Categoria: Álbuns

MEGA ATUALIZAÇÃO!

MEGA ATUALIZAÇÃO!

Foram longos cinco anos e sete meses entre um lançamento e outro. É notório que No Line On The Horizon está longe de ser um álbum favorito dos fãs – menos ainda para a mídia, que usa o baixo número de vendas para rotulá-lo como fracasso. O próprio U2 acabou abandonando a divulgação do disco no decorrer da 360° Tour. Portanto, era mais que natural a grande expectativa para o lançamento de seu sucessor. Neste período houve muita especulação, tanto da mídia, dos fãs e também da própria banda – que “ameaçou” lançar um próximo álbum cerca de um ano depois de No Line. Ele se chamaria “Songs of Ascent”, mas nunca viu a luz do dia. Ouvimos e falamos de tudo um pouco: foram sucessivas supostas datas de lançamento e incontáveis adiamentos, rumores, tentativas de antever ou adivinhar o que estava a caminho.

Mas o que ninguém esperava era que o dia 9 de setembro de 2014 chegaria para, sem alarde, nos trazer Songs of Innocence, neste que já entrou para a história como o maior lançamento de álbum de todos os tempos.

Neste especial que a Ultraviolet preparou você vai saber em detalhes tudo o que envolve este já tão importante álbum na carreira do U2.

Vem com a gente! Navegue pelos links abaixo.

O lançamento: álbum gratuito para meio bilhão de pessoas!

O lançamento: álbum gratuito para meio bilhão de pessoas!

Finalmente o dia que tanto esperávamos chegou: 9 de setembro de 2014. A menos que você tenha estado fora do planeta Terra nas últimas semanas, já deve saber que o lançamento do álbum Songs of Innocence foi feito no evento Keynote da Apple, sem aviso prévio. Com direito a apresentação ao vivo da banda, que tocou a nova “The Miracle (of Joey Ramone)”, mesma canção usada na propaganda que promove o álbum no iTunes. O aplicativo foi o canal escolhido pelo U2 e pela gigante da tecnologia para divulgar o novo trabalho.

Reveja a apresentação completa: desde o anúncio da parceria feito por Tim Cook até o gesto simbólico de apertar um botão para que as músicas fossem “enviadas” para os cerca de 500 milhões de usuários do iTunes espalhados pelo planeta gratuitamente.

Os assinantes do U2.com receberam um e-mail cerca de uma hora antes do lançamento, que já dava a dica: fiquem atentos, pois haverá uma surpresa ainda hoje. Minutos depois do anúncio oficial, novo e-mail foi disparado, desta vez com detalhes sobre o novo trabalho.

Começou então a corrida dos fãs, ávidos por novo material depois de um hiato tão grande. Bastava ter o iTunes instalado no computador ou em qualquer dispositivo Apple (iPod, iPhone ou iPad) para ouvir o novo disco – disponível até o dia 13 de outubro de 2014. No dia seguinte saem as versões em CD (simples e deluxe).

São 11 músicas, duração total de 48 minutos:

1- The Miracle (of Joey Ramone)
2- Every Breaking Wave
3- California (There Is no End to Love)
4- Song for Someone
5- Iris (Hold Me Close)
6- Volcano
7- Raised By Wolves
8- Cedarwood Road
9- Sleep Like a Baby Tonight
10- The is Where You Can Reach Me
11- The Troubles

O download veio também com um arquivo PDF equivalente ao encarte do CD. Ele contém todas as letras das músicas com seus respectivos créditos, além de fotos e um texto que ocupa duas páginas em que a banda fala um pouco sobre as canções e suas inspirações.

Como já havíamos especulado anteriormente, confirma-se que os produtores do álbum são Danger Mouse, Flood, Paul Epworth e Ryan Tedder.

A escolha do U2 em inovar e fazer um lançamento deste porte foi bastante polêmica e gerou muitas reações, tanto positivas quanto negativas. E ainda repercute, duas semanas depois. Muitas críticas, como a de “invasão de privacidade” devido ao fato de as músicas terem sido baixadas automaticamente, sem solicitar autorização do usuário, começaram a tomar conta da internet quase que automaticamente.

Se a ideia era criar furor e fazer as pessoas falarem sobre o U2, não importa se mal ou bem, a estratégia foi bem sucedida. Dificilmente alguém passou despercebido pela menção à banda nos últimos dias.

Ouça Songs of Innocence na íntegra!

Hotsite especial U2 feito pela Apple

ATUALIZADO: mídias físicas de Songs of Innocence e a capa oficial

ATUALIZADO: mídias físicas de Songs of Innocence e a capa oficial

O lançamento do álbum Songs of Innocence ocorre no dia 13 de outubro, e terá dois formatos. O CD simples vem com as 11 músicas que já conhecemos e um encarte de 24 páginas.

Já a edição deluxe dupla contará com quatro faixas extras: Lucifer’s Hands, The Crystal Ballroom, The Troubles (versão alternativa) e Sleep Like A Baby Tonight (versão alternativa por Tchad Blake). Também haverá versões acústicas de seis músicas do álbum principal: Every Breaking Wave, California, Raised By Wolves, Cedarwood Road, Song For Someone e The Miracle. O pacote inclui, ainda, dois livretos de 16 páginas.

