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27 junho 2011 06:33

por: marciovsky

Matéria do U2 na Q Magazine!

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A Garra aporta no Brasil.
Próxima parada: Glastonbury…
Estádio do Morumbi, São Paulo
Domingo, 10 de abril – Nota da revista: 5 estrelas

Da última vez que o U2 esteve aqui, diz Bono, contemplando o céu de São Paulo da suíte do seu hotel, ele foi acordado pelo som de uma banda tocando “Beautiful Day”. Enrolado em uma toalha, ele correu para a janela e observou duas coisas: primeiramente, havia uma banda cover em cima de um caminhão descoberto (nota: o Bono obviamente não sabe o que é um trio-elétrico, que é o que estava sendo usado na data) do lado de fora do hotel; em segundo lugar, havia uma câmera de vídeo apontada para ele. “Aquilo foi uma barra”, diz ele, com uma risada grutal. “Foi uma armação. A capa de todos os jornais no dia seguinte era eu parecendo com um maldito Gaddafi. Estou contente por ter mantido a toalha”.

Desta vez, o Brasil é na realidade ainda mais apaixonado pelo U2. No Reino unido e nos Estados Unidos, o de fraco desempenho “No Line On The Horizon” vendeu cerca de metade das cópias do seu antecessor; no Brasil, vendeu o dobro. Há alguns dias atrás, Bono e Adam Clayton (nota: a informação da revista está incorreta. Na realidade, a banda toda esteve presente ao encontro com a presidente, incluindo até mesmo o manager da banda, Paul McGuinness) voaram para Brasília a fim de conhecer a nova presidente do país, Dilma Rousseff. “A Presidente pessoalmente foi bastante impressionante”, relata Clayton. “Não há nem um traço de Margaret Thatcher nela. O Brasil realmente encontrou seu caminho economicamente nos últimos 10 anos desde que estivemos aqui. E essa é realmente um lugas estrangeiro. É uma cultura diferente”.

É marcante que o segundo dos três shows do U2 em São Paulo seja a data que marca o ponto em que a 360° bate o recorde antes pertencente à turnê dos Rolling Stones, A Bigger Bang, como a turnê mais lucrativa da história, com US$ 558 milhões.

Com essa extravagante produção engenhosa, delimitada por uma colossal garra insetoide, esse é um show de tão grande escala que uma banda como o Muse é meramente a banda de abertura. Na época em que a turnê se encerrar no Canadá, em julho, já deverá ter se tornado tão longa que alguns membros da equipe vão ter celebrado seu terceiro aniversário na estrada.

O álbum encontra o U2 em uma posição curiosa: estando um passo atrás em termos de gravação e nunca foi tão forte ao vivo. Quando Bono sofreu uma séria lesão nas costas, em maio do ano passado, e forçou o adiamento da apresentação da banda em Glastonbury e a segunda leg da 360° nos Estados Unidos, isso também deu à banda alguns meses para repensar o set, incluindo algumas músicas novas e reconfigurando outras. “É realmente uma pena que Horizon tenha um horizonte um pouco limitado porque escolhemos errado o single”, diz Clayton. Ele se refere a “Get On Your Boots”, que agora soa como uma criatura rosnando e soando duas vezes melhor do que a sua encarnação feita em estúdio. “Acho meio ultrajante agora. Mas acho que deveria ter sido um grande single”.

Extraordinariamente, a banda tem experimentado algumas músicas ainda não gravadas ao vivo. “Steve Lillywhite costuma sempre vir aos nossos shows e dizer seus malditos! Issso foi muito melhor do que a versão do álbum! Da próxima vez, por favor, apresentem as músicas ao vivo por alguns meses e então gravem o álbum”, diz Edge. “Desta vez pensamos, bem, vamos ver o que acontece”.

Neste ponto da turnê, o U2 está no controle do seu jogo. Eles são facilmente associados a hinos para serem tocados com os celulares balançando, mas a sua abertura feroz sob as ameaçadoras nuvens do Estádio do Morumbi demonstra o que uma grande banda de rock deve ser. Começando com uma versão remixada de “Even Better Than The Real Thing” e trazendo a tiracolo seu single de estreia, “Out Of Control”, eles fazem um barulho formidável. “Elevation”, “Mysterious Ways” e a mal-afamada “Boots” nós trazem algo remanescente das sobras da Zoo TV.

