a sessão de fotos aconteceria na cada dele. Então Neil encontrou com Bono e Ali no centro da cidade e foram os três de carro para a casa do Colm Henry, o Bono dirigindo e falando muito (novidade..:D), e Ali lembrando a ele a todo o instante pra manter as mãos no volante.

O Neil criou um exemplar fake da Hot Press, com uma propaganda do Boy na contracapa, e levou consigo uma sacola com o seguinte "equipamento" pra criar o efeito: um cabide de arame, um acendedor de lareira embebido em parafina, e alguns fósforos. Enquanto o Bono ficava de pé, segurado a revista aberta e fazendo uma baita cara de espanto, o Neil se esgueirou por trás dele, fora do raio de visão da câmera, tocou fogo no acendedor de lareira, prendeu o negócio na ponta do cabide de arame e colocou essa chama entre o Bono e a revista aberta, pra dar a impressão de que era uma publicação "quente". Eles tiveram que tentar algumas vezes pra conseguir o efeito, e numa dessas ele quase toca fogo na revista e pior, no cabelo do Bono. A Ali desesperada griou "Não põe fogo no cabelo dele!!!", enquanto o Neil se preocupava em salvar o precioso único exemplar fake da Hot Press. Eles riram muito depois disso, e Bono ficou falando bobagens, forçando um sotaque dublinense carregado, algo como "Olha o cabelo, certo? Não posso ser um roqueiro se não tiver cabelo"

Agora imaginem vocês a cena... :ROTFLOL: Eu só consigo pensar no filme Ed Wood, do Tim Burton, com o Johnny Depp. Ed Wood era um cineasta maluco e incompreendido :P , que fazia filmes B com a certeza que estava produzindo obras-primas, e os truques de filmagem que ele usava vão por essa linha que o Neil conta nesse trecho do livro.

Btw, essa foto está no livro The U2 File - A Hot Press U2 History. Achei esse scan na net. A foto não está completa, mas dá pra ter uma idéia dessa "obra de arte" idealizada pelo Neil.

Bono garoto propaganda da Hot Press (http://www.bonoonline.com/gallery/albums/userpics/10001/u2file08.jpg)

:)
MT

Editado: a foto não aparece, deixei como link

Giu_Hewson
12/04/2005, 13h23
Está muito boa a história! Nunca entendia direito o pq das fotos... Por sinal tenho essas duas:
http://img.photobucket.com/albums/v396/Nessime/8001_bononeil.jpg

http://img.photobucket.com/albums/v396/Nessime/boyread-vi.gif

:D

Nani Violet
12/04/2005, 13h27
Que lindinho :lol: Muito obrigada pelos textos, MT... é bom saber que o Bono nunca deixou de ser o que é :)

Be Strong
12/04/2005, 17h12
Tenho acompanhado a tradução feita pela Maria e a cada novo trecho fico mais interessado. Algumas reflexões cheguei a fazer. Como posso eu, que penso da mesma forma que o Neil, gostar tanto das letras, da postura, da atitude do Bono.

Tenho pensado nisso. E as respostas do Bono estão pesando sobre meus ombros como se eu estivesse completamente equivocado ao não acreditar em algo superior que não a própria natureza.

Maria, fico impressionado com o amor, o carinho e a dedicação que tens com o U2. De uma certa forma sou teu fã.

Larissinha
12/04/2005, 17h33
meio off-topic mas....
Vcs sabem se esse livro vai ser traduzido pra português? é porque eu faço facu de tradução e o nosso tcc é traduzir 30 págs de um livro que naum foi traduzido e eu tava muito a fim de traduzir esse... o cara escreve com tanta admiração pelo u2 que eu fiquei encantada...

followerU2
12/04/2005, 23h51
Giu, que legal que achaste essa fotos, não conhecia ainda essas versões, só aquela do link que coloquei, que é igual a do livro que tenho. Quando li esse trecho reconheci imediatamente de que foto ele estava falando, porque sempre achei hilária a cara do Bono nessa foto :P

Be Strong, obrigada mais uma vez pelas palavras gentis. Não precisa ser meu fã não, basta ser fã do U2 :rolleyes: Na verdade, junto o agradável ao agradável ;) ao comentar esse livro, porque adoro ler e adoro U2. Não consigo guardar pra mim o prazer que tenho em ler esse trechos às vezes hilários, às vezes tocantes, então acabo colocando no papel. :) E sobre tuas dúvidas, também tenho as minhas, e quem não as tem? Quer tenhamos fé ou não, o que impressiona nessas conversas dele com o Neil é justamente a sua firmeza e retidão de caráter, a sua crença inabalável, a sua clareza de propósitos. Como alguém já falou antes, parece incomum pra alguém com menos de 20 anos, idade dele na época. Seja de que forma ou por quem for, o Bono é definitivamente um iluminado.

Larissinha, duvido muito que o livro seja traduzido para o português. Não estudo tradução, mas gostaria, no futuro, quando tiver mais tempo livre. O que estou fazendo não é tradução, mas uma versão com minhas palavras de algumas coisas que o Neil conta no livro. Procurei traduzir apenas as coisas que o Bono falou, ou Neil, nessas conversas entre os dois.

Daqui há pouco tem mais. :hipcrt:
MT

Lara Hewson
13/04/2005, 12h02
A cara de espanto do Bono é a melhor :lol: :lol:

followerU2
30/04/2005, 00h09
Nessas últimas duas semanas quase não tenho tido tempo livre pra continuar comentando o livro...muito trabalho, até no fim de semana...mas continuo lendo, aos poucos.

Um dos trechos engraçados que li ontem foi sobre o conhecido e famoso encontro do Bono e Bob Dylan em Slane, em 1984. Bono foi "contratado" pela Hot Press pra entrevistar Bob Dylan. Esperto como ele sempre foi, Bono chamou seu amigo Neil, que era muito fã de Bob Dylan, pra ensinar a ele o básico sobre esse mito do rock. Neil teve pouco tempo pra cumprir essa missão, e Bono era praticamente 100% ignorante sobre Bob Dylan e sua música.

Mas enfim, Bono acabou fazendo a tal entrevista sozinho, porque Neil foi barrado no baile, não deixaram que ele participasse. Ele então ficou passeando pelos bastidores com a Ali, e acabaram conhecendo dois americanos que atendiam pelos nomes de Sam e Jake. Ao final da entrevista, Bono reaparece ao lado de Bob Dylan, maquiado e vestido pra se apresentar. O Neil, que era muito fã do Bob Dylan, ficou decepcionado quando o viu, achou muito velho e acabado, e começou a falar pros rapazes e pra Ali: "Ele tá drogado? Ele parece tão alienado, não acredito que ele vá subir ao palco desse jeito. Ele tá uma merda só".

A Ali o encarou feio e ele ainda reafirmou "É verdade o que eu disse. A gente não devia encontrar com nossos heróis...". Daí a Ali deu um leve chute no tornozelo dele que, indignado, disse "qual é o seu problema?" A essas alturas, Sam e Jake pediram desculpas e cairam fora, então a Ali caiu na risada e disse: "Você sabe com que estava falando?" Ele então se sentiu afundando quando ela disse: "aqueles são os filhos do Dylan". :ROTFLOL:

Bom, na sequência ele conta a atrapalhada participação do Bono no show do Bob Dylan em Slane. Bob havia convidado Bono pra cantar com ele, depois de dar a tal entrevista. Bono disse que seria uma honra, só que havia um problema: ele não sabia nenhuma música de Bob Dylan.

Bono então, muito esperto, perguntou ao Neil se ele sabia a letra de Blowin in the Wind, já que de tantas que o Bob propôs pra que eles cantassem juntos, essa era a única que ele conhecia de nome. Enquanto Bob Dylan se apresentava, Neil ficou recitando pro Bono alguns trechos da letra, só que não deu tempo pra passar toda ela, nem pro Bono decorar.

Bom, chegou então a hora, no final do show. Bono subiu ao palco com aquela pose de sempre, e enquanto Dylan cantava os famosos versos "how many roads must a man walk down / before you can call him a man? / Yes, ´n´how many times must a white dove sail / before she sleeps in the sand?"...e por aí vai. E o público cantava junto o refrão "the answer, my friend, is blowin in the wind / the answer is blowin in the wind". Daí Dylan chama Bono que entra pra cantar a segunda estrofe...e acaba inventando uma nova letra na hora, por total desconhecimento da original :rolleyes: De novo, esperto como ele só, acabou inventando versos que falavam dos "The Troubles", como eles chamam o ódio religioso e a guerra na Irlanda do Norte.

Dylan ficou estarrecido ao ver Bono cantar, em vez de seus versos famosos, o seguinte: "how many times must the newspapers bleed / with the lives of innocent men? / and how much longer must the barbed wire stretch / across the divided land? / how many times must people die / for a cause they don´t understand?"

Apesar de não ser a letra original, tudo ía muito bem, até que Bono, sem conhecer a música, seguiu inventando a letra, inclusive durante o refrão, com 100 mil pessoas tentando cantar o "the answer, my friend, is blowin in the wind"...quer dizer, ele atravessou o samba :lol: Como bem disse o Neil, o Bono parecia ser o único, entre os 100 mil presentes, que não conhecia Blowin in the Wind. Bom, parece que ele finalmente se deu conta da confusão e desistiu de continuar inventando sua versão, e se limitou a berrar "how many times? how many times?" Finalmente, Bob Dylan recuperou o microfone e cantou os últimos versos, pra alívio do Bono...e, imagino eu, de muitos presentes. :ROTFLOL:

Trágico, se não fosse cômico :P

MT

Nani Violet
30/04/2005, 11h53
Eu soube dessa história, mas não conhecia os detalhes :lol: Adorei a letra improvisada do Bono... e adorei suas descrições, MT, muito obrigada :sim:

Lara Hewson
30/04/2005, 12h37
Juro que a letra do Bono tá tão boa quanto a original :lol:
Essa história da Ali eu tinha lido em algum lugar...muito boa :ROTFLOL: :ROTFLOL: Gafe clássica

followerU2
06/05/2005, 00h21
Outro trecho que li e gostei muito foi a ironia do destino que acometeu o Neil, seu irmão Ivan e os demais integrantes da banda dele. Eu explico:

Um pouco antes da estória que contei sobre essa performance atrapalhada do Bono no show do Bob Dylan, ele e o Neil tiveram uma conversa. Bono contou a ele que a banda mais Paul McGuinness haviam decidido criar um label, um selo pra ajudar a lançar novos artistas na cena musical irlandesa da época.

Pra quem não sabe ou não lembra, o U2 manteve esse selo, chamado Mother Records, de 1984 a 1990, sendo a Sinéad O´Connor uma das principais beneficiadas, já que a banda onde ela começou, In Tua Nua, foi uma das apoiadas pela Mother. Depois a Sinéad brigou com o U2 e talz, mas isso já é outra estória...

Bem, ao ouvir uma demo de uma das composições do Neil/Ivan, o Bono convidou-os para que fossem a primeira banda a ser lançada pela Mother Records, isso em 1983, quando o selo era ainda um projeto. O Neil perguntou quanto tempo levaria pra que eles pudessem lançar um single, o Bono disse "daqui há mais ou menos um ano". O Neil então agradeceu e disse que não poderia esperar tanto, eles tinham um outro contrato em vista.

