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23 março 2012 23:31

por: febottini

Elevation Tour – 11 anos

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Dia 24 de março de 2001, o U2 dava início a Elevation Tour. Uma turnê que se tornou especial por vários motivos e que, infelizmente, nós brasileiros ficamos na mão. Um dos motivos prováveis da não vinda desta turnê ao Brasil é que a banda optou por tocar em lugares menores, em arenas, ao contrário da última turnê Pop Mart. A Elevation Tour era a turnê que acompanhava o álbum All That You Can´t Leave Behind, aclamado por muitos como a volta do U2 “às origens”.

Larry: “Eu estava feliz por voltar às arenas. Este álbum mostrava às pessoas que a experiência Pop tinha acabado, e a essência do U2 ainda eram os quatro membros da banda. As arenas pareciam ser os lugares certos para o U2 fazer isso”.

Adam: “Foi realmente ótimo voltar a tocar em lugares fechados porque, musicalmente, fica muito mais fácil o espaço da performance, estando em um palco menor em um lugar menor”.

Larry: “A Elevation Tour tinha um ótimo design. Eu gostei de cara quando Willie Williams, Bono e Mark Fisher vieram com os desenhos originais. O uso do coração como uma passarela para chegar ao público e a maneira do coração mesmo cheio de gente era demais”.

Bono: “A primeira batalha foi em Miami, 24 de março de 2001, a primeira noite da Elevation Tour. Havia uma conferência de DJs acontecendo em Miami, todos os DJs do mundo pareciam que estavam lá, mas todos eles foram ver o U2 tocar. E isso foi uma honra pra nós, sendo fãs da cultura dos clubes. E eles viram o que o rock´n´roll pode fazer quando ele sai do chão. Miami foi maravilhoso. Eu amo aquela cidade. Estava quente e úmido de todos os jeito naquela noite”.

Nossas amigas Carol e Lully puderam presenciar este momento. Elas estiveram nos shows em Miami, representando a UV. E mais do que isso, elas compareceram ao Miami Arena dias antes e puderam escutar os ensaios da banda. Quase enlouqueceram de felicidade quando ainda o Adam apareceu para atender aos fãs. Ele deu autógrafo para as meninas, enquanto Lully disse: “I hope to see you in Brazil again” e ele respondeu: “You will”. Pura simpatia esse baixista! Elas ainda foram as primeiras da fila para o primeiro show e, claro, puderam ficar na parte de dentro do coração. Até entrevista pra um jornal de Chicago elas deram… Que chique! Sobre o show, elas comentaram: “A Elevation começou com uma energia alucinante. Os integrantes entraram e deram uma volta pela rampa do coração. Realmente, entram umas 300 pessoas dentro dele. E só fãs ficaram na grade. Foi definitivamente um show bom pra começar uma turnê”.

Durante a turnê, Bono teve dois tipos diferentes de sentimentos: o nascimento do filho John e a morte de seu pai Bob. Sobre a chegada do bebê, Bono conseguiu cinco dias de folga pra acompanhar sua esposa Ali. Deu tudo certo porque o bebê nasceu no tempo certo. Mas o estado de seu pai o preocupava muito e punha em risco o andamento da turnê.

Edge: “A saúde do pai do Bono se tornou um problema sério quando a turnê foi para a Europa, em julho. Estava claro que Bob estava realmente indo embora muito rápido (…) Bono teve que encarar uma decisão muito difícil de cancelar os shows ou não. Você está falando sobre a oportunidade de passar um tempo com alguém que não estará mais aqui (…) Ele decidiu que ia continuar trabalhando e gastar o máximo de tempo com seu pai. Então, houve muitos voos de volta à Dublin depois dos shows europeus para ele estar ao lado da cama do pai. Ele poderia ficar alguns dias no hospital e depois voltar para a estrada. Foi muito difícil pro Bono. Eu realmente senti por ele. Eu acho que os shows quase se tornaram uma oportunidade pra ele soltar as emoções”.

Bono: “Eu estava lá para suas últimas palavras. Foi um último ‘Foda-se!!’. Eu estava sentado ao lado dele no meio da noite e ouvi um grito. Então eu chamei a enfermeira. Ele estava suspirando algo, então colocamos nossos ouvidos perto da sua boca. Ela disse: ‘Bob, você está bem? O que você está dizendo? Você precisa de algo?’ Ele disse: ‘Você poderia se f… e me tirar daqui. Este lugar é como uma prisão. Eu quero ir pra casa’. Não muito romântico, mas relevante. Eu tive a sensação que ele não somente queria sair da sala, mas também do seu corpo. Isso aconteceu não muito tempo depois”.

Enquanto isso, as datas da turnê estavam marcadas e os shows estavam rolando. O que fazer agora? Bono não cancelou nada e fez um show emocionante.

Larry: “Óbvio que as pessoas estavam preocupadas com ele, mas ele estava controlado. Nós estávamos dando cobertura à ele o máximo que podíamos. Bono é um indivíduo complexo e muitas pessoas não seriam capazes de fazer o que ele fez. É um sinal de sua força e caráter, e ele conseguiu seguir em frente. E eu sei que era isso o que Bob gostaria e eu acho que Bono sabia também”.

