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Ver Versão Completa : Uma grande perda para as Nações Unidas - Homenagem a Sérgio Vieira de Mello


followerU2
20/08/2003, 20h38
Quando era mais moça, muitas vezes pensei em seguir a carreira diplomática, uma das razões que me levaram a estudar outros idiomas. Por isso, fiquei realmente muito triste ontem, ao saber da morte de Sérgio Vieira de Mello, porque o admirava muito, desde sua missão em Kosovo e mais ainda no Timor Leste. Se eu tivesse persistido nesse sonho, certamente ele seria um modelo a ser seguido. Uma vida dedicada à causa da paz e ajudar refugiados de guerra, motivo de orgulho para nós brasileiros. Com certeza, uma grande perda para a a ONU.

:(

19/08/2003 - 14h32
Saiba mais sobre o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello
da Folha Online

O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, 55, que morreu hoje após ficar gravemente ferido na explosão de um carro-bomba contra o prédio da ONU (Organização das Nações Unidas) em Bagdá, foi escolhido em maio pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, como seu representante especial para o Iraque por um período inicial de quatro meses.

O diplomata era representante da ONU desde 1969 e chefiou a missão da organização no Timor Leste. Antes disso, ele liderou interinamente a operação da ONU em Kosovo.

A maior parte da carreira do diplomata se desenvolveu no gabinete do Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados), em Genebra (Suíça).

Fluente em inglês e francês, Vieira de Mello estudou no Rio de Janeiro e recebeu títulos de doutorado em filosofia e ciências sociais pela Universidade de Paris.

Direitos Humanos

Vieira de Mello era desde julho de 2002 Alto Comissário para os Direitos Humanos da ONU, e tinha uma longa experiência em assuntos humanitários.

Nascido no dia 15 de março de 1948, no Rio de Janeiro, Vieira de Mello estudou Filosofia em Paris e obteve título de doutorado pela Sorbonne. Em 1969, quando ainda estudava, começou a trabalhar no Acnur, exercendo cargos em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Peru.

Foi o principal assessor da Força das Nações Unidas no Líbano entre 1981 e 1983, no momento da invasão israelense. Depois, ocupou vários cargos de direção no Acnur em Genebra, antes de dirigir, em 1994, a Força de Proteção a Civis da ONU (Forpronu) para a antiga Iugoslávia, no momento mais crítico da guerra na Bósnia.

Após o genocídio em Ruanda, Vieira de Mello foi, durante alguns meses de 1996, coordenador humanitário para a região dos Grandes Lagos, no Leste da África, e depois, nomeado alto comissariado adjunto para os refugiados.

Em 1998, Vieira de Mello foi nomeado para dirigir o escritório de Assuntos Humanitários da ONU.

Defendeu com entusiasmo a ação da ONU no Timor Leste, após a votação maciça da população em favor da independência do território. Em outubro de 1999, foi nomeado administrador do Timor Leste, com a tarefa de reconstruir o território devastado pela guerra.

Em junho do mesmo ano, o diplomata brasileiro já havia sido convocado por Annan para administrar provisoriamente Kosovo, imediatamente após a entrada das tropas da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e da partida dos sérvios nos Balcãs.


Que ele descanse em paz.
Maria Teresa

alison
21/08/2003, 10h01
cara... foi um absurdo esse ataque!
alguem pára o mundo q eu kero descer!!!
:(

Cris
23/08/2003, 00h04
Foi tudo tão absurdo e trágico que é até difícil acreditar que realmente tenha acontecido. Uma grande perda não só para a ONU, mas para toda a humanidade, para todos aqueles que acreditam na paz e nos direitos humanos. Tenho interesse na área de relações internacionais, portanto já há alguns anos acompanhava o seu trabalho pelo noticiário, e por ele nutria profunda admiração e respeito. Com certeza, um exemplo a ser seguido, por todos nós...

Li ontem na Folha de São Paulo um texto muito bonito, escrito pelo jornalista Clóvis Rossi, e vou reproduzir um trechinho aqui:

"Os conformistas dirão que um sonhador como Sérgio Vieira de Mello morreu cedo e morreu violentamente. Têm razão. Quem busca o impossível (ou o quase impossível) tem mais chances de morrer antes do que o acomodado ao status quo. Mas a vida que viveu terá tido mais valor e mais gosto."

Para terminar, uma frase de Sérgio Vieira de Mello que resume tudo: "Não acredito em choques de civilização, porque acredito que haja uma só civilização: a nossa, a civilização humana."

Como bem cantaria o Bono, Peace on Earth... :(

followerU2
23/08/2003, 01h58
Belas palavras Cris. Quando iniciei esse tópico estava muito consternada com a morte dele. Lembro de ter dito para um colega de trabalho a mesma coisa que esse jornalista falou...que vida que valeu à pena ser vivida.... O currículo dele era impressionante, não em cursos e estudos, mas em experiência de vida, em trabalho bem feito. O mais incrível é que li que ele seguiu o exemplo de seu pai e dedicou-se à carreira diplomática, só que no exterior porque seu pai foi cassado pela ditadura aqui no Brasil...que ironia do destino.

Maria Teresa

followerU2
30/08/2003, 19h53
Coloquei esse link em outro tópico, mas o lugar correto seria nesse. Acho que esse artigo do prof. Voltaire Schilling com o triste título de "A imolação de Sérgio Vieira de Mello" é muito interessante e merece ser lido.

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/at...3/08/20/000.htm (http://educaterra.terra.com.br/voltaire/atualidade/2003/08/20/000.htm)

:(
Maria Teresa