Acontece que o tempo foi passando, e nada, nem sinal de contrato pra banda do Neil, que agora se chamava Shook Up! Depois de várias promessas vãs, e investimentos em locação de estúdios, em montagem de shows, em tentativas e mais tentativas de se fazer nesse selvagem mundo das gravadoras, ele e seu irmão estavam completamente quebrados, vivendo de seguro-desemprego.

Eles fizeram mais uma tentativa, no entando. Produziram e gravaram uma música bem popzinha (pela descrição) chamada Invisible Girl, que, imaginavam eles, tinha tudo pra ser um hit certeiro. Como as dívidas se avolumavam, o Neil resolveu fazer algo que há muito ele relutava: pedir ajuda ao seu velho amigo Bono.

O U2 estava nessa época, 1986, trabalhando nas gravações do Joshua Tree. O Neil foi visitá-los no estúdio e ficou impressionado com o que ouviu, que ele descreve como canções sombrias e densas (mais ou menos por aí...). Ele levou consigo a demo que ele e seu irmão Ivan haviam produzido, com os últimos centavos que restaram. Ele pediu pra conversar com o Bono em particular, e perguntou se aquela oferta de 3 anos atrás ainda estava de pé. Bono então explicou que a decisão não era dele, mas sim dos cinco. Era necessário consenso. Se alguém vetasse, adeus, essa seria a decisão.

O Bono então pediu pra ouvir Invisible Girl, e comentou que era uma canção pop. Ele ficou com a demo e o Neil se encheu de esperança. Alguns dias depois, marcaram encontro num pub, e o Bono disse de cara: "A resposta é não. Alguém vetou, não vou dizer quem é, mas é assim que as coisas são. Não houve consenso. Eu te avisei das regras antes. Vocês fazem pop music. Nós não entendemos nada de pop music. Nosso negócio é outro" (mais ou menos isso). O Neil tomou mais um gole do seu pint de Guinness pra ajudar a engolir sua frustração. Ele confessa no livro que esse golpe doeu mais do que todos os outros, porque veio de um amigo.

Na sequência, duas garotas levemente ignorantes se aproximaram e perguntaram pro Bono "are you The Bono?" ao que ele respondeu, de gozação "yes, I am the Bono" e autografou algo pra elas. Daí uma delas olhou pro Neil e perguntou "are you The Edge?" O Bono olhou pra ele e recomendou, de novo de gozação, "sign the girl´s paper, Edge... Então o Neil assinou "God bless - The Edge".

Ele finaliza o capítulo 16 dizendo que isso foi o mais próximo das armadilhas da fama que ele jamais chegaria.


So...ironia do destino...total :sim:


MT

followerU2
15/05/2005, 18h53
Bem, finalmente terminei de ler o livro do Neil Mccormick, Killing Bono, nesse sábado. Gostei muito do livro, porque de certa forma, ao contar sua vida, Neil contou também um pouco da vida do U2 e de seu amigo Bono. Ao segui-lo enquanto tentava atingir o sucesso que seus colegas de escola conseguiram, me peguei diversas vezes torcendo por ele, mesmo sabendo que seus sonhos de ser um rock star nunca se concretizariam. No entanto, ele acabou tendo sucesso como jornalista e crítico de música, ironicamente uma das profissões que ele mais abominava. É legal saber que, mesmo sendo um looser nessa questão de viver de música, sua admiração pelo U2 e pelo Bono em particular sempre esteve lá e hoje eles continuam sendo bons amigos.

Pra concluir esses meus comentários sobre o livro, vou colocar algumas partes que achei interessantes nesses últimos capítulos.

Lá pelos idos de 1987, Neil começa a ter sonhos com o Bono. À medida que suas aspirações eram sepultadas, uma a uma, ele começa a ter devaneios, a sonhar que era barrado tentando acesso ao backstage dos shows do U2. Invariavelmente nesses sonbos, Bono não o reconhecia ou dizia não conhece-lo. Num desses sonhos, Bono conversa com ele:
“Sai dessa Neil, você tem uma vida, você nem mesmo vê isso. Você está tão ocupado pensando numa vida de futuro imaginária que você nem nota que está vivendo agora”.Neil disse a ele “eu não tenho a vida que queria”, e Bono respondeu “you can´t always get what you want (você nem sempre pode conseguir o que quer) “. Neil então pede ao Bono pra parar de citar letras do Stones, ao que o Bono responde “life is what happens to you when you´re busy making other plans (a vida é o que te acontece quando você está ocupado fazendo outros planos)”. Neil retrucou “foi John Lennon quem disse isso” e Bono disse “eu sou John Lennon. Eu sou John e sou Paul e sou Mick e sou Keith e sou Elvis e sou Jimi e sou Bob e sou Johny, eu sou todo o rock and roll, agora caia em desespero!”
O Neil acordou horrorizado, achando que estava pirando.

Neil conta que foi muito bem recebido na premiere do filme Rattle and Hum em Dublin, e teve oportunidade, uma das últimas por muito tempo, de conversar com Bono como nos velhos tempos, e lhe contou sobre seus sonhos, que o Bono achou engraçado. Já alguns anos mais tarde, apesar de ser convidado para a ZOO TV em Dublin, ele não teve acesso à banda e a seu amigo Bono, porque a essas alturas eles já eram grandes demais pra manter um relacionamento pessoal com ele. Isso o deixou desolado, mas ele se recompôs e seguiu tentando sua vida de músico, até que finalmente desistiu.

Na seqüência ele conta como acabou virando jornalista e colunista do Daily Telegraph e Sunday Times, entrevistando gente do showbizz como Elton John, Mick Jagger e Michael Stipe.

Bono telefonou para o Neil pra contar que eles haviam decidido chamar seu novo álbum de Pop, e o Neil simplesmente não acreditou. O Bono então pegou um dicionário e começou a ler todas as definições da palavra pop que encontrou (ele faz isso naquele especial A Year in Pop), dizendo que havia crescido e agora gostava dessa palavra e seu significado, como o Neil sempre gostou.

Neil testemunhou uma performance única de One, com Bono, Edge, Liam e Noel Galagher, dentro de uma limusine pelas ruas de San Francisco. Noel disse que One era a melhor música composta até hoje, e os quatro começaram a cantar, seguidos por Neil. Neil confessa que cantou com eles porque, se aquela música era de alguém, então ela era dele, a canção do Bono´s doppelganger (o gêmeo maligno do Bono), we´re one, but we´re not the same.

Neil acompanhou Bono e Bob Geldof na visita ao Papa João Paulo II, mas não teve acesso ao recinto do encontro. Ele comenta que, enquanto aguardavam, ele ficou impressionado ao ver que seu amigo e colega de escola havia se transformado num ferrenho advogado da causa dos mais pobres, um estudioso do assunto. Ele lembra que, na escola, Bono não se interessava por números e estatísticas, mas era tudo sobre o que ele falava agora, tamanha a sua paixão pela causa.

Os comentários do Neil sobre a morte do pai do Bono e sobre o show de 21.08.01, o dia em que Mr.Hewson faleceu, são emocionantes. Depois do show, o Edge confessou a ele “esse show foi muito difícil, não sei como ele (Bono) conseguiu agüentar”. Bono falou muito com o Neil sobre seu pai, e confessou que não lembrava mais do rosto de sua mãe. Ele diz que a relação com seu pai era profundamente frustrante. “tentar falar com meu velho é como tentar falar com uma parece de tijolos”. Ele comentou com Neil que, quando sua mãe morreu, “a casa veio abaixo, depois da morte da minha mãe aquela casa não era mais um lar, só uma casa”. E era uma casa de homens que sofriam e não podiam se comunicar, diz o Neil. No fim da vida de Mr.Hewson, as coisas melhoraram um pouco e Bono contou ao Neil algumas estórias engraçadas sobre os dois.

Ali confessou ao Neil: “estou feliz por ter conseguido dar filhos ao Bono. Ele é o máximo com as garotas, mas o relacionamento entre pai e filho é muito especial e eu não acho que ele realmente teve isso na vida”.

Falando nas garotas, Neil conta que, num jantar no Clarence, com Bono, Ali, Jordan, Eve, Edge, Gavin Friday e Guggi, a Eve revelou a ele, num misto de orgulho e incredulidade: “uma mulher pediu o meu autógrafo hoje. O que você quer com meu autógrafo? Eu só tenho 13 anos! Vai pedir pro meu pai!”. Deve ser difícil ser filha do Bono...

Neil agradece várias vezes a Ali no livro, a quem ele diz ser extremamente superprotetora com o Bono. Numa passagem engraçada, Neil conta que estava andando de carro com o Bono quando o telefone do carro tocou. Era a Ali. Bono disse a ela “aqui tem uma voz do passado pra você”. Neil então a cumprimentou e ela disse “só lembre de desconfiar, de dar um desconto em tudo o que ele diz”. O Neil então respondeu “eu sempre faço isso”. Ali então disparou “eu estava falando com o Bono!” Bono desligou e disse que o recado era pra ele também.

Pra finalizar, achei legal isso que o Bono disse pro Neil: “Você sabe Neil, sua vida e a minha não são tão diferentes assim. Você pode pensar que eu vivo em uma espécie de atmosfera rarefeita, mas eu tenho as mesmas preocupações que você tem. Quando você passa um tempo em algum lugar no terceiro mundo, a distância entre a vida comum lá e a vida aqui é enorme, quase inimaginável. Mas a distância entre onde você está e onde eu estou é microscópica. São ao alguns graus de luxo a mais”.

Bono se confessa fã do Neil como jornalista, ao final do livro, assim como no prefácio. Ele pergunta ao Neil “alguma vez eu te falei que, se eui não tivesse me transformado num rock star, eu sempre achei que gostaria de ser um jornalista?” Ao que o Neil retruca “qualquer hora que você estiver a fim de tentar a gente pode trocar de lugar”.

Bem amigos, era isso. Espero que tenham apreciado esse meu esforço, e que eu não tenha estragado a surpresa pra quem comprou o livro. Acreditem que tem muito mais, é realmente uma ótima leitura.


Tchau
MT

Elise
15/05/2005, 19h07
Esta sou eu agora: :chorando: :chorando: ..........(não tão exagerado, mas...)
O porque, eu (realmente) não sei... :entãotá:

MUITO OBRIGADA MT!! Adorei ...! Vou juntar todos os seus posts e dar para minha irmã ler...

Giu_Hewson
15/05/2005, 21h28
Valeu mesmooo MT por contar o livro pra gente!!! :D :D Parece que é muuito bom mesmo! Quem sabe um dia não compro :rolleyes:

MOSQUINHA
20/05/2005, 00h48
AIII!!! Birgadao...que interessante!!! quero comprar esse livro. Vou ler em uma semana se for possivel... quando viajar vou ver se acho.

Cristina Cruz
28/05/2005, 18h57
Isto é meio of topic mas eu tenho de desabafar sobre um livro....
O livro U2 & I ...

