Leia trecho da matéria de capa com o U2 na Rolling Stone americana

Leia trecho da matéria de capa com o U2 na Rolling Stone americana

Revista chega às bancas nos EUA a partir de sexta-feira, 24 de outubro. Confira a tradução do resumo publicado no site da revista.


U2 enfrenta o mundo: por dentro da nova edição da Rolling Stone

Eles são a maior banda do mundo, mas para o U2 isso não é suficiente

O U2, a última grande banda da Terra, faz sua mais recente aparição na capa da Rolling Stone em nossa nova edição, que chega às bancas na sexta-feira [24/10]. Na reportagem de capa, o editor chefe Brian Hiatt segue a trilha da banda de Dublin até a Riviera Francesa, onde bebeu vários pints de Guinness e teve um longo e ébrio jantar com Bono; assistiu a um ensaio intimista com a banda completa num porão em Mônaco; e passou um tempo com Bono e The Edge em suas casas de frente para o mar. Durante o ensaio fotográfico para a nossa capa, o fotógrafo Mark Seliger gravou um vídeo sensacional de Bono e The Edge tocando “The Miracle (of Joey Ramone)” acústico, com Bono fazendo as partes de bateria no violão de Edge. [o vídeo está disponível no site da RS]

A banda está muito consciente daquilo que Bono chama de “tempestade de merda” sobre [as reações ao] oferecer seu novo álbum, Songs of Innocence, de graça pelo iTunes. Bono diz que não sabia que o álbum iria ser baixado automaticamente para os iPhones de algumas pessoas. “É como se estivéssemos colocando um litro de leite na geladeira de pessoas que não pediram por isso”, diz ele. “É uma invasão grotesca!”. Ele diz, sorrindo. “Mas foi uma espécie de acidente. O leite tinha que estar na ‘nuvem’. Era para estar na porta da frente”.

Entre as outras revelações da matéria de 6.000 palavras, que traz a crônica definitiva do making of de Songs of Innocence:

U2 Rolling Stone Outubro 2014O U2 tem grandes planos para os próximos anos

Bono já promete um próximo álbum pós-Songs of Innocence, chamado Songs of Experience, que ele gostaria de lançar daqui a um ano e meio. “Esperamos que Songs of Experience seja menos íntimo”, diz o baixista Adam Clayton, “e mais sobre um tipo de celebração”. O plano da banda é levar a turnê indoor [em arenas] de Songs of Innocence “para fora” [estádios ou outros locais abertos] uma vez que o segundo álbum seja lançado.

E mais um detalhe: em 2009, Bono prometeu que o U2 logo lançaria um álbum subsequente a No Line on the Horizon, mais meditativo, chamado Songs of Ascent. Não houve nenhum sinal dele desde então, mas Bono agora o vê como a terceira parte da trilogia. “Songs of Ascent vai sair”, ele promete. “E terá músicas lindas”.

O U2 rompeu sua relação com a Apple – e teve a Blackberry como patrocinadora da 360 Tour – depois que Bono teve uma discussão com o falecido Steve Jobs, que incluiu as palavras “Vai se foder“. “Eu tive um chilique, feito criança”, Bono diz, “e mudei para o concorrente”. Mas, para mérito de Jobs, ele acrescenta, a empresa manteve a parceria com a (RED) de Bono, e os dois se reconciliaram antes da morte de Jobs.

No ano passado, a banda tinha uma versão do álbum totalmente produzida por Danger Mouse que poderia ter sido lançada. “Mas depois percebemos, ‘OK, nós realmente não estamos entregando o que se pode chamar de marca do nosso trabalho – a grande música”, diz The Edge. Com a saída de Danger Mouse para trabalhar com sua dupla Broken Bells, a banda procurou outros produtores, incluindo o vocalista do One Republic Ryan Tedder (que colaborou com Adele e Beyoncé). “Eu tenho o maior respeito por Danger Mouse”, diz Tedder. “Bono foi muito direto. Ele falou: ‘É assim que a gente funciona. Você vai fazer o que quer que seja que você faz, e fazê-lo tão bem quanto você conseguir. E aí é mais do que provável que vai vir outra pessoa e mexer em tudo’. Então eu hesitei por uns cinco segundos e, em seguida, Edge disse algo como: “Cara, joga tudo fora. Faz o que você quiser’. E Danger Mouse acrescentou: ‘essas músicas não são minhas. São músicas do U2. Eu não fico feliz com uma música se eles não estiverem felizes com ela'”.

Bono reescreveu a letra de “Iris”, uma canção intimista sobre sua falecida mãe, depois de ter se sentido profundamente comovido com a carta do refém morto pelo ISIS, James Foley, à sua família.

“Percebi”, Bono diz, “que todos nós vamos ser lembrados, e nos lembraremos de nossos entes queridos, pelos momentos menos profundos. Os momentos mais simples. Na carta ele diz a seu irmão: ‘eu me lembro de brincar de lobisomem no escuro com você’. Se eu sair de cena de repente, minha família e amigos não vão pensar em cancelamentos de dívida [de países pobres] ou, você sabe, na luta contra o HIV/AIDS, ou no U2 na capa da Rolling Stone, ou se 50 milhões de pessoas ouviram Songs of Innocence. Eles talvez se lembrem de alguma careta boba que eu fiz no café da manhã”.

Bono adora o fato de que sua silhueta está no aplicativo de Música do iPhone (no ícone “Artistas”) há vários anos.”Eu invadi [seu iPhone] antes mesmo que você soubesse”, diz ele. “Eu estive olhando para você toda vez que você apertou ‘Music’. Tipo, toda vez você aperta a minha cabeça. Como você acha que é a sensação? É um ataque físico doloroso para mim”.

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