Elvis Presley

25 anos sem o Rei do Rock and Roll

O último dia 16 de Agosto marcou os 25 anos desde que Elvis Presley, conhecido como o "Rei do Rock", passou deste mundo para o céu dos músicos. O que se segue é um pequeno tributo ao Rei.

Elvis Aharon Presley nasceu em 1935, filho de Gladys e Vernon em Missisipi. Há boatos que sua mãe seria descendente de Judeus, e que por isso Elvis seria Judeu também, pelo menos por um vínculo étnico. Isso explicaria a tolerância religiosa de Elvis, educado por sua mãe a quem ele adorava, e a tolerância que seus fans "herdaram" dele. Em seus últimos meses ele usava um crucifixo, um amuleto egípcio e um amuleto judaico numa corrente ao pescoço para, em suas próprias palavras, "não ser barrado no Céu por uma tecnicalidade".

Aos 13 anos se mudou com a família para Memphis, onde terminou o primário e o secundário e começou a trabalhar como ajudante no teatro e motorista de caminhão. Depois começou a cantar nos clubes locais, e recebeu o apelido de "Country Cat" (um trocadilho entre "gato do mato" e "homem do campo"). Aos 20 anos assinou um contrato com a gravadora RCA e em 1956 lançou seus primeiros singles, "Love Me Tender" e "Heartbreak Hotel". Nos 40 anos que se seguiram vendeu 600.000.000 discos e singles, ganhou 150.000.000 Dólares de 35 filmes dos quais participou, e influenciou a gerações de músicos. Mesmo John Lennon, que declarou ser mais popular que Jesus Cristo, teve que reconhecer: "Antes de Elvis não havia nada".

Elvis soube incorporar em sua música influências da música Country à qual cresceu escutando, do Gospel que escutava na igreja, e do Blues. O que ele conseguiu foi criar um gênero musical novo, que ficou conhecido como "Rock and Roll".

Em seus primeiros anos ficou conhecido tanto por sua música como por seus movimentos provocantes no palco, que lhe renderam o apelido "Elvis the Pelvis" e apresentações na TV onde era filmado apenas da cintura para cima.

Elvis Presley tinha uma grande presença no palco, mas era um ator frustrado, apesar de ser um dos que mais ganharam dinheiro em Hollywood. Ele participou de 35 filmes em menos de 20 anos e recebeu meio milhão de Dólares e até metade dos lucros de cada filme por sua participação. Mas o processo de fazer filmes o entediava, e lhe tirava a auto-confiança. Ele queria ser um grande ator como seus heróis James Dean e Marlon Brando, mas a indústria cinematográfica o mantinha preso à imagem de Playboy, o que o fazia cada vez mais desgostoso.

No fim ele desistiu dos filmes e voltou a fazer música em tempo integral, no começo dos anos 70. Elvis passou então a fazer shows sem parar, mas o modo de vida desregrado que levava começou a prejudicar sua qualidade de vida.

A vida que Elvis levava nos anos 70 era louca, sem noção mesmo. Ele ficava acordado todas as noites, a noite inteira, e tentava dormir de dia. Para isso tomava pílulas para ficar acordado à noite, e depois tomava tranquilizantes para dormir. E aí precisava acordar à tarde, mas o efeito dos tranquilizantes o deixava atordoado. Então tomava novamente pílulas para acordar. Isso se desenvolveu num verdadeiro vício. E é claro, havia a comida. É preciso lembrar que Elvis foi criado no Sul dos Estados Unidos, onde se come tudo frito, "junk food" para todos os efeitos, especialmente à noite. Esse era o seu "remédio" contra a depressão da qual sofria.

Apesar da fama, Elvis era um homem solitário, que desconfiava que a maioria de seus amigos o procurassem não pela sua personalidade, mas por sua fama.

Elvis continuou fazendo shows até o fim, com uma determinação que beirava a teimosia. Às vezes os shows eram constrangedores. Muitas vezes ele esquecia as letras das músicas, e os jornais o ridicularizavam por isso.

Em Março de 1977, 5 meses antes do fim, Elvis finalmente concordou em fazer uma pausa em sua turnê interminável e viajou com os seus amigos, conhecidos como a "Máfia de Memphis" para o Havaí, um lugar que amava. Nesse período ele parou de tomar remédios e voltou a uma forma física aceitável, jogando futebol.

Muitos respiraram aliviados, pensando que o Rei havia se livrado das drogas de uma vez por todas, mas assim que ele voltou a cantar tudo voltou a ser como antes, com a comida, as drogas, as muitas mulheres e a vida desregrada.

Seu último show foi em Indiana. Esse foi um grande show, no qual ele deu a alma e cantou muito bem, mas sua aparência física estava péssima.

No dia de sua morte, ao meio dia e dez, seu melhor amigo e diretor de palco Joe Esposito foi chamado às pressas pelo telefone, porque Elvis havia desmaiado na banheira. Joe aplicou os primeiros socorros enquanto esperava a ambulância chegar, mas a morte de Elvis foi confirmada na chegada ao hospital.

O Rei havia sido vítima de uma parada cardíaca. Seu coração não foi forte o suficiente para agüentar os anos de drogas, comida gordurosa e vida louca.

Sua morte deixou um vácuo que ainda não foi preenchido no coração de seus fans, e sua lenda ainda faz novos fans e vende discos aos milhões.

A herança que Elvis nos deixa é uma de tolerância, rebeldia e boa música, à qual o U2, que também são grandes fans dele, se mantém fiéis.

O Rei está morto, longa vida aos Reis!

Autor: Lucila Saidenberg
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