Ontem à noite fui a um shoping novo e entrei com uma amiga numa livraria, a Bertrand. Dei uma vista de olhos e quando já andava no meio das prateleiras meia distraida olho para o lado e vejo ... O LIVRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Acho que fiquei em estado de transe meio minuto. Eu já vi uma data de fotos do livro e etc, mas ali em carne e osso é outra coisa. Mas a minha maior admiração foi pelo tamanho e peso do livro. O livro é quase do tamanho do meu écran do computador (17`) e deve pesar uns 2 quilos. Custa 98 euros...

A minha amiga só comentou que eu coo fá especial devia ter também um desconto especial....

followerU2
28/05/2005, 20h45
Pode ser off topic Cristina, mas esse tópico já está meio encerrado mesmo. Eu tenho o U2 & i. Sim, ele é maravilhoso, com as dimensões de um video de 17', 4 cm de espessura, 414 páginas, e pesa exatos 4 kg, de acordo com a balança que tenho no meu banheiro :blink: Só não achei tão caro assim, US$ 75,60, com o frete deu R$ 220 mais ou menos. Se ele fosse impresso no Brasil certamente custaria o dobro, no mínimo. Vale à pena, é uma lembrança única.

MT

MOSQUINHA
28/05/2005, 21h04
NOssa, adoraria ter esse livro... Outro mais pra minha lista...

Lara Hewson
28/05/2005, 21h53
4kg? :blink: Nossa mãe....

Cristina Cruz
01/06/2005, 18h42
Eu acho que o livro deve valer cada cêntimo.... de qualquer maneira aqui 98 euros é 1/3 do salário minimo, o que algo incomum num livro.
acho que o vou oferecer a mim mesmo com o subsídio de férias que vou receber dia 22. ... :D :D

Cacau
09/08/2005, 16h52
Seguindo a dica da Elise, li esse tópico e gostei muito.

Acabei de achar um o 1o capitulo na internet.

Killing Bono: A True Story

Rock critic by Neil McCormick has written a fascinating book on growing up in the pop world. Read an excerpt.

by VH1 Staff




(Rod Hernandez/Kevin Davies)


Elton John says it's the best book he's ever read "about trying to make it in the music business." Blender magazine says it "multi-tasks as an affectionate coming-of-age memoir, an intimate rock biography and a Nick Hornsbyish mediation on growing




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up." Neil McCormick's Killing Bono finds an aging rock scribe not only wondering how his old schoolmate and current U2 vocalist conquered the pop world, but how similar lives can follow different trajectories. The pair were pals in their early Dublin days, and have kept in touch throughout the years. As the author wittily describes the parallels and intersections of their respective paths, he creates an insightful meditation on how music and art can radically overtake a person. Bono - no, he's not dead - deems it a "great book." We've excerpted the introduction and second chapter below.

PROLOGUE

I always knew I would be famous.

By the time I left school at 17, my life was planned down to the finest detail. I would form a rock band, make a series of epoch shifting albums, play technologically mind-blowing concerts in the biggest stadiums on the planet until I was universally acknowledged as the greatest superstar of my era. And I would indulge in all manor of diversions along the way: make films, write books, break hearts, befriend my idols ... oh, and promote world peace, feed the poor and save the planet while I was at it.

You might think I was just another arrogant teenage airhead with fantasies of omnipotence. Indeed, there were plenty around me at the time who did their best to persuade me this was the case. But I wasn't about to be put off by lesser mortals jealous of my talent. Because I knew, deep, deep in the very core of my being, that this wasn't just another empty dream. This was my destiny ...

So there I was, 35-years old, sitting in a shabby, unheated little excuse for an office above a bookie's in Piccadilly, watching the rain drizzle down my single, grimy window, wondering where it had all gone wrong. I wanted to be a rock star and wound up becoming a rock critic. To compound my torment, I was suffering from a bad case of writer's block with my newspaper deadline looming and the fucking telephone hadn't stopped ringing all morning with a succession of PRs pestering me about their shitty rock bands, all of whom I secretly resented for, I suppose, just being more famous than me. But at least talking on the phone gave me an excuse for not writing my column.

"It better be good," I snapped into the receiver.

"This is the voice of your conscience," announced my caller in a gravelly, wasted Dublin accent that reeked of smoke, late nights and fine wines.

"Bono," I said, in recognition.

"You can run but you can't hide," he laughed.

"The way I feel right now, I don't think I could even run," I sighed.

It was, indeed, Bono: rock legend, international superstar, roving ambassador for world peace and (though it is unlikely to feature prominently on his CV) a school friend of mine from Mount Temple Comprehensive.

"Where are you?" I enquired, listening to the echo of global distance bouncing down the phone line.

"Miami," he said. "Playground of America. Ever been to Miami? The gangsters look like fashion designers. Or maybe the fashion designers look like gangsters. Sometimes it's hard to tell..."

There was a time when we had both been singers in schoolboy bands, playing every toilet in Dublin, convinced against all the odds that we were the chosen ones, bound for glory. We moved in different circles these days. I wrote for a newspaper. He was the news. But every now and then, when something brought me to mind, Bono would call up out of the blue to fill me in on his latest adventures in the stratosphere of superstardom.

"I was out at a club last night," he said, slipping into raconteur mode, his voice an intimate whisper. "I think it was owned by some kind of mafiosi but, like I said, maybe it was just a fashion thing. Lots of men with moustaches and models draped over their shoulders, you know? Every man and woman in the place was puffing on enormous cigars. Clouds of smoke everywhere. Smoke rings rising up to the ceiling. There's something about a beautiful woman and a cigar, it's a very powerful combination, don't you think?"

"Until you kiss them and find out they taste like an ashtray," I grunted.

"You're such a romantic," said Bono. "So I'm led into this room at the back which is just filled with hundreds of little drawers, floor-to-ceiling. And each little drawer has a little plaque with a name on it. So I go up to one and see the name Madonna. Then I look at another one and it says Schwarzenneger. I'm still not that impressed. Then I look at another one and it says Sinatra! That's when I know this is the real deal. It's like a walk in humidor. All these personal stashes of illegally imported Cuban cigars maintained at perfect temperature and humidity for whenever they want to drop in and have a puff. I was looking for the president's name, cause I'm sure he has his own drawer in there somewhere. It was pure Miami. This whole city's like the shop window for the American dream."

As I listened, occasionally making encouraging noises, I watched a pigeon splashing about in a puddle that was building up on the ledge outside my rotting window frame. Miami seemed a long way away. Bono sounded woozy and happy after his night on the tiles but I had a strange feeling welling up in my chest, a disturbing swirl of conflicting emotions. I was pleased that Bono had called me. Flattered even. I liked and admired the man as much as anyone I had ever known. So why did his voice have the power to send a sharp stab of insecurity running right through my heart?

"I thought of you, cause I know you've always been a big fan of Frank," said Bono. "Did I ever tell you about our duet?"

That was it. Something popped in my head. "Stop!" I spluttered. "Enough! I should be doing a duet with Frank Sinatra! What's Sinatra to you? Just another famous scalp! I love Frank Sinatra. Leave him alone! Next you'll be telling me you've been asked to play James Bond."

There was a moment's uneasy silence, then Bono laughed. "Actually, the Edge and me have written the new Bond theme for Tina Turner."

"Oh, Fuck off!" I snapped. "The problem with knowing you is that you've done everything I ever wanted to do. I feel like you've lived my life."

Laughter echoed back down the line. "I'm your doppelganger," Bono said. "If you want your life back, you'll have to kill me."

Now there was a thought...

When I put down the phone I started to brood. Was Bono really my evil twin? Or was I his? Now that I thought about it, our careers had diverged early on and just kept on getting wider and wider apart. As he rose to the highest realms of fame and fortune, I had plummeted to the depths of anonymity, a rock and roll casualty, leaving only the briefest of traces in the margins of pop history, and that for being the first person to leave U2.

Oh yes. I didn't mention that, did I? But we'll get to it.

Perhaps I was the Yang to Bono's Yin. The dark counterbalance to his life of success and good fortune, absorbing all the bad luck and mischance that never seemed to go his way.

I pulled down a decaying, much-thumbed, hardback antique Oxford English Dictionary from my overcrowded bookshelves. Doppelganger: (ad. Ger. Double-ganger) The apparition of a living person; a double, a wraith. That's me alright, I thought. Just a phantom reflection of everything I ever wanted to be. And everything I ever wanted to be was personified by a bloke I had gone to school with. How cruel was that?

"Bono Must Die!" I typed into my computer. I blew it up, 72 point, bold, and printed it out. It looked good. I knew a few people who would wear that T-shirt.

"I, Bono," I typed. Perhaps I could sell my story to the National Enquirer. Bono Stole My Life.

Not that I hadn't achieved things in my own right. Deep inside, I knew that to be true. But in the blinding glare of superstardom, the small triumphs of ordinary existence don't always register. Instead you can easily become a footnote in somebody else's story.

So let me get something straight from the start. Contrary to what you may have read elsewhere, I do not have the dubious distinction of being to U2 what Pete Best was to the Beatles: the man who missed the gravy train. I know, it is right there in black and white in the group's authorised biography, 'The Unforgettable Fire'. In Chapter Four, biographer Eamon Dunphy informs his readers of the first fateful gathering of the band that would become U2, to which Bono, apparently, 'turned up with another Mount Temple pupil, Neil McCormick who, like everyone else present, fancied being lead guitarist'. However, after a few grim renditions of rock standards including 'Brown Sugar' and 'Satisfaction', 'Neil decided to bale out'.

That rather trivial little tale seems to follow me around wherever I go, the source of many other biographical presumptions. I still wince whenever I see myself described in print as an 'original member of U2', or worse, 'ex-U2', as if the defining moment of my entire life was petulantly stomping out of a rehearsal room back in my schooldays. So please read the following carefully: I wasn't there and even if I had been, any ambitions to become lead axeman in the nascent combo would surely have been hampered by the fact that I had only ever mastered three chords on my daddy's Spanish guitar, and I wasn't even sure which chords they were.

But if something is printed often enough it becomes the truth, or at least the official version. I think the members of U2 actually believe it themselves at this stage. Certainly, backstage in Miami at the launch of their 2001 world tour, manager Paul McGuinness kept introducing me as a member of the original line-up. The fact that a former alumni of his band might now be a music critic for conservative British broadsheet The Daily Telegraph seemed to amuse him immensely.

The pouting and gorgeous Andrea Corr was there, somehow looking even more desirable than usual with a pint of Guinness in one hand and a lit cigarette in the other. "Did you really walk out on U2?" she asked, sounding suitably impressed.

"I told Bono the band wasn't big enough for the both of us," I replied. "If they'd have stuck with me, they could have really gone places." (Come on. What was I supposed to say to the most beautiful woman in Ireland? It was just a misprint?)

"How does it feel seeing them on stage?" Andrea asked. "Do you think, 'that could have been me up there?'"

Now that was cutting a little too close to the bone.

