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27 outubro 2011 12:43

por: Márcio Guariba


Assim que foi anunciado o projeto da revista inglesa ‘Q’ de fazer um tributo ao melhor disco da carreira do U2, que comemora 20 anos no final do mês, fiquei animado porém reticente. Adoro esse tipo de projeto, mas invariavelmente, os artistas convidados são meio que de ‘segunda divisão’. Ainda mais quando se trata de U2, que é meio como o Corinthians; Quem ama, venera, e quem não gosta, odeia.

Mas quando saiu a lista dos artistas, empolguei; Patti Smith, Garbage, Depeche Mode, Jack White, Glasvegas, Nine Inch Nails, Stuart Price (com seu alter-ego Jaques Lu Cont) e Killers! Uau! Um timaço que, mesmo com a companhia de algumas ‘Portuguesas’ da vida, como Snow Patrol, Damien Rice e The Fray, tinham tudo pra fazer um tributo a altura.

O disco abre com Trent Reznor fazendo uma versão soturna de “Zoo Station” Confesso que esperava muito dessa versão. Adoro muito o Nine Inch Nails mas acho que o resultado final não ficou um décimo da original. Tudo me pareceu meio feito as pressas. Meio demo. É até covardia colocar as duas versões lado a lado.

Stuart Price pegou “Even Better Than The Real Thing”. O resultado ficou bacana, mas é só mais um remix dentre tantos que essa faixa já possui. Confesso que adoraria ver o que o Primal Scream, um dos grandes inspiradores desse disco, teria feito com a faixa.

One”, uma das canções mais belas já escritas, ganha uma versão bonita e delicada de Damien Rice. Mas fica pequena até de comparada com a versão corta pulsos feita por Johnny Cash há alguns anos.

Chegamos na quarta faixa e temos a melhor faixa dos disco (juntamente com a versão de Jack White, que falarei a seguir); Mrs. Patti Smith fez uma versão bluesy e soturna de “Until The End Of The World” que deve ter deixado Bono em lágrimas. Fico imaginando você ter a honra de ter um de seus ídolos gravando um trabalho seu com tanta qualidade. Uma das melhores coisas do ano até!

O Garbage que não gravava nada junto há quatro anos parece que recebeu um presente ao gravar “Who’s Gonna Ride Your Wild Horses”, que parece ter sido feita sob encomenda da banda. Mais eletrônica e Blondie. Não deve nada a original.

So Cruel”, balada mezzo-country dolorida a respeito da separação de The Edge de sua ex-esposa tinha tudo pra se tornar outro desses casos de ‘faixa-encontra-artista-perfeito’ com o Depeche Mode, mas assim como o Nine Inch Nails, achei a versão preguiçosa. Meio feita ás pressas.


Virando para o “Lado B”, temos o eterno parceiro de Bono, Gavin Friday fazendo uma versão ótima para “The Fly”, minha preferida do disco original. Não chega a ser clássica, mas conseguiu dar a cara de Gavin e mostrar de onde Bono tira tanta inspiração para as suas maluquices.

Mysterious Ways”, pelo Snow Patrol consegue o improvável; Piorar, e muito, uma canção extremamente fácil e pop. É de dar sono. Transformar uma rock suingado em melodia de ninar, e da pior qualidade, só mesmo pra esses bancários metidos a Pop stars. “Tryin’ To Throw Your Arms Around The World” com o The Fray também fica devendo.

Acrobat”, música que só fanáticos gostam, ganhou uma ótima versão barulhenta dos escoceses od Glasvegas e “Ultra Violet (Light My Way)” caiu como uma luva na voz de Brandon Flowers e o Killers. Masi um caso de influência nítida e confessa, a banda deu um ar ainda mais kitsch a canção.

E ficou para o final a melhor versão do disco. Sou um apaixonado pela versão original de “Love Is Blindness”. Acho uma das melhores coisas que o U2 escreveu, mas essa versão blues, zeppeliana e rasgada feita por Jack White consegue se equiparar a original e, dependendo do ponto de vista, até superá-la. É como se ele tivesse feito sexo com a canção. Um solo matador e uma levada que também deve ter feito Edge e Bono terem vontade de voltar a tocá-la.

Saldo final? Finalmente, depois de anos aguentando discos-tributo totalmente irrelevantes, finalmente, os quatro de Dublin recebem um belo presente.

Para ouvir o disco original, clique aqui.

Para ouvir o tributo inteiro, clique aqui.

Comentários

Legal o review.

Concordo com quase tudo, exceto a versão da Patti Smith. Não gostei do resultado, tirou toda a energia da música.
Mas, Killers e Jack White pra mim foram perfeitos, os primeiros por terem seguido bem a música e acrescentar apenas sua essência vocal, e o segundo por ter reconstruído de forma  impressionante uma música  não tão expressiva do catálogo do U2 (na minha opinião, claro). Ficou linda demais.

Agora Snow Patrol, realmente, era melhor ter deixado um espaço vazio aí na faixa 8.

O conjunto da cópia é uma porcaria.
Eles poderiam ter aprendido um pouco de canibalismo, já que ‘every artist is a cannibal’.
Poderiam ter feito uma grande coisa, mas ficou péssimo.

Exceção: Patti Smith. Realmente, o Bono deve ter chorado.

Exceção da exceção: Jack White. Ele se esforçou!

Foi gentil com Damien Rice, heim! rs. Já Garbage, sei não, ficou bem aquém da original, amo essa música, achei uma gemeção só, me desculpa! Snow Patrol  achei que Mysterious ways eles seriam obrigados a fazerem algo diferente, mas é de sentir pena! Fora isso achei legal, mas como já falaram ouvir o CD só reafirma a paixão pelo U2 e dá vontade de ouvir logo o original!!! Adoro Acrobat e não é só fanatico que gosta, ou é? Rs. Love is Blindness realmente ficou fantástica, demorou um pouco mas gostei!
Flávia

O disco abre com Trent Reznor fazendo uma versão soturna de “Zoo Station” Confesso que esperava muito dessa versão. Adoro muito o Nine Inch Nails mas acho que o resultado final não ficou um décimo da original. 

Eu estava esperando TUDO desta versão. Estava me parecendo a música perfeita para um cover feito pelo NIN e a banda perfeita para um cover de Zoo Station. E foi bem mais ou menos… triste

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