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14 junho 2012 11:50

por: febottini

Gwenda Evans pode ser conhecida por muitos como a mãe de The Edge, guitarrista do U2, mas após 50 anos em Malahide, a nativa do país de Gales se estabeleceu como uma artista reconhecida.

Fale um pouco sobre você e como você acabou indo morar em Malhide?
Meu marido Garvin e eu somos do país de Gales e ele estava trabalhando para a empresa Plessey de Londres. Pediram que ele viesse para Swords para dirigir a fábrica deles.
O emprego na Plesseys acabou não durando muito e Garvin começou sua própria firma de consultoria. Ele está para se aposentar (isso é o que ele sempre diz). Os meninos nasceram na Inglaterra e quando nos mudamos, nossa filha Gill nasceu aqui.

Antes que falemos sobre o seu filho famoso, como você o chama?
Eu o chamo de Dave, mas na maioria das vezes em que estou falando sobre ele, eu o chamo de Edge, porque as pessoas o conhecem assim.

Como ele era quando criança e quando ele mostrou interesse na música?
Tanto meu marido quanto eu somos bem musicais. Nós cantamos no coral local. Música sempre foi parte de nossas vidas. Eu costumava cantar para as minhas crianças, portanto eles têm um bom ouvido para música desde muito cedo. Todos os 3 são bons. As pessoas dizem que devo ter orgulho do Edge, mas eu digo que tenho orgulho de todos os meus filhos.

Edge tocava muitos instrumentos quando ele era mais novo?
Ele tocava piano e também tinha aulas. Ele começou tocar guitarra quando ele tinha uns 14 ou 15 anos. Richard, seu irmão mais velho, ensinou uns acordes pra ele.
Assim que Edge pegou uma guitarra, ele não largou mais dela. E nós dizíamos: “Fica quieto um pouco. Queremos ouvir as notícias.” Ele adorava a guitarra, com toda certeza.

O que ele queria ser quando era mais novo?
Eu acho que ele não sabia ao certo. Como todos sabem, ele foi para Mount Temple e estava fazendo o ensino médio, mas por essa época, a banda já tinha começado. Ele tinha 15, 16 anos. Ele terminou o ensino médio e foi aceito na Kevin Street para estudar Ciências Gerais ou algo assim. Entretanto, ele pediu para ficar um ano fora da escola para ver se a banda ia dar em alguma coisa ou não.
Dissemos “Ok, se até o final do ano nada acontecer, você vai para a faculdade”. Ele tirou aquele ano de folga e fez vários trabalhos com a banda. No final do ano, ele ainda não tinha um contrato, portanto ele acabou indo para a Kevin Street, onde ficou apenas 6 semanas. Então eles assinaram o contrato. Ele largou a faculdade e o resto é história.

Foi aí que vocês perceberam que ele poderia ter uma carreira na música?
Achávamos que ele poderia tentar. Dissemos: ”O que acontecerá se a banda não der certo? “Ele disse para não nos preocuparmos, porque ele poderia ganhar o suficiente como músico. Ele queria muito tentar.
A princípio, sentimos que a banda era um grande hobby e gostamos do fato dele ter algo com que se ocupar. Não esperávamos que acabasse virando algo tão sério.

Você ia aos primeiros shows?
Sim! Eu fui a primeira roadie dele! Eu tinha um velho Fusca e conseguíamos colocar todo o equipamento lá. Ele ainda não dirigia, então a gente o levava aos shows, descia os equipamentos, ouvia algumas canções, ia fazer alguma outra coisa e voltava para buscá-los. Desde o início, eu gostava das músicas deles. Eu ainda gosto.

Você ainda os ouve?
Sim, eu ainda vou aos shows. A gente tenta ir a algum lugar exótico, que a gente nunca esteve antes, e aí aproveitamos e tiramos férias.

Qual sua memória favorita da estória de sucesso do U2?
A primeira vez que eles tocaram no Croke Park, em 1985. Eles estavam fazendo uma tour e a filha do Edge era um bebê naquela época. Foi a multidão e a animação da plateia por eles estarem tocando em casa. Era como se eu tivesse uma bola na garganta e as lágrimas desciam sem parar. Eu fui pro camarim e disse: “Isso foi o máximo!”. A multidão toda sabia as músicas e estava cantando junto. Foi maravilhoso. Eu lembro de ter dito ao Edge: “Me sinto tão boba por estar chorando” “ Não se preocupe, mãe” – ele disse . Não havia ninguém que não estivesse chorando no camarim, incluindo o pessoal que trabalhava com eles. A maioria dessas pessoas ainda trabalha com eles. É como uma grande família.

Você dá conselhos a eles?
Eles não aceitariam. Quando eles ainda eram desconhecidos, eu costumava dizer: “Abaixe esse maldito barulho!” Mas eles são muito bons. Uma das coisas que eu me orgulho é que eles usam a fama deles para fazer o bem.
Bono, particularmente, é um grande orador. Não importa com quem ele tenha que falar para conseguir as coisas para a África. Ele usa o nome dele para abrir as portas e ele é muito bom nisso.
Edge participa do Music Rising, onde eles buscam conseguir instrumentos novos para escolas em Nova Orleans. Todos os músicos perderam os instrumentos, as casas e tudo mais. Eu fico feliz que eles não sejam acomodados.

Fonte: @U2 / Tradução: Ana Vitti

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Comentários

nossa ! que entrevista linda. mais uma bela matéria. fiquei emocionada com o carinho da Dona Gwenda com seu filho e os amigos dele. ela tem muito orgulho do filho. que Deus a ilumine e a guarde. R.I.P. Dona Gwenda Evans

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