A abordagem de Bono à multidão no estádio é uma forma de sedução. “Nós estamos em uma relação com o Brasil por tanto tempo que nós nos consideramos praticamente casados”, ele diz com um sorriso jocoso. “Mas vocês têm todos esses outros amantes chegando: Oasis, Radiohead, Muse, Coldplay, The Killers. Música muito atrativa”.

O que coloca o U2 à parte de todas essas outras bandas é o seu senso instintivo de saber o que um estádio necessita e a habilidade de entregar isso. É como assistir a qualquer um que é expetacularmente bom naquilo que faz, como um jogador de futebol ou um acrobata – você não precisa nem ao menos gostar deles para apreciar as suas habilidades gravitacionais e desafiadoras. O setlist se move por diferentes fases. Depois do sprint inicial cheio de energia, o clima se torna um pouco mais leve e divertido com “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” e pela acústica, e influenciada pelo soul, nova música “North Star”. Bono entoa algumas frases de “Blackbird”, “Singin’ In The Rain” e (precedida por um pulsante remix de “I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight”) “Two Tribes”.

Durante “Miss Sarajevo”, na qual ele também executa a parte que caberia a Pavarotti, sustenta uma nota tão poderosa que há uma espontânea salva de palmas no meio da música. O elaborado mosaico visual responde a cada música, desencadeia sua própria rotação, quando se desenrola em um cone gigante de luzes coloridas para “City Of Blinding Lights”, uma música que lisonjeiramente insere qualquer metrópole dentro de si quando é tocada. No momento da introdução de “Beautiful Day”, Bono convida uma garota da plateia para ler um poema em português (nota: na realidade, como sabemos o poema era a própria letra da música traduzida). É o flerte em escala nacional: pense global, haja localmente, como um urbanista poderia enxergar.

O terceiro movimento do set tem um tom político: uma montagem de imagens da primavera árabe durante “Sunday Bloody Sunday”; uma dedicatória a Aung Suu Kyi e à Anistia Internacional em “Walk On”. Depois de “One” e “Where The Streets Have No Name”, o encore é menos triunfante do que reflectivo. “Moment Of Surrender” é dedicado às doze vítimas do atentado a tiros ocorrido em uma escola do Rio de Janeiro alguns dias antes. Enquanto os nomes dos mortos rolam pela tela, as luzes do estádio são apagadas e milhares de celulares e câmeras balançam pelo céu como estrelas bêbadas. “Eu não sei o que dizer para vocês”, diz Bono, estranhamente não tendo palavras a dizer. “Nós nunca esqueceremos esta noite”. A chuva se detém. O ar da noite toma conta do lugar.

Poderíamos realmente ter tido um racha”, diz Bono, de volta à suíte de hotel. “Essa coisa de viajar por três anos e voltar, podemos ficar muito propensos a murchar e nos encolhermos em nosso próprio mundo. Quando você toca uma música ao vivo percebe isso”. Entre as legs da turnê, o U2 esteve trabalhando em quatro álbuns separados – a trilha sonora do musical do Homem Aranha, a “obra de humor” “Songs Of Ascent”, um álbum com Danger Mouse e um álbum clubber gravado com o produtor de Lady Gaga, RedOne – totalizando cerca de 50 músicas. “A vida criativa está indo bem, mas ainda não descobrimos o que fazer com ela”, diz Bono. “Recebi uma ligação do Chris Martin e ele me disse: por que vocês apenas não pegam as melhores músicas de cada um deles e colocam em um único álbum agora? Hmmmm, pensei comigo mesmo, este garoto está indo muito longe”.

Se aproximando do Glastonbury (ainda um projeto em andamento) e América do Norte, e quando a turnê esmagadora de recordes tiver acabado, a Garra irá se aposentar. Edge olha um pouco melancólico em seus pensamentos. “Algumas vezes, se a agenda é muito pesada, você chega ao fim e pensa: graças a Deus isso acabou. Mas nesse caso, foi tão fácil e divertido, é uma pena que tenha acabado. Nós vamos sentir falta”.

Fonte: site U2Br

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Orgulho e privilégio imeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenso de quem esteve lá no dia 10…. \o/

“São Paulo da garoa, São Paulo da chuva! E aí galeraaaaaaaaaa!!!!!”

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