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31 janeiro 2009 14:32

por: followerU2

Fonte: Expresso de Portugal

Os U2 têm um novo som. Nos temas mais fortes do álbum “No Line On The Horizon” aliam o rock que os caracterizava na década de 80 e lançam-se para uma celebração escura, com uma componente coral fortíssima a oscilar entre a liturgia e um ambiente épico difuso.

O disco ouve-se com clareza. Define-se com facilidade e marca nova etapa na carreira da banda de Dublin. As guitarras bem trabalhadas, as teclas (menos usadas anteriormente) e uma evolução rítmica que transforma cada um dos 11 temas desde o seu início até ao último acorde são a tónica dominante.

Críticas à parte, num momento em que ainda ninguém pode ouvir o álbum, vale a pena contar a história da primeira audição para a imprensa ibérica. O segredo sempre foi a alma do negócio. Ao ditado agarrou-se a Universal Music, editora da banda de Bono Vox.

À entrada da sala, equipada com coca-colas, sumos, cervejas, águas e acepipes para todos os gostos, na sede da editora, em Madrid, cinco minutos depois das 18h, uma funcionária da Universal pedia os telemóveis dos 40 jornalistas convocados e recebia-os numa caixa de cartão.

Gravar era proibido, claro está. Já na sala de audição, outra funcionária distribuía fotocópias com as letras dos novos temas e pedia em inglês que não escrevêssemos nas folhas pois teríamos que as devolver no final. O segredo tinha que ser mantido. Só depois do grupo irlandês colocar online, no seu site oficial, o novo álbum à disposição do público se poderá divulgar em detalhe o seu conteúdo, o que poderá acontecer dentro de 15, 20 dias no máximo. O lançamento oficial ocorrerá a 27 de Fevereiro só no seu país de origem, seguir-se-á o resto da Europa a 2 de Março e a 3 chegará a vez do mercado norte-americano. Tudo planeado ao pormenor.

A primeira música, No Line on The Horizon, começa finalmente a tocar. Sentados à volta de uma mesa, que não chega para todos, os blocos de notas vão-se enchendo de apontamentos. Muitos tentam apressadamente copiar as letras, outros ouvem apenas e abanam a cabeça ao som do ritmo.

O imprevisto acontece a seguir. Magnificent, talvez o melhor tema do álbum (é preciso anda maturá-lo) é interrompido abruptamente. O disco pára de tocar. A aparelhagem falha por instantes. Regressa a música, mas pára novamente. Durante dez minutos a plateia não sabe se há-de rir ou chorar. Sete pessoas à volta do aparelho de som não conseguem resolver o problema. O CD não roda. Os técnicos não entendem porquê e os nervos tomam conta da equipa da editora. Vem novo disco, nada. Vem um outro que não dos U2. Funciona. Nova tentativa. Uf! A coisa vai. E vai até ao fim. Em apoteose.

O consenso é geral: The Edge, Bono, Larry Muller Jr., Adam Clayton têm qualquer coisa de novo a dizer e dizem-no bem. A satisfação é grande. A sensação dominante é a da partilha. Aquela coisa antiga, a que já não estamos habituados: ouvir um disco sem rede com gente que não se conhece e que está em simultâneo a sentir o prazer da música e a dissecá-la profissionalmente.

À saída do primeiro grupo da sede da Universal, avistam-se já o segundo. A imprensa espanhola vai entrar em peso. Será que conseguirá ouvir o álbum até ao fim? A aparelhagem funcionará? A experiência valerá a pena de qualquer forma.

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