Nos EUA e na Europa o álbum também sai em vinil duplo branco. Nos dois lados do LP 1 e no lado A do LP 2 estarão as 11 faixas do álbum e, como extra, o lado B do segundo disco traz uma versão estendida da inédita The Crystal Ballroom. Não há previsão de lançamento da versão em vinil no Brasil.

A pré-venda dos CD’s já está disponível em alguns sites:

Livraria Saraiva

Livraria Cultura

Livraria da Folha

Para quem tiver interesse em importar a versão em vinil, pode encomendar pela pré-venda da Amazon Canadá:
http://www.amazon.ca/Songs-Innocence-Vinyl-U2/dp/B00NI5RHT6

 

A CAPA

Foi confirmada a foto de Larry abraçado ao filho Aaron Elvis como capa oficial do álbum. Em matéria publicada no site oficial da banda, a imagem “reflete as novas músicas e sua inspiração do início do U2 como adolescentes em Dublin”.
O texto prossegue:

A impactante foto feita por Glen Luchford de Larry Mullen Jr protegendo seu filho de 18 anos remete à icônica [capa do] álbum de estreia Boy – e do álbum War, quatro anos depois.

Ambas traziam o rosto de um menino, Peter Rowen, irmão mais novo de Guggi, o amigo de infância de Bono que cresceu com ele na Cedarwood Road.

“No U2 nós sempre fomos uma comunidade, de família e amigos”, Bono explica. “Songs Of Innocence é o álbum mais intimista que já fizemos. Com esse disco estávamos em busca do [som] cru, nu, de nos despir de tudo”.

A ideia de uma relação única de pai e filho, com essa imagem, veio da banda. A foto de Larry com o filho foi inicialmente uma experiência, mas todos a adoraram como metáfora visual para o disco.

“Se você ouvir o álbum”, reflete Bono, “você vai ver as músicas numa linguagem visual, e que como se apegar à sua própria inocência é muito mais difícil quando você se apega à de outra pessoa”.

 

Mídias físicas Songs of Innocence

“Flashbacks para Songs of Innocence”

“Flashbacks para Songs of Innocence”

Quem baixou Songs of Innocence via iTunes percebeu que, além das músicas, havia um arquivo PDF, que era o encarte do álbum. Além das letras e algumas fotos, nas últimas páginas há um texto escrito por Bono, que você confere traduzido agora.

Clique nas imagens para ampliar.

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Como a crítica reagiu a Songs of Innocence

Como a crítica reagiu a Songs of Innocence

Do ponto de vista dos fãs que acompanham a banda há muitos anos, a impressão geral sobre Songs of Innocence é boa. As músicas parecem ter agradado a maioria dos fãs. O mesmo não se pode dizer da imprensa: parte considerável das resenhas publicadas em revistas de música, cadernos de entretenimento de jornais e mesmo sites independentes não poupou críticas. Dentre estas, a sensação que fica é que existe certa aversão em relação à postura de Bono e todas as suas atividades não relacionadas à música, e que isto contaminou, possivelmente, avaliações que poderiam ter sido mais isentas.

Selecionamos uma lista com as principais resenhas publicadas nos dias seguintes ao lançamento, incluindo 10 revistas especializadas em música, com um pequeno resumo. Clique nos links para acessar os sites e ler na íntegra.

Em inglês:

Revistas de música

Rolling Stone (EUA)
A revista foi a primeira a publicar uma resenha do álbum, minutos após o lançamento – o que leva a crer que eles tiveram acesso com exclusividade. É uma avaliação bastante positiva, com direito a 5 estrelas. O faixa a faixa conta um pouco da história de cada música, pontuando com declarações de Bono (que deu entrevista à revista) e trechos das letras, e avaliando a musicalidade e a influência dos produtores.


Hot Press
A Hot Press também avaliou bem o álbum, descrevendo cada faixa em seus pontos altos. Destaca o lado emocional de Iris, considerada brilhante e “de arrepiar o cabelo da nuca”, além da pegada crua da guitarra de Volcano – comparando-a a Elevation.O artigo cita uma das possíveis inéditas, “Lucifer’s hands”, descrevendo-a como “a big tough dirty rock track” (uma faixa rock grande, durona e suja).

