PDA

Ver Versão Completa : A "#&/#@" DA "GERAÇÃO TRIBALISTA" - assim caminha a humanidade


Lilian
28/09/2003, 01h02
Navegando pela NET encontrei este texto, sobre a forma atual de se encarar os relacionamentos, e isso me levou a uma profunda reflexão:

GERAÇÃO TRIBALISTA
Arnaldo Jabor

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, levanta os braços,
sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu
também".

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos
descompromissados, os adeptos da geração "tribalista" se dirigem aos
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição.

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Beijar na
boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver rodeado de amigos
em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim. Mas por que reclamam
depois? Será que os grupos tribalistas se esqueceram da velha lição ensinada
no colégio, onde "toda ação tem uma reação"?

Agir como tribalista tem conseqüências, boas e ruins, como tudo na vida. Não
dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de
língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o
bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não
receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando
mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro
estiver beijando outra, etc, etc, etc.

Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. Ficar, também é
coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter um,
dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada por
seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão de que
não está sozinho. Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém
pode se queixar de nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana,
a outra deve fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás,
quando foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança?

A nova geração prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim
como só deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo
das relações mais sólidas.

Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia
chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto
abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho
e amor.

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é
ter "alguém para amar".

Já dizia o poeta que "amar se aprende amando" e se seguirmos seu raciocínio,
esbarraremos na lição que nos foi passada nas décadas passadas: relação é
sinônimo de desilusão. O número avassalador de divórcios nos últimos tempos,
só veio a confirmar essa tese e aqueles que se divorciaram (pais e mães dos
adeptos do tribalismo), vendem na maioria das vezes a idéia de que casar é
um péssimo negócio e que uma relação sólida é sinônimo de frustrações
futuras. Talvez seja por isso que pronunciar a palavra "namoro" traga tanto
medo e rejeição.

No entanto, vivemos em uma época muito diferente daquela em que nossos pais
viveram. Hoje podemos optar com maior liberdade e não somos mais obrigados a
"comer sal junto até morrer". Não se trata de responsabilizar pais e mães,
ou atribuir um significado latente aos acontecimentos vividos e assimilados
na infância, pois somos responsáveis por nossas escolhas, assim como o que
fazemos com as lições que nos chegam.

A questão não é causal, mas quem sabe correlacional. Podemos aprender amar
se relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e sensações. Não
precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados. Somos livres para
optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter
coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... É arriscar,
pagar para ver e correr atrás da felicidade. É doar e receber, é estar
disponível de alma, para que as surpresas da vida possam aparecer. É
compartilhar momentos de alegria e buscar tirar proveito até mesmo das
coisas ruins.

Ser de todo mundo, não ser de ninguém, é o mesmo que não ter ninguém
também... É não ser livre para trocar e crescer... É estar fadado ao
fracasso emocional e à tão temida solidão.


:(


ENTÃO, O QUE É QUE VCS ACHAM DESTA FORMA DE SE ENCARAR RELACIONAMENTOS? É FATO QUE AS PESSOAS ESTÃO CADA VEZ MAIS EGOISTAS, MEDROSAS, DESCOMPROMISSADAS, MAS TB CADA VEZ MAIS INFELIZES.

BEM, É ISSO.

Gone
29/09/2003, 02h46
Nossa, ótimo esse texto! Eu não gosto do Jabor mas tenho que reconhecer que ele mandou muito bem nesse.
Só tenho a dizer que concordo em gênero, número e pessoa ("GRAU" não pede concordância, gente!!! LOL) com tudo o que ele disse! Assino embaixo!!!!

E dou graças a Deus por NÃO PERTENCER a essa tal "geração" e me manter o mais afastada possível disso.

O que, infelizmente, também traz conseqüências... pertencer à minoria faz com que, mesmo quem não tem nada a ver com a história, acabe sozinho também...
Mas não os culpo por isso. O que faz as coisas estarem como estão hoje não é só isso que ele falou não... tem muitas outras coisas que contribuiram pra essa situação.

É triste, mas...
o jeito é se virar do jeito que der... hehehe

E afirmo, reafirmo e ratifico, pra sempre:
NÃO AO "TRIBALISMO"! NÃO À PROMISCUIDADE! NÃO À INSENSIBILIDADE!

Viva o amor, viva o carinho e a consideração.