I know a boy, a boy called Trampoline...

...you know what I mean.

Quem não gosta de textos apaixonados, pode parar aqui mesmo. Esta semana o assunto é Mr. Adam Charles Clayton. Pra quem não sabe, paixão maior desta que vos fala. Também popularmente conhecido como Sparky, Spoon boy... ih, ele é tão gentil que atende por qualquer um desses nomes.

Vamos lá. Uma biografia resumida desta figura única, em homenagem a seus singelos 42 aninhos.

O filho do meio do casal Brian e Jo Clayton sempre foi meio 'desajustado'. Pai comandante, mãe aeromoça... e os bons costumes do pequeno inglesinho foram pelo buraco. A mudança de Oxfordshire (Inglaterra) para Dublin só contribuiu para isso. Os Clayton logo fizeram amizade com uma outra família de ingleses imigrantes, os Evans. Sim, Garvin, Gwenda e os filhos David Dick e Jill. Matriculados na mesma escola, já estavam com meio caminho andado pra bandalheira. Anos 60, sabem como é.

Na sala de aula, Adam era o terror dos professores. Disperso, desatento, sempre com a mente voando por aí. Isso sem contar as palhaçadas, os puns que ele soltava em plena classe - e o pior era a cara de pau: ao ser repreendido, ele fazia AQUELA cara de humilde, abaixava a cabeça e soltava um "Yes, sir" com a cara mais deslavada do mundo.

Na adolescência, com pais que viviam de viajar, numa dessas Adam acabou indo junto. Foi parar na Ásia, onde conheceu pessoas um tanto quanto 'suspeitas', que o iniciaram na arte da maconha e das viajadas totais. Ele voltou totalmente bicho-grilo, vestindo túnicas e outras roupas pouco comuns no lugar.

Ninguém dava nada pra aquele moleque desajeitadão, que não fazia muitas amizades no colégio e que era expulso das aulas freqüentemente por atrapalhar o andamento das mesmas. Aí ele no mural aquele (bom e velho...) anúncio colocado por um outro fedelho, querendo formar uma banda. Ele procurou o carinha, encontrou o amigo Evans e foi a uns ensaios -- mas não se animou muito. Afinal ele não era músico. Na verdade, não tinha nem idéia de como se tocava aquele tal de baixo.

"O que eu faço com isso?", perguntava.

"Puxe as cordas com os dedos, ouça o som que sai delas", valioso conselho dado por David.

Ele tentou. Ele persistiu. A prática leva à perfeição, certo?

Mas ainda faltava algo naquela banda. Ou alguém. Foi quando surgiu um daqueles esquisitões, do bando dos Virgin Prunes, querendo cantar. Bono Vox. Os outros dois caras que queriam tocar acabaram desistindo. E quando sobrou só o quarteto ali naquela cozinha, uma química doida fez a fórmula dar certo.

Adam se encarregou de procurar um nome melhor que "Feedback" (muito simplório) ou "Hype" (pretensioso demais!). Trocou idéia com uns roqueiros influentes na época, que deram a dica: U-2. Puta nome bacana, avião de guerra, submarino e o escambau. O nome foi adotado e Adam, eleito empresário da banda. Depois de ralar como todo iniciante, tocando em concursos e festivais amadores (de escolas, geralmente), a coisa foi pegando, meio no tranco, mas pegando.

Nosso herói continuou ali, sempre procurando melhorar. Ele não desistia. Não por arrogância ou burrice. Mas por convicção. Ele sabia que podia ser bom. Mas precisava se esforçar. Esforço esse que era coletivo: antes que percebessem, eles já estavam de contrato assinado, gravando compacto e depois LP. E Adam continuava em sua trilha, aprendendo sempre sobre música, sobre seu instrumento, sobre como tirar o melhor som dele.

E assim a progressão acontecia; do molecão largado a um homem feito (ai...). Os cabelos -- e os óculos --, sempre extravagantes, foram diminuindo, à medida em que seu som ficava mais e mais profissional, de grande qualidade. Amadurecimento de caráter, de profissão, e lá estavam Adam e seus três fiéis amigos no topo do mundo.

Algumas confusões, o envolvimento com as drogas e a bebida, muitas mulheres. Tudo isso tumultuou seu caminho. No limite da coisa, a banda perigou acabar por um deslize dele. Mais uma vez a força de vontade e a persistência colocou tudo no lugar. Claro, com uma mãozinha do anjo-da-guarda-e-boss Larry Mullen. O período pós-ZOO TV, quando Adam se reabilitou, ficando limpo por completo até hoje, foi muito importante na carreira da banda e na vida pessoal dele.

Missão impossível? Não... Adam chegou lá. Depois de passar por tantas coisas, a imagem que hoje se tem deste homem é de uma personalidade tranqüila - como todo bom pisciano! Um típico gentleman inglês, gentil, simpático, encantador. De uma sinceridade assustadora - é olhar nos olhos dele pra ver toda a verdade da vida dele.

E, claro, facilmente incluído em algumas listas dos melhores baixistas do rock.

Enfim, pra encerrar, não bastasse tudo isso ele ainda é lindo demais ;)

Sou muito suspeita pra falar, já que enxergo nele tudo o que eu possa imaginar de bom num homem. Melhor parar antes que desperte a revolta coletiva...!

Então, FELIZ ANIVERSÁRIO, NOSSO 'JAZZMAN' (como diria B-man) PREFERIDO. Keep holding your "mysterious powers" over women. We'll be grateful.

Eternally yours, ADAM! ALWAYS!

xxx

Pri Lemon

lemontart@ieg.com.br

Autor: Gone
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