Billboard
Crítica favorável, que afirma que a ousada estratégia de lançamento do álbum só poderia ter dado certo vindo de “uma banda que leva estádios abaixo com sua música colossal”. E crava: “Melhores faixas: Volcano, This is Where You Can Reach Me e Iris”.
NME
A New Musical Express tem uma relação de amor e ódio com o U2 há tempos. No texto sobre o novo álbum isso fica claro – a avaliação 4/10 não se preocupa em mostrar os pontos altos, focando apenas em apontar falhas em cada uma das faixas – dizendo, por exemplo, que California “evoca imagens simplistas”, e que em Iris há “um dos poucos momentos em que Bono não força a barra”. Para finalizar, afirma que This is Where You Can Reach Me “fede”.
Mojo
Este texto destrincha o álbum, tentando desvendar cada canção e posicioná-la no contexto histórico de maneira positiva. Descreve Songs of Innocence como “o mais surpreendentemente fresco, enérgico e coeso álbum do U2 em anos” e “o álbum com a temática mais completa desde Achtung Baby”. Vale a leitura, que vai fundo no detalhamento de cada faixa, inclusive com riqueza de curiosidades e fatos pouco conhecidos.
Pitchfork
Resenha neutra, que mostra Songs of Innocence como um álbum mediano, sem nada de especial. Afirma, entre outras coisas, que a mensagem geral é “emocional porém sem forma, na esperança de que se encaixe na experiência das pessoas”, e que o U2 continua demonstrando “pouco interesse em se reavaliar como banda ou como pop stars”. Dá, porém, destaque a algumas faixas, ressaltando suas características positivas.


Paste Magazine
Mais um texto que avalia de forma relativamente tranquila o álbum, sem exaltar nem criticar em excesso. A resenha ressalta que o U2 faz um flashback de sua carreira, mas sem tentar refazer os passos que os levaram ao sucesso, reservando a nostalgia para as letras. E que a banda criou “um olhar para o passado com as lentes do presente”.


Consequence of Sound
Esta crítica se apoia mais na estratégia de lançamento do que na música em si. Chama a parceria com a Apple de “arrogante” e “marketing de guerrilha que empurrou o álbum goela abaixo nas pessoas”. No entanto, faz seu mea-culpa ao afirmar que o “não é de todo ruim (…) e soa aos ouvidos do mesmo jeito que qualquer outro disco do U2”. Destaca como “faixas essenciais” Song for Someone, Iris e Sleep Like a Baby Tonight.
Spin
O autor já começa a crítica dizendo que gostava apenas do U2 dos anos 80 e que não é lá muito fã dos trabalhos mais recentes, nem da conduta de “benfeitor” de Bono. Mas consegue avaliar Songs of Innocence a partir da perspectiva de volta às origens que a banda buscou, mesmo dizendo que não se comoveu com músicas como Iris e Every Breaking Wave.
Vulture
O título do texto é um tanto sensacionalista: “Songs of Innocence é totalmente lindo e totalmente entediante”. Abre comparando a grandiosidade do lançamento à crítica que o U2 fazia ao capitalismo na turnê Zoo TV, mas consegue ser relativamente sóbrio ao falar do álbum e citar seus altos e baixos. É um texto extenso e interessante, com um toque de ironia, mas sem pender para a arrogância.

 

Jornais da Irlanda, Grã Bretanha e Estados Unidos:

Irish Times

Independent

Daily Mail

Daily Telegraph (texto por Neil McCormick, que acompanha o U2 desde o início da carreira)

The Guardian

US News

USA Today

New York Times

Financial Times

New York Post

Los Angeles Times

Revista Time

Revista Newsweek
No Brasil (jornais e sites):

Estado de S. Paulo

Folha de S. Paulo

Veja

Whiplash

Portal R7

 

Novo álbum lançado: Songs of Innocence

Novo álbum lançado: Songs of Innocence

ENFIM A ESPERA ACABOU! Foi tão esperado e já está valendo a pena! O novo álbum foi lançado hoje, 09 de setembro de 2014, e stará disponível gratuitamente no iTunes até o dia 13 de Outubro.

Este é o tracklist de “Songs of Innocence”:
1- The Miracle (of Joey Ramone) – música tocada ao vivo durante o evento
2- Every Breaking Wave
3- California (There Is no End to Love)
4- Song for Someone
5- Iris (Hold Me Close)
6- Volcano
7- Raised By Wolves
8- Cedarwood Road
9- Sleep Like a Baby Tonight
10- The is Where You Can Reach Me
11- The Troubles

U2 planeja terminar o novo álbum ainda este ano

U2 planeja terminar o novo álbum ainda este ano

Apesar das recentes alegações que o U2 empurrou seu novo álbum e turnê para 2015, um porta-voz da banda afirmou que o 13º álbum ainda está em curso para ser lançado este ano.

Segundo a Billboard, o novo álbum do U2 só seria lançado em 2015 e a nova turnê só começaria na metade de 2015. Além disso, a banda teria recentemente marcado sessões adicionais com os produtores Ryan Tedder e Paul Epworth.

No entanto, um porta-voz da banda dissipou as alegações de que o álbum será adiado até 2015: “O álbum do U2 está previsto para este ano, ainda está no caminho certo e planos para a turnê ainda não foram confirmados”, disse ao Guardian.

Novo álbum e nova turnê só em 2015

Novo álbum e nova turnê só em 2015

A Billboard recebeu informações de fontes não citadas que o novo álbum do U2 só será lançado em 2015 e a nova turnê só irá começar na metade de 2015. Além disso, a banda recentemente marcou sessões adicionais com os produtores Ryan Tedder e Paul Epworth, embora Danger Mouse ainda seja o produtor central do projeto.