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9 março 2012 09:51

por: febottini

The Joshua Tree: 25 anos

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O dia 9 de março de 1987 entrou para a história do rock, pois foi quando se deu o lançamento do álbum The Joshua Tree. O quinto de estúdio do U2 foi produzido por Brian Eno e Daniel Lanois. Por muitos considerado uma obra-prima, o Joshua Tree levou a banda irlandesa ao topo das paradas mundiais.

O U2 já vinha gravando algumas coisas, mas ainda tinha muito pouco material quando entraram com tudo na turnê A Conspiracy of Hope, da Anistia Internacional.

Edge: “Não havia pior hora. Nós estávamos indo para o estúdio e eu estava preocupado que todo o foco e a concentração se perdessem. Ao mesmo tempo, não tinha como não participarmos, parecia muito importante. Nós atrasamos a chegada do Brian e do Danny e decidimos ir em frente”.

Adam: “Eu acho que a turnê nos mostrou que nós estávamos certos em procurar esse modo cru de conteúdo, tentando ter músicas que descrevessem a frieza e a ganância da América de Ronald Reagan”.

Bono decidiu dar um tempo com sua esposa Ali e foram à Nicarágua e El Salvador. Lá, eles viram o sofrimento dos camponeses agredidos por conflitos políticos e militares de intervenção dos Estados Unidos. Isso o tocou bastante e influenciou na composição do álbum.

Bono: “Eu estava viajando muito, então viajar era um tema grande (…) Eu me apaixonei pela literatura americana ao mesmo tempo em que eu fiquei consciente de como a política externa americana podia ser perigosa nos países ao seu redor (…) Eu comecei a ver duas Américas, a mítica América e a real América (…) Então, eu comecei a trabalhar em algo que na minha cabeça iria se chamar ‘As duas Américas’. Eu queria descrever esta era de prosperidade e escândalos econômicos como uma seca espiritual. Eu comecei a pensar sobre o deserto e o que me veio a mente foi uma imagem clara de onde eu estava, como uma pessoa um pouco fora de forma na minha vida emocional mas muito mais acordado como um escritor e como um comentarista do que eu vi a minha volta, meu amor pela América e meu medo do que a América podia se tornar”.

Edge: “A ideia de fazer um ‘álbum cinemático’ onde cada música evocaria uma localização física surgiu das primeiras conversas que tivemos com Brian. A paisagem do sudoeste da América e o deserto se tornaram temas líricos recorrentes”.

Assim como Slane Castle serviu como um local de muita inspiração para a gravação de The Unforgettable Fire, o U2 criou, desta vez, um estúdio em Danesmoate, uma casa de arquitetura georgiana, aos pés das montanhas Wicklow, e que depois seria comprada pelo próprio Adam.

Adam: “Nós queríamos fazer as faixas de apoio ao vivo como uma banda. Danesmoate era uma casa georgiana no campo mas havia um adicional, que produziu esta sala grande de desenho que tinha o dobro da altura do teto, o que era ótimo sonoramente. Quando você escuta aquele som alto de bateria no The Joshua Tree, é o som daquela sala”.

As letras também merecem destaque, já que o próprio Bono confessa que amadureceu durante o processo de composição das músicas.

Bono: “Foi quando eu comecei a perceber que as letras dos primeiros quatro álbuns não eram exatamente letras, elas eram esboços. Eu não era um compositor realmente. Eu era um pintor ou um manifestante de emoção ou um aclamador, parecia que eu quase tinha medo de escrever; era uma forma avançada de procrastinação”.

O produtor Steve Lillywhite também fez parte da produção do The Joshua Tree, apesar de só ser chamado praticamente no final do processo. Ele foi chamado para remixar os singles em potencial e torná-los mais atrativos.

Larry: “Danny e Brian trouxeram muitas coisas diferentes para o U2. Danny trouxe seu conhecimento musical e sua habilidade de pegar algo comum e fazê-lo ficar extraordinário. Brian era ótimo com teclados, com esboços e conceitos. Mas nenhum dos dois realmente entendia o rock and roll, mais consideravelmente, como fazer o rock and roll tocar no rádio. Nós precisávamos estar no rádio, nós sempre quisemos isso. Steve tem ‘ouvidos pop’ e entende o que é necessário para conseguir fazer suas músicas tocarem no rádio”.

O álbum ainda não estava totalmente pronto ainda, então havia uma certa pressão sobre a concepção da capa.

Adam: “Nós viajamos para Los Angeles e fomos de cabeça para o deserto Mojave num carro junto do Anton, Steve Averill e algumas pessoas da equipe. Nós ficamos no deserto por alguns dias, se hospedando em pequenos motéis com o Anton nos fotografando. Foram longos dias”.

Larry: “Foi realmente uma excursão na estrada – foi muito educativo pra mim. A América que eu conhecia antes era estando no ônibus, viajando de turnê em turnê, de cidade para cidade. Eu adorava mas eu sabia que tinha uma outra América lá, daqueles filmes antigos, no deserto, de cowboys e esse tipo de coisa boa”.

Edge: “Durante uma viagem de um lugar pra outro, nós começamos a conversar sobre os diferentes tipos de plantas e perguntamos ao motorista ‘Qual é aquele cacto estranho que nós estamos vendo toda hora?’. Ele disse ‘São árvores Joshua (Joshua Tree)’. Eu acho que foi o Bono quem disse ‘Esse é um nome interessante. Vamos fazer algumas fotos com algumas árvores Joshua’. Foi tudo muito espontâneo”.

Larry: “Havia uma relação de amor e ódio com a América. Muito desse álbum refletia os sentimentos do Bono voltando de El Salvador e da turnê A Conspirancy of Hope e vendo a brutalidade da política externa americana. Mas chamar o disco de The Joshua Tree era de alguma forma admitir a influência da cultura americana no U2. América estava fazendo um grande impacto sobre nós mais do que nós teríamos sobre ela. Vindo da Irlanda, o único show na cidade era o que acontecia na América. Esse não foi somente o álbum de maior vendagem no mercado, foi o mercado da turnê. América era o centro do mundo, nós estávamos fazendo sucesso lá e isso era o que nós mais queríamos. América nos abraçou de um jeito que nós nunca esperávamos, então o título honrou isso de uma forma. Para mim, representava o outro lado da América – o espaço aberto, a liberdade, o que a América significava. Não é uma metáfora, nem um conceito. É um tipo de tributo. Não foi como se a gente estava procurando pelo The Joshua Tree, mas o The Joshua Tree procurando por nós”.


Adam: “Nós definitivamente pensamos que tínhamos feito um disco que foi onde nenhum outro disco tinha ido. Foi uma época emocionante”.

Larry: “Da minha perspectiva, tudo estava indo realmente bem, nós estávamos fazendo progresso degrau por degrau, as vezes pequenos passos, mas sempre se movendo para a direção certa. De repente The Joshua Tree era número um na América por nove semanas. Depois ‘With or Wihtout You’ alcançou o número um. Nós estávamos na capa da revista Time. Nós estávamos a não muito tempo tentando conquistar a América. Em um momento, você está do lado da cerca, no outro você é catapultado para o outro. Isso é o que a maioria das bandas sonha, nós éramos essa banda”.

Citações retiradas do livro U2 BY U2

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