Alguns dos melhores dias das nossas vidas…

Alguns dos melhores dias das nossas vidas…

Por Maria Teresa Menegassi da Rosa

Engenheira Civil, fã do U2 há 30 anos e membro do Ultraviolet há cerca de 15.

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Pensei em vários títulos pra este texto que me propus a escrever, em forma de depoimento, sobre o que vivemos acompanhando os dois últimos shows do U2 em New York, dias 30 e 31 de julho, além da festa de aniversário do fansite @U2, no dia 29 de julho.

Minha proposta original era de voltar a Dublin no final do ano, porém os tão esperados shows na cidade não chegaram a ser anunciados. Assim que a iNNOCENCE + eXPERIENCE Tour começou, em Vancouver, maio passado, Edge e Bono deixaram claro que esse show, essa produção, não teria condições de ser levada pra cidade “deles”, e que eles estavam tentando viabilizar shows na cidade… parece que ainda estão.

A verdade é que, ao ver as primeiras imagens desses shows, corri pra ver onde ainda havia ingressos disponíveis, porque eu jamais me perdoaria se não fosse a pelo menos um deles. À essa altura, só os dois últimos, dos oito shows em New York, ainda tinham ingressos à venda, e apenas cadeiras. Os ingressos de pista obviamente foram todos vendidos na pré-venda do U2.com, e eu, assim como muitos fãs, havia guardado meu código de pré-venda para Dublin. Agora ele não servia mais pra nada…mas c’est la vie.

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Decidi virar essa página, e junto com queridos amigos, assistir a esses dois shows em New York. E o que dizer sobre esses shows? Simplesmente fantásticos. O nível de inovação, de criatividade, e ao mesmo tempo de simplicidade dessa produção é impressionante. Como todos os shows do U2 desde a ZooTV, é uma produção que procura utilizar ao máximo recursos de vídeo e iluminação, pensada para quem está no lugar mais longe da arena, além da qualidade de áudio impecável. O show é extremamente coreografado, com pequeno espaço para improvisação, mas sabemos que essa tem sido a proposta do U2, de novo, desde a tour do Achtung Baby.

O espetáculo se desenrola realmente em dois atos, com um pequeno intervalo. A proposta original da banda era fazer pares de shows diferentes, um mais elétrico e outro mais acústico, ou talvez um mais sobre a “inocência” e outro mais sobre a “experiência”, não sabemos ao certo. O fato é que eles parecem ter desistido dessa ideia, e o que vemos pode ser, de certa forma, uma colagem dessas duas propostas, com dois atos como numa peça teatral.

A primeira parte procura levar o público à uma viagem no tempo e no espaço, para a zona norte de Dublin, no final dos anos 70. Bono convida a plateia pra isso, procurando contextualizar o início da banda. Iris é lindíssima, muito emocionante, e Song for Someone também não fica atrás. Os efeitos utilizados em Cedarwood Road, especialmente, são impressionantes ao vivo, com um passeio virtual do Bono pela rua e memórias de sua infância e adolescência. Já ao final de Until the End of the World, as ondas virtuais no telão levam tudo embora (as casas, carros, a cerejeira florida, enfim…), o que pra mim demonstra fim da inocência. É o fim do primeiro ato.

Na segunda parte estão os grandes hits, e é também onde acontecem algumas variações no setlist. Falando sobre eles (Pride, Mysterious Ways, With Or Without You, Streets, etc), é impressionante a reação que essas músicas provocam no público em geral, o que me dá a certeza de que elas nunca vão sair do setlist. Pra nós que somos fãs, elas podem soar desgastadas até, mas não tem jeito, elas tocam fogo na massa.

Foi muito bom ouvir Ordinary Love e Satellite of Love na primeira noite, dia 30, e também Party Girl e Stand By Me na segunda noite, dia 31. Pena que não rolou Gloria, October, Lucifer´s Hands ou Bad, mas tudo bem, não costumo reclamar de setlists. E fechar o show e a leg americana da tour com “40” foi emocionante, como sempre.

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Foto by Ju Sarda

No show do dia 30, aconteceu um episódio um tanto insólito, quando o Bono quis agradecer as pessoas que o ajudaram após o grave acidente de bicicleta que sofreu no Central Park em novembro passado. O Madison Square Garden inteiro vaiou a tal mulher que deu o telefonema para os bombeiros, já que, num ato insano e talvez impensado, fez questão de se autopromover criticando os nova-iorquinos na casa deles. O Larry ficou visivelmente indignado e o Bono prometeu na hora não fazer mais esse tipo de coisa. Será que ele cumpre?

Em compensação, no show do dia 31 teve brasileiros no palco. A turma do fansite U2BR usou e abusou da criatividade e reproduziu os figurinos a la Village People do videoclipe de Discotheque, conseguindo chamar a atenção da banda. Bono os convidou para subir no palco enquanto tocavam Desire e eles fizeram a festa. Foi muito legal testemunhar a empolgação dessa turma. Pena que não rolou Discotheque, mas quem sabe eles não mudam de ideia na próxima leg?

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E pra fechar, as participações de Paul Simon, dia 30, e Bruce Springsteen, dia 31. Memoráveis. Sem mais.

E sobre Adam e The Edge bancando os penetras na festa do @U2? Ainda vou falar sobre isso, mas paro por aqui pra não me estender demais. Só adianto que foi épico!.

 

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