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4 novembro 2012 20:07

por: febottini

A revista norte-americana Rolling Stone divulgou uma lista com os 100 melhores álbuns dos anos 80. O U2 emplacou com dois discos. Leia a análise de cada um:

40° – U2, ‘War’


“O punk tinha morrido,” disse Edge. “Nós não podemos acreditar que ele tinha sido varrido para o lado como se nunca tivesse acontecido, e ‘War’ foi concebido como uma grande articulação afrontando o novo pop.”

De fato, na época em que o álbum foi lançado em 1983, a raiva e a anarquia do movimento punk do final dos anos 70 tinha sido substituído pelo novo romantismo melhor tipificado pelo Duran Duran e Spandau Ballet. Neste terreno, o U2 deixou cair sua bomba: ‘War’ é uma fusão poderosa de política e rock and roll militante, um álbum que antecipou a consciência política que voltaria em voga como a década progrediu.

Com dois dos melhores hinos do U2, ‘Sunday Bloody Sunday’ e ‘New Year´s Day’, ‘War’ se tornou algo como ‘Who´s Next’ dos anos 80. O som agressivo do álbum é destacado pelo o que o baixista Adam Clayton chama de ‘todas aquelas guitarras de helicópteros’.

Após os dois primeiros álbuns, o delicado e etéreo ‘Boy’ e o sombrio e desarticulado ‘October’, ‘War’ chegou com a força de britadeira quebrando o concreto. Áspero, duro e metálico, ele permanece como o álbum de rock mais evidente do U2.

“Nós amamos a atitude do Clash no início,” disse Edge.“E Richard Hell e Voidoids, Pistols.Bandas de guitarras que não usavam os clichés do blues. Eu estava escutando o Tom Verlaine para descobrir como fazer essa música dura.”

O título em si estava prendendo, como suas canções politicamente inspiradas. “Nós queríamos um disco que as pessoas não pudessem rejeitar,” disse Clayton. “Foi um momento instável, um ano de conflito. Poland estava nas notícias o tempo todo. Você olhava em volta e tinha conflitos em todos os lugares. Nós vimos uma grande inquietação na TV e na mídia. Nós focamos nisso.”

Ainda assim, o U2 quis deixar os ouvintes com um sentimento de esperança. “Nós queríamos o amor e a raiva,” disse Edge. “Nós queríamos um álbum de protesto, mas um álbum positivo de protesto.”

‘War’ foi gravado em cerca de seis semanas no Windmill Lane Studios, em Dublin, com a maioria das músicas escritas no estúdio. Bono improvisava as letras nas faixas completas para refiná-las. “Bono poderia cantar e o que saísse poderia ser o ponto inicial,” disse o produtor Steve Lillywhite.

Completar as músicas era difícil. “Era sempre difícil terminá-las,” disse Clayton. “É preciso que Bono comprometa muito tempo com a letra. ‘New Year´s Day’ foi uma bem difícil. Nós tínhamos discussões sobre a letra. Uma hora, nem estava no álbum.”

A última faixa do álbum, ‘40’, que leva o título e a letra do Salmo 40, foi literalmente terminada no último momento mesmo quando a próxima banda já tinha agendado para usar o estúdio. “Nós estávamos tentando escrever a letra e mixá-la com as pessoas já batendo na porta,” disse Clayton.

3° – U2, ‘The Joshua Tree’


Bono queria explorar as raízes norte-americanas, The Edge queria continuar o experimentalismo expressionista do ‘The Unforgettable Fire’. As tensões criativas entre eles resultou no melhor álbum do U2, uma obra multifacetada e musicalmente madura. “Duas ideias foram seguidas instantaneamente,” disse Edge. “Elas colidiram e o álbum nasceu”.

‘The Joshua Tree’ é o álbum a qual está se referindo – um título que até o tipicamente solene Bono poderia brincar. Como o vocalista do U2 disse à Rolling Stone na época do lançamento, “Você tem as pessoas da indústria do disco dizendo ‘Tão grande quanto os Beatles – qual é o nome do álbum?’ ‘The Joshua Tree’. ‘Ah sim, certo.’ Não é exatamente ‘Born in the Joshua Tree’ ou ‘Dark Side of the Joshua Tree’. Soa como se fosse vender três cópias.”

Na verdade, o álbum vendeu 12 milhões de cópias no mundo todo e lançou o já popular quarteto irlandês na estratosfera do rock. Mas mais importante do que o apelo da massa do álbum foi sua mensagem de anseio espiritual e criativo, articulado em canções como ‘I Still Haven´t Found What I´m Looking For’ e ‘Where The Streets Have No Name’. Igualmente significativo foi uma continuação da análise de questões políticas e sociais. Em ‘Running To Stand Still’, Bono descreve a devastação que o uso da heroína pode causar, enquanto que ‘Bullet The Blue Sky’ captura o horror e a indignação moral que o cantor sente pelo envolvimento dos Estados Unidos na política da América Central.