Bono: “As músicas estavam me mantendo com a cabeça pra fora d´água. Eu estava me segurando firmemente naquelas canções”.

Adam: “Foi muito difícil enterrar Bob e depois tocar em Slane. Eu tenho que dizer. Nós estávamos de volta à Dublin para fazer os maiores shows de toda turnê, duas noites no Slane Castle para mais de 180 mil pessoas (…) Eu sou uma pessoa bem diferente do Bono, minha química é diferente. Eu me senti muito vulnerável. Eu senti que não tinha uma armadura, então foi um show difícil. Mas deve ter sido muito mais difícil pra ele”.

A Elevation teve um mês de intervalo e, justamente, foi quando aconteceram os atentados terroristas nos Estados Unidos em 11 de setembro. De repente, ninguém sabia mais o que fazer, pois a última perna da turnê seria na América do Norte em outubro e novembro. Vários artistas cancelaram seus shows, mas o U2 respirou fundo e colocou os ingressos à venda. Todos os shows se esgotaram.

Adam: “Foi quando o álbum se transformou, passou a ter uma outra vida. As rádios começaram a tocá-lo de um jeito que não tinham tocado antes. Ele se tornou muito importante para as pessoas”.

Edge: “Eu acho que o álbum tem um certo tom que pareceu se conectar com as pessoas depois do 11 de setembro. Tem uma certa dor nele e ele está perguntando algumas questões relevantes e lidando com a perda e coisas da vida real. Depois do 11 de setembro, a América estava em uma crise maciça e o álbum pareceu familiar às pessoas”.

Larry: “’Sunday Bloody Sunday’, ‘New Year´s Day’, todas as músicas pareciam ter um novo significado, o público ria e chorava ao mesmo tempo. Foi uma experiência extraordinária estar no palco com todo mundo passando por uma montanha-russa de emoções, inclusive a banda (…) O U2 sempre teve uma relação especial com Nova York. Foi a primeira cidade que nós tocamos na América. Havia a ligação irlandesa, havia a mágica da cidade mesmo”.

Edge: “O nível de emoção naquele local era inacreditável. Eu acho que não tinha ninguém com os olhos secos, incluindo a banda. Foi uma coisa inacreditavelmente emocionante estar ali”.

Bono: “No Madison Square Garden, as luzes se acenderam em ‘Where The Streets Have No Name’ e devia haver umas dez mil pessoas com lágrimas escorrendo pelos rostos. Aí eu disse que eles estavam lindos, e que se tornou depois um verso de ‘City of Blinding Lights’”.

Seguindo nesse clima de emoção, a banda ainda foi convidada a tocar no intervalo do Superbowl, em fevereiro de 2002. Durante a apresentação, um telão passava os nomes de todas as vítimas dos atentados. Foi uma performance tocante pra encerrar esta turnê com chave de ouro.

Bono: “O Superbowl foi um grande momento para o U2, quase como quando fomos no Ed Sullivan Show há 20 anos (…) Em toda aquela turnê, nós meio que nos apaixonamos de novo pela América e eles se apaixonaram por nós também”.

Citações retiradas do livro U2 BY U2

Agradecimentos aos colaboradores: Carol pelo depoimento e fotos, Paulo pelo vídeo e Ricardo pelo wallpaper.

Comentários

Não entendo muitos dizerem que o U2 voltou às origens com “All That You Can’t Leave Behind”. O som deste álbum é totalmente diferente dos três primeiros.

Não entendo muitos dizerem que o U2 voltou às origens com “All That You Can’t Leave Behind”. O som deste álbum é totalmente diferente dos três primeiros.

É porque eles pararam de experimentar na direção mais eletrônica do Achtung Baby/Zooropa/Pop e voltaram a fazer, como chegaram a dizer, “rock de verdade”. (Minha opinião: Pop = melhor álbum.)

Não entendo muitos dizerem que o U2 voltou às origens com “All That You Can’t Leave Behind”. O som deste álbum é totalmente diferente dos três primeiros.

É porque eles pararam de experimentar na direção mais eletrônica do Achtung Baby/Zooropa/Pop e voltaram a fazer, como chegaram a dizer, “rock de verdade”. (Minha opinião: Pop = melhor álbum.)

O Pop realmente é um álbum muito injustiçado.

u2, NOSSA TENHO ESTA BANDA COMO  FÃ DESDE  MEUS  15 ANOS, JA FAZ UM BOM TEMPO E ELES CONTINUAM, UMA MARAVILHA,  ATE BANDA COVER JA FUI VER , MAS UM DIA SE   POSSIVEL, IREI AO SHOW DELES, AMO TENHO PAIXÃO.

Legal Fernanda, belo trabalho. O show de 21 de agosto de 2001 é imperdível, dá pra sentir a agonia na voz do Bono. Tenho uma grande amiga, Rosa, que me hospedou em Dublin em 2009, que estava lá na arena Earls Court naquela noite. Ela disse que foi um show bastante triste, mas que o público, ajudado pelos demais U2ers, carregou o Bono até o final. Mais tarde ela também esteve nos dois shows em Slane Castle, e até hoje me lembro do report emocionado que ela fez desses shows,
Abraços, MT

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