I looked around the room, crowded with familiar faces. The sleek uber rock figure of Lenny Kravitz lingered in a corner, dressed in fake fur entirely inappropriate for the climate, his expression hidden behind omnipresent, impenetrable reflective shades. He was silently accompanied by someone who appeared to occupy the role of mobile phone roadie. Lenny would hold out a hand and a gleaming, mettallic phone would miraculously appear in it. When his conversation was over, he would hold it out again and the roadie would slip it back into his pocket.

Elvis Costello, an entity from a different end of the rock spectrum, portly, bespectacled and dressed like he had just been for a rummage in a charity shop, mopped his sweaty brow, engrossed in musical conversation with chrome domed producer Brian Eno.

There were old friends of the band such as the extravagantly talented singer-songwriter and one man art installation Gavin Friday (who had an arm wrapped around one of the beautiful Corr sisters) and eternally poised press officer Regine Moylett. There was the red blazered Irish aristocrat Lord Henry Mountcharles, perhaps slightly the worse for wear, directing his conversation into the unconvincingly inflated cleavage of one of Miami's beach babe set. The small but perfectly formed figure of supermodel Helena Christiansen flitted by in a flimsy summer dress while Christy Turlington posed resplendently on the other side of the room. There were members of U2's crew and management, familiar faces from Dublin, many of them looking red and puffy following a few days on the tear in the Miami sunshine. There were wives, girlfriends, children. And there were a smattering of tanned and immaculately attired local worthies who had succeeded in blagging a coveted Access All Areas Pass.

Upstairs somewhere, a party was in full swing in an enormous ballroom with superstar DJ Paul Oakenfeld spinning discs and scantily clad waitresses serving free drinks for several hundred regular, common or garden VIPs. But this was where the real insiders could be found, crammed into a narrow corridor behind the stage, basking in the presence of the band.

Bono, The Edge, Adam Clayton and Larry Mullen, the four members of U2, were scattered about the room, sweaty and exhausted after a two hour tour de force performance, graciously accepting fulsome praise from this ragged assembly of celebrities, family, friends, colleagues, freeloaders, liggers and assorted hangers on.

I watched it all and wondered: where exactly did I fit in? This was the very life I had imagined for myself all those years ago but here I was only by an accident of acquaintance. I caught Bono's eye. He was, as usual, the centre of a huddle of activity: rock stars and supermodels hanging on his every word. He winked at me and grinned.

I remembered a conversation we had, late one night, many, many years ago. We were talking about U2's first ever performance, playing cover versions on some rickety school tables held together by sticky tape in the Mount Temple gymnasium.

"That gig changed my life," I admitted to him.

"It changed mine too!" he excitedly replied.

The difference was, it changed his for the better.

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CHAPTER 2

Paul Hewson was in my sister's class, a year ahead of me, but we soon established something that was more than a nodding acquaintance if less than a friendship, falling into conversation at choir practice and morning assembly and during brief encounters as we made our way to separate classes. It was a passing relationship fuelled by one characteristic we have always had in common: a capacity to talk about anything as if we were experts on the subject, no matter how limited our actual knowledge.

My rapport with Paul did not much impress my sister, who was proprietorial about such matters and did not think I should be fraternising with any of her contemporaries. Indeed, in normal circumstances, there tended to be little socialising between pupils from different years. When you are young, even a year in age difference is usually perceived as an unbridgeable chasm. But, long before the days of his A list celebrity, Paul was already something of a star in the school corridor, known to one and all.

Even now, I think of Bono as The Man Who Knows Everyone. His visage is inescapable in modern media. Open a newspaper or magazine and there he is, standing shoulder to shoulder with world leaders and political agitators, poets and pop stars, showbusiness legends and flavours of the month. I've seen him pictured with his arms around presidents, glad-handing prime ministers, quaffing wine with Nobel prize winners and swapping sunglasses with the pope. Mention his name to movie and music stars and you are almost guaranteed to hear an amusing anecdote about their friend Bono, with a coda about what a nice guy he is. He was always a gregarious charmer, loping about Mount Temple like a stray dog, sniffing out interesting conversations and activities, making sure he was part of whatever was going on. There was a lot of mischief in his smile and he had a stubborn, jaw-jutting, bull-headed streak that emerged whenever he felt put upon but at his core there was a tangibly gentle, compassionate aspect that made him popular with girls (who always seemed to be fluttering about) and tolerant of younger pupils, such as myself. You felt honoured when Paul spoke to you.

He could often be found hanging out in our Common Room because Paul was engaged in a vigorous, amorous pursuit of Alison Stewart, one of the most beautiful and universally admired girls in our year. Alison had thick, black hair; smooth, olive skin; dark, warm eyes and deliciously curled lips. Being a hormonally charged fifteen year old boy, I could not help but notice these things. She was also smart, kind, good humoured, strong-willed and, frankly, way out of my league. Actually, at that stage in my adolescent development, pretty much any member of the opposite sex seemed out of my league. But some, at least, you felt you might have half a chance with. Alison had a sort of aura of impermiability about her. I never really felt she belonged in the same world as an ungainly youth like me. On principal, I was against older boys going out with girls in our class, since their seniority and bullish air of experience seemed to grant them unfair advantage, but Alison and Paul seemed to fit. He wooed her over the course of a long year, until, when you saw them nestle intimately amongst the stark arrangement of chairs and lockers in the common room, it became apparent that they were an item.

One of our principal topics of conversation at that time was God (the existence or non-existence thereof) and, indeed, this was to remain a subject of vigorous debate between us over the next twenty five years. My personal problems with the deity had not subsided, but my confidence in challenging the religious order imposed by Irish society was growing daily. To be fair, Religious Education in Mount Temple was a very different proposition than under the Christian Brothers. A consequence of it being the only non-denominational state school in mainly Catholic Ireland was that most pupils were drawn from Dublin's Protestant minority. The school itself, however, towed no sectarian line, offering RE classes characterised by a kind of woolly Christian liberalism, presided over by a well-meaning but, as far as I was concerned, drippily ineffective young teacher named Sophie Shirley. There would be bible readings and class discussions in which Jesus took on the character of a beatific hippy while God seemed to be personified as an avuncular old geezer who only wanted the best for his extended family, in which case, I wondered, why was I being kept awake at night wondering if the torments of hell awaited me when I died? I would fire this and related questions at my long suffering teacher but I never received satisfactory answers, just platitudes about Jesus loving me.

While the school's official policy on religious matters seemed nebulous at best, there was a curious, almost fundamentalist, born-again style sub-culture amongst a section of pupils known as the Christian Movement. Loosely organised in an unofficial capacity by Miss Shirley, they held regular prayer meetings to which a sign on the door announced that everyone was invited. Everyone except me, that was. One day when I stopped by to see what was going on, I was informed by a literally holier-than-thou classmate (one of Miss Shirley's leading disciples) that my confrontational approach to matters of the spirit meant that I would not be welcome at their mysterious jamboree.

"That's very Christian of you," I commented as he barred my way at the door.

"Ah now, Neil, don't be like that," said my flustered class mate. "You know you'd only sit at the back making trouble." Which was, to be fair, my intention but I still felt it was hypocritical not to give me the benefit of the doubt.

Excluded from an organisation I had no intention of joining, I made it my business to antagonise them at every opportunity. The thing that really perplexed me, and indeed intellectually infuriated me, was that many of my closest friends were members, not to mention some of the most attractive girls and coolest guys in the school. Paul and Alison occasionally attended the meetings, where they apparently studied the Gospels, unencumbered by secular ritual, and found solace, harmony and truth there. Yet when I read these same books, I found nothing but illogic and contradiction, fairy tales passed off as history. The apostle I identified most with was Doubting Thomas. While his scepticism about the appearance of the risen Christ was presented to us as a weakness of character, I always thought that insisting on poking his fingers through his ghostly leader's stigmata was the only sensible course of action under the exceedingly strange circumstances.

I was genuinely baffled as to how such a dynamic and evidently intelligent individual as Paul Hewson could be so committed to these ancient myths. He never became infuriated by my regular challenges to his convictions, however, always indulging my penchant for argument. "I like a good fight," was one of his mantras. "It's good to ask questions," he told me once. He would listen to my barrage of misgivings and criticisms of Christianity in all its guises and try to persuade me that the leap of faith required to open yourself up to God was worth it. "When you look around," he insisted, "you see the oceans, you see the sun, you see a storm, don't you think there must be something above man?" He would keep coming back to the issue of faith, although he himself was not immune to doubt. He didn't like organised religion or empty ritual and seemed to be engaged in a struggle to quell his own demons. Paul had a temper which could suddenly flare up, his face going red with rage, although I never felt it directed towards me. In the aftermath of his mother's death the year before, there had, apparently, been little explosions in class, with tables being tipped over and chairs kicked across the room. He told me once that there was a period of two weeks when he could not remember anything that happened. He had a total blank. He was undergoing some kind of existential crisis and almost buckled under the psychological pressure. "I faced ideas of suicide," he admitted. "I was very unhappy, my mind was speeding."

The school's response had been exemplary. Paul was told he could attend whatever classes he wanted, coming and go as it suited him until he found his feet again. One teacher in particular made himself available to talk and listen: Jack Heaslip, a counsellor to the pupils who oversaw classes in career guidance and social issues. Heaslip was a gentle, thoughtful, soft spoken, bearded man with strong spiritual leanings, who would eventually leave teaching to become a Protestant minister. Now Paul evidently had some strong childhood experience of "otherness", a sense that there was something bigger than mankind. He once told me he had been full of questions about existence and had called out, as he put it, and a voice answered from inside. But it had not been enough to change his life. "I just wandered on," he said. "I refused to believe in God, why should I? I'd go to church and there just seemed to be people there, singing psalms of glory but they didn't seem to feel anything, it seemed all wrong."

The death of his mother is undoubtedly what tipped the balance. "It shocked me into the insignificance of human life," he said. "One minute you can be alive, the next you're gone. I could not accept that people would just disappear. If life meant being on the earth for sixty or seventy years, I'd rather go now!" It is an argument never impressed me. The notion that 'there has to be a God because otherwise what is the point?' is not rational but emotive. But I hear myself saying this and I can see Bono gently smiling, chiding me about my preference for logic over faith. Somehow Paul had made a huge leap of faith and found himself standing on a rock of belief. He didn't have to question the past. He didn't have to let his own mind chase him round in circles of torment. He could pick himself up move forward. God, in a sense, became the defining ground to his character.

Oddly enough, my RE teacher was unable to demonstrate quite the same sense of equable conviction. I would sit at the back of the class, flicking through a bible, seeking out anomalies to bring to her attention. Miss Shirley would be in the middle of some happy clappy sermon when my hand would shoot up. "Miss! Miss!" She would visibly stiffen while my fellow denizens of the back row stifled their giggles.

"Yes, Neil?"

She had a way of saying my name that conveyed both long suffering irritation and nervous apprehension. I never got the impression that she much enjoyed the cut and thrust of scriptural debate. One day, faced with another unanswerable contradiction from the good book on which she had based her life's work, she simply burst into tears. We all sat staring at her in stunned silence, a few of my more devout classmates casting dirty looks in my direction. Miss Shirley eventually managed to control herself enough to say, "If you don't want to be here, Neil, you should feel free to spend these periods in the library."