“Eu acho que o álbum teve a algum lugar,” disse Adam Clayton. “É como uma viagem. Você começa no deserto, vai descendo pela América Central. Correndo pela sua vida. Isso me leva a algum lugar e espero que faça com mais alguém”.

‘The Joshua Tree’ é um “álbum de contrastes,” diz Edge. “Bono tinha ideias bastante fortes. Ele tinha sido levado pela literatura e música americana. Liricamente, ele queria seguir o blues e entrar na América. Eu tinha escrito sobre o White blues em 1978. Eu estava desesperadamente tentando descobrir maneiras de tocar sem usar o white blues. Eu queria empurrar a atmosfera europeia. Mas ouvindo Robert Johnson e outros começos do blues, eu pude ver o que estava lá. Eu chamei a atenção para aquela ideia.”

Ambos Brian Eno e Daniel Lanois, que co-produziram o álbum, fizeram as maiores contribuições. “Brian fortemente sugeriu que nós fizéssemos tudo,” disse Edge. “Nós nos sentimos inclinados a trazer pessoas para as gravações – às vezes teria sido legal ter um pedal ou vocais no fundo. Mas ele sempre sentiu que nós podíamos fazer. Houve uma grande sabedoria nessa decisão.”

Não houve uma tentativa de fazer o ‘The Joshua Tree’ um álbum comercial. “Se alguém tivesse respirado essa ideia…,” disse Clayton. “Nós queríamos fazer música. A coisa é desafiar o rádio.Ter ‘With Or Without You’ no rádio é muito legal. Você não espera ouví-la lá – talvez numa igreja.”

Antes das gravações começarem, o grupo passou um tempo ensaiando na casa de Clayton em Dublin, e a atmosfera era tão confortável que eles decidiram gravar lá. “Esta sala bem grande,” ele disse. “Uma das maiores salas que eu já vi numa casa. Com janelas e luz natural. Muito disso foi gravado na minha casa.” A banda gastou cerca de três meses no álbum, interrompendo as gravações para liderar a turnê da Anistia Internacional, Conspiray of Hope, nos Estados Unidos. Algumas gravações também foram feitas no Windmill Lane Studios em Dublin, na casa do Edge e em outro estúdio de Dublin, S.T.S.

Aproximadamente dezessete músicas foram trabalhadas. Parte do material não entrou no álbum – como ‘The Sweetest Thing’, ‘Spanish Eyes’ e ‘Deep In The Heart’ – que se tornaram lado B de singles.

Lanois credita Eno muitos dos momentos mais aventureiros. “Eles tinham encontrado o lado experimental trabalhando no cansativo ‘The Unforgettable Fire’,” disse Lanois. “Mas se você trabalha com o Brian, goste ou não, ele vai fazer coisas estranhas.”

No entanto, as gravações tinham uma sensação relaxada, espontânea. De ‘Running To Stand Still’, Edge diz que foi “quase improvisada para a fita”. E ‘I Still Haven´t Found What I´m Looking For’ originalmente tinha uma melodia diferente e era chamada ‘Under The Weather’.

Uma das melhores canções do álbum, ‘Where The Streets Have No Name’, revelou-se extremamente difícil de se gravar. Em um ponto Eno ficou tão desiludido que ele tentou destruir a fita; o engenheiro disse ao Edge, “Eu tive que parar o Brian de apagar ‘Streets’”.

“Levou uma eternidade pra fazer aquela faixa,” disse Lanois. “Nós tínhamos um enorme quadro negro com os arranjos escrito nele. Eu me senti como um professor de ciências, os conduzindo. Para obter a ascensão e a queda, a dinâmica da música, demorou muito tempo.”

A banda considera o ‘The Joshua Tree’ um dos melhores álbuns dos anos 80? “Com o ‘The Joshua Tree’ nós queríamos fazer um álbum maravilhoso, com ótimas canções,” disse Edge. “Nós nos tornamos interessados em música de novo. Nós colocamos as ideias abstratas de forma mais focada. É o primeiro álbum no qual eu realmente senti que o Bono estava chegando onde ele queria com as letras. O Bono é mais poeta do que um letrista. Com o ‘The Joshua Tree’ ele conseguiu, sem sacrificar a profundidade das letras, chegar no que ele queria dizer em três-quatro minutos.”

“Importante?” reflete Clayton. “Eu não sei. Foi importante pra gente. De repente nós podíamos fazer tantas coisas musicalmente. Nos deu uma liberdade grande. Eu acho que nós fomos capazes de esticar e fazer coisas que não entendíamos antes. Capturou uma musicalidade para nós que não tínhamos conseguido no álbum anterior.”

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