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8 setembro 2011 21:00

por: febottini

Se o álbum Achtung Baby, de 1991, era como Bono descreveu “quatro caras ‘rachando’ com The Joshua Tree”, nós podemos considerar o novo filme de Davis Guggenheim – o filme de abertura do Festival Internacional de Toronto – como a visão de um cineasta atualizando o documentário Rattle and Hum, de 1988. O diretor americano Guggenheim, cujo documentário “From the Sky Down” olha para o momento de re-invenção do U2, no making of de Achtung Baby, conversou com o The Globe and Mail sobre criatividade, distância e os caminhos misteriosos (mysterious ways) dessa mudança desafiadora do U2.

Seu filme olha para um lugar onde o U2 estava há 20 anos, voltando para ao documentário Rattle and Hum, um filme que não foi uma experiência feliz para a banda. Dado isso, nós não deveríamos ficar surpresos deles quererem re-visitar essa época com outro documentário?

Eu acho que eles foram “picados” por esta experiência com o Rattle and Hum. Eles realmente receberam comentários distorcidos e eles mesmos nem sabem como surgiram.

Até o diretor, Phil Joanou, admitiu que o filme era pretensioso demais.

Ficou pessoal. Porém, outra coisa é que a banda sentiu que ficou muito envolvida no making of do filme. Eu acho que sou beneficiário por ter essa distância de 20 anos porque eles realmente me deixaram sozinho em “From the Sky Down”. Eu perguntei um monte de intimidades e eles me disseram. Eles me deixaram completamente sozinho para fazer o filme.

Talvez não tenha sido próximo a eles. Parece que o filme foi gravado por ideia da gravadora, para coincidir com o re-lançamento de 20 anos do álbum.

Há esse movimento para fazer esses filmes de aniversários, inspirados pelos filmes de Bruce Springsteen, “The Promise”, e “Exile on Main St.”. Mas se o álbum é bom, se a história é boa, é uma boa razão para se fazer um filme. E para eles, esta é a curva mais tumultuosa da trajetória deles. Eles foram às alturas com The Joshua Tree e então à amarga luta que ocorreu nas gravações do Achtung Baby, em Berlim, com a banda quase se separando.

Esse drama atrairia um cineasta, obviamente.

Ah, sim. Eu sou um procurador de dramas. Quem quer ver um filme sobre tudo funcionando perfeitamente?

Qual foi o momento chave no filme, que você vê, onde as coisas se juntaram para a banda e o Achtung Baby?

Quando nós encontramos a (digital áudio) fita da sessão no Hansa Tonstudios, em Berlim, onde eles meio que ‘se acharam’ com a música One, que se tornou um divisor de águas, um momento decisivo para eles. Eles vieram de um período de quase ruptura para se encontrar com uma nova maneira de escrever músicas e novas maneiras de se enxergarem como músicos. Para mim, foi como ser um arqueólogo. Eu fui indo através de poeira, escombros e achei esse artefato de valor inestimável.

É olhar para trás na natureza do U2?

Eu acho que não. É o instinto deles olhar para frente e se re-inventar. Essa foi uma coisa nova para eles.

Como você mostra no filme, com um olhar de fora do Rattle and Hum, a banda parecia não saber como se comportar quando se tornou tema de um documentário. O que mudou nestas duas décadas?

Esta é uma banda que é muito consciente dos meios de comunicação e como eles são vistos. Eles tiveram tudo. Eles tiveram um sucesso enorme e houve outras vezes em que eles foram criticados de forma pesada. Eu acho que este é o desafio deste filme, que eles trazem muita bagagem.

O que você procura, como cineasta?

Eu estou sempre procurando respostas, para mim mesmo. De onde minhas idéias vêm? De onde vem a criatividade? Como um ‘não-músico’, eu tenho talvez essa ideia simplista de como as canções são escritas. Um cara pega um bloco de papel e escreve algumas letras. E outro cara pega uma guitarra e toca alguns acordes. Mas o U2 escreve de uma maneira bem diferente. Eles improvisam juntos. Eles esperam por momentos mágicos e eles escrevem as músicas juntos. É inspirador.

Há uma parte no filme onde a banda fala sobre ser um clã, que eles começaram a lutar contra outra música e idéias ao redor deles, e com Achtung Baby eles estavam prontos pra lutar contra eles mesmos – desafiando eles mesmos para re-inventar o U2. Contra o que eles estão lutando agora, em 2011?

Eu não posso falar agora. Esse é outro filme. Mas o que parece ser uma lei da física é que toda banda tem que implodir ou explodir, ou calcificar em uma banda que permanece junta, mas de uma forma sem vida, como um casamento ruim. Eu acho que o U2 está lutando contra esta lei da física.

Fonte: The Globe and Mail

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