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4 maio 2011 20:25

por: Márcio Guariba

Quem já ouviu a sensacional gravação do show em Sheffield, da primeira parte européia da ‘360’, ainda em 2009, ouve Bono, assim como fez com o Muse em São Paulo, fazer um comentário a respeito da banda de abertura… ‘Elbow… Special gifts, special spell’… Algo como, ‘uma banda mágica’. E são eles que abrem a nossa nova série; ‘Bandas que o U2 gosta’.

O embrião da banda data ainda de 1990, quando, ainda no colegial, o vocalista Guy Garvey encontrou com o guitarrista Mark Potter, ambos aos 16 anos, decidiram montar uma banda. Oriundos de Ramsbotton, nos arredores de Manchester, viviam á sombra da cena ‘Madchester’, de Stone Roses, Happy Mondays e Soup Dragons. Depois de alguns encontros e jams, se juntaram o baterista Richard Jupp e o baixista Pete Turner. Estava formada a Mr. Soft. Péssimo nome, por sinal.

Depois de alguns ensaios e shows para meia dúzia de pessoas, o nome foi reduzido para Soft e o tecladista Craig Potter entrou para a banda. Formação que se sustenta até hoje. Bem parecido com o U2, não?

Em 97, depois de percorrerem o circuito alternativo britânico, mais uma mudança de nome; Elbow, tirado de um programa da BBC, onde um dos personagens dizia que a palavra (cotovelo, em português) era a palavra mais sensual da língua inglesa (?!?!). Pode até não ter uma ótima explicação, mas soa bem, no final das contas.

A partir daí, a banda começou a lançar singles e EP’s. Com destaque para o seu primeiro ‘pseudo-hit’, “Any Day Now”, faixa coma qual eu os conheci, ainda em 2000. Veja;

O primeiro álbum veio logo em seguida; Em 2001, saía “Asleep in Black”, o disco é uma jóia escondida; Enigmático, climático e sensual (não como o nome da banda, rs), teve ótima acolhida de crítica e público, e gerou um hit; “Newborn”, uma das minhas preferidas. Veja o vídeo;

Com um álbum e um single rodando nas rádio britânicas (quem já foi pra lá sabe; O que chamamos de ‘música alternativa’, lá é o que toca no rádio), começaram os circuitos dos festivais; V, Reading, Glastonbury… Nesse último, inclusive, aconteceu algo inusitado… Durante a faixa “Grace Under Pressure”, a banda puxou um coro, com o refrão da canção e a gravou; “We still believe in love, so fuck you!” (“Nós ainda acreditamos no amor, então foda-se!”). Deste ‘coral’, saiu a inspiração para o título do segundo disco, “Cast Of Thousands”, de 2003. Elogiadíssimo pela crítica, porém, não emplacou nenhuma faixa nas rádios. A que acabou mais conhecida foi o seu primeiro single, “Fallen Angel”. Veja;

Na turnê de divulgação de “Cast Of Thousands”, a banda resolveu ir até Cuba tocar e rodar um mini-documentário que foi exibido nos circuitos dos festivais ingleses mas nunca foi lançado comercialmente.

Depois de concorrerem aos prêmios de música britânica, como o Mercury e o Brit Awards, a banda se enfurnou em estúdio para o terceiro álbum; “Leaders of the Free World”, lançado em 2005, foi inteiramente produzido por eles e traz um som mais leve, introspectivo. Muito progressivo rococó para o meu gosto. Para esse álbum, a banda se uniu ao conglomerado The Soup Collective, produtores de vídeo, para um filme integrado ao disco. “Linear”, alguém?

Novamente, o disco foi elogiadíssimo pela crítica inglesa, mas ignorado pelos americanos. O álbum rendeu apenas dois singles, apesar de ter vendido muito no país. Um deles, “Forget Myself”, é bem legal. Veja;

Depois da turnê e um ano de descanso, a banda voltou com “The Seldon Seen Kid”, seu melhor álbum e de maior sucesso também, lançado no final de 2007. Além disso, este é o disco que despertou a curiosidade do U2. É o favorito de Edge e Bono, que foram vistos em alguns shows da banda pela Europa. 

O disco é vívido e com melodias lindas. Várias faixas se destacam, mas as minhas preferidas são “Ground For Divorce”, “The Fix” e, em especial, a melhor música deles na minha opinião, “One Day Like This”. Muitos de vocês já ouviram essa faixa porque ela foi muito tocada nos ‘playlists’ são executados durante a ‘360’. Veja;

A banda ganhou vários prêmios por esse disco e pela canção. Em especial, o Mercury Music Awards e o Ivor Novello Awards, para melhor canção contemporânea.

Em 2009, a banda prestou uma homenagem ao U2, fazendo uma cover de “Running To Stand Still”, que foi usada no álbum “War Child”, compilação beneficiente lançada desde 1993 em prol da África e dos países assolados por guerras. A versão ficou fantástica. Veja;

Ainda em 2009, a banda foi convidada para abrir dois shows da ‘360’ na Europa; No estádio de Wembley, em Londres e no já citado em Sheffield, também na Inglaterra.

Depois de algum tempo de férias, a banda passou o resto de 2010 gravando seu quinto álbum, que saiu em Março deste ano; “Build a Rocket, Boys!”, que estreou diretamente no segundo lugar da parada britânica, feito inédito até então. Porém, nos EUA, continuam sendo ignorados.

Eles deram uma ampliada no leque de influências; Podemos ouvir muito de David Bowie, Manic Street Preachers e, porque não, U2 neste último disco. Eles deixaram um pouco de lado a temática mais progressiva e lenta. Talvez tenha sido esse o motivo do sucesso. Mais uma vez, todas as revistas inglesas deram boas críticas. A NME, que costuma ser bem chata para reviews, disse “Uma força inovadora”. 

O primeiro single do álbum foi “Neat Little Rows”, lançado em fevereiro. Notem a diferença;

A banda está em turnê pela europa. Tocará em todos os festivais do verão por lá; Inclusive no aguardado Glastonbury, que terá o U2. O último show, em outra coincidência cósmica, é em Slane, mas abrindo para outra banda sempre elogiada por Bono, o Kings of Leon, que também foi banda suporte dos Irlandeses durante a “Vertigo Tour”.

Pra fechar, mais um vídeo da banda, a ótima “Lippy Kids”, que o jornal inglês “The Guardian” descreveu como “um hino sobre a adolescencia; Como você nunca se sentirá novamente”;

Para mais informações sobre a banda;

Site oficial – Clique aqui
You Tube – Clique aqui
Wikipedia (Em inglês)Clique aqui
TorrentsClique aqui.
Letras traduzidas, com vídeosClique aqui
Facebook (em inglês) Clique aqui

É isso!

Espero que vocês tenham gostado! Conhecer música nunca é demais, não é? 😉

No próximo capítulo, vamos destrinchar uma das maiores influências do U2; David Bowie!

Até lá!

Comentários

Uepa! Bom, quanto tiver tempo vou pesquisar mais sobre a banda. Confesso que só conheço “Not A Job”. Achei legal, mas nada de mais. Não sabia que essa banda tinha tocado num dos shows de Londres na 360o. No dia que fui, tocaram duas bandas que não gostei muito (Glasvegas e outra que não lembro o nome).
Sobre essa coisa do “indie brasileiro” ser o “mainstream inglês”: ao sair desse show, havia um carro na frente do estádio tocando “Karma Police” do Radiohead em alto e bom som. Se a gente faz isso por aqui, é taxado de suicida, depressivo pra baixo mostrando a língua

Márcio Guariba Autor

Rss…É verdade Ronan… 

Uma das melhores memórias que eu tenho de Londres foi em 2001. Na época do lançamento do “Amneasiac”, do Radiohead… Céu cinza, friozinho… Eu, na primeira visita ao British Museum, ouvindo o disco no disc man (olha só a velharia), andando pelo museu me achando ‘o’ alternativo. Daí, quando saí e fui fazer a minha primeira visita na Virgin Megastore, tinha poster do disco até no teto. Igual a qualquer lançamento ‘popular’ por aqui… Foi surreal.

Quando via crianças em museus, pessoas lendo Shakespeare no metrô, protestos pacíficos contra aumento de impostos… Lógico que não era perfeito, haviam as ‘ogrices’ normais, como há aqui, mas me sentia parte de alguma coisa lá… Principalmente, em se tratando de cultura e arte.

Com relação as bandas de abertura da ‘360’, foram dois shows em Wembley; O primeiro, com Elbow e The Hours, e o segundo com o Glasvegas e também com o The Hours. Essas bandas se revezaram nos quatro últimos shows da leg européia, em 2009. Para saber sobre o The Hours, que é até legalzinho, aqui vai o link http://en.wikipedia.org/wiki/The_Hours_(band)

Po Márcio, valeu pela iniciativa em nos apresentar outras bandas! Antes de gostar de U2 a gente gosta mesmo é de boa música e tendemos a julgar como “boa” mais ou menos o mesmo estilo de música.. Além disso, acho essencial a UV ter material próprio/exclusivo, não ser só um site crtl c crtl v de notícias tiradas de outros sites, acho que isso mantém a UV interessante! Podia até criar um link permanente “conteúdo UV” ou algo do tipo..

Márcio Guariba Autor

Po Márcio, valeu pela iniciativa em nos apresentar outras bandas! Antes de gostar de U2 a gente gosta mesmo é de boa música e tendemos a julgar como “boa” mais ou menos o mesmo estilo de música.. Além disso, acho essencial a UV ter material próprio/exclusivo, não ser só um site crtl c crtl v de notícias tiradas de outros sites, acho que isso mantém a UV interessante! Podia até criar um link permanente “conteúdo UV” ou algo do tipo..

Essa é a idéia, Mari. Ser site de notícias é meio monótono… Ainda mais hj em dia, com twitter, facebook etc… Tudo se espalha muito rápido…

Vlw pelo apoio! 😉

Super bacana esta ideia de comentar sobre as bandas que fazem parte deste universo U2niano. Graças ao U2 conheci muitas bandas legais e o Elbow foi uma destas. Muito bom o texto, parabéns!

E opá! Já ansiosa pra ler o próximo que será sobre um dos maiores genios da musica de todos os tempos – David Bowie.

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