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25 julho 2011 10:24

por: Márcio Guariba

Especial U2 Show – Parte 9

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Em mais um especial sobre o sensacional livro “U2:Show”, de Diane Scrimgeour , Maria Teresa nos tras hoje dois importantes personagens do ‘universo’ U2 de duas fases disntintas. Carol Dodds, responsável pelos vídeos da ZOO TV, Malcom Gerrie e Gavin Taylor, respectivamente, produtor e diretor do vídeo “Under a Blood Red Sky”, em Red Rocks. Vamos lá?

CAROL DODDS

Um pequeno trechinho do artigo de Carol Dodds, que foi diretor de video da ZOO TV:

É uma experiência única trabalhar com o U2 porque eles são uma das poucas bandas que pagam generosamente por tecnologia inovadora, de ponta, que leve a performance deles a áreas ainda não exploradas. Eles também se interessam pela integração com a arte visual. Naquela época, foi o uso mais avançada de video já feito e eu abracei totalmente a abertura para visão artística que eles apoiavam. Ao mesmo tempo, a banda estava bem consciente dos custos envolvidos, então isso significava encontrarmos o equilíbrio correto.”

Um número impressionante de pessoas tem comentado comigo estórias sobre o efeito que a ZOO TV teve no uso de video. No final das contas, eu acho que a ZOO TV e o U2 causaram um substancial efeito no futuro da indústria do video. Fico contente por não ter me dado conta disso naquela época. Teria tido um efeito esmagador sobre mim.”

MALCOLM GERRIE e GAVIN TAYLOR

Malcolm Gerrie e Gavin Taylor, respectivamente produtor e diretor do video Under a Blood Red Sky, contam com detalhes como aconteceram as filmagens e tudo o que se passou nos bastidores. Como os U2ers contam no U2 By U2, eles praticamente jogaram todas as fichas e todo o dinheiro deles na produção desse video. Se algo desse errado era falência na certa, e Malcolm e Gavin sabiam disso.

Um pouco da narração de Malcolm Gerrie, que na época era o produtor do programa da TV britânica The Tube, onde o U2 se apresentou várias vezes, e onde o video seria mostrado, em princípio:

Inicialmente era pra ser uma video de 15 minutos dentro do programa normal (The Tube), e então, como o video se transformou em algo histórico, tivemos que mostrá-lo completo. Foi histórico por causa do que aconteceu naquela noite. O tempo estava tão ruim, como se os céus se abrissem. A eletricidade formava um arco, de uma coluna de caixas de som para a outra. Se isso os atingisse, eles estariam mortos. Barry Fey, o promoter, olhou aquilo e disse “Não dá. Esqueça. Vou mandar o público embora.” E então a banda estaria ferrada, basicamente, porque eles haviam colocado todo seu dinheiro nisso. Eu não teria um show para a TV, então também estaria ferrado. Nós todos estaríamos. Era um disastre. Paul estava ao telefone, tentando conseguir outro lugar para o show, e me pediu se nós podíamos manter toda a equipe. Nós tínhamos um helicóptero com um ex-piloto do Vietnam completamente pirado, voando, como nosso cinegrafista a bordo, através das chamas. No fim foi assim: esqueça o clima. Então o que aconteceu foi a atmosfera especial de tudo isso: porque aquela bruma desceu e nós conseguimos segurar metade do público, e a luz…algo realmente muito estranho aconteceu com a luz e o fogo, você sabe, e a coisa toda simplesmente assumiu uma qualidade etérea, mágica, que você não conseguiria reproduzir com efeitos especiais ou filtros.”

Existem duas coisas extraordinárias a respeito do U2. Número um, eles foram provavelmente a mais inteligente, articulada e determinada banda que eu já encontrei. Número dois, eles tinham um dos mais inteligentes e investigativos empresários de qualquer banda que eu já encontrei, e a essas alturas eu já conheci vários. Não há nenhuma diferença entre eles naquela época e agora. Paul dirige a banda de uma forma inteiramente profissional, mas com um toque humano. Isso quebra todas as regras, porque, enquanto eles são dirigidos como uma máquina bem azeitada, no coração dessa máquina existe um coração de verdade. Eu já fiquei na casa do Bono, já frequentamos juntos os mesmos aviões e clubes, e quando ele me encontra em um show deles ele corre até mim e me abraça e roda comigo como um filho perdido há muito tempo. Eu sei que ele faz isso com um monte de gente. Isso é lealdade com um L maiúsculo, e o resultado disso é que eles conseguem tudo e qualquer coisa das pessoas. Eu farei qualquer coisa pelo U2, porque, além do nível profissional, eu os considero como amigos. Eles são pessoas fantásticas, e a música deles é simplesmente brilhante.”

O número de vezes que eles já se reinventaram! Meu trabalho é juntar música e imagens, e ninguém desde o Pink Floyd fez o que eles fizeram em termos de produção de palco. Não há ninguém que os alcance. Ninguém chega perto deles no que se refere aos seus shows, em termos de ambição, risco, perigo e estar adiante do seu tempo. A televisão é 100% estórias: novelas, dramas, corações partidos, tragédias, estórias de amor, e o U2 representa tudo isso, porque a música deles e suas crenças e a forma como eles as apresentam são estórias fantásticas. Então, egoistamente, do ponto de vista de um produtor de TV, isso é o maná do paraíso, porque você sempre, sempre, sempre – 100% das vezes – vai conseguir alguma mensagem fantástica do Bono. Você vai conseguir do Paul McGuinness um ponto de vista extremamente lúcido e inteligente e frequentemente controvertido. Você vai ter uma percepção sincera do Edge. Você vai ter uma declaração totalmente pé-no-chão, direta e corajosa do Adam e do Larry. E sempre vai haver alguma estória.”

Se você pudesse criar um modelo/check list de banda ideal para um produtor de TV, em que se marcaria todas as opções nos quadrinhos – controvérsia, política, música fantástica, espetáculo, dominação mundial – você chegaria ao U2. Há certos indivíduos que chegam perto, mas você tem que pensar muito em quais seriam eles. Como banda, eu acho, eles são únicos a esse respeito.”

Do artigo de Gavin Taylor, achei lindo o parágrafo final, onde ele descreve o resultado de seu trabalho ao filmar Under a Blood Red Sky:

A bruma havia baixado e havia uma garoa fina, e estava muito frio. Mas quando Bono estava cantando, ele estava muito quente, fervendo, então havia vapor surgindo de seu corpo, e a respiração dele formava nuvens de vapor. Foi a combinação da banda, do lugar e das condições climáticas, que eram absolutamente horrorosas, mas que de alguma forma fizeram aquele show. As imagens feitas de helicópteto, a garoa, a bruma e as chamas. As reportagens que se seguiram perguntavam: “isso é um show de rock ou um encontro religioso?” Live at Red Rocks realmente deu partida na carreira deles, particularmente nos Estados Unidos. Os arremessou ao alto como um foguete nos céus.”

Comentários

Juliana Guimarães

Eu arrisco dizer que os shows do U2 são, de certo forma, encontros religiosos. Desde Red Rocks, como já tinham percebido os repórteres da época, até os shows “under the claw” que muitos aqui puderam presenciar. Que atire a primeira pedra o ateu que nunca chorou vendo o vídeo do show de Slane Castle, cantando junto com o Bono em Wake Up Dead Man:  ” Jesus….. Jesus! Help me! I’m alone in this world….” …rs…. Ótima matéria! Abraço MT!

Tenho uma amiga que viu seu primeiro show do U2 esse ano e disse que somente estando lá, pode compreender a devoção e a “quase” religião que cerca banda e fãs.

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