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2 março 2002 07:02

por: Mirrorball

Cantor da dupla, Tunde, fala ao ‘Estado’ sobre como fazer música para a avó e seus netos

JOTABÊ MEDEIROS

A crítica inglesa não os tem em alta conta, dizendo que são “o tipo de banda que você pode levar para a casa de sua avó”. A dupla britânica Lighthouse Family diverte-se com o rótulo. “Acho que é uma coisa boa, procuramos de fato fazer uma música que divirta desde pessoas idosas a garotos, sem preconceito”, diz ao Estado, por telefone, de Londres, o cantor Tunde Baiyewu, um sujeito bem-humorado que nasceu em Londres, cresceu em Lagos, na Nigéria, e ganhou o mundo a partir da costeira Newcastle, na Inglaterra.

Tunde e o tecladista Paul Tucker militam numa seara do pop que rende muitos dividendos, mas também bastante desprezo. Fazem um easy-listening, música para tocar em cafeteria e sala de espera de dentista, entre um donut e uma anestesia local. Mas o diabo é que fazem com extrema competência, tanto que venderam 3,5 milhões de exemplares de seu disco Postcards from Heaven, de 1997.

A notícia sobre a dupla é que acabam de lançar um novo álbum, Whatever Gets You Through The Day (Universal Music, já nas lojas). Dia após dia, desde o lançamento, uma das coisas que fazem é justificar porque seu novo e inapelável hit comete a “heresia” de misturar Free, de Nina Simone, e One, do grupo irlandês U2.

A idéia nos ocorreu quanto estávamos no estúdio, pesquisando canções”, conta Baiyewu. “Nós amamos a música do U2 e achamos que aquela canção sugeria uma ligação forte com a outra, são ambas canções que tratam da liberdade espiritual – embora uma seja um rock branco e a outra seja um canto essencialmente negro”, afirmou.

Baiyewu, ele mesmo um cantor de soul e pop na tradição dos bons crooners de um passado recente – como os meninos de Fine Young Cannibals, Tears For Fears e Pet Shop Boys – diz que nunca viu um show de Nina Simone na vida. Mas se sente alcançado pela “dor e profundidade” que há em sua voz, assim também como pelo som de Marvin Gaye, Otis Reading e Stevie Wonder.

Pode parecer curioso, mas eu também amo a bossa nova e a música de Antônio Carlos Jobim, essa música que soa como algo sussurrante, como um tipo de conversa íntima”, ele confessa. Baiyewu fala de cátedra: conhece sempre o Brasil, para onde sempre vem. Esteve em São Paulo há três anos e também conhece o Rio e a Bahia. Acostumou-se a ouvir música brasileira já na Nigéria, onde se toca muito MPB. “Há uma conexão muito especial entre a música africana e a brasileira e eu adoro também todos os ritos da cultura afro-brasileira, como a festa de Iemanjá”, conta.

Whatever Gets You Through The Day traz dez canções, a maioria delas composta pela dupla, e tenta reatar com o sucesso que os projetou de Newcastle para o mundo em 1995, quando lançaram os singles Ocean Drive e Lifted (pelo selo Wild Card Records). “Quando você faz um disco de tanto sucesso como aquele, gera grandes expectativas, mas nós tentamos apenas fazer o melhor disco possível, sem ligar muito para as pressões”, diz o cantor. “O que digo é que nos divertimos com o processo e estamos felizes de fazer esse disco.”

É certo que os anos 80 renderam melhores e mais profundos cruzamentos entre pop e soul music do que essa “Família do Farol” (o melhor exemplo é Mick Hucknall, do Simply Red). Mas o fato é que Tunde Bayiewu é um bom cantor popular, bem melhor que essas boy bands de “garotos e garotas esganiçadas”, para usar a sua definição.

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