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18 setembro 2012 20:11

por: febottini

U2 Linear – o filme

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Tem rolado uma discussão bem legal na lista da UV sobre o filme Linear. Resolvi juntar aqui duas contribuições: a primeira parte do Bruno Iosephi e a segunda da Maria Teresa.

“Queria falar aqui do filme LINEAR, que pra quem não conhece veio como uma mídia bônus pra quem comprou o NO LINE ON THE HORIZON, versão luxo. Aquele em forma de caixa e um plástico com o símbolo “=”, encaixando no horizonte sem linha, na foto do artista e fotógrafo japonês Sugimoto – acho que é Hiroshi Sugimoto – conhecido como versão digipak.

Enfim, o filme é do Anton Corbijn. A ideia era do Bono, que disse na época pensar o tempo todo em como inovar na indústria fonográfica. E ele pegou alguns discos e via as pessoas colocando em aparelho de DVDs. As pessoas estavam deixando de colocar discos em aparelhos de som e colocavam em aparelhos de DVD. E na tela aparecia a interface do aparelho e você escolhe as músicas de forma mais dinâmica do que um Disc Player convencional.

Aí Bono teve a ideia: “As pessoas colocam o CD na TV para ouvir, por que não podem assistir um CD?” Eu achei a ideia absolutamente fantástica, mas parece que não deu certo, tanto que poucos conhecem o LINEAR. O filme foi montado todo baseado no disco, claro. Quem pega o encarte do disco, vê as cenas do filme! É como se você estivesse vendo um encarte em movimento!

Sei que todo fã faz isso quando pega um novo disco do U2: Compra o disco, abre cuidadosamente, cheira o encarte, olha todas as artes, a arte no próprio CD, olha também as credenciais, olha as letras, confere e confirma mais uma vez que não tem Bono Vox, só Bono… Põe o disco e saboreia faixa a faixa com o encarte na mão.

Pois bem, o que Bono queria era que você escutasse e assistisse as imagens e mensagens no vídeo! Eu mesmo fiz isso e adorei. Criei a minha própria filosofia No Line on the Horizon, e foi a mais próxima que Bono e o U2, quiseram passar. Para muitos o filme é chato, para outros um filme de arte. Não há falas em todo o filme. São apenas as músicas do disco tocando na íntegra e um personagem seguindo uma história lógica. Há faixas em que as imagens são repetitivas e pra quem espera assistir ao filme, fica sim chato. Mas quem está interessado em “Assistir ao CD”, ficou bem interessante. Na época, no final das gravações do disco, o U2 decidiu mudar toda a sequência das músicas. A ideia anterior era que FEZ-Being Born abriria o disco e seguiria uma linha parecida com a sequencia de Linear, o que não foi. O U2 decidiu cortar do álbum a música Winter. Brian Eno ficou furioso, porém a música permaneceu no filme Linear.

O filme é baseado num policial de motocicleta, cansado de trabalhar na França, Paris, e sofrer com os preconceitos da imigração. Ele abandona o emprego e parte para uma viagem a Tripoli, para procurar sua namorada, amigos e família. Toda esta viagem é narrada pelas faixas do disco.

Na época eu estava comprando minha motocicleta. E também realizando várias mudanças na vida. E ao ver o filme e em específico Winter (versão original), que no “video/encarte” de Linear é quando ele pega uma motocicleta e parte em viagem. Pois bem, depois de ver isso, eu decidi comprar minha motocicleta. Fiz curso de pilotagem defensiva, coloquei o nome dela de “Breathe”. Coloquei jaqueta, óculos e fiz minha primeira viagem na motocicleta da mesma forma que o personagem fez no filme: de Fortaleza/CE até Guaramiranga (uma região serrana que fica distante pouco mais de 130km). Ao mesmo tempo, viajei escutando Winter no repeat e o No Line on the Horizon inteiro. Até uma paradinha para comer uma salada eu fiz. E, claro, fiz questão de escutar Fez Being Born – Magnificent… Chegando em Guaramiranga, eu me sentia uma nova pessoa, que estava vivendo uma nova fase, e que passou por uma viagem cheia de boas mensagens. Esse disco me marcou muito por conta do Linear e disso que eu fiz. E eu tinha que fazer isso. Tinha que fazer.”

