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9 dezembro 2011 16:05

por: febottini

“Distorção”

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A segunda parte da entrevista com Flood remete à gravação do Achtung Baby, em 1991. Aqui Flood conta à Brian Draper sobre a tensão em Berlim, como ele ajudou Bono a encontrar sua voz para o ‘The Fly’ e por que ele se sentiu como se estivesse no topo do Everest quando eles finalmente terminaram o álbum.

U2.COM : O quanto você se sentiu pressionado trabalhando nessas sessões?
Era realmente tenso, mas de uma maneira eu tinha o papel mais fácil de todos. Tecnicamente eu era somente o engenheiro. Havia muita tensão dentro da banda – mas eu só soube disso depois, porque nada disso foi trazido ao estúdio. Isso é o que torna o U2 diferente. Mesmo assim, tudo era muito difícil porque nada era visto para ser trabalhado. Isso não significa dizer para as pessoas que não estávamos tentando; era como se você estivesse batendo a cabeça contra um muro de tijolos e a sua cabeça fosse sangrando cada vez mais.

U2.COM: Ouch
Depois de Berlim, eu lembro de Eno vindo par as sessões em Dublin, em fevereiro ou março, escutando o que nós tínhamos e dizendo: ‘Tudo soa muito cinza.’ Essa foi a única vez que tomei algo pessoalmente e comecei a sentir uma pressão real.

U2.COM: Ouch de novo. Mas você atravessou isso?
As coisas começaram a se encaixar durante a primavera. Eu lembro do Chris Blackwell vindo, escutando e dizendo, ‘Gente, vocês simplesmente não sabem o quanto essa gravação está boa.’ Isso fez todo mundo dizer ‘Ora, podemos fazer isso.’

U2.COM: Bono lembrou (em ‘U2 on U2’) que em Dublin, ‘Flood tinha um olhar diferente. E então, nós gravamos The Fly…’  Como assim?
Ele está ficando muito frustrado por não conseguir encontrar uma voz para o The Fly. Ele teria pedido para tentar a música, em diferentes jeitos, e eu tinha que ter tudo pronto para que ele pudesse fazer isso (era difícil naquela época), mas mesmo assim não estava funcionando.
Eu disse: ‘Olha Bono, Eu tenho tentado uma porção de efeitos e isso pode te ajudar.’ Então, eu coloquei distorção na voz dele. Agora, eu tenho usado isso com Nine Inch Nails por anos, mas a ideia – na época, em 1991 – de que eu pudesse sentar com o maior cantor do mundo e colocar distorção na voz dele, me fez rir.
Mas ele escutou e disse ‘Wow!’ e foi transformado. Ele se desligou. Isso deu uma chance a ele para uma nova personalidade, uma voz nova que poderia ajudá-lo a expressar o que ele queria dizer. Isso foi muito importante.
Da mesma forma, havia uma versão inicial para Zoo Station, que não estava funcionando. Bono me sugeriu que eu tentasse um mix industrial, para ver como soaria. Então eu fiz, e eles adoraram a introdução; Bono escutou no carro e achou que seus auto-falantes haviam quebrado.
Seis meses pra frente: nós estávamos mixando e a música surgiu. E o Bono quis colocar o mix inacabado que eu tinha feito da introdução junto com o mix como tínhamos então. Essa era a mentalidade: tudo poderia ser tentado.

U2.COM: Edge descreveu o som do Achtung Baby como “desespero e resignação com todos os tipos preocupações no meio”. Foi isso que você ouviu?
Eu ouvi o som da necessidade, o som de algo que precisava de mudanças. A ideia antiga de um álbum é que ele grava as emoções da época, do lugar, das pessoas. E é isso que é o Achtung Baby.

U2.COM: Qual a sua distinta contribuição para esse álbum?
Só de estar lá e fazer parte daquilo, eu acho. Todo mundo estava tocando com o máximo de suas forças e nós queríamos isso para todos. Foi uma das sessões mais criativas que eu já trabalhei.
Mas todo mundo estava totalmente emocionalmente cru também – quando eu digo que foi a gravação daquela época, uma coisa que você não esquece.

U2.COM: Você tinha consciência que o álbum seria um clássico?
Eu estive envolvido em quatro ou cinco álbuns como esse, onde você percebe que está em um lugar novo; todo mundo sabe que havia algo de extraordinário acontecendo, um começo. Mas as estrelas têm que se alinhar também.
Eu lembro do último dia mixando o Achtung Baby. Havia Deus sabe quantas pessoas trabalhando, mixando… A banda estava no andar de cima com Danny e Brian, todos ficando bêbados, decidindo a ordem – e no último minuto trocando tudo, então o ‘Lado 2’ se tornou o lado ‘Lado 1’. E Edge estava entrando num taxi com as fitas…

U2.COM: Hora de limpar os rostos sangrentos?
Havia um sentimento de realização, de ter chegado aquele ponto. Era como estar no topo do Everest. Você fez aquilo, escalou a montanha com uma mão só e um picador de gelo e sem oxigênio, mas com todos os seus amigos lá para te ajudar no topo.

Fonte: U2.COM

Comentários

Esse lance do som distorcido, da história do Bono escutando Zoo Station no som carro, me lembrou uma entrevista do Bono em que ele dizia exatamente isso, queria que as pessoas ao escutarem o AB, pensassem que o som estava estourado, ou coisa assim.

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