Well, cast thee out, Satan! I didn't know whether to feel triumphant or disappointed because I did actually enjoy the hurly burly of these classes, where I got to pit my sceptical wits against a member of the religious establishment, however lowly. On the other hand, a free library period every week was not to be sniffed at. I gathered up my books and made for the door. Whereupon the malcontents from the back row started sticking up their hands and asking if they could go too. "Anyone who wants to spend R.E. in the library should feel free to do so," declared Miss Shirley, sharply.

One by one we filed out of the class, leaving a rather forlorn looking teacher preaching to the converted, all six of them.

I spent a lot of time in the library, and not just because I was a voracious reader who had been dismissed from RE classes. I was also excused from Gaelic, which was a relief, since under the nationalistic ordinances of the era, if you failed your Irish exams, you failed everything.

The library is where I became properly acquainted with Dave Evans, the boy who would become known to the world as iconic guitar hero, musical boffin and the coolest bald man in rock'n'roll: The Edge. Having been born in London of Welsh parents, Dave had also managed to wangle his way out of Irish classes, although, since his family had relocated to Dublin when Dave was still a babe in swaddling, strictly speaking he should have been trying to get to grips with the ancient language of Eire along with the rest of the poor native born suckers. Raised in Malahide, north of Dublin, since the age of one, Dave nonetheless convincingly masqueraded as a Welshman, born and bred.

I have to say there was nothing particularly Edgy about Dave in those days. He had hair, a big, dark mop of it as I recall, but this would not have been considered worthy of note at the time. We all had hair, most of it pomped up in appalling, blow-dried Seventies bouffants that made our heads look twice the size they actually were. Dave was quiet and somewhat studious, more inclined to use his library time to do his homework than to sit and argue with me about whatever was the latest controversial concept percolating in my hyperactive brain. I remember him being respectful to adults, poised and serious, but with a quirky and sometimes cutting sense of humour. We were civil rather than intimate. I was probably too rebellious and argumentative for his disposition, while, for my part, I felt intimidated by his perpetual air of intellectual superiority. I felt certain that he took a dim view of many of my antics, such as my prank of loosening the library book shelves so that they would collapse whenever somebody returned a weighty volume. Dave's scepticism towards me was probably not much helped by the fact that he held strong religious beliefs and was close to the school's Christian movement, where, for some reason, I had a bad reputation.

Dave and I were rivals for the affections of certain school mates of the female persuasion. He caused me considerable torment when he succeeded in snogging Denise McIntyre, the unwitting object of my adoration, who I made a point of sitting next to in most classes. My distress when Denise blithely informed me of their brief encounter was only mildly mollified by her appraisal of my rival as a "sloppy kisser".

Adam Clayton arrived at Mount Temple in 1976 and made an immediate impact. There was his dress sense for one thing. The school did not have a uniform policy but amongst the pullovers and anoraks that passed for teen fashion in Dublin in the late seventies, Adam's long, afghan coat with shaggy trimmings and decorative stitched flowers certainly stood out. He would, from time to time, sport a kaftan beneath this beloved garment and went through a phase of wearing a yellow workman's helmet on top of his mop of blonde curls.

Adam was a gangly, upper middle class English boy with an insouciant line in faux sophistication that seemed to implicitly suggest he had already "been there, seen that, done it" at the age of not-so-sweet sixteen. He had certainly been more places, seen and done more than most of his contemporaries at Mount Temple, arriving at school fresh from a holiday in Pakistan, where he had hung out with hippies, smoked joints and engaged in a torrid romantic affair (or so he claimed). Adam had a rebellious, confrontational attitude towards authority that was only mildly disguised by his broad smile and impeccable manners. He carried a flask of coffee around with him, from which he would pour himself cups during lessons. Asked by exasperated teachers what he thought he was up to, he would politely explain that he was having a cup of coffee, always remembering to add "sir" or "miss" where appropriate. Adam was unfailingly courteous but determined to go his own way ... which was often straight to detention.

The last of the future superstars was Larry Mullen. He was in the year below mine, a handsome, self-contained blonde kid who, at that stage, simply did not register on any of our consciousnesses. But Larry was the start of it all.

In Autumn 1976, during my second year in Mount Temple, a notice appeared on the board in The Mall, the corridor that ran the length of the principal school building where we used to hang out. Drummer looking for musicians to form band. Contact Larry Mullen, third year. At thirteen, my brother was a year below Larry, but as the proud posessor of a Teisco Stratocaster Copy electric guitar, Ivan was invited to audition. On Saturday, September 25th, 1976, he turned up at Larry's modest, semi-detached house in Artane along with Paul, Adam, Dave and his elder brother Dick Evans.

So that's Ivan McCormick, right? Despite spending most of his life as a musician, being present at the early rehearsals for the group that would become U2 is Ivan's sole claim to anything approaching fame. And then a sloppy biographer handed it to his older brother, robbing him of even this footnote in rock history. So I am happy to have this opportunity to set the record straight. My brother was the loser who let superstardom slip through his careless fingers, not me.

The assembled ranks of would be rock stars crowded into the Mullen's kitchen to discuss their plans over tea and crackers. It was, as Ivan recalls, quickly agreed by everyone present that they were ready and willing to form a group. Names like Led Zepplin, Deep Purple and Fleetwood Mac were bandied about as worthy influences, groups who Ivan only had the faintest conception of. Ivan felt nervous and out of his depth, being by some way the youngest person present, but his trump card was that he had the most handsome guitar, clean and modern with a bright white and red body, which everyone admired. Dave Evans, on the other hand, had a small white acoustic which his mother had bought second hand for the princely sum of £1 (without strings). But, borrowing Ivan's electric, Dave demonstrated that he could play the solo from Irish rock hero Rory Gallagher's 'Blister On The Moon', which put him in pole position for the role of lead guitarist.

His brother, Dick, was the eldest, at 17. He had left school the previous year and, as if to signify his adult status, sported an outcrop of facial hair which he unconvincingly attempted to pass off as a beard. He had brought along a strange looking object with a body shape that was apparently supposed to resemble a swan in flight, hand painted bright yellow. Dick had constructed this instrument himself in the shed at the bottom of his garden, following instructions in an issue of Everyday Electronics magazine. The resulting instrument sounded about as convincing as it looked but at least Dick could play chords and hold down a rhythm. This was more than could be said for Paul, who also had a big, battered acoustic which he tackled with energy and gusto rather than anything approaching skill or finesse. But Paul made up for his lack of musical skills with his sense of passion and conviction, already talking as if they were a band and not just an ill-sorted gathering of schoolboys.

With four guitarists squeezing in between the fridge and the bread bin, the designated rhythm section was Adam (who owned a cheap Ibanez Copy bass, which he couldn't actually play but could certainly talk about) and Larry, who had opened the kitchen doors to create space to set his drum kit up, half in the kitchen and half in a small conservatory precariously attached to the back of the house. In these odd circumstances the meeting concluded with a chaotic jam session involving wobbly renditions of Rolling Stones classics 'Brown Sugar' and 'Satisfaction'. There were too many guitarists, not enough amplification and no consensus as to the correct chord sequences of the songs being played but none of that seemed to matter. A new star had appeared in the rock and roll firmament. For these plucky individuals, nothing would be the same again. Well, for some of them, anyway.

Ivan returned home on the 31 bus to announce that he had joined a new band. They were going to be called Feedback (allegedly a reference to the whining noise that emerged when Adam plugged his bass into a guitar amp). I noted this news with only a modicum of concern. If the name was anything to go by, this lot were going to be even less impressive (if perhaps more audibly so) than Electronic Wizard.

My thespian career was advancing, albeit at a much slower pace than I would have liked. I attended drama classes on Saturday afternoons and experienced a moment of encouragement when I won an acting competition known as the Father Matthew Feis (pronounced 'fesh', gaelic for 'entertainment'. I have no idea who Father Matthew was but presumably he liked to have a good time). It was a hideous affair, characterised by rampant overacting, with starry eyed juveniles racing energetically about every inch of the stage as if convinced the theatrical arts were a branch of the Olympics. When it came to my turn I stood stock still in the central spotlight. I would like to say this was a carefully contrived dramatic device but actually, my legs were trembling so much, I was afraid that if I moved I would fall over. It was my first time in front of a large audience and when the applause began my ego took a direct hit from a bolt of lightning. I staggered off dazed with happiness, physically buzzing from the adrenalin rush. This was everything I had ever dreamed about, especially when the results were announced and I was beckoned back on stage to receive a medal for first prize. The principal judge, an obscure drama critic whose authority was undisputed simply on the grounds that she had come all the way from England, whispered to me that my performance was the only interesting thing she had seen all day. Could it get any better than this? Well, yes, actually. On the citation I received, she had written: 'a performance of powerful understatement and great control. This boy has immense talent – please look after him.'

But nobody did look after me. Nobody ever would look after me. Not that I guessed that then, otherwise I might have had the good sense to jack it all in and concentrate on my technical drawing or some other useful subject. I remained convinced stardom was my destiny, although I was a little disillusioned to discover that a commendation from Father Matthew counted for very little in Hollywood.

Ivan continued to attend rehearsals for Feedback in the school music room after hours. Ivan was tolerated by the older boys primarily because of his guitar, which Dave would liberate him of for the duration of the session, leaving Ivan to strum inaudibly on Dave's cheap acoustic. Dick had been told he could remain in the fold on condition he got himself a decent instrument, preferably one not constructed in his garden shed. Adam had his bass and therefore his position was assured, all he had to do was learn how to play it. But Adam, at least, had attitude, confidence and all the right buzz words. With cigarette dangling from his bottom lip, he would talk about sorting out some "gigs" by making the right "connections". They needed "good management" and to "go on the road", apparently, if they were ever going to "land a deal". It all sounded good to the others, even if they only had the vaguest idea what he was banging on about.

Paul was another matter. He was really a frustrated musician. He could simply not get his guitar to do anything he wanted it to do, so would quickly abandon it, instead expending his considerable energy attempting to almost magically summon, coax and cajole music from the others. During an endless jam of Deep Purple's 'Smoke On The Water' (a song Ivan was hearing for the first time), Ivan was astonished to see Paul get down on his hands and knees in front of Dave as he played the famous riff, holding his fingers in front of Dave's fingers, as if he was trying to play the guitar himself without actually touching it. Paul assumed the role of organiser, telling everyone what they were going to play and how they would tackle it, although actually contributing little himself. He would sing along as best he could, struggling to find the right notes but, without a microphone, his vocal limitations were not immediately apparent to anyone other than himself. As the biggest character in the group he began to assume the role of frontman.

Excited about the band, Ivan decided to invest in a new amplifier, blowing his entire savings of £12 on a second hand Falcon combo. That very evening, as he sat at home fiddling with his new purchase, sending feedback howling through the house, he was summoned to the telephone by our mother. There was a very well spoken young man on the line who urgently needed to talk to him, apparently. It was Adam. He wanted to know if Ivan had the amp because of the group.

"Yes," said Ivan.

"I wish you'd spoken to me first," said Adam, improvising wildly. "You see, the band has got a gig ..."

"That's great," said Ivan, enthusiastically. On the road at last.