Bruno Iosephi

“O U2. com disponibilizou aos assinantes a primeira parte de uma entrevista com Anton Corbijn sobre o filme irmão de No Line On The Horizon, Linear, que ele dirigiu a convite do U2. Anton conta que Linear
nasceu quando eles estavam no Marrocos, em junho de 2007. Eles estavam lá pra fotografar e filmar a banda. Bono então teria tido a ideia de produzir algo em movimento que acompanhasse a audição da música, no lugar de apenas fotos do encarte. Essa ideia grudou na cabeça do Bono e, em maio de 2008, ele, Anton, foi convidado a filmar algo nesses termos, imagens em movimento  que durassem o tempo da audição do álbum. Ele conta que filmou em julho  e editou o filme em agosto de 2008.

Quando perguntado por que ele escolheu interpretar o álbum dessa forma, ele conta que essa direção partiu do afastamento do Bono de si mesmo, de não mais escrever letras baseadas em sua própria experiência, dessa vez. Bono criou cinco personagens sobre os quais e para quem ele escreveria as letras, e um deles era um policial motociclista parisiense de descendência norte-africana, que decide abandonar tudo e voltar pra sua namorada em algum lugar do norte da África. Anton então pegou esse personagem e desenvolveu a ideia de uma estória linear que acontece enquanto se ouve o álbum. Ele diz que apenas duas músicas apresentam alguma semelhança com videoclipes (que, vendo o filme, eu entendo serem Magnificent e Get On Your Boots), mas o resto é um filme de arte, como um road movie, um tipo de Easy Rider do Século XXI.

A próxima pergunta é se ele pode descrever o que acontece no filme, e ele diz que o filme conta um pouco da vida desse policial francês, que odeia ver o que está acontecendo entre a polícia e os imigrantes, em Paris. No final da primeira música (Unknown Caller), ele para e observa um grafite que diz em francês “Foda-se a Polícia”. Ele então põe fogo na moto da polícia que dirigia, e decide viajar na sua própria moto para o sul da Espanha, e atravessar o Mediterrâneo em direção ao norte da África. A viagem toda leva em torno de 24h, e nesse caminho há paisagens, partes mais introspectivas, e referências a outras coisas acontecendo, como em Being Born (aqui acho que  ele se refere à garota solitária do restaurante de beira de estrada), mas ele  segue em frente na sua jornada.

A seguir perguntam a ele qual ou quais as músicas do álbum foram escritas sobre o personagem de seu filme. Ele diz que não pretendeu traduzir as letras em imagens, embora algumas das imagens  se encaixam muito bem, como em Cedars of Lebanon (com o policial deixando a  praia em um barco solitário). O problema, segundo ele, é que o Bono mudou algumas letras dramaticamente lá pelo final do
ano, e além disso a ordem das  faixas no álbum também foi alterada, isso tudo depois que o filme estava pronto, o que o obrigou a reeditar quase o filme inteiro. A certa altura ele chegou a achar que era melhor desistir desse projeto, de tanto que as coisas haviam mudado, e cita o exemplo de Winter, que acabou sendo cortada do álbum.  No final das contas, eles chegaram a um acordo: ele iria manter a ordem das
faixas, incluindo Winter, e iria reeditar o filme pra se adequar às novas mixagens das músicas.

Na sequência, ele dá sua opinião sobre o novo álbum. Ele confessa que é difícil ser objetivo, porque ele testemunhou o nascimento de muitas dessas canções. Ele diz que, inicialmente, preferia que houvesse mais elementos marroquinos, mas que ele aprendeu a gostar do álbum do jeito que ele acabou saindo, que gosta muito de Unknown Caller, que há novas sonoridades no álbum, mas que ao mesmo tempo soa inconfundivelmente U2.

Ele diz ainda que teve total liberdade na concepção de Linear, e que teve uma única discussão com o Bono sobre o filme. Bono sentia que deveria haver mais raiva no comportamento do policial no começo do filme, e por isso Anton criou a sequência em que ele põe fogo na moto, ao som de Breathe.”

MT

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