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27 março 2012 22:31

por: febottini

Vertigo Tour – “Hello, hello”

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Seguindo na linha de matérias especiais, relembrando o passado e pontuando momentos marcantes da carreira do U2 na história, hoje vamos celebrar a Vertigo Tour. Seu pontapé inicial foi exatamente no dia 28 de Março de 2005, em San Diego, nos Estados Unidos.

Porém, temos que começar um pouco antes desta data. A Vertigo Tour é a turnê decorrente do álbum ‘How To Dismantle An Atomic Bomb’, mas correu grande de risco de ser cancelada mesmo antes de começar. The Edge enfrentou uma situação muito complicada na vida pessoal quando descobriu que sua filha mais nova estava seriamente doente. Isso mudou tudo porque este seria o momento dele ficar com a família, dando apoio à filha no tratamento tão agressivo.

Edge: “Depois do choque inicial e das três primeiras semanas bem intensas, eu comecei a pensar sobre o ano que eu teria e como e se eu poderia manter meus compromissos com o U2. A Vertigo Tour tinha sido anunciada mas felizmente os ingressos ainda não tinham sido colocados à venda. Havia um inferno de procuras e ideias sendo jogadas e as datas por perto. Realmente, eu não tinha certeza se eu poderia fazer isso. Eu quero dizer, os caras da banda foram maravilhosos. Eles disseram, ‘Se você acha que não consegue, nós vamos entender, não se preocupe, nós estamos te apoiando do mesmo jeito’”.

Larry: “Eu teria achado muito difícil seguir na estrada no lugar do Edge. A decisão era somente dele e da Morleigh”.

Bono: “Algumas pessoas que passaram por situações similares nos aconselharam que a coisa mais importante para a família que passa por esse trauma é continuar fazendo o que eles estavam fazendo, a normalidade é importante. E claro que você pode dizer que sair em turnê não é algo normal, é para nós e é para o Edge. Ficar sentado em casa olhando sua linda filha das nove às cinco, não seria bom para nenhum dos dois”.

Então, Edge resolveu que o show deveria continuar. Foi montada uma estrutura pra que ele pudesse voltar sempre depois dos shows e ficar com a pequena Sian e nunca ficaria mais do que três dias longe da família, que estava em Los Angeles. Algumas alterações foram feitas na agenda de shows para que isso ocorresse.

Edge: “Foi uma decisão muito difícil para mim e no final foi a própria Sian que me deu força pra seguir em frente com a turnê. Eu falei pra ela, ‘Eu não tenho que fazer isso. Eu posso passar mais tempo com você se eu não for’. Tudo o que eu precisava era que ela dissesse, ‘Eu não quero que você vá’ e eu teria feito isso. Eu teria arrastado a turnê, mas no fim ela me tranquilizou! Ela disse, ‘Não se preocupe papai. Vai dar tudo certo Eu quero que você faça’”.

Assim foi. Em 28 de Março, o U2 subiu ao palco em San Diego, depois da abertura do Kings of Leon. Os sucessos da banda se misturaram às músicas novas do mais recente álbum, além do resgate de algumas outras do Boy – “The Electric Co.”, ‘An Cat Dubh” e “Into The Heart”.

Adam: “O set estava desafiador e o público se animou ao desafio (…) Há coisas maravilhosas que você só pode alcançar com 18 ou 19 anos”.

Além da carga emocional que a turnê já trazia, as coisas também começaram a ficar mais complicadas porque Bono dava suas escapadas da turnê pra encontros frequentes com políticos. Ele estava bem envolvido e liderava a conferência do G8 (oito países mais ricos do mundo), que culminou no show Live8.

Paul: “Isso significa que ele ficava distraído às vezes. Ele passava vários dias ao telefone, que é um tipo de coisa que iria me preocupar. A maioria dos cantores, quando estão fazendo shows, não vão a reuniões ou conversam com as pessoas ou vão a restaurantes barulhentos ou mesmo não falam ao telefone para poder conservar suas vozes. Bono passava boa parte do dia falando e extraordinariamente ele conseguiu cantar e fazer ótimos shows sem perder a qualidade”.

O trabalho humanitário do Bono não ficava só fora do palco. A Vertigo Tour veio carregada de suas ideias sociais: Coexist, África, Declaração dos Direitos Humanos, luta pelo fim da pobreza, campanha One.

Larry: “Deu um certo trabalho fazer estes discursos serem parte de um show de rock. Foi uma luta conseguir o equilíbrio certo”.

Adam: “Depois de 30 anos, eu confio no Bono. É o trabalho dele. Eu acho que noite após noite, turnê após turnê, ele tem um bom julgamento sobre suas coisas”.

Em junho, a Vertigo Tour seguiu para a Europa. Foi a transferência dos shows em arenas para os estádios. Foi também nesta época que a banda tocou com Paul McCartney no Live8. No mesmo dia do evento, o U2 ainda se apresentou com a Vertigo Tour em Viena. Confiram o vídeo abaixo com a apresentação de ‘St. Pepper´s Lonely Hearts Clube Band’, ‘Beautiful Day’ e ‘Vertigo’:

Para a nossa sorte, a Vertigo Tour chegou à América do Sul em 2006. Como muitos devem lembrar, não foi fácil conseguir os ingressos pra esta turnê. Horas e horas na fila, confusão nas lojas do Pão do Açúcar, o sistema da Internet não funcionava, depois mais horas de tensão no telefone… Enfim, foi duro. Os fãs brasileiros sofreram e até por este motivo, o primeiro show do U2 foi transmitido pela TV. Mas quem pôde estar no Morumbi, e sabe como foi difícil, com certeza não se arrependeu dos sacrifícios que tiveram que fazer pra estar lá.

A segunda passagem da banda pelo país foi maravilhosa (segunda, sem contar o show case do Fantástico). Quem não se arrepiou com a entrada de Bono vestindo uma jaqueta com a bandeira do Brasil estampada ao som de ‘City of Blinding Lights’? Quem não se emocionou quando Bono disse, ‘U2 é irlandês, mas Deus é brasileiro’? Ou quem não se sentiu uma pessoa privilegiada de poder estar na ‘festinha particular’ no segundo show? Esses foram só alguns momentos que deliciaram os fãs. O U2 ainda resolveu se divertir um pouco mais por aqui, e foram curtir o carnaval em Salvador. Em entrevista ao Estadão, na época, Bono disse:‘Quais são minhas primeiras impressões sobre a Bahia? Mulheres. Grandes ondas. Areia no pé. E a melhor comida do mundo’. A banda foi embora bem satisfeita e acredito que todos os fãs brasileiros também ficaram assim.

Citações retiradas do livro U2 BY U2

Agradecimentos aos colaboradores: Ricardo Rocha pelas fotos e Paulo Vetri pelo vídeo.

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