Televisão sérvia transmite programa similar a Show do Milhão

Televisão sérvia transmite programa similar a Show do Milhão

As perguntas foram difíceis na estréia de Who Wants to Be a Millionaire? – “primo” do brasileiro Show do Milhão – na televisão sérvia, nesta semana. Porém, o programa tentou lançar um véu de discrição sobre o passado recente do país.

Esta é uma atração feita para divertir. Não queremos lembrar dos problemas passados. Procuramos evitar tudo isso”, disse Rod Taylor, produtor executivo da Celador Internacional, que detém a franquia de Millionaire.

O programa, cujo título pode ser traduzido por Quem quer ser um milionário?, foi ao ar pela primeira vez na segunda-feira, depois da correria para preparar o palco, num estúdio particular em Belgrado.

Haverá perguntas relacionadas à história contemporânea”, disse Taylor, “mas não queremos lembrar do passado inglório de qualquer país”.

Três anos atrás, aviões da Otan bombardearam a Sérvia para obrigá-la a parar com a repressão da minoria de origem albanesa em Kosovo.

O edifício principal da TV estatal em Belgrado foi um dos alvos atingidos durante a campanha aérea, que durou três meses, e representou o ponto culminante de quase uma década de violência provocada pela fragmentação da antiga Iugoslávia.

Na segunda-feira, os participantes do programa responderam a perguntas sobre o nome real de Bono, o vocalista do U2, o ano em que a Grã-Bretanha adotou oficialmente esse nome e o termo médico usado para descrever a calvície.

Taylor contou que demorou muito para levar a atração à Sérvia e disse que o fato de ele ter finalmente chegado ao país aponta para “melhoras na economia” desde a queda do ex-presidente Slobodan Milosevic.

Millionaire vai ao ar pela emissora independente iugoslava BK, e o prêmio máximo oferecido é de 3 milhões de dinares (50 mil euros) – o suficiente para comprar um apartamento na capital.

Pode não ser muito pelos padrões ocidentais, disse Taylor, mas foi o suficiente para atrair milhares de candidatos a participantes na Sérvia depauperada por guerras e sanções.

Reuters

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