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25 maio 2006 07:29

por: followerU2

Fonte: Reuters

Após uma bem-sucedida campanha pelo perdão da dívida de alguns dos países mais pobres do mundo, o roqueiro-ativista Bono quer agora convencer os donos do mundo a tornar o comércio mais vantajoso para a África. Na última escala de uma viagem por seis países do continente, Bono disse na quarta-feira que há um novo clima de otimismo a respeito da África e que novos empreendedores estão surgindo, mas que os subsídios agrícolas e outras barreiras comerciais em grandes mercados, como EUA e Europa, ainda impedem maiores progressos.

Falando à Reuters, Bono disse saber que essa luta não será fácil. “Estamos contra interesses velados e poderosos grupos de pressão”, disse ele, após visitar um mercado de Acra, capital de Gana. Bono disse que ele e outros ativistas precisam explicar melhor aos produtores agrícolas norte-americanos e europeus como seus subsídios prejudicam os agricultores africanos. O cantor espera que seu envolvimento dê mais voz ao continente na chamada Rodada Doha de negociações comerciais globais, atualmente paralisada por causa da questão agrícola.

Os movimentos sociais nos darão musculatura política e isso torna (a campanha) factível, mas será uma briga grande”, acrescentou.

O líder do U2 visitou fábricas de tecidos e roupas no Lesoto e na Tanzânia, onde muitas empresas fecharam, com a consequente perda de empregos, devido ao fim do sistema de cotas de acesso a mercados pelo Acordo Múltifibras, que beneficiava os produtores de países pobres. Os produtores asiáticos estão ocupando esse espaço. No Mali, Bono visitou uma comunidade que cultiva algodão para ver de perto o impacto dos subsídios norte-americanos sobre o setor, que estaria reduzindo os preços globais e arruinando os produtores africanos. Em Gana, Bono disse que a incerteza sobre a Lei da Oportunidade e do Crescimento Africanos, que dá aos países em desenvolvimento maior acesso ao mercado dos EUA, está pesando como uma “Espada de Dâmocles” sobre a cabeça dos países africanos.

O roqueiro começou o dia reunindo-se com empresários ganenses para melhor entender as restrições a seus negócios. “As pessoas precisam de ajuda, porque ainda há pobreza, mas mais importante para todos é a necessidade de comércio”, afirmou ele à platéia. “A África deveria conseguir criar uma alternativa para a dominação chinesa no setor do vestuário.”

Para conseguir o perdão da dívida dos países mais pobres, Bono usou sua influência junto ao público e manteve reuniões pessoais com líderes mundiais. Em junho de 2005, o G8 (grupo dos países industrializados mais ricos) aceitou cancelar as dívidas de 18 países, a maioria africanos, e dobrar a ajuda ao continente até 2010. Na reunião de quarta-feira com Bono, o presidente de Gana, John Kufuor, elogiou o trabalho do cantor pela África, mas disse que a expansão do comércio deve andar junto com a ajuda, para que a pobreza possa ser combatida.

Nossa parte do mundo está em transição, e será preciso algum músculo para manter as mudanças”, afirmou ele. “Com as políticas corretas e algum incentivo, conseguiremos formar parcerias para competir. Para que Gana atinja tal posição, precisamos de alguma ajuda.”

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