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20 março 2013 14:20

por: febottini

A seguir um trecho do livro “From The Ground Up”, que é a história da U2 360° e o mais recente extrato postado no site do U2.

América do Sul
Por consenso comum, os maiores shows da turnê foram os espanhóis e os da América do Sul, que tiveram a plateia mais expectante. Nessas partes do mundo, o público realmente vem a fazer parte do evento popular, em vez de apenas vir ‘assistir um show’.
Os melhores shows da turnê? ‘América do Sul,’ diz Adam. ‘Os outros eu me lembro por pura determinação e foram onde tivemos chuva torrencial – Zurique, Bruxelas e um da Áustria, onde teve uma chuva insana. O público não desistiu, eles ficaram lá e eles foram direto até o fim do show. Eu acho que público é um pouco diferente, dependendo em qual critério cultural está e como são as experiências deles.
Eu acho que a audiência americana é muito familiarizada com o ritmo e a linguagem do concerto; eles entendem o início, o meio e o fim, eles entendem a narrativa. E porque eles veem muitos shows, eles vão a um show por semana no verão ou um show por semana na faculdade, eles não ficam loucos. Eles são muito bem educados em termos de concerto.
Quando você vai a lugares como a América do Sul, onde você pode ter um grande show como o nosso a cada dois anos, eles têm que ver um concerto que um monte de gente vai como um evento cultural. Na América do Sul, logo que você entra no palco, é como uma explosão.’

Comunidade
Depois do show de Montreal, Bono, Ali e eu pegamos um helicóptero de volta para a casa de Guy Laliberté, 23 km a leste de Montreal, em Moint Saint-Bruno, nas belas montanhas Monteregian. A turnê estava chegando ao fim e Bono estava num humor tipicamente reflexivo (que vem naturalmente). Como ele se sentiu no final da turnê das turnês? ‘Muitas das pessoas desta turnê estão conosco há 30 anos,’ ele disse. ‘E eu posso te garantir que não é por sentimentalismo – nós não mantemos as mesmas pessoas porque são nossos velhos amigos. Todas essas pessoas são as melhores no que fazem. Nós queremos ser bons pra eles também. Nós não queremos decepcioná-los.’
É tão óbvio que isso é uma comunidade. Lá deve ter apenas quatro estrelas acima do parapeito, mas indo e vindo com a turnê por dois anos, é impossível imaginar a turnê 360° como algo além de um circo, com todo mundo trabalhando para o bem comum.
‘A família da minha mãe era tão grande e tão alegre, e aquele sentido de comunidade ficou comigo por toda a minha vida,’ disse Bono. ‘Eles eram tão inclusivos. Com todos. Eu me lembro de estar em um vagão antigo, que ficava no norte de Dublin, e todo mundo cantando. E eu me lembro quando a comunidade desapareceu da minha família, quando as pessoas saíram, e eu me lembro de pensar que aquilo era ruim, que não é tão divertido. Comunidade é muito importante e eu acho que olhamos todos que trabalham com a gente como sendo da família, e como uma forma de não ser corporativo.
Nós mantemos essa comunidade porque somos uma família. Se fôssemos jamaicanos, ninguém iria nos questionar sobre o modo como operamos. Ah sim, eles fazem aquele tipo de música espiritual, um pouco política, eles saem todos juntos. Mas então, eu acho que há sempre uma vibe jamaicana com muito do que os irlandeses levam. Eu tenho certeza que Joe O´Herlihy é jamaicano. Seu sotaque é totalmente jamaicano. Ele é o irlandês mais negro que já conheci.
‘Essa banda é sobre alegria, comunidade, é sobre lealdade. E é muito forte estar com as mesmas pessoas por tanto tempo.’
Em Chicago, Bono celebrou o ‘majestoso horizonte’ da cidade, como também o público: ‘Nós somos o vento na cidade dos ventos. Quando você colocar esta banda com este público, não há espaço para modéstia. Tudo é possível’.

Futuro
Foi um sentimento que quase todos na turnê pareciam compartilhar. Com o U2, nada realmente parece possível. O que no mundo eles irão fazer em seguida? Será que haverá uma turnê mais extravagante? Havia um sentimento na festa da turnê que eles estavam muito orgulhosos daquela realização, uma extravagância maior poderia ser demais e que qualquer coisa maior do que aquilo poderia ser grosseiro e muito exagerado. Paul Mcguinness já estava arrumando de vender as garras para um espaço de eventos permanentes ao redor do mundo (‘Seis milhões a peça, montagem, postagem e embalagem de graça!’) e havia uma suposição que nada deste tipo ou tamanho seria construído novamente. Por ninguém. Arthur Fogel realmente pensou que a próxima turnê do U2 deveria ser um pouco menos estressante do que a 360°, principalmente porque tem que ser menos ambiciosa.
‘Pessoalmente, eu acho que o número deve ser mais fácil,’ ele me disse. ‘Eu acho que a pressão era muito maior para trazer isso pra casa como um sucesso final. Agora que eles já fizeram isso, abre um leque de possibilidades em termos do que fazer em seguida.’

Tradução: Fernanda Bottini

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É permitida a reprodução total ou parcial deste texto desde que obrigatoriamente citada a fonte.”

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