"The thing is, it's in a pub," said Adam. "And, you know, you're too young to get into pubs."

"Oh," said Ivan.

"In fact, all the gigs we'll be getting will be in pubs," said Adam. "And you won't be able to play any of them."

"I see," said Ivan.

"I knew you'd understand," said Adam. "Look, no hard feelings, eh?"

Even at 13, Ivan knew when he was being given the elbow, however diplomatically. He put the phone down in a state of utter dejection and went back to his guitar and amp, turning the volume up to the max and losing himself in a wall of noise.

There was, of course, no pub and certainly no gig. The group could barely string a whole song together, so attempting to deliver an entire set would have been premature to say the least. But as rehearsals began to illuminate everyone's strengths and weaknesses, so the band began to settle into a core line up of Larry on drums, Adam on bass, Paul on vocals, Dave on lead guitar and Dick on rhythm guitar. In fact, Dick, too, was not really wanted by his band mates but he simply ignored any intimations that he might be surplus to requirements, continuing to attend rehearsals until he had established himself as a member.

His pride wounded, Ivan neglected to inform the family of this new development. The truth did not emerge for weeks, until Stella asked Paul how he was getting along with her little brother and Paul, rather embarrassed, admitted they had kicked him out. "Why didn't you tell us?" asked my astonished father.

"It doesn't matter, anyway," said Ivan, defensively. "They're crap. I'm going to start my own group."

My acting career was not progressing any better. My parents like to proudly tell people their son was once in a play in the prestigious Gate Theatre with the venerable Irish thespian Cyril Cusack. What they neglect to add was that I was sacked after two performances for missing my cue. I thought the part was beneath me, anyway. I was a glorified stage hand with no lines whose sole purpose was to move furniture for the other actors. As far as I was concerned, anybody could have done it (well, anybody apart from me, it would seem). I craved the physical rush of performing in front of an audience, the ego buzz of recognition by other human beings allied to the strange sense of power that coursed through your body as you held strangers in your spell by sheer force of will. I wanted to utter speeches that resonated in my soul and made sense of my complex internal world. "To be or not to be?" That was the question I wanted to ask, almost the only question that mattered. I wanted to be Hamlet. But I couldn't even land a part in a burger commercial, when it was deemed that my mixed Scottish and Irish accent might be confusing to viewers. The director was not impressed when I suggested that the phrase "Mmm, deeeee-licious!" would have sounded equally lame in any accent.

I resolved to solve my casting problems by writing plays myself. As the Autumn 1976 term drew to a close, it was announced that a talent contest would be staged in the gymnasium. This, I decided, would be the ideal opportunity to demonstrate my writing and acting skills. And so, with a couple of friends, I concocted a short comic play, which involved our teachers being put on trial for crimes against humanity. The parts were filled by various class mates, with the juicy role of judge being kept for myself. Banging my gavel to sentence unpopular teachers to a variety of extravagant punishments was sure to prove a crowd pleaser. We had a run through the week before for our avuncular form tutor, Mr Moxham, who was sufficiently impressed to schedule our production as the grand finale, on condition we went gently on his character and removed certain of our more cruel and tasteless gags.

I gathered with my small cast at the side of a makeshift stage of jammed-together tables, as a succession of pupils larked about, singing, dancing, playing accordions, telling jokes. The large audience of school kids heckled the performers mercilessly but most took it in good humour, shouting back insults. Mr Moxham cheerfully patrolled the gymnasium, patting pupils on the back, uttering words of encouragement.

"Ready for your moment of glory, lads?" he enquired of my little crew.

"We're ready, sir," I reported.

"And you have made those changes we discussed?"

"Do we really have to lose the gag about Mrs Prandy's dog, sir?" I asked.

"Only if you want to live through another term," replied Mr Moxham.

Four members of Feedback stood around their amps and drum kit, waiting to make their live debut. Dick was absent, since he was not a pupil at the school, but Paul, Dave, Adam and Larry were going to do a ten minute set, scheduled as the penultimate act, just before our play.

"Alright, Dave?" I enquired, feeling every inch the seasoned professional comforting a nervous debutant. Dave looked as if he was going to be sick from stage fright, clinging to his guitar and staring anxiously at the crowd. The others appeared considerably more at ease. Larry had played plenty of shows before, albeit with such less than rocking outfits as the Artane Boys Band and the Post Office Workers Band. Adam lounged about, effecting his usual "seen-it-all-before" cool. Paul was practically jumping up and down with anticipation, firing encouraging smiles and nods at his colleagues.

When their slot came, the group started to hoist their equipment onto the stage. It took them about ten minutes to set up, an extended period of inactivity in which any last remnants of discipline in the room evaporated. Kids were running about the gym in all directions, yelling at the tops of their voices, climbing the climbing frames. I was marshalling my cast, instructing them that as soon as the band were finished, we were going to get onto the stage and launch straight into our play. I really had no idea what was coming.

An electric hum began to sound in the room as the amps were turned on. Paul stood centre stage at his microphone, guitar slung around his neck, looking defiantly over the boisterous crowd. Dave and Adam stood either side of him. Larry clicked his sticks together and the group launched into a coarse, speeded-up version of Seventies pretty boy rock star Peter Frampton's 'Show Me The Way', kicking off with a roaring D chord that sent a shockwave through the room.

With the wisdom of hindsight, I know this debut performance of the group who would one day rock the world must have been, in truth, a fairly dubious affair. There was nothing remotely cool about their selection of songs, for a start. They played, of all things, a singalong version of the Bay City Roller's pop anthem 'Bye Bye Baby' and a Beach Boys medley. They had no soundcheck, no experience, nothing to go on but hope and desire. But I was completely stunned. Absolutely floored. This was the first live, electric band I had ever heard and a rush of adrenaline shot through my body, apparently disabling my central nervous system and rearranging my entire molecular structure. At least, that's what it felt like. Dave's guitar was splintering in my ears. The pounding of Larry's drums and Adam's bass shook the tables they were standing on and seemed to make the whole room vibrate. I had listened to records in my room, headbanging in headphones, but nothing prepared me for the sheer visceral thrill of live rock 'n' roll. When Paul stomped across the shaky stage, grabbing his microphone stand, yelling 'I want you ... show me the way!", the little girls from the junior classes started screaming.

And that was it for me. I turned to my fellow would-be thespians and announced there was absolutely no way I was going on after that. It was quickly and unanimously agreed that our play should be cancelled. Mr Moxham, as I recall, seemed quite relieved.

Feedback belted through their bizarre set and then stood there, stupid grins plastered across their faces, as the crowd roared for more. Their repertoire being rather limited in those days, they had to resort to a repeat version of 'Bye Bye Baby'. The gym was in complete uproar, with kids singing, yelling, screaming, clapping, dancing. I looked about me in a daze. A new vision of my future was forming in my feverish adolescent brain.

Forget about becoming a fabulously famous, multi-hyphenated actor-writer-director.

I was going to be a rock star.

patic
11/08/2005, 11h54
Obrigado Cacau por ter colocado o início do livro, adorei ficar lendo ontem a tarde, alegrou o meu dia :P :lol: :lol: :D

Valeu mesmo

Green
27/01/2010, 19h40
Não vi em nenhum outro tópico, vou soprar as cinzas: Está em fase de pré-produção a filmagem de "Killing Bono" em Belfast. Ben Barnes (podre de bom) vai fazer o papel de Neil McCormick.

Mosquinha_Reloaded
28/01/2010, 05h19
http://photos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs127.snc3/17448_260179435317_625935317_3885254_8332914_n.jpg

Ele vai fazer do Bono (Martin McCann). Pelo que o Neil anda falando no twitter dele (sigo ele no twitter) mudaram muitas coisas do livro dele pra que o Bono tenha mais falas.

Snow
29/01/2010, 07h47
http://photos-a.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc3/hs127.snc3/17448_260179435317_625935317_3885254_8332914_n.jpg

Ele vai fazer do Bono (Martin McCann). Pelo que o Neil anda falando no twitter dele (sigo ele no twitter) mudaram muitas coisas do livro dele pra que o Bono tenha mais falas.

Ô gente, esse pobre rapaz só não tem é nada a ver com o Bonão né? Espero que ele seja um bom ator porque ainda não me acostumei com ele sendo o Bono (Bono era tão lindo quando novinho, bom... ainda é :assobio: ) e o ator que vai fazer o Neil é tão melhor :dúvida:

Fly Girl
29/01/2010, 12h02
Ô gente, esse pobre rapaz só não tem é nada a ver com o Bonão né? Espero que ele seja um bom ator porque ainda não me acostumei com ele sendo o Bono (Bono era tão lindo quando novinho, bom... ainda é :assobio: ) e o ator que vai fazer o Neil é tão melhor :dúvida:

[2]

Deia_Hewson
29/01/2010, 20h26
Ô gente, esse pobre rapaz só não tem é nada a ver com o Bonão né? Espero que ele seja um bom ator porque ainda não me acostumei com ele sendo o Bono (Bono era tão lindo quando novinho, bom... ainda é :assobio: ) e o ator que vai fazer o Neil é tão melhor :dúvida:

Eu tbm nao me acostumei nao...
ele é digamos, estranho O_O

jorgefilipe_u2
29/01/2010, 21h03
eu acho aquele rapaz que faz o Frodo do Senhor dos Anéis um pouco parecido com o Bono adolescente. mas só o salário dele deve ser maior que o orçamento deste filme aí.

Elevation man
29/01/2010, 21h46
eu acho aquele rapaz que faz o Frodo do Senhor dos Anéis um pouco parecido com o Bono adolescente. mas só o salário dele deve ser maior que o orçamento deste filme aí.
é o Elijah Wood, neh? (se é que é assim que se escreve)

jorgefilipe_u2
29/01/2010, 22h01
esse mesmo!
http://i10.photobucket.com/albums/a141/jorgefilipe_u2/bonoearlydays.pnghttp://www.nostalgiabr.com/biografias/biografias_arquivos/elijah_wood05.jpg

Fly Girl
29/01/2010, 22h11
eu acho aquele rapaz que faz o Frodo do Senhor dos Anéis um pouco parecido com o Bono adolescente. mas só o salário dele deve ser maior que o orçamento deste filme aí.

Eu acho o Daniel Radcliffe (Harry Potter) bem parecido com o Bono Teenager.

Gabby Vox
29/01/2010, 22h29
Eu acho o Daniel Radcliffe (Harry Potter) bem parecido com o Bono Teenager.

Ai genteeeeeeeeee...Eu acho que o Harry Potter parece mais que o Frodo...:lol: :lol:
E o cara que faz o Larry (eu vi uma foto em algum canto) não parece nem o branco do olho!!!!!:lol:

Mosquinha_Reloaded
30/01/2010, 00h16
Ah, eu achei o Martin McCann um pouco parecido com o Bono. Nao sao identicos nem nada, mas da pra passar. POde ser essa foto ai, mas procurem no IMDB que tem outras fotos dele e ele até que passa como Bono. Ainda nao vi fotos dos atores que vao interpretar os outros 3.

Fly Girl
30/01/2010, 12h05
E o cara que faz o Larry (eu vi uma foto em algum canto) não parece nem o branco do olho!!!!!:lol:

Eu quero ver... não só o Larry, os outros 2 tb :pulando:

Belle Vox
30/01/2010, 22h12
Gente, eu não encontro o livro em lugar nenhum... NEM NA INTERNET!!!!! Se alguém tiver um link para o download ou souber de um lugar que tiver vendendo, por favor me falem!!!;) Obrigada

Belle Vox
31/01/2010, 12h29
Um ator que eu acho que ficaria parecido com o Bono, é aquele que trabalhou no filme "O Último Rei da Escócia". O James McAvoy...

http://popculturenerd.files.wordpress.com/2009/05/james_mcavoy_168774.jpg

O que acham? E ele é escocês... tá bem perto da Irlanda!!!:P
P.S.: Eu nunca tinha percebido o quando o Elijah Wood lembrava o Bono:assobio:

Elevation man
31/01/2010, 19h10
Para o Bono velho:

http://ego.globo.com/Gente/foto/0,,18814362-GDV,00.jpg

http://img.timeinc.net/people/i/2006/specials/sma06/lookalikes/bono.jpg

http://totallylookslike.files.wordpress.com/2008/07/bono.jpg

Belle Vox
31/01/2010, 19h48
Eles são muito parecidos!!!:oh: :oh: :oh:

Snow
01/02/2010, 02h02
Putz que o Robin Williams pode até lembrar o Bono mas tá mais pra um irmão mais velho e bem menos bonito viu :lol: :lol: :lol: .bem menos bonito mesmo porque o Bonão :assobio:

ps: Daniel Radcliffe é o Bono novo (muito parecidos mesmo).

Bibi
01/02/2010, 08h01
Gente, eu não encontro o livro em lugar nenhum... NEM NA INTERNET!!!!! Se alguém tiver um link para o download ou souber de um lugar que tiver vendendo, por favor me falem!!!;) Obrigada

Belle,
Na Saraiva e na Cultura tem o livro! O problema é que ele só é vendido por encomenda e leva 7 semanas pra chegar... Mas o importante é que tem, né?
E o preço nem é tão salgado assim: R$32 na Saraiva e R$35 e pouco na Cultura (+ frete)...

Belle Vox
01/02/2010, 10h08
Belle,
Na Saraiva e na Cultura tem o livro! O problema é que ele só é vendido por encomenda e leva 7 semanas pra chegar... Mas o importante é que tem, né?
E o preço nem é tão salgado assim: R$32 na Saraiva e R$35 e pouco na Cultura (+ frete)...
Valeu Bibi:aprovado:

Deia_Hewson
03/02/2010, 21h20
Valeu Bibi:aprovado:

É vi ele la ja... vou ver se compro depois...

Sister Ann
05/03/2010, 20h45
Caríssimos,

não sei se vcs já viram; está na página do yahoo hj:


Só matando Bono

(Belfast, BR Press) - Killing Bono é a nova comédia rock n' roll cujas filmagens se encerraram recentemente na Irlanda. O filme - sobre amizade, rivalidade e inveja do estrelato do U2 por bandas locais e contemporâneas - é baseado na autobiografia de Neil McCormick, que sempre achou que seria um rockstar, mas o destino não se mostrou tão glamouroso.
Killing Bono deve ser lançado somente em 2011 e ainda não se sabe quem o distribuirá no Brasil. Conta a história de dois irmãos que têm uma banda em Dublin - Ben Barnes (Dorian Gray, The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, Easy Virtue) e Robert Sheehan (Season of the Witch, Cherrybomb, The Misfits), no final dos anos 70. Enquanto eles amargam no anonimato, outra banda da "tchurma", chamada U2, decola para o sucesso.

Clone de Bono
Esquecido pelos amigos famosos e envenenado pelo fracasso e pelo ressentimento, não resta outra alternativa para Neil senão assassinar Paul 'Bono" Hewson, intepretado pelo ator norte-irlandês Martin McCann (Clash of the Titans). Ele está incrivelmente idêntico ao messiânico vocalista do U2 nos tempos do álbum Joshua Tree.
O filme, rodado em Belfast, Dublin e Londres, traz o O roteiro é assinado por
Dick Clement e Ian La Frenais (que têm o sucesso The Commitments, no curriculo) e Simon Maxwell. A direção é de por Nick Hamm.
(Juliana Resende/BR Press)

Deia_Hewson
05/03/2010, 22h19
Caríssimos,

não sei se vcs já viram; está na página do yahoo hj:


Só matando Bono

(Belfast, BR Press) - Killing Bono é a nova comédia rock n' roll cujas filmagens se encerraram recentemente na Irlanda. O filme - sobre amizade, rivalidade e inveja do estrelato do U2 por bandas locais e contemporâneas - é baseado na autobiografia de Neil McCormick, que sempre achou que seria um rockstar, mas o destino não se mostrou tão glamouroso.
Killing Bono deve ser lançado somente em 2011 e ainda não se sabe quem o distribuirá no Brasil. Conta a história de dois irmãos que têm uma banda em Dublin - Ben Barnes (Dorian Gray, The Chronicles of Narnia: Prince Caspian, Easy Virtue) e Robert Sheehan (Season of the Witch, Cherrybomb, The Misfits), no final dos anos 70. Enquanto eles amargam no anonimato, outra banda da "tchurma", chamada U2, decola para o sucesso.

Clone de Bono
Esquecido pelos amigos famosos e envenenado pelo fracasso e pelo ressentimento, não resta outra alternativa para Neil senão assassinar Paul 'Bono" Hewson, intepretado pelo ator norte-irlandês Martin McCann (Clash of the Titans). Ele está incrivelmente idêntico ao messiânico vocalista do U2 nos tempos do álbum Joshua Tree.
O filme, rodado em Belfast, Dublin e Londres, traz o O roteiro é assinado por
Dick Clement e Ian La Frenais (que têm o sucesso The Commitments, no curriculo) e Simon Maxwell. A direção é de por Nick Hamm.
(Juliana Resende/BR Press)

Euu quero acreditar que nao li isso.. :oh:

Fly Girl
05/03/2010, 23h43
Euu quero acreditar que nao li isso.. :oh:

Por que? .-.
Cada vez que eu leio um trecho sobre o filme, dá mais vontade ainda de ver :RIP:

Elevation man
06/03/2010, 12h15
Por que? .-.
Cada vez que eu leio um trecho sobre o filme, dá mais vontade ainda de ver :RIP:
eu tbm fico assim.. toh curioso para saber como será a adaptação

Cristina Cruz
18/04/2010, 19h45
Fotos do filme

http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/kb3.jpg
http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/kb.jpg
http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/k2.jpg
http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/kb4.jpg

Mlpangelina
18/04/2010, 23h49
Preciso ler esse livro antes do filme sair *põe mais um na lista*

Mosquinha_Reloaded
19/04/2010, 00h09
http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/k2.jpg

Seria este o U2? Porque o unico parecido ai é o Bono.

Deia_Hewson
19/04/2010, 22h02
Jesus ascende a luz... Meu nada haver com os figurinos que o U2 usava... eu heim :S
Isso aí ta mais parecendo uma bandinha de emo..

Aii eu axei isso... :(

Simone The Rocker
20/04/2010, 16h36
Jesus ascende a luz... Meu nada haver com os figurinos que o U2 usava... eu heim :S
Isso aí ta mais parecendo uma bandinha de emo..

Aii eu axei isso... :(


Adaptações nunca são perfeitas, não é mesmo...

:lol: Mas que tá parecendo uma banda emo, isso tá.

Snow
20/04/2010, 21h26
Jesus ascende a luz... Meu nada haver com os figurinos que o U2 usava... eu heim :S
Isso aí ta mais parecendo uma bandinha de emo..

Aii eu axei isso... :(

[2] e não só os figurinos mas os atores tbm :assobio:

Deia_Hewson
20/04/2010, 22h13
Adaptações nunca são perfeitas, não é mesmo...

:lol: Mas que tá parecendo uma banda emo, isso tá.
Mas poxa deviam tentar chegar o mais parecido possivel...

Deia_Hewson
20/04/2010, 22h15
[2] e não só os figurinos mas os atores tbm :assobio:
FATO.

Cacau
20/04/2010, 23h04
Jesus ascende a luz... Meu nada haver com os figurinos que o U2 usava... eu heim :S
Isso aí ta mais parecendo uma bandinha de emo..

Aii eu axei isso... :(

Mas isso não seria a Lipton Village, a banda performática do Bono, Guggi, Gavin???:dúvida:

Question: What was Lipton Village?
Gavin Friday: Lipton Village was an imaginary place really. It was a group of young guys that grew up around the same area. I grew up on a street called Cedar Wood Road and, by coincidence, my best friends that are around the age 10 became a guy called Bono and another guy called Guggi. And we just -- it was music again. That pulled us together.
I lived at the bottom end of the street and they lived at the top end and I was quite shy as a little kid, but they found me quite interesting because I had the right albums underneath my arm. Those days where you carry the latest Bowie album or Roxie Music album as you go to school. I mean you can't play an album at school but you were being cool just showing, "Look what I got." And I'm not into Meatloaf; I'm into Bowie. So I attracted their attention and I had long hair and earrings, when it was quite a risque thing to do in Dublin.
We didn't have the liberation that America and Britain in the '60s but I did always looked to England and America, mainly because of the music that came from there. But we became friends through music and we had real names, Fionan Hanvey and Derek Rowan -- what a dreadful name. And Paul Hewson. We gave each other nicknames, just the way most kids do, but the nicknames had more to do with how we physically looked or our essence and I had quite square features as a young kid.
Almost like there was this surge, this ad on the TV as surge pipe, called Wavin and it used to go, "Wavin Piping." And this big square pipe would come. I can be full on at moments, so I was called Wavin for awhile, but I'm a bit softer -- I'm a little softer than a surge pipe so they changed that to Gavin. I didn't chose it, it was Bono and Guggi who gave it to me. And then Friday was added because I have a talent of getting on with most people. So it's a bit of a man Friday thing.
We gave each other these nicknames and then we didn't -- we had similar interests. It sounds really pretentious at 12, 13 year old kids, were like into art and poetry, but we were. We weren't into football, we were into making music or being into music and painting and stuff like that.
And we called this sort of little gang Lipton Village and we made up imaginary games and this is one day we'll form bands and one day we'll make movies and one day we'll do this and one day we'll do that. But I think a lot of kids do this in their own way, except 25, 30 years later legend happens because some of us have become quite well known.
So the myth becomes magical. So I tend to sort of see it very practical for me. When I go out for a drink, Bono can buy the pints because he has more money than me. We're the same guys.

http://bigthink.com/ideas/16638

Simone The Rocker
22/04/2010, 16h37
Bom pelo que eu sei o Lipton Village era o nome que o Bono e seu amigos deram a turma.
Já o Virgin Prunes era nome da banda que o Guggi, Gavin e os outros membros do Lipton Village formaram, mas o Bono não fez parte dos Virgin Prunes, essa banda foi formada mais ou menos na mesma época que o U2 começou, então, Bono de um lado com o U2, Gavin e Guggi do outro com o Virgin Prunes.

Belle Vox
02/05/2010, 21h40
Fotos do film
http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/kb4.jpg

Identifiquem quem é quem pra mim por favor?:dúvida:
O de óculos seria o Adam?!:blink: O Adam não era gordinho! Pelo contrário, era um palito de fósforo!!!

Belle Vox
02/05/2010, 21h44
Fotos do filme


http://i612.photobucket.com/albums/tt210/crisu2360/killing%20bono/kb.jpg

O da direita é o ator Ben Barnes??? De "As crônicas de nárnia - príncipe caspian"????:dúvida: :oh:

Cacau
06/12/2010, 15h49
http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/divulgado-trailer-de-killing-bono/

Mosquinha_Reloaded
06/12/2010, 21h22
Detalhe... Nenhum dos 4 se parecem aos propios! hahaha Soh o cara que faz do Bono, e ainda assim nao é la muito parecido. O Edge NADA A VER!!!!!!!!!! O Larry, nem da pra ver o rosto.

*Carol*Ws*Sl*Hewson*
14/12/2010, 17h22
Alguém já postou o trailer aqui??


De qualquer forma...


http://www.youtube.com/watch?v=aYBGdb6Wr5I

Lara Hewson
14/12/2010, 21h09
Achei o Adam novinho perfeito. O Bono JT muito bizarro.

Louisevans
15/12/2010, 05h34
Identifiquem quem é quem pra mim por favor?:dúvida:
O de óculos seria o Adam?!:blink: O Adam não era gordinho! Pelo contrário, era um palito de fósforo!!!

Nesta foto são os irmãos McCormik e sua banda, não?:dúvida:

hazey jane
25/04/2011, 23h29
Upando pra perguntar se alguém tem notícias desse filme. Já procurei pra baixar (sim, sou dessas) e não achei. Não sei nem se algum dia vai chegar aos cinemas nacionais (duvido que chegue aqui na roça). Help.
:(

Instant Karma
25/04/2011, 23h44
Upando pra perguntar se alguém tem notícias desse filme. Já procurei pra baixar (sim, sou dessas) e não achei. Não sei nem se algum dia vai chegar aos cinemas nacionais (duvido que chegue aqui na roça). Help.
:(


também procurei (ok, também sou desses) mas não achei nenhuma cópia. o motivo pode ter sido o fato de a estréia ter acontecido apenas no reino unido. assim que sair mundialmente (se sair) aparece alguma cópia decente.

Gabby Vox
27/04/2011, 15h32
A 1ª reunião na cozinha do Larry:wub::lol:
http://www.youtube.com/watch?v=GKzuZTb8-SE
:aprovado:

hazey jane
27/04/2011, 15h48
A 1ª reunião na cozinha do Larry:wub::lol:
http://www.youtube.com/watch?v=GKzuZTb8-SE
:aprovado:

:oh:

Quando esse filme vai vazaaaaaaaaaaar?!
:chorando:

Louisevans
27/04/2011, 17h44
:oh:

Quando esse filme vai vazaaaaaaaaaaar?!
:chorando:

Também estou muito curiosa com esse filme!! :chorando::chorando::chorando:

Gabby Vox
27/04/2011, 18h15
:offtopic:
É impressão minha ou tem gente faltando na cozinha?:assobio:

jorgefilipe_u2
27/04/2011, 18h53
esses ingleses e irlandeses são lentos mesmo. aposto que 2 dias depois de estreiar nos EUA esse filme cai na rede :P

Mosquinha_Reloaded
28/04/2011, 15h34
:offtopic:
É impressão minha ou tem gente faltando na cozinha?:assobio:
Nao é impressao nao. Falta o irmao do Edge e outro cara que esqueci o nome que tambem tava no ensaio. Outro erro do primeiro ensaio é a guitarra do Edge, eles deviam ter feito ela com forma meio de passaro pra ficar engraçado porque na verdade a que ele fez com o irmao era tipo uma copia de uma Flying V.

Nao vejo a hora de estrear logo aqui esse filme. Nos EUA estréia em junho, entao provavelmente soh vai chegar em outros lugares do mundo la pro fim do ano.

hazey jane
28/04/2011, 19h43
Eu li em algum lugar que só o início do filme é fiel ao livro. O resto é inventado/alterado. Acho que os fãs do U2 vão ficar chateados.
:lol:

hazey jane
10/05/2011, 11h58
Só pra avisar que o filme já está disponível nos sites de torrents. Tô baixando aqui pra ver se a qualidade tá boa. Aparentemente ainda não tem legenda disponível.

EDIT: A qualidade está ótima.

Louisevans
10/05/2011, 15h40
Eu adorei o filme!! Ri pra caramba!!! :ROTFLOL:

Aviso: Esqueça que vc é fã do U2 e pára de reparar em algumas mancadas. Ria bastante do Neil, Ben Barnes estava ótimo!!!

hazey jane
11/05/2011, 01h14
Acabei de assistir. A história é muito boa, as atuações estão ótimas.
:aprovado:

Mosquinha_Reloaded
13/05/2011, 01h02
Atuaçao otima, enredo legal tem umas partes engraçadas mas aos poucos vai ficando muito deprê. Deve ser porque eu tenho banda e me senti identificada com algumas das situaçoes do Neil (marcar o show importante o mesmo dia que outra coisa e quase ninguém vai pro teu show). Ainda nao li o livro, mas se ele fez tanta burrada assim na vida real deu pra entender porque a carreira dele nao foi pra lugar nenhum. Aprendi algumas liçoes assistindo esse filme :P . Ainda assim fiquei com um estado de animo meio deprê depois de ter visto isso.

Cristina Cruz
14/05/2011, 17h25
Eu li o livro e vi o filme.

Para quem sabe a história dos U2 em pormenor e/ou leu o livro e está à espera de ver algo minimamente fiel ao que foi a história dos U2 .... esqueça. Não vai encontrar nada disso. A alteração dos acontecimentos começa logo no início do filme quando o Bono e o Neil reparam na nota do Larry para formar uma banda e nunca mais pára. Isso acaba por ser sempre uma desilusão para os fãs U2.

Para quem só sabe da história dos U2 detalhadamente talvez o filme não tenha esse problema, até porque no geral acho que conseguiu captar o ambiente vivido em Dublin nos anos 70-80.

Quanto ao elenco, acho que o pior foi mesmo a escolha do actor que interpretou o Bono. Sendo já difícil encontrar alguém para o papel, mesmo assim o escolhido é muito distante do Bono, quer na parte física com na atitude.

vanessa_hewson
15/05/2011, 10h16
Não li o livro ainda. Mas conhecendo a história da banda,concordo sim que deixa muito a desejar. Assistam sem se focar nisso, por que haverá decepções.
Concordo com a Cristina que a escolha do ator que interpretou o Bono não foi das melhores, talvez o tenham escolhido pelo fato de ter semelhanças.

Louisevans
15/05/2011, 14h09
O filme não é documentário sobre o U2 muito menos sobre a vida do Neil. É uma ficção baseada em alguns fatos reais, não vejo problema algum em mudar a história pra que fique mais engraçado.. é ficção galera, não entrem em paranóia!! :lol:

Mosquinha_Reloaded
15/05/2011, 23h20
Bem quando sair um filme sobre o U2 mesmo dai vamos ver :). Eu assisti sem pensar nos erros mesmo, quando li outras pessoas dizendo que tinha muitas coisas nada a ver eu vi como se fosse uma ficçao.

Uma pergunta pra quem leu o livro: O Neil esconde mesmo do Ivan que a banda pediu pra ele ser o guitarrista ritmico ou isso foi inventado no filme?

Cristina Cruz
16/05/2011, 12h17
1. Mosquinha, é ficção mesmo. Isso não aconteceu na realidade, nem está relatado no livro. A menos que eu esteja com Alzheimer temporário ahh.

2. Louise, o problema, na minha opinião, é que as modificações feitas ao livro não tornaram o filme melhor e muito menos mais engraçado, cómico ou que se queira chamar. Claro que se a gente descolar do que sabe sobre U2 é um filme que se assiste muito bem, interessante até.

Nota:

- O filme não é baseado em factos históricos sobre U2.

- O livro é baseado em factos históricos sobre os U2 relatados do ponto de vista do Neil (é um dos melhores livros sobre o início da banda), já que ele era colega de turma e amigo do Bono, assistiu aos primeiros concertos dos U2 (aquele 1º na escola e por ai fora), o irmão chegou a fazer parte da constituição inicial da banda, a irmã do coro feminino dos U2 (sim, isso existiu e eram 2) etc, etc.

- O filme apenas pega em algumas partes do livro e conta a história de vida do Neil. Mas apenas uma parte (o livro conta a história até ao lançamento do livro, Neil já adulto, escritor de sucesso, etc e o filme acaba nos anos 80 ao algo por ai).

- Atenção para quem não leu o livro: O livro não é sobre U2. O livro é sobre a história de vida do Neil. Algo sobre U2 apenas surge digamos no primeiro 1/4 do livro, depois apenas uma ou outra nota. Digo isto para não comprarem julgando que é um livro inteiro sobre u2 ou sobre o Neil-U2.

Cristina Cruz
16/05/2011, 12h25
1. Mosquinha, é ficção mesmo. Isso não aconteceu na realidade, nem está relatado no livro. A menos que eu esteja com Alzheimer temporário ahh.

2. Louise, o problema, na minha opinião, é que as modificações feitas ao livro não tornaram o filme melhor e muito menos mais engraçado, cómico ou que se queira chamar. Claro que se a gente descolar do que sabe sobre U2 é um filme que se assiste muito bem, interessante até.

Nota:

- O filme não é baseado em factos históricos sobre U2.

- O livro é baseado em factos históricos sobre os U2 relatados do ponto de vista do Neil (é um dos melhores livros sobre o início da banda), já que ele era colega de turma e amigo do Bono, assistiu aos primeiros concertos dos U2 (aquele 1º na escola e por ai fora), o irmão chegou a fazer parte da constituição inicial da banda, a irmã do coro feminino dos U2 (sim, isso existiu e eram 2) etc, etc.

- O filme apenas pega em algumas partes do livro e conta a história de vida do Neil. Mas apenas uma parte (o livro conta a história até ao lançamento do livro, Neil já adulto, escritor de sucesso, etc e o filme acaba nos anos 80 ao algo por ai).

- Atenção para quem não leu o livro: O livro não é sobre U2. O livro é sobre a história de vida do Neil. Algo sobre U2 apenas surge digamos no primeiro 1/4 do livro, depois apenas uma ou outra nota. Digo isto para não comprarem julgando que é um livro inteiro sobre u2 ou sobre o Neil-U2.

Mosquinha_Reloaded
17/05/2011, 00h22
Nossa, mas isso muda muito a percepçao do personagem. Até onde eu sei dos treixos que li do livro o Neil parece que era meio inocente, sonhador, e as vezes arrogante, mas até eles inventarem essa de mentir pro Ivan acho que ja é demais. Vc fica com odio do cara em vez de simpatizar, e um filme com um protagonista nao simpatizavel é dificil de dar certo pro publico.