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25 maio 2006 12:07

por: followerU2

Fonte: Reuters

ACRA, Gana – O vocalista do grupo U2, Bono, disse que amadureceu como ativista social ao longo dos últimos quatro anos, desde que começou a percorrer o mundo levantando dinheiro e conscientizando o público sobre a difícil situação de milhões de habitantes da África subsaariana. Ele aprendeu que convencer os países ricos a abrir a torneira e inundar o continente de dinheiro não vai resolver os problemas da África. E que é preciso cobrar dos governos africanos a responsabilidade pela aplicação desses recursos.

Estamos saindo da adolescência do otimismo, quando achávamos que bastava fazer passeatas e atrair muita ajuda para transformar a vida dos africanos. Isso não basta”, disse ele à Reuters na quarta-feira, ao final de uma viagem em que percorreu seis países africanos. “Os problemas são muito mais complexos, e acho que em alguns momentos os africanos devem ter sorrido ou se retraído ao nos ver pensando que apenas dinheiro seria capaz de resolver seus problemas”.

Nos últimos anos, o vocalista do U2 tem estado no centro das atenções por fazer campanha em prol do cancelamento da dívida e da ajuda à África. Ele contou que, durante esses anos, ao fazer a ponte entre os dois mundos, passou a perceber que, quando bem investida, a ajuda pode combater as doenças e a miséria. Ela também pode auxiliar a África a opor resistência à crescente competitividade dos bens baratos produzidos por países asiáticos como a China, que vêm inundando os mercados africanos e levando ao fechamento de fábricas.

Estamos próximos de um momento de virada para o continente”, disse ele. “Por mais que seja crítico garantir a chegada do dinheiro assistencial, é igualmente crucial que esse dinheiro seja bem gasto e que os medicamentos sejam corretamente distribuídos”.

BARRICADASNEGOCIAÇÕES

Bono não acha que a ajuda deve vir acompanhada de condições difíceis, mas falou: “Concordo com a condição de que se enfrente a corrupção e a falta de ação”. Ele disse que compreende que esse pensamento o tornará impopular com alguns movimentos sociais com os quais tem feito campanha, que não acreditam que a ajuda deva vir acompanhada de condições.

Para alguém como eu, que, por minha própria profissão, é mais afeito às barricadas do que às negociações, isso faz parte do amadurecimento”, disse o cantor. “Aquilo que antes era chamado de assistência externa hoje precisa ter dois nomes. Um deles pode ser o de misericórdia, reação a uma emergência, como a ajuda para combater uma pandemia. Não se pode manter a população refém de seus governos em questões como essas. A outra ajuda se chama investimento, mas para essa precisamos ter muito cuidado em decidir para onde ela vai”, afirmou.

Bono disse que será muito importante ouvir ativistas africanos: “Devemos ouvi-los e eles dizem ‘não invista em nossos países enquanto tivermos lideranças corruptas”’. Bono disse que não houve um momento único que o levou a transformar sua maneira de pensar a África, mas que se sentiu inspirado pelo que viu na viagem.

Houve histórias de sucesso, como operárias de uma fábrica desfilando camisetas para exportação num desfile de moda no Lesoto (enclave sul afruicano), uma empresa que fabrica mosquiteiros na Tanzânia, os investimentos em Ruanda que estão transformando o país em centro tecnológico regional, e o setor empresarial e o mercado de ações em Gana.

Mas Bono também viu cenas de carência constante: uma ala pediátrica no hospital principal de Kigali, Ruanda, onde quatro ou até seis crianças dividem um leito, e uma escola onde até 100 crianças em cada sala de aula e o telhado está ruindo. “As transformações estão vindo muito devagar para uma geração inteira que não tem acesso à educação e à saúde”